O chocolate Lollo foi lançado em 1982 e caiu rapidamente no gosto dos brasileiros. Só que, em 1992, por causa de uma estratégia global, a Nestlé resolveu tirar o Lollo do mercado e colocou em seu lugar o Milkybar. A embalagem continuava azulzinha, mas a simpática vaquinha amarela (criada pelo designer Jó Nunes) desapareceu.

É verdade que outros chocolates já mudaram de nome. Dois exemplos famosos: O Kri virou Crunch. O Krot foi rebatizado de Shot. Mas nenhum deles causou tanta comoção quanto o Lollo.

Os fãs do Lollo reclamaram, boicotaram, e o Milkybar deixou de ser fabricado em 2011. Até que o “chocolate fofinho” Lollo voltou às gôndolas em 2012.

Mas e o nome? Numa reunião para a definição do nome do produto, na J.W. Thompson, agência que atendia a Nestlé, a equipe de criação descobriu o apelido de João De Simoni Soderini Ferraciú, que fazia o planejamento da área de promoções. Um amigo de Capivari, no interior de São Paulo, ligou para a agência e pediu para falar com o Lollo. De zoeira, Lollo foi colocado na lista de sugestões. A agência fez uma pesquisa entre consumidores e, adivinha, ganhou Lollo. Alguém teve que ir até a Nestlé explicar que aquilo tinha sido só uma brincadeira interna. Mas a Nestlé resolveu respeitar o resultado e o nome Lollo ficou.

Considerado o “pai do marketing promocional no Brasil”, João De Simoni faleceu em 20 de novembro de 2023, aos 86 anos. Em sua lápide, além do nome completo, a família mandou escrever “Lollo” também.