Até 1930, os papas só andavam de carruagem. O Vaticano resistiu à mudança do veículo por dois motivos. Primeiro porque os pontífices permaneceram 60 anos sem sair do Vaticano em protesto contra o não reconhecimento da região como um Estado independente. Segundo porque alguns papas simplesmente não confiavam em automóveis.- O primeiro “papamóvel” foi um Mercedes Nurburg 460, na cor branco perolado.
- Em 1980, em sua primeira visita ao Brasil, João Paulo II utilizou um Landau com teto solar e um micro-ônibus aberto, um dos últimos veículos abertos em que ele andaria.
- Depois que João Paulo II sofreu um atentado, em 1981, os papamóveis passaram a ser fechados com vidros blindados.
- O papamóvel montado pela empresa British Leyland para uma viagem do papa João Paulo II pela Escócia, em 1982, foi leiloado por 37 mil libras (cerca de 150 mil reais).
- Durante a visita ao Brasil, em maio de 2007, Bento XVI utilizou um Mercedes-Benz ML 430. O veículo especialmente adaptado para o pontífice pesava 4,3 toneladas, e era capaz de resistir a disparos de fuzil e até explosões de granada.
- A Volkswagen e a BMW ofereceram papamóveis adaptados para Bento XVI, mas o papa não quis abandonar o veículo que herdou de João Paulo II. Isso não impediu que Bento XVI aceitasse alguns veículos para sua “frota pessoal”. Ele ganhou um Volkswagen Phaeton e um Volvo XC90, ambos carros de luxo.
- O papamóvel que transportava Bento XVI tem um valor estimado de 200 mil libras (590 mil reais). Ele pesa 5 toneladas, possui equipamento de som e chega à velocidade de 250 km/h!
- O papa João Paulo II não gostava do apelido “papamóvel” dado ao carro do papa. Ele considerava o termo desrespeitoso. Não adiantou reclamar: o nome pegou, apesar de não ser oficial.
- O papamóvel já foi um caminhão! Na década de 80, o papa João Paulo II viajou pela Europa dentro de um caminhão Leyland de 24 toneladas. A peça foi leiloada pela barganha de 70 mil dólares (140 mil reais).
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