Colocar moedas em um porquinho para arrebentá-lo assim que estiver cheio é um hábito que em origem na Europa. Se hoje também é simbolo de poupança, o porco – ou pelo menos o seu nome – já foi símbolo de tempos complicados.

Pela proximidade entre os nomes, o pygg bank passou a ser chamado de “porquinho” (“piggy”, em inglês) e logo os comerciantes e artesãos perceberam que era uma boa ideia criar pequenos cofres em forma de porco.

Há quem diga que o formato do porco foi motivado por ser o animal um símbolo de fertilidade. Mas existe uma versão bem mais aceita. Na Idade Média, os mais ricos usavam utensílios de metal em suas casas. Os mais pobres, explica Charles Panati no livro “The Extraordinary Origins of Everyday Things” (1989), precisavam se virar com uma argila de pior qualidade, chamada pygg clay, para fazer pratos e potes. As pessoas guardavam suas moedas economizadas em jarras e potes feitos com essa argila alaranjada.

No começo, o nome era pronunciado como “pug”. Mas, no século 18, ele passou a soar já como “pig” (que é também como se diz porco em inglês). Um ceramista não muito familiarizado com o assunto recebeu uma encomenda de algumas peças feitas deste material e imaginou que o cliente queria recipientes com aparência suína. Daí “piggy bank” se tornou “pig bank”. Assim começaram a nascer os cofres de porquinhos, hoje tradicionais em todo o mundo.