O “Aurélio”, lançado em março de 1975,  é até hoje o maior fenômeno editorial brasileiro. Tanto que seu nome virou sinônimo para dicionário no Brasil. A primeira edição teve 120 mil verbetes espalhados por 1.536 páginas. A tiragem inicial foi de 18 mil exemplares. Atrás desse sucesso, no entanto, há uma história cheia de intrigas e disputas, reveladas pelo jornalista Cézar Motta no livro “Por trás das palavras” (Editora Máquina de Livros).

De um lado, o lexicólogo alagoano Aurélio Buarque de Holanda e a mulher, Mariana Baird; de outro, o principal colaborador, o jornalista maranhense Joaquim Campelo Marques. A briga pelo reconhecimento de coautoria e, consequentemente, por direitos autorais foi parar no Supremo Tribunal Federal. Cézar Motta fala também sobre a lenda que se criou para explicar a origem da expressão “pai dos burros”.

O Grupo Positivo, de Curitiba, comprou todos os direitos de publicação do Dicionário Aurélio em dezembro de 2003.