Na noite de ontem, fui empossado presidente da Academia Brasileira de Letras do Futebol, sucedendo a Ernani Buchmann (2024-2025) e Severino Filho (2025-2026). A ABLF é bem novinha – ela foi fundada em 12 de novembro de 2023, por iniciativa do jornalista, escritor e historiador piauiense Severino Filho, o Buim. Severino acaba de lançar um livro que traz essa história: “Letras da Bola – Os primeiros passos da Academia Brasileira de Letras do Futebol”, que pode ser encontrado à venda no site do Clube de Autores.

Na ABLF, eu ocupo a cadeira número 24, que tem como patrono Mário Cardim (1888-1953), primeiro jornalista especializado em futebol do Brasil. É uma honra estar ao lado de grandes nomes das letras e do jornalismo, a exemplo de Ignácio de Loyola Brandão, Ruy Castro, Juca Kfouri, Bernardo Buarque de Hollanda, entre tantos outros.

Os demais cargos da diretoria, com mandato até 31/01/2027, serão ocupados pelos acadêmicos Celso Unzelte (secretário-geral), Mauro Beting (1º secretário), Fátima Antunes (2º secretária) e Marcos Eduardo Neves (tesoureiro). Nossa missão será tornar a ABLF cada vez mais conhecida e, ao mesmo tempo, combater o preconceito que ainda existe com os livros sobre futebol. Cada uma das quarenta cadeiras tem um “craque” como patrono, casos de Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade, Thomaz Mazzoni e Lourenço Diaféria, também só para citar alguns.

Mãos à obra, portanto. Ou seria melhor dizer pés à obra? No caso da Academia Brasileira de Letras do Futebol, o certo é juntar os dois. Mãos e pés à obra!