O guaraná é uma planta nativa da Amazônia e a cidade de Maués, que fica a dezenove horas de barco de Manaus, é considerada seu berço histórico. Guaraná significa “fonte de sabedoria”. Além do Amazonas, ele é cultivado no Acre, no Pará, em Rondônia e na Bahia, que hoje é o Estado com maior produção.
A planta exige um conjunto muito específico de condições para se desenvolver: clima quente e úmido, solo arenoso (rico em matéria orgânica) e um regime de chuvas propício.
Quando o fruto amadurece e se abre, ele fica perecível muito depressa e precisa ser processado em poucas horas, o que impede longos deslocamentos. Levar o fruto fresco para outras regiões exigiria uma logística cara. Além disso, o valor comercial do guaraná não está na polpa (pouco doce), mas na semente seca.
O maior esforço, portanto, é voltado para colher frutos, retirar sementes rapidamente e enviá-las ao processamento, e não para o varejo. Quase toda a colheita vai direto para unidades de processamento locais. O Brasil produz cerca de 3.000 toneladas de sementes por ano, ricas em cafeína, que servem para fazer refrigerantes, energéticos, suplementos e outros produtos à base de guaraná. Isso representa 95% da oferta mundial.
