O americano Jonathan Land não aguentava receber tantos spams por e-mail. Ofertas de produtos contra impotência sexual, correntes, pedidos de “recadastramento bancário” (que são sempre ciladas!), tudo isso o irritava bastante. Um dia, ele resolveu se vingar e passou a responder, de forma engraçada, como se estivesse realmente interessado no produto.

Algumas das respostas mais bem humoradas foram as direcionadas a spams de sexo. Ao receber uma oferta de “alternativa herbal para o Viagra”, ele narra ao remetente a história de como um desses e-mails arruinou sua chance de perder a virgindade  – enquanto ele foi ao banheiro, a moça viu o anúncio do estimulante e mudou de ideia quanto a transar com ele. Tudo piada!

O mais engraçado acontece quando o spammer responde ao texto que Land enviou, como os nigerianos que ofereciam negócios muito lucrativos (e falsos) a pessoas que nem conheciam em listas de e-mail. Em uma dessas discussões, o remetente, que dizia se chamar Hamza Kalu e ser coordenador de uma petroleira na Nigéria, trocou seis respostas com Land. O autor diz que os spammers nigerianos são os mais fáceis de iscar, pois eles realmente acreditam que vão fazer alguém cair na história que estão vendendo.

Todas essas respostas engraçadas se transformaram em um site e em um livro (em inglês) chamado The spam letters, lançado em 2004. Não é um livro para ser lido de uma vez, pois as situações acabam se repetindo muito.

Ficou com vontade de responder aos spams da sua caixa de entrada? Jonathan Land recomenda que você não faça isso, a não ser que também queira escrever um livro no estilo. Responder a uma mensagem dessas é deixar saber que sua conta de e-mail é ativa e faz com que você receba mais spams. O próprio Land, antes de começar a brincadeira, recebia de 5 a 10 e-mails inúteis por dia. Hoje, o número pulou para cerca de 450.

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