Dinheiro irlandês homenageia craque de futebol

George Best foi o Pelé do futebol irlandês. Brilhou no time do Manchester United e na Seleção da Irlanda do Norte na década de 1960. Best chegou no Manchester United em 1963, quando tinha apenas 17 anos. Durante seis temporadas, o craque disputou 370 jogos, marcando 179 gols. A média foi de 2,06 gols por jogo, sendo que ele chegou a marcar seis em uma única partida, contra o Northampton. George Best ajudou o time a ganhar dois títulos nacionais e um Campeonato Europeu. Em 1968, no auge da carreira, recebia 1 mil cartas de fãs por semana e foi eleito o “Jogador Europeu do Ano”.

George Best, na época do Manchester United.

Na Seleção da Irlanda do Norte, a passagem de Best foi mais discreta, mas não menos ilustre. Apesar de ter marcado nove gols nos 37 jogos disputados, sua simples presença nos gramados já eletrizava o público.

George Best jogando pela Seleção da Irlanda do Norte.

Falecido em 2005 de cirrose hepática em sua terra natal, é notável o reconhecimento post-mortem dado ao craque. Antes que se completasse um ano póstumo, o aeroporto Belfast City foi renomeado para George Best. E o Ulster Bank emitiu 1 milhão de notas comemorativas de 5 libras com imagens do jogador vestindo as camisas dos times em que foi imortalizado. Ao contrário do que acontece no Brasil, alguns bancos privados da Irlanda são autorizados a emitir dinheiro. A pouca burocracia exigida pelo processo acaba facilitando homenagens a ídolos recentes e de apelo mais popular.

Criada como um presente para a população irlandesa local, a cédula acabou se tornando uma febre em todo o Reino Unido. Com a exceção de duas notas – uma dada a Barbara McNarry, uma das irmãs do ídolo, e outra ao seu pai, Dickie Best –, todo o lote foi vendido em cinco dias. Hoje, ainda há várias delas sendo vendidas no site e-Bay, a preços que variam de 9 a 100 libras, mas virtualmente é difícil saber quais são verdadeiras. Apenas dois dias após o lançamento das notas na Irlanda descobriu-se a venda de centenas de cédulas falsas. O Ulster Bank recomenda que os compradores verifiquem o número de série das notas: todas as genuínas começam com GB.

Apesar de ser o país do futebol, o Brasil nunca homenageou um craque em suas cédulas. O que geralmente se vê por aqui é a estampa do rosto de políticos, intelectuais e outros personagens relevantes para a história do país. Nosso país não retrata personalidades vivas no dinheiro nacional. O brasileiro que mais rápido recebeu uma homenagem foi o poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja cédula foi lançada apenas 15 meses depois de sua morte. As notas de 50 cruzados novos circularam de 1989 a 1992.

Homenagem a Drummond 15 meses depois de sua morte

A Irlanda foi o primeiro país do mundo a homenagear um jogador de futebol em seu dinheiro. O dinheiro brasileiro traz atualmente animais da fauna. É, portanto, difícil imaginar uma homenagem ao Rei Pelé como George Best recebeu em seu país. Nem adianta reclamar. Segundo o Banco Central do Brasil, a escolha dos homenageados em cédulas não prevê a participação do público. É o próprio órgão que define o design das notas e as envia ao Conselho Monetário Nacional para aprovação.

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Posted in Cotidiano, Esporte at fevereiro 14th, 2012. No Comments.

O hotel do milésimo gol do Rei Pelé

O Hotel Novo Mundo foi fundado em 1950 e, daquela época até os dias de hoje, é considerado um dos mais tradicionais da cidade do Rio de Janeiro. Localizado no coração da Praia do Flamengo, o Novo Mundo já hospedou célebres brasileiros, como o ex-presidente Lula, a apresentadora  Angélica, o cantor Cauby Peixoto e o Rei Pelé.

Clássico por fora e moderno por dentro, o hotel guarda, quase escondido em um lounge da recepção, uma grande história: foi lá que o rei do futebol dormiu na noite em que marcou seu milésimo gol, contra o Vasco, no Maracanã, em 19 de novembro de 1969. Mais do que isso:  Pelé sempre se hospedava no Novo Mundo quando ia ao Rio de Janeiro. Por isso, o hotel mandou produzir uma placa de bronze com a caricatura do jogador – de coroa e tudo! Presa em uma parede ao lado da máquina de café, a obra está exposta aos hóspedes mais observadores.

Fachada do Hotel Novo Mundo

Interior moderno do Hotel Novo Mundo

Lounge com homenagem a Pelé

Placa de bronze em homenagem ao milésimo gol de Pelé

Há hoje apenas um funcionário que está trabalhando no Novo Mundo desde aquela época. O barman Antonio Martins, um senhor português de 76 anos, chegou ainda jovem ao Rio, em 1957. Nesse mesmo ano, Pelé, um adolescente de apenas 17 anos, começou a se hospedar lá. O rapaz tinha acabado de ingressar no time do Santos, que se concentrava no Novo Mundo quando ia à cidade disputar o Torneio Rio–São Paulo.

Pelé com 17 anos

Pelé costumava ficar no quarto 1005, no 10° andar, que tinha um terraço com a vista para a praia. De 1967 a 1968, quem dividia o espaço com o Rei era o meia-atacante mineiro Buglê, seu companheiro no time do Santos. O hotel, que ficou famoso por hospedar o craque, juntava  em sua porta fãs e repórteres sedentos por uma foto. Pelé era discreto, e só de vez em quando aparecia na sacada, para, com um aceno, arrancar gritos do público. Foi em uma dessas muvucas que surgiu seu apelido mais famoso. Em 1958, logo depois que o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, jornalistas franceses chegaram ao hotel gritando: “Onde está o rei”? O apelido pegou.

Até o fim de sua carreira no Santos, em 1974, o Hotel Novo Mundo abrigou o craque. Nesse ano, ele foi para Nova York jogar no Cosmos, mas, quando visitava a Cidade Maravilhosa, ainda se hospedava no Novo Mundo. Martins não se lembra ao certo quando foi a última vez que recebeu Pelé no restaurante, mas tem certeza de que ele não era mais jogador de futebol – já atuava como empresário.

Quanto aos mimos, o experiente barman jura que o craque não recebia tratamento especial: “Ele comia o mesmo que todo mundo. Na cozinha, a gente seguia as ordens dos diretores da equipe”. Prezando pela discrição, Pelé nunca foi visto consumindo bebida alcoólica no hotel. Segundo Martins, a exceção não foi quebrada nem na noite de seu milésimo gol: “Só servi drinques aos amigos de Pelé – a ele, nunca!”.

(com colaboração e fotos de Julia Bezerra)

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Posted in Esporte at fevereiro 3rd, 2012. 1 Comment.

O Futebol e a Segunda Guerra Mundial

A Copa do Mundo foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928. Ele foi o terceiro presidente da FIFA e teve um mandato de 33 anos (1921-1954). A primeira competição foi disputada em 1930 no Uruguai e deveria ser repetida a cada quatro anos.  Uma década depois do primeiro confronto, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o evento foi interrompido. A edição de 1942, que seria realizada no Brasil, e a de 1946 oficialmente não existiram. Porém, a guerra não impediu que campeonatos de futebol fossem disputados nesse período. Sobre isso o jornalista Luciano Pires, editor do Bauru Ilustrado, me escreveu certa vez, relatando algumas fatos curiosos daquele período.

Este foi o que mais me chamou a atenção. Na fase final do combate, entre o fim de 1944 e o início de 1945, quando a guerra estava praticamente definida e já não havia tantas batalhas com as quais se preocupar, os comandos dos exércitos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética), que lutavam contra a Alemanha nazista, se juntaram para bater bola, organizando um campeonato entre os países do grupo. A Força Expedicionária Brasileira (FEB), integrante do 5º Exército Americano, não ficou de fora, cedendo soldados jogadores ao time.

Soldados da FEB

Destacou-se o lateral Bidon, que tinha sido titular do São Cristóvão, time carioca da Primeira Divisão, que disputava na época o título com os grandes Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Foi também convocado o meia-esquerda Perácio, um dos maiores ídolos da história do Botafogo (RJ), que havia sido titular da Seleção Brasileira na Copa de 1938, na França. Walter, ponta-esquerda da categoria de base do Corinthians, também teve a chance de participar do campeonato. Há registros de que o goleiro reserva do time também tinha sangue brasileiro. O time do 5ª Exército Americano reforçado foi o campeão.

Perácio, em 1938, na Copa da França

A participação do futebol na 2ª Grande Guerra não para por aí. A nação ucraniana, que em sua história sofreu abusos tanto da ocupação stalinista quanto da nazista, fez uso do esporte para tentar amenizar a situação. Em 1942, as autoridades nazistas permitiram a realização de um campeonato de futebol no país para ganhar a simpatia do povo. A população faminta e em processo de dizimação viu no esporte um momento raro de alegria, quando o time Start FC, antigo Dínamo de Kiev, ganhou todos os jogos. Dois deles foram disputados contra equipes alemãs: no dia 17 de julho, os ucranianos venceram o time de uma unidade militar por 6  x 0 e, em 6 de agosto, o da Luftwaffe SV Hamburg (da Força Aérea Alemã) por 5 x 1. O resultado irritou os nazistas, que pediram revanche.

Start FC (1942)

No dia 9 de agosto, como o estádio Zenit lotado, os jogadores do Start FC se transformaram em heróis nacionais ao repetirem a façanha: 5 x 3 sobre os alemães. O lamentável da história é que não tenha sido respeitado o fair play: os jogadores ucranianos acabaram presos e torturados pela Gestapo, a polícia secreta nazista, com a desculpa de serem filiados à NKVD, a polícia secreta soviética. Na verdade, essa filiação era apenas uma formalidade para que pudessem jogar futebol durante a ocupação stalinista. Nikolai Korotkykh, Nikolai Trusevich, Ivan Kuzmenko e Alexei Klimenko foram mortos na tortura. O restante do time ganhou sequelas que impossibilitaram sua volta aos campos de futebol. Esse último confronto ficou conhecido como “O Jogo da Morte”.

A Partida da Morte (1942)

O “Jogo da Morte” foi contado em livro, pelo escocês Andy Dougan. Lançado no Brasil em 2004 pela Editora Jorge Zahar, “Futebol e Guerra” desmistifica a história por trás do embate entre os times rivais (tanto nos gramados como nos campos de batalha). Além de destacar a importância do futebol para o povo ucraniano, o autor expõe a tragédia da ocupação nazista e seus efeitos sobre a população local. No mesmo ano, o jornalista fluminense Roberto Sander lançou, pela Editora Bom Texto, “Anos 40 – Viagem à Década Sem Copa”. No livro, ele conta histórias de talentos brasileiros revelados nessa época, como Leônidas da Silva e Heleno de Freitas. Mesmo alheia aos acontecimentos esportivos, pode ser considerada uma década de ouro para o futebol.

O episódio acabou chegando até Hollywood. O diretor John Huston se inspirou nele para rodar o filme “Fuga para a Vitória” (1982), com Sylvester Stallone e Pelé – o craque brasileiro faz o papel de um prisioneiro de guerra natural de Trinidad e Tobago. Veja abaixo a cena do jogo, com direito a gol – é claro – de Pelé (ôps, desculpe o spoiler!):

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Posted in Esporte at fevereiro 2nd, 2012. 2 Comments.

Celebridades em situações curiosas e inusitadas

O site This Is Not Porn (em português, “isto não é pornografia”) reúne um arquivo de fotos de aproximadamente 400 celebridades. Apesar de soar clichê, o conteúdo nada se parece com o amontoado de revistas dedicadas a bisbilhotar a vida das estrelas. As fotos do arquivo são, em sua maioria, flagrantes de momentos inusitados vividos pelos astros – sem apelar para o lado vulgar, como preza o nome.

Harrison Ford

Walt Disney

Audrey Hepburn

Atenção especial é dada aos astros do cinema e do rock, mas também podem ser encontrados cientistas, artistas, políticos, escritores e esportistas. O representante brasileiro do arquivo é o ídolo Pelé, presente em uma foto ao lado do artista pop americano Andy Warhol.

Andy Warhol e Pelé

Sets de filmagens são cenários recorrentes, que provaram render boas fotos. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, mal saídos da adolescência, fazem caretas para a câmera nas gravações de Titanic (1997); Charlie Chaplin e Marlon Brando, entre uma cena e outra de A Condessa de Hong Kong (1967), são flagrados às gargalhadas; Drew Barrymore, com apenas 5 anos, se diverte no pescoço do padrinho Steven Spielberg, no set de gravação de E.T. (1982).

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

Marlon Brando e Charlie Chaplin

Drew Barrymore e Steven Spielberg

Fãs de celebridades costumam ter interesse em conhecer o rostinho de seus ídolos quando mais novos. Em This Is Not Porn, esse é outro tema bem explorado, sem que, mais uma vez, caia no lugar comum. Angelina Jolie, ainda criancinha, já ensaiava poses; o físico britânico Stephen Hawking, que desde os 21 anos sofre de esclerose lateral amiotrófica, exibia uma bengala aos 23, em seu casamento com Jane Wilde; e a atriz da série Friends, Jennifer Aniston, era só bochechas aos 3 anos.

Angelina Jolie

Stephen Hawking ao lado de Jane Wilde

Jennifer Aniston

O criador do site, que se apresenta apenas como “Patrik” e que é sueco, conta que terminou o mestrado em Tecnologia da Mídia. E agora está atrás de um emprego. Confira entrevista ao Blog do Curioso:

Por que você acha que as pessoas são tão curiosas a respeito da vida das celebridades?
Talvez porque elas gostem de saber que celebridades não passam de pessoas comuns.

Você também é fã de celebridades?
Eu sou uma pessoa nostálgica, adoro mexer em álbuns antigos de família. No começo de 2010, comprei o domínio thisisnotporn.net com a intenção de postar fotos sensuais que não fossem pornográficas. À procura desse material, encontrei fotos belas e fascinantes de celebridades, e decidi dedicar o site a elas. Essas fotos me fazem feliz, e eu preciso compartilhar isso com as pessoas. Mas isso não me faz um fã de celebridades – sou fã de pessoas interessantes.

Como você tem acesso a esse material raro?
Encontro tudo na internet. Acho até estranho essas fotos serem chamadas de “raras”, porque elas estão lá para quem quiser ver. Eu também recebo sugestões de meus fãs. Não tenho direito sobre nenhuma das fotos, deixo isso claro no site. Eu até tento creditá-las, mas é difícil encontrar os fotógrafos.

Qual é a sua opinião sobre os paparazzi e as revistas de celebridades de hoje em dia?
A maioria é completamente entediante. Eles só estão preocupados em criar escândalos, e acabam mostrando o pior lado das pessoas.

Qual é a foto do site fez mais sucesso até hoje?
A foto com o maior número de visualizações é a do Steve Jobs com o Bill Gates.

Steve Jobs e Bill Gates

E você, tem uma preferida?
É impossível escolher uma, mas adoro as fotos do Bill Murray. Ele é um ser humano extraordinário. Só lamento saber que nunca vou ser tão legal quanto ele.

Bill Murray

Há um intervalo de cerca de um mês entre as atualizações, mas a espera sempre vale a pena.

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Posted in Celebridades, Sites curiosos at janeiro 24th, 2012. No Comments.

O New York Cosmos e a camisa de 7 mil dólares

Um dos temas do “Loucos por Futebol” do próximo sábado é o ressurgimento do New York Cosmos, que ficou mundialmente conhecido por ser o clube em que Pelé encerrou a carreira, em 1977. Além dele, jogadores famosos como Carlos Alberto Torres, Franz Beckenbauer e Giorgio Chinaglia usaram a camisa verde do Cosmos, que estava inativo desde 1985 e agora quer voltar a crescer e entrar na Major League Soccer americana.

Fundado em 1971, o New York Cosmos ganhou esse nome porque se inspirou no time de beisebol New York Mets. Assim como “Mets” era abreviação de “Metropolitans”, o “Cosmos” veio da palavra “Cosmopolitans”.

Tudo mudou quando veio o contrato com Pelé, que voltou a jogar, embora já tivesse pendurado as chuteiras. Com isso, o Cosmos ganhou popularidade entre os fãs e a mídia americana, que finalmente começou a dar notícias futebolísticas. Veja abaixo alguns momentos de Pelé no time:

A história do time saiu em 2006 no documentário Once in a lifetime: The extraordinary story of the New York Cosmos (“Uma vez na vida: A história extraordinária do New York Cosmos”), chamado aqui no Brasil de “O mundo a seus pés”. Com orçamento estimado em 1 milhão de dólares, o filme mostra como o Cosmos, de pequeno time em um país que nem ligava para o futebol, conseguiu lotar estádios durante a década de 1970. O documentário foi lançado em conjunto com um livro de mesmo título. Escrito pelo jornalista Gavin Newsham, mostra ascensão e decadência da North American Soccer League (NASL).

Na pesquisa que fiz sobre o time, encontrei à venda hoje  uma camisa do Cosmos usada em um jogo na década de 1970. Apesar de ter “Pele” no título, a descrição do produto não diz que o brasileiro a usou. Mas o precinho é salgado… 7.395 dólares! Uma outra, com o autógrafo do jogador, está bem mais em conta: 783 dólares.  No Brasil, a loja Liga Retrô vende réplicas bem bonitas da camisa usada em 1976.

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Posted in Cinema, Esporte, livros at março 16th, 2011. 2 Comments.

Copa 2010: o primeiro dia em Johanesburgo

Antes de falar sobre a chegada a Johanesburgo, acho melhor começar a viagem à África do Sul pelo voo 223 da South African, que saiu de São Paulo ontem com uma hora de atraso. O piloto comunicou que a demora foi motivada pelo embarque de um passageiro. E mais não disse. O tal passageiro, na verdade, era o rei Pelé, vestindo azul e sentado na primeira fila da classe executiva.

Quando o pessoal da classe econômica descobriu que Pelé estava no avião, logo depois do jantar, foi aquele alvoroço. Os comissários não conseguiram conter jornalistas e fãs. Uma das aeromoças chegou a ameaçar no alto-falante: se todos não voltassem a seus lugares, o avião retornaria a São Paulo. Ficou na ameça. Até porque as próprias comissárias resolveram pedir autógrafos ao rei nas camisetas da seleção sul-africana que elas vestiam. O ex-centroavante e hoje comentarista Casagrande, que também estava na executiva, comentou com Pelé quando a poeira baixou: “Quem mandou você marcar 1.000 gols. Olha só: ninguém vem me pedir autógrafos!”

Vim na última parte da equipe da ESPN-Brasil que irá cobrir o Mundial. Agora somos 70 aqui. Na chegada, a fila de migração andou bem depressa e, logo depois de receber dois carimbos nopassando o carimbo, jovens com bandejas ofereciam latinhas de Coca-Cola de boas vindas. Por hoje só deu tempo de fazer a credencial e conhecer a redação da TV no centro de imprensa.

Ah, para quem acha que a vinda de Pelé no mesmo voo é um bom presságio, uma última informação. O uruguaio Gighia, que fez o gol que tirou o título do Brasil na Copa de 1950, também estava em nosso avião.

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Posted in Esporte at junho 8th, 2010. 4 Comments.

As "boleiras" da Playboy

Não acho que a contratação de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians tenha sido a notícia mais bombástica do futebol dos últimos tempos. Nem o hexacampeonato do São Paulo. Muito menos saber que o presidente da Federação Paulista não será mais convidado para ver o show da Madonna no Morumbi. A grande bomba, sem sombra de dúvida, é a capa da revista Sexy deste mês com as fotos de Dany Cavalieri, mulher do goleiro Diego Cavalieri, ex-Palmeiras, agora no Liverpool, da Inglaterra. Ela está na capa e em mais 21 páginas! Digo que é uma grande bomba porque o futebol é ainda um mundo muito machista e tamanha ousadia chama a atenção. Na Europa, isso é mais comum (ontem, aqui no IG, vimos a ex-namorada de Cristiano Ronaldo, que apareceu nua num calendário). No Brasil, são poucos os casos como o de Dany Cavalieri.

É só lembrar tudo o que aconteceu com a bandeirinha Ana Paula Oliveira depois de ter feito um ensaio para a Playboy. Foi apitar jogos da antipenúltima divisão.

Assim, de cabeça, lembro da atriz Terezinha Sodré, mulher do capitão do tri Carlos Alberto Torres, capa da Playboy em outubro de 1986 (somente no Rio de Janeiro. Em outras capitais, ela saiu numa janelinha da capa).

Talvez você lembre de várias namoradas ou ex-namoradas de jogadores que saíram peladas. Duas ex-namoradas do próprio Fenômeno saíram juntas num mesmo ensaio em janeiro de 1998: Nádia França e Viviane Brunieri (que se tornou estrela de filmes pornôs).

Karen Matzenbacher posou para Playboy em abril de 1995. Na época, ela foi apresentada como namorada de um zagueiro da Seleção Brasileira de 1994. Oito meses depois, ela se casaria com o centroavante Jardel e passaria a assinar como Karen Ribeiro. Os dois se separaram em 2002.

Mari Alexandre, hoje sra. Fábio Júnior, também passou pela capa de Playboy em abril de 1992 e foi namorada de Juninho Paulista, ex-São Paulo, Palmeiras e Vasco.

Em fevereiro de 1995, a revista causou escândalo com o ensaio de Andréa de Oliveira, que se apresentava como amante do centroavante Romário. Foi o maior bafafá.

A aniversariante de hoje, Luma de Oliveira, foi namorada do ex-jogador e agora técnico (no momento desempregado) Renato Gaúcho. Ele contou detalhes do relacionamento numa entrevista à revista Interview. Mas Luma já havia posado para a Playboy em setembro de 1987, antes do relacionamento.

Em janeiro deste ano, a Playboy trouxe também do jeito que veio ao mundo Letícia Carlos, já ex-namorada do são-paulino Richarlysson. Alguns jornais chegaram a noticiar um pequeno affair de Letícia com outro jogador, Denílson, então no Palmeiras.

Você deve estar pensando que esqueci da principal… Xuxa, a namorada de Pelé. Não. Achei melhor não colocar foto da capa de Playboy de dezembro de 1982. Xuxa tem uma porção de advogados que ficam monitorando a internet e mandando notificações para quem ousar publicar algo que ela quer que as pessoas esqueçam. Então melhor não mexer com ela.

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Posted in Celebridades at dezembro 10th, 2008. No Comments.

Presente de Pelé era a Xuxa

Pelé comemora hoje 68 anos. Seu primeiro apelido futebolístico – no time do Bauru Atlético Clube (ou “Baquinho”) – foi “Gasolina”. Foi ele mesmo quem criou, involuntariamente, o apelido de Pelé. Ainda criança, acompanhava o pai nos jogos do Vasco da Gama, da cidade mineira de São Lourenço, e acabou fã do goleiro Bilé. Nas peladas de rua, proclama: “Eu sou o Pilé”, trocando uma das letras do nome de seu ídolo. E Pelé ficou.
Uma das curiosidades que encontrei para festejar o aniversário do Rei foi este comercial estrelado por ele e por sua então namorada, a apresentadora Xuxa, para a campanha de Natal da Francisco Xavier Imóveis. Pelé e Xuxa namoraram por seis anos. A qualidade do vídeo é ruim, mas vale a pena conferir antes que a Xuxa mande o You Tube tirar do ar:

Para ler mais curiosidades sobre o aniversariante Pelé, clique:
http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat=4227

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Posted in Datas Comemorativas, Esporte, Televisão at outubro 23rd, 2008. No Comments.

É um pássaro? É um avião? Não! É apenas um javanês!

Meu amigo Antonio Carlos Cabrera, criador do site www.mofolandia.com.br, me manda uma foto muito engraçada. É a carteira de identidade de um javanês chamado “Batman bin Suparman”. O pai dele devia ser mesmo muito fanático pelos quadrinhos da DC Comics. Agora fanático mesmo é um amazonense que resolveu homenagear metade do time campeão do mundo de 1970. Batizou o filho de Tospericargerja. Os jogadores homenageados foram Tostão, Pelé, Rivellino, Carlos Alberto, Gerson e Jairzinho. Parece piada, mas é verdade. Fui até Manaus e entrevistei “Peri” (como ele prefere ser chamado) para o Loucos por Futebol, da ESPN-Brasil. De quebra, também em Manaus, entrevistei um sujeito da mesma idade que se chama Jules Rimet – o francês ex-presidente da Fifa, que batizou o troféu que o Brasil conquistou em 1970.

Quer conhecer outros nomes esquisitos de filhos de personalidades internacionais? Clique aqui:

http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat=611

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Posted in Bizarro, Sem categoria at maio 22nd, 2008. No Comments.