Voltei de Belo Horizonte com uma curiosidade na mala: as balas Lalka. A bala azedinha de maçã vermelha, que é o carro-chefe da marca, é uma tentação. São vendidas uma tonelada e meia delas por mês. Também trouxe pacotinhos de sabores sortidos para experimentar. Falha minha e dos meus amigos mineiros: eu nunca tinha ouvido falar da marca, que está completando 100 anos em 2025.
Como se deu a descoberta então? Na visita ao Mercado Novo, parei na Picolepicolepicolepicole, e vi que o primeiro sabor oferecido era de Bala Lalka. Perguntei o que era aquilo e só assim fiquei sabendo da história. Obviamente que saí dali e corri para uma das lojas.
O polonês Henryk Grochowski chegou ao Brasil em 1912. Estabeleceu-se em Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde aprendeu o ofício de baleiro. Em 1925, ele e a mulher fundaram a primeira fábrica de balas e chocolates artesanais de Belo Horizonte. Nas décadas de 1930 e 1940, a Lalka era a única bala vendida nos cinemas belo-horizontinos.
“Lalka” significa boneca em polonês.
