Em 1918, depois de voltar ferido de Verdun, na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o americano  William Roy DeWitt Wallace retomou o hábito de escrever fichas com resumos de artigos de revistas e de jornais que havia lido e gostado. Recuperado, ele teve a ideia de publicar uma revista que oferecesse esses conteúdos condensados. Uma espécie de curadoria para quem não tinha muito tempo para leitura.
Dois anos antes, em 1916, como ponto de partida, ele publicou um panfleto chamado “Getting the Most Out of Farming” [Tirando o máximo da agricultura].  Vendeu cerca de 100 mil  exemplares, principalmente para banqueiros rurais, que os ofereciam a seus clientes agricultores.

Ofereceu a ideia para dezoito editoras, mas nenhuma se interessou pelo projeto. Trinta e um artigos em sessenta e quatro páginas. Um para cada dia do mês. Só textos informativos, sem ilustrações e anúncios. Então, Wallace e a mulher, Lila, saíram vendendo assinaturas de uma revista que ainda não existia. Olha lá o crowdfunding cem anos atrás.

Foi assim que nasceu, em fevereiro de 1922, o primeiro número da revista “Reader’s Digest”, que significa “Resumo do Leitor”.  Nos primeiros números, Wallace se instalava na Biblioteca Pública de Nova York, onde fazia os resumos todos à mão.

A revista foi lançada no Brasil em 1942 com o nome de “Seleções da Reader’s Digest”, ou só “Seleções” e continua sendo publicada mensalmente.