As Fofoletes foram lançadas no Brasil em 1978 pela fábrica de brinquedos Trol. Eram doze modelos, apresentados como “bonequinhas da sorte”.

As bonequinhas de olhos azuis foram criadas no início daquela década pela El Greco, da Grécia, e eram chamadas lá de Spirtuli, que pode ser traduzido como “pequeno fósforo”. A palavra deriva de spirta (fósforo em grego). O nome, segundo o fabricante, remete a crianças que carregam uma chama dentro delas. Por isso, são inteligentes, espertas e cheias de vida. Vale observar que as embalagens que trazem as bonecas lembram caixinhas de fósforos.

Esse conceito do fósforo foi se espalhando feito rastilho pelo mundo. Na Itália, as bonequinhas, lançadas pela empresa GIG, ganharam o nome de Fiammiferino. Fiammiferi é fósforos em italiano. Havia também a bonequinha que vinha em ovinhos de plástico chamada Ovettino e o palhacinho Pop Corn. Na França, elas foram batizadas de Feufollettes. Feu é fogo em francês e também faz alusão à caixinha de fósforos. Nos Estados Unidos, elas eram a Matchbox Babies. Matchbox é caixa de fósforo em inglês.

No Brasil, o nome foi inspirado do francês e ficou fofolete. As embalagens traziam versinhos como: “Fósforo acende a chama/Fofolete acende a paixão/Dê fofolete a quem ama/E afaste pra sempre a desilusão”. A Trol também licenciou a boneca Paciocchino, uma versão da Fofolete em tamanho grande, batizada aqui de Minuche. Para concorrer com as Fofoletes, a Estrela comprou o licenciamento da bonequinha Mignolino, da fabricante italiana Querzola, que recebeu o nome de Miudinha.

A Trol fechou as portas em 1993 e as Fofoletes passaram a ser fabricadas pela Estrela em 1999. Depois de uma pequena pausa, elas voltaram a ser vendidas em 2017.