Como não se tem a menor ideia de quem criou o amigo-secreto (amigo oculto, amigo invisível, como queira), os pesquisadores foram buscar algum tipo de referência em tradições do passado. Na Grécia Antiga, por exemplo, cidadãos presenteavam pessoas influentes em festas religiosas ou sociais. Entre povos germânicos e nórdicos, presentes eram entregues como oferenda aos deuses. São Nicolau, um bispo do século quarto, que inspirou a figura do Papai Noel, deixava presentes, incluindo moedas de ouro, para os mais pobres, de forma anônima.

E aí pipocam também várias versões modernas, dependendo do lugar.  Na Suécia, surgiu o hábito de deixar presentes na porta das casas e sair correndo, reforçando o mistério. Outra versão, que tem mais cara de lenda urbana, fala que, nos Estados Unidos, ali no fim do século XIX, o amigo-secreto teria sido criado dentro de fábricas. Os operários costumavam trocar presentes numa festa de confraternização. Quando a recessão apertou, os presenteados passaram a ser escolhidos por sorteio para que todos ganhassem.

Um dos símbolos do amigo-secreto moderno (ou secret santa, como se diz em inglês) é o americano Larry Dean Stewart, que, num momento de necessidade, recebeu ajuda de um desconhecido. Anos depois, já rico, passou a distribuir anonimamente notas de 100 dólares a pessoas necessitadas.