Afinal, Sílvio Santos é careca ou não é? O mito teve origem no início da década de 1970. A revista “Melodias”, que cobria o mundo das celebridades, estava com os dias contados. O diretor Plácido Manaia Nunes, criador do Troféu Imprensa, expôs a situação ao amigo Sílvio Santos e pediu autorização para publicar uma montagem do apresentador careca na capa da revista. Era um jeito de alavancar as vendas. Sílvio, solidário à causa, consentiu.

O público foi à loucura e varreu a revista das bancas. A edição de novembro de 1971 vendeu 500 mil exemplares – um grande sucesso, se comparado à tiragem de menos de 100 mil dos números anteriores. A brincadeira foi suficiente para que a “Melodias” se reerguesse e evitasse a falência. O fechamento só veio ocorrer em 1977, e a edição do Sílvio careca é hoje uma relíquia.
Apesar de ter sido uma brincadeira declarada, a qualidade técnica da montagem deixou o público com a pulga atrás da orelha. A dúvida só foi esclarecida em 1994. Sílvio Santos caiu dentro de um tanque de água enquanto apresentava o programa “Topa Tudo por Dinheiro”. Os cabelos encharcados e despenteados deram a certeza de que os fios eram reais.
Em 2009, porém, a então artista mirim Maísa reforçou a tese da careca. No quadro “Pergunte à Maísa”, do “Novo Programa Sílvio Santos”, ela puxou o cabelo do patrão e exclamou: “É peruca, é peruca!”. A velha teoria da conspiração voltou à tona.
E, falando em cabelo, em 2012, aos 82 anos de idade, Sílvio assumiu os fios grisalhos. Pouco tempo depois, porém, voltou a caprichar na tinta nas mãos do cabeleireiro Jassa, seu amigo particular.
