Juntos, somos América. O nome do nosso continente surgiu em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio. Quem fez essa homenagem foi o cartógrafo alemão Martin Waldseemüller, em 1507, nas 1.000 cópias do mapa-múndi “Universalis Cosmographia”, que faziam parte do livro “Introdução à Cosmografia”. Nesse mapa, ele batizou aquilo que chamou de “quarta parte do mundo” com a versão feminina latinizada de Americus. O alemão explicou que a escolha de América seguiu a tradição de dar nomes femininos a continentes, como Europa, África e Ásia.

Waldseemüller acreditava que Vespúcio, e não Cristóvão Colombo, havia sido o primeiro europeu a chegar nesse “novo mundo”, fato que corrigiria seis anos depois, rebatizando-o de “Terra Incógnita”. Mas era tarde demais. O nome América já estava circulando entre navegadores. Segundo o site “Ensinar História”, de Joelza Ester Domingues, em 1538, o cartógrafo flamengo Mercator também chamou de “América” o novo continente em seu primeiro mapa-múndi, “Orbis Imago”, o que consolidou definitivamente o nome. Consta que Américo Vespúcio faleceu, em 1512, sem ter conhecimento da homenagem.

Um detalhe: nesse mapa de 1507, o nome “America” foi usado exclusivamente na América do Sul. Somente no século 16 o nome passou a abranger também a América Central e depois, com o avanço da cartografia, América passou a denominar todo o continente.

A partir de sua independência, em 1776, os Estados Unidos adotaram oficialmente o nome Estados Unidos da América. No século 19, o termo América passou a ser usado internamente pelos Estados Unidos como uma forma abreviada de se referir ao país. Portanto, seguimos por aqui: do Ártico à Patagônia.