O KitKat chegou ao Japão em 1973, 38 anos depois de seu lançamento, na Inglaterra. Mas nenhum outro país teve tantos sabores lançados. Já foram cerca de trezentos até agora. Teve até uma edição limitada sabor pastilha de garganta (para aliviar a rouquidão dos torcedores durante as eliminatórias da Copa do Mundo de futebol de 2018).

O mais curioso é que, entre os japoneses, o KitKat virou um símbolo de boa sorte.  No começo dos anos 2000, a Nestlé, dona da marca desde 1988, notou um aumento surpreendente de vendas na região de Kyushu. Especialmente entre dezembro e fevereiro. Descobriu-se que os pais estavam comprando KitKats como incentivo para os filhos, que se preparavam para o dificílimo vestibular japonês.

O nome KitKat, que se pronuncia lá como “Kitto Katto”, lembra a expressão japonesa “Kitto Katsu”, que pode ser traduzida como “com certeza você vencerá”. Por causa dessa semelhança fonética, o chocolate virou um amuleto principalmente entre os estudantes e aqueles que fazem entrevistas de emprego. A partir de 2005, a Nestlé resolveu apostar nisso com uma grande campanha de marketing. Para se ter uma ideia, em 2010, as agências de Correios vendiam embalagens de KitKat, que podiam ser enviadas dali mesmo na hora para amigos e parentes.

No verso de cada embalagem, o KitKat japonês traz um espaço para que as pessoas escrevam uma frase motivacional a quem for presenteado.

Quando Fukushima foi atingida por um tsunami em 2011, as pessoas enviavam caixas de KitKat aos trabalhadores encarregados da reconstrução, como uma forma de encorajamento.