Como surgiu a expressão “os ratos são os primeiros a abandonar o navio”? Apesar de não haver comprovação científica, os ratos ganharam fama de sentir antecipadamente um desastre que está por vir. Foi por causa disso que, no ano de 77, o escritor e historiador romano Plínio, o Velho, escreveu o seguinte em “História Natural”: “Quando um prédio está prestes a cair, todos os ratos o abandonam”.
A expressão que nasceu daí – “os ratos são os primeiros a abandonar a casa antes que ela caia” – começou a ganhar novas formas, de diferentes autores, principalmente a partir do início do século XVII. Uma delas dizia: “Os ratos são os primeiros a abandonar uma casa em chamas”. Até que veio a ideia de desembarcar os ratos de um navio prestes a naufragar. Afinal, os porões das embarcações viviam cheios deles. Não há registros de quem foi o primeiro. Mas, em 1610, na cena 2, do ato 1 da peça “A Tempestade”, o dramaturgo inglês William Shakespeare já falava de “ratos abandonando instintivamente o navio que afundava”.
Atualmente, a expressão significa covardia. Alguém que abandona uma situação difícil aos primeiros sinais de problema.
