Em 1911, uma lei feita pelo então ministro da Justiça e de Negócios Interiores, Rivadávia da Cunha Corrêa, determinou a criação de um dos maiores pesadelos para os aspirantes a uma vaga na universidade: o teste obrigatório para o ingresso no ensino superior. Naquela época, a prova ainda não se chamava vestibular e nem tinha o peso que tem hoje. Na verdade, o que contava mesmo eram as notas dos alunos nos chamados exames preparatórios. Exigia-se uma nota mínima para aprovação e os que a alcançavam iam preechendo as vagas (os melhores colocados tinham prioridade) até elas se esgotarem.
O termo vestibular, que significa vestíbulo ou ante-sala, foi empregado pela primeira vez em 1915.
Lá pela década de 20, o sistema começou a dar problema porque o número de aprovados passou a ser maior que os lugares disponíveis nas faculdades. A questão só foi solucionada em 1968, ano em que 120 mil alunos aprovados não conseguiram inscrever na universidade por falta de vagas. Optou-se, então, por mudar o caráter do teste, que passou a ser classificatório. Ou seja, o número de aprovados corresponderiam exatamente ao número de vagas oferecidas.
Ao longo dos anos, o vestibular mudou diversas vezes de cara. Provas com conteúdo específico para o curso que se desejava figuraram na década de 40. Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional permitiu às instituições que definissem seus próprios critérios de habilitação e classificação. O Decreto de nº 68.980 de 1971 unificou novamente o programa a ser abordado na prova e focou-o no currículo visto pelos alunos ao longo do ensino médio. Por fim, em 1978, tornou-se obrigatória as provas de língua portuguesa e de habilidade específica para alguns cursos e a possibilidade de realização do vestibular em mais de uma etapa. |