Por que não caímos da cama quando estamos dormindo? Pelo menos é assim com quase todo mundo. Quando dormimos, nosso corpo não “desliga” completamente. Mesmo de olhos fechados, o cérebro continua ali trabalhando. Ele recebe sinais de partes do corpo, como músculos, pele e ouvidos internos.
Um desses sistemas chama-se propriocepção, que ajuda a saber onde estão braços e pernas. Outro é o sistema vestibular, no ouvido, que percebe equilíbrio e posição.
Esses sistemas avisam ao cérebro se estamos deitados, virando ou perto da borda. Além disso, a pele sente o contato do colchão e dos lençóis. O cérebro junta todas essas informações como se fosse um mapa do corpo. Assim, mesmo dormindo, sabemos onde a cama termina. Por isso, quase nunca caímos da cama enquanto dormimos. Mas, calma lá, porque existem exceções.
Por que, então, as crianças precisam dormir em berços ou em camas com grades? Nas crianças, o corpo e o cérebro ainda estão em fase de desenvolvimento. Elas se mexem muito enquanto dormem e nem sempre percebem os limites do espaço. O sono costuma ser bem profundo, e os movimentos podem ser desordenados, como virar ou rolar de repente. Por isso, às vezes acabam passando da beirada da cama sem notar.
No caso dos idosos, acontece o oposto: o corpo já não responde com a mesma rapidez. A sensibilidade diminui, os reflexos ficam mais lentos e o equilíbrio pode não ser tão bom quanto antes. Além disso, muitos usam remédios que dão sono, tontura ou deixam a pessoa mais “lenta”, o que dificulta reagir a tempo para se ajeitar na cama.
Sim, mas existem relatos de adultos que caem da cama. Isso pode acontecer quando estão muito cansados, sob efeito de álcool ou de remédios que causam sonolência. Febre, doenças, sonhos muito agitados ou distúrbios do sono, como o sonambulismo, também aumentam o risco. Dormir em um lugar diferente do habitual, onde a pessoa não está acostumada com o espaço, pode contribuir.
