Quem inventou esse hábito de avisar – com três sinais sonoros – que uma peça de teatro ou um concerto está prestes a começar?
Esses sinais sonoros têm um nome: “Pancadas de Molière”. Na França do século XVII, o dramaturgo francês Molière passou a montar peças dedicadas não apenas à nobreza, mas também ao público em geral. Suas comédias satirizavam os costumes da sociedade francesa com humor bastante afiado. Antes das apresentações, a plateia se agitava muito e a desordem era grande. Foi então que Molière instituiu em suas peças o costume de bater no palco uma espécie de cajado, batizado de “Bastão de Molière”, com o objetivo de chamar a atenção do público e pedir silêncio. Ele dava dez batidas bem curtas e breves no palco, seguidas de três mais ritmadas, pausadas e fortes.
Mas existe uma outra versão, que diz que a tradição teria nascido no Palácio de Versalhes, com o rei Luís XIV. O espetáculo só poderia começar com a presença do rei. A primeira batida, portanto, anunciava para a plateia que o rei havia chegado ao teatro. A segunda servia para dizer que o rei já estava se acomodando em seu lugar. Por fim, a terceira e última batida sinalizava que estava tudo certo com o rei e o espetáculo poderia finalmente ter início.
