Todos querem tirar uma foto atravessando a Abbey Road

A foto que ilustra a capa do álbum “Abbey Road”, dos Beatles, pode ser considerada uma das mais famosas do mundo. Ela foi tirada por Iain Macmillan, que bateu seis poses enquanto os músicos atravessavam a rua do pacato bairro londrino de St. John Woods, amparados por um guarda que segurava o trânsito, às 11h30 da manhã do dia 8 de agosto de 1969. A quinta pose foi a escolhida por Paul McCartney para representar o álbum.

Capa do disco "Abbey Road" (1969)

Lançado em 26 de setembro do mesmo ano, o disco não só revolucionaria a música inglesa, mas também o turismo de St. John Woods. Muitos que visitam Londres reservam um dia para ir ao bairro cruzar a Abbey Road e registrar o momento com a câmera.

Turistas atravessando a Abbey Road

Grupo fantasiado de Power Rangers

Para exibir sua nova bicicleta dobrável, a fábrica inglesa Brompton resolveu reproduzir a foto dos Beatles:

Em 2010,  para promover o lançamento da série “I’m in the band”, o canal Disney Channel lançou a reedição de várias capas de discos famosos protagonizadas por crianças. Não poderia faltar Abbey Road:

Até carros já atravessaram a faixa de pedestres mais famosa do mundo. Em 2007, a Volkswagen lançou um anúncio do New Beetle reproduzindo a capa do álbum:

O próprio Paul McCartney parodiou a si mesmo ao lançar o disco “Paul is Live” (em português, “Paul ao vivo” ou “Paul está vivo”) em 1993, em cuja capa ele novamente aparece – dessa vez acompanhado apenas por um cachorro – atravessando a Abbey Road. O motivo da brincadeira foi um rumor que surgiu na época do lançamento do disco dos Beatles – e que até hoje rola na internet – de que Paul McCartney estaria morto. Segundo a fofoca, a capa dá pistas que sugerem a tragédia: John Lennon está vestido de branco, como um padre; Ringo Starr exibe um sobretudo fúnebre e George Harrison se veste como um coveiro, todo de jeans; Paul McCartney está descalço, como os cadáveres são enterrados; ele, que é canhoto, segura um cigarro com a mão direita; a placa do carro ao fundo é 281F, que pode ser adaptada para “28 – If”, que poderia sugerir que, se Paul estivesse vivo, teria, na época, 28 anos. E por aí vai… Em “Paul is Live”, ele desmente os boatos: está calçado, segura a coleira com a mão esquerda e a placa do carro agora é “51 IS”, que pode ser entendida como “Paul tem 51 anos”.

A Turma do Penadinho, de Maurício de Souza, lançou em 2006 uma história em quadrinhos sobre o boato da morte de Paul, e é claro que aproveitou para reproduzir a famosa foto. Os mais fanáticos podem inclusive encontrar 28 nomes de músicas dos Beatles durante a trama. A Turma da Mônica não ficou para trás: o roteirista Paulo Back divulgou em seu Facebook em 9 de fevereiro deste ano uma homenagem aos Beatles. Reparem na presença de Maurício de Souza, feliz da vida, encostado no fusquinha amarelo.

Outros personagens de desenhos animados que também já caminharam pela rua foram os Simpsons, em uma homenagem dos criadores da série aos garotos de Liverpool. A foto saiu na capa da revista “Rolling Stone” de novembro de 2002.

Conhecidos por imitarem fotos famosas, como já foi contado aqui no Blog do Curioso, Lego também têm uma versão de Abbey Road:

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Posted in Celebridades, Viagem at fevereiro 17th, 2012. No Comments.

Um espetáculo de teatro no escuro

Já imaginou ir ao teatro e não enxergar nada? O Centro Argentino de Teatro Ciego, localizado em Buenos Aires, oferece uma experiência sensorial  independente da visão. Dentro dele, os míopes, os cegos e quem vê normalmente compartilham o mesmo drama: não conseguem ver o que se passa no palco.

Prédio do Teatro Ciego de Buenos Aires

É importante ressaltar que não se trata de um espetáculo feito por cegos ou destinado a eles. A proposta da atração é exatamente o contrário: não discriminar. Todos, portanto, são igualmente bem-vindos. Inseridas em um ambiente sem luz, as pessoas que visitam o Teatro Ciego são obrigadas a encontrar outras maneiras de aproveitar o momento.

Além de permitir o desenvolvimento dos diferentes sentidos, a experiência abre os olhos da plateia para a importância da inclusão de pessoas com deficiência na sociedade – lá, todos sentem na pele o que é viver no escuro. O fato de ser também uma escola de teatro justifica a intenção do atual diretor Marin Bondone: “Meu desejo é formar atores – cegos ou não – que não precisem de luz para se apresentar”.

A ideia do Teatro Ciego surgiu em 1991, na cidade de Córdoba, a 700 km de Buenos Aires, quando Ricardo Sued, inspirado por técnicas de meditação tibetana, decidiu criar um teatro diferenciado. Em 2001, o ator Gerardo Bentatti, que atuava com Sued desde 1994, reuniu atores cegos, membros do grupo de teatro da Biblioteca Argentina para Cegos, que começaram a se apresentar no escuro.

Com o crescimento e o sucesso do grupo, batizado de Ojcuro (derivação da palavra “oscuro” – em português, “escuro”), cresceu também a necessidade de uma sede fixa para as apresentações. Assim, em 4 de julho de 2008, foi fundado o primeiro teatro às cegas do mundo – o Centro Argentino de Teatro Ciego fica no bairro de Abasto, reduto do tango de Buenos Aires, onde foi criado o ícone Carlos Gardel.

Elenco de "A Ilha Deserta"

Em “A Ilha Deserta”, o grupo convida a plateia a embarcar em uma viagem repleta de aventuras e amores. Os personagens são funcionários de um escritório, que se revoltam contra a rotina, os medos e a estabilidade da vida empresarial. Francisco Menchacha, que atua na peça, considera o trabalho um exercício não apenas linguístico, mas também físico: “Apesar de estarmos no escuro, nós não ficamos parados só falando; há muito movimento”.

O musical “Às Cegas com Luz” é uma homenagem a Luz Yacianci, a cantora principal. Para atingir o público turista, ela canta músicas de diferentes ritmos em vários idiomas. Carlos Cabrera, pianista portador de deficiência visual que a acompanha no espetáculo, tem todas as partituras escritas em braile, mas as toca de memória. Nesse show, há ainda uma atração extra: é oferecida uma degustação ao público condizente com os estilos musicais apresentados. O objetivo é permitir que, além da audição, o paladar da plateia também seja aguçado.

A reação do público varia, mas a grande maioria considera interessante a experiência de assistir a uma peça sem enxergá-la. Alguns vão pela curiosidade, outros pelo projeto de inclusão social. Ficou curioso? Aumente o som, feche os olhos e aproveite um trecho do Teatro Ciego:

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Posted in Música, Teatro at janeiro 31st, 2012. No Comments.

Sandro, o “inspirador de Sidney Magal”, ganha musical

Acabei de voltar de Buenos Aires.  E já estou fazendo planos de voltar. É que justamente no dia em que embarquei de volta, sexta-passada, estreou no Teatro Broadway o musical Por Amor a Sandro, de Ariel del Mastro. A superprodução, estrelada por Fernando Samartín, conta a história de uma fã que tem sua vida mudada pela devoção a um ídolo. Trata-se de uma homenagem ao cantor Roberto Sánchez, mais conhecido como Sandro de América, ídolo argentino, falecido em 2010. Ele tinha 64 anos e morreu por causa de complicações de um enfisema pulmonar,  contra o qual lutava desde o fim da década de 1990.

Roberto Sánchez nasceu em 1945 na periferia de Buenos Aires. Começou sua carreira artística como cover  de Elvis Presley. Em 1960, já com o nome artístico de Sandro, foi o primeiro cantor argentino a gravar um rock na língua espanhola. Com a explosão do gênero, Sandro e sua banda (Los de Fuego) gravaram versões de músicas dos Beatles, The Animals e Chuck Berry.

Nos anos 60, Sandro como cover de Elvis

Sandro é mais conhecido pela segunda fase de sua carreira, que teve início em 1967 e é marcada por interpretações românticas e sensuais. Nessa época, o ídolo conquistou o público feminino ao liderar uma campanha a favor do sexo antes do casamento. Em seu currículo estão pelo menos 50 sucessos musicais e participação em 12 filmes. No total, ele gravou 52 álbuns e vendeu 8 milhões de discos.

Sandro na década de 1970

El Gitano (em português, “o cigano”), apelido que faz referência ao figurino extravagante do cantor, pode ser considerado um dos maiores ídolos pop das Américas. Em 1969, recebeu um disco de ouro em Nova York por ter sido o latino-americano com a maior quantidade de discos vendidos nos Estados Unidos. Ele foi o primeiro artista da região a lotar o Madison Square Garden, em 1970.

Capa do disco gravado no Madison Square Garden

Sobre o musical agora em cartaz em Buenos Aires, vale dizer que não é costume montar um espetáculo desse porte para contar a história de personalidades contemporâneas. Edith Piaf e Eva Perón só foram encenadas na Broadway 15 e 27 anos depois de suas mortes, respectivamente. Só que li que a vida e as músicas do cantor argentino fazem de Por Amor a Sandro um show inovador entre o gênero.

Elenco de Por Amor a Sandro

O espetáculo preparou ainda outras surpresas, que devem agradar aos mais fanáticos: há três objetos originais do cigano espalhados pelo cenário e figurino da peça: a porta de sua casa no bairro de Banfield, sua clássica jaqueta de couro preta e o cachecol vermelho de lã imortalizado pelo ídolo.

A mesma jaqueta. À esquerda, em Sandro; à direita, no musical.

As curiosidades não param por aí. Por que o musical é um atrativo também para brasileiros de passagem por Buenos Aires? Fácil resposta. Além de poder ser comparado ao nosso rei Roberto Carlos no quesito paixão nacional, Sandro é diretamente relacionado a outro ídolo tupiniquim: Sidney Magal. O ícone brega gravou versões em português das músicas Tengo (Tenho, na voz de Sidney) e Sandra Rosa Madalena. A clara semelhança de estilo entre os dois não é coincidência. O lançamento de Sidney Magal no Brasil foi uma resposta da gravadora RCA brasileira à filial argentina, que se vangloriava com o sucesso de Sandro.

No ano passado, tive uma experiência muito boa em Nova York com um musical do mesmo gênero. Adorei Jersey Boys, que conta a história de Frankie Valli e do grupo Four Seasons.

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Posted in Celebridades, Teatro, Viagem at janeiro 25th, 2012. 3 Comments.

Celebridades em situações curiosas e inusitadas

O site This Is Not Porn (em português, “isto não é pornografia”) reúne um arquivo de fotos de aproximadamente 400 celebridades. Apesar de soar clichê, o conteúdo nada se parece com o amontoado de revistas dedicadas a bisbilhotar a vida das estrelas. As fotos do arquivo são, em sua maioria, flagrantes de momentos inusitados vividos pelos astros – sem apelar para o lado vulgar, como preza o nome.

Harrison Ford

Walt Disney

Audrey Hepburn

Atenção especial é dada aos astros do cinema e do rock, mas também podem ser encontrados cientistas, artistas, políticos, escritores e esportistas. O representante brasileiro do arquivo é o ídolo Pelé, presente em uma foto ao lado do artista pop americano Andy Warhol.

Andy Warhol e Pelé

Sets de filmagens são cenários recorrentes, que provaram render boas fotos. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, mal saídos da adolescência, fazem caretas para a câmera nas gravações de Titanic (1997); Charlie Chaplin e Marlon Brando, entre uma cena e outra de A Condessa de Hong Kong (1967), são flagrados às gargalhadas; Drew Barrymore, com apenas 5 anos, se diverte no pescoço do padrinho Steven Spielberg, no set de gravação de E.T. (1982).

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

Marlon Brando e Charlie Chaplin

Drew Barrymore e Steven Spielberg

Fãs de celebridades costumam ter interesse em conhecer o rostinho de seus ídolos quando mais novos. Em This Is Not Porn, esse é outro tema bem explorado, sem que, mais uma vez, caia no lugar comum. Angelina Jolie, ainda criancinha, já ensaiava poses; o físico britânico Stephen Hawking, que desde os 21 anos sofre de esclerose lateral amiotrófica, exibia uma bengala aos 23, em seu casamento com Jane Wilde; e a atriz da série Friends, Jennifer Aniston, era só bochechas aos 3 anos.

Angelina Jolie

Stephen Hawking ao lado de Jane Wilde

Jennifer Aniston

O criador do site, que se apresenta apenas como “Patrik” e que é sueco, conta que terminou o mestrado em Tecnologia da Mídia. E agora está atrás de um emprego. Confira entrevista ao Blog do Curioso:

Por que você acha que as pessoas são tão curiosas a respeito da vida das celebridades?
Talvez porque elas gostem de saber que celebridades não passam de pessoas comuns.

Você também é fã de celebridades?
Eu sou uma pessoa nostálgica, adoro mexer em álbuns antigos de família. No começo de 2010, comprei o domínio thisisnotporn.net com a intenção de postar fotos sensuais que não fossem pornográficas. À procura desse material, encontrei fotos belas e fascinantes de celebridades, e decidi dedicar o site a elas. Essas fotos me fazem feliz, e eu preciso compartilhar isso com as pessoas. Mas isso não me faz um fã de celebridades – sou fã de pessoas interessantes.

Como você tem acesso a esse material raro?
Encontro tudo na internet. Acho até estranho essas fotos serem chamadas de “raras”, porque elas estão lá para quem quiser ver. Eu também recebo sugestões de meus fãs. Não tenho direito sobre nenhuma das fotos, deixo isso claro no site. Eu até tento creditá-las, mas é difícil encontrar os fotógrafos.

Qual é a sua opinião sobre os paparazzi e as revistas de celebridades de hoje em dia?
A maioria é completamente entediante. Eles só estão preocupados em criar escândalos, e acabam mostrando o pior lado das pessoas.

Qual é a foto do site fez mais sucesso até hoje?
A foto com o maior número de visualizações é a do Steve Jobs com o Bill Gates.

Steve Jobs e Bill Gates

E você, tem uma preferida?
É impossível escolher uma, mas adoro as fotos do Bill Murray. Ele é um ser humano extraordinário. Só lamento saber que nunca vou ser tão legal quanto ele.

Bill Murray

Há um intervalo de cerca de um mês entre as atualizações, mas a espera sempre vale a pena.

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Posted in Celebridades, Sites curiosos at janeiro 24th, 2012. No Comments.

Uma orquestra só com músicos do YouTube

Quando o YouTube surgiu, em fevereiro de 2005, muitos músicos viram ali a oportunidade de mostrar seu trabalho ao mundo. Por isso, hoje, é fácil encontrar desde vídeos com um solo de um saxofonista de Vancouver, no Canadá, até um guitarrista arranhando alguns acordes em Belém do Pará.

A partir dessa constatação, o israelense Ophir Kutiel teve uma ideia única: pegar alguns desses vídeos e fingir que os músicos estão tocando juntos. É uma mixagem de áudio e vídeo, com resultados surpreendentes. Abaixo você vê uma das músicas mixadas por Kutiel. O título é “Mother of All Funk Chords” (ou “A Mãe de Todos os Acordes Funk”, em português).

Gostou? Você pode ver mais no site Thru-You, uma espécie de YouTube remixado.

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Posted in Música at fevereiro 1st, 2010. 1 Comment.

Do calhambeque à kombi branca

Tudo começou no tempo da Jovem Guarda, com o calhambeque de Roberto Carlos. Agora, o mundo da música está cheio de composições automotivas: brasílias amarelas, fuscas pretos, crossfoxes e até mesmo uma kombi branca!

Na carona da neo-celebridade da Internet Stefhany, a cantora Vitória Matos resolveu provar que sua kombi branca também pode ser absoluta! Na música “Kombi Branca”,  Vitória canta as dores do amor a bordo do carro popular.  O clipe, é claro, é de baixo orçamento e conta com incríveis atuações da própria cantora e de um príncipe nada encantado.

Você nunca ouviu falar de Stefhany? A cantora do Piauí subiu em seu Crossfox e soltou a voz em uma versão em português da música “A Thousand Miles”, da cantora Vanessa Carlton. O clipe amador em que Stefhany dirigia e fazia coreografias a la Beyoncé virou hit no Youtube.

Existem mil garotas / Querendo passear comigo / Mas é por causa /Desse Calhambeque

Em 1965, Roberto Carlos descobriu que os brotos topavam andar até mesmo no seu calhambeque velho. Assim, durante as comemorações de seus 50 anos de carreira, ele dirigiu um legítimo calhambeque, um Ford azul T 1929. O tal calhambeque não era reformado desde 1978. A repaginada ficou por conta do bicampeão de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. As únicas exigências do Rei foram a cor do carro (azul), um som potente e ar-condicionado.   Será que os brotos aprovaram?

Jeca Mineiro e Atilio Versutti são os compositores da música “Fuscão Preto”, consagrada na voz de Almir Rogério no início dos anos 80. O sucesso foi tanto que a música serviu de base para o roteiro do filme “Fuscão Preto” (1983) , no qual o cantor contracenou com a apresentadora Xuxa. Sem tirar o pé do acelerador Almir Rogério logo gravou a continuação musical  “O Motoqueiro”.

Carro Velho
Em 1998, quando ainda pulava ao lado da Banda Eva, Ivete Sangalo embalou o trios elétricos com a música “Carro Velho”. O último álbum com participação da cantora “Eva, Você e Eu” vendeu 700 mil cópias.

Os carros estão mesmo por toda parte, não é mesmo?

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Posted in Baú at novembro 27th, 2009. 1 Comment.

Parque Michael Jackson e Sala Michael Jackson

Em 2008, o cantor o Agnaldo Timóteo (PR) foi reeleito vereador em São Paulo com 26.180 votos. Uma de suas propostas mais polêmicas é justamente a que está escrita abaixo: colocar o nome de “Michael Jackson” no Parque do Ibirapuera.

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A repercussão foi tanta que Agnaldo colocou uma notinha no seu site oficial, explicando que nunca quis trocar o nome do parque para “Parque Michael Jackson“:

“Em nenhum momento ousei sugerir a TROCA do nome do parque Ibirapuera por “Parque Michael Jackson”, a minha sugestão segue abaixo em copia da carta enviada ao nosso prefeito.Como poderão perceber, trata-se de uma idéia informal, buscando encontrar denominador para uma homenagem ao mais fantástico showman da história deste planeta. Uma homenagem que seria feita ao ACRESCENTAR o nome do ídolo do pop ao já existente, ou a construção de um busto de Michael. Um local em que nossos turistas e mesmo os moradores desta maravilhosa cidade poderão tirar fotos.”

O mais curioso, porém, é que ele também pediu ao governador de São Paulo, José Serra, para incluir o nome de Michael Jackson à Sala São Paulo, casa da Orquestra Sinfônica de São Paulo, como dá para ler na carta que ele enviou ao prefeito. Então tá, né? O que achou das ideias?

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Posted in Bizarro, Celebridades at outubro 7th, 2009. 578 Comments.

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Quando você pensa em um clube esfumaçado, decorado de amarelo, verde e vermelho, com pessoas dançando passos de reagge, “Águas de Março” é a última música que seus ouvidos esperam ouvir, certo? Não se você estiver em um show da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana.

Afinal, o grupo formado por 9 músicos se dedica a interpretar clássicos da música brasileira com um tempero bem jamaicano. A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana nasceu das cabeças do guitarrista e vocalista Sérgio Soffiati e do trompetista Felippe Pipeta de montar uma “big band de ska”. O ritmo – uma das primeiras manifestações pop da música jamaicana – é perfeito para fazer o público dançar, cantar e se divertir. Uma pesquisa revelou que diversas bandas na Europa (e até uma no Japão!) usavam músicas brasileiras, mas que não havia nenhuma do Brasil. “A gente estava dando mole”, diz Sérgio Soffiati.

Além de Sérgio e Pipeta, a “Orquestra” é formada por Ruben Marley (trombone), Marcelo Cotarelli (trompete e flugel), Fernando Bastos (sax tenor e flauta), Igor Thomaz (sax barítono e alto), Fabio Luchs (bateria), Rafael Toloi (baixo) e Lulu Camargo (teclados).

Entre os arranjos curiosos do grupo está uma animada versão de “O Guarani”, a ópera de Carlos Gomes eternizada na abertura do programa de rádio “A Voz do Brasil”, “Tico-Tico No Fubá” e “Trem das Onze”.

Ficou curioso? O show de estréia da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana acontece nessa sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 22 horas, no Aldeia Turiassu (Rua Turiassu, 928; Perdizes; São Paulo). Dá pra ouvir o trabalho da banda no MySpace e saber todas as novidades pelo Twitter.

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Posted in Música at setembro 16th, 2009. 3 Comments.

Você sabe o que aconteceu com o Jordy?

Jordy foi salvo pelo rock n’ roll. Sim, aquele menininho de cabelos espetados, olhos azuis e trocando de dentes agora pinta os olhos de preto, bebe cerveja direto da garrafa e não tem medo de afirmar que gosta de “experimentar posições do Kama Sutra”. Nada parecido com a criança que fazia as pistas de 1992 ferverem com o hit “Dur dur d’être bébé”:

Como todo rebelde sem causa que se preze, Jordy Lemoine teve uma família turbulenta. Depois do sucesso do filho, os pais – Claude Lemoine e Patricia Clerget, ele produtor musical e ela cantora – criaram uma espécie de parque de diversões chamado “La Ferme de Jordy” e foram acusados pelo governo francês de exploração de menor. Na época, em 1994, Jordy foi proibido de aparecer na televisão e suas canções sumiram das emissoras de rádio. Dois anos depois, Claude Lemoine e Patricia Clerget se divorciaram e Jordy começou uma precoce jornada rumo ao ostracismo.

Jordy Lemoine nasceu em 14 de janeiro de 1988 na cidade francesa de Saint-Germain-en-Laye. “Pochette surprise”, seu disco de estréia, vendeu milhões de cópias no mundo todo. O disco era alavancado pela música “Dur dur d’être bébé” (“É duro ser um bebê”). Ele foi o mais jovem artista a atingir o topo das paradas. No auge, Jordy até mesmo passou pelo Brasil, em programas como o de Hebe Camargo. Em 2005, aos 18 anos, ele reapareceu no reality-show “Celebrity Farm 2″, uma espécie de “A Fazenda” francesa.

Em 2006, a ex-criança prodígio lançou a autobiografia “Je ne suis plus un bébé” (“Eu não sou mais um bebê”), escrita em conjunto com sua mãe.

Ostentando um visual à lá Sid Vicious, Jordy lançou o álbum “Vint’Age” com sua banda “JOrDy and the Dixies”. A julgar pelo nome do selo pelo qual o disco foi lançado (“DurDurProd”),  algumas coisas realmente nunca mudam.

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Posted in Baú, Celebridades, Música at agosto 27th, 2009. 14 Comments.

As piores capas de discos de todos os tempos

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa. Será que o mesmo ditado se aplica às antigas capas de discos?  Afinal, se dependesse da capa, esses discos nunca sairiam das prateleiras das lojas. Você consegue imaginar a cara de satisfação de Wayne Newton ao receber seu disco?

Responda com sinceridade: que criança não teria pesadelos com um disco desses? Olha só a cara sinistra da menininha da direita!

Não sei como é a música dessa tal de Rosamel, mas o quarto dela é pra lá de estranho.

Essa dupla guarda uma estranha semelhança com um certo tenista brasileiro. Será que eles são parentes do Guga?

Esse rapaz tem um jeitão de ventríloquo, não é? Vai ver quem canta mesmo é esta bonequinha que fica no ombro dele.

O que falar desse “botinão” na sala do Durval Vieira, hein? É impossível não notar… O nome do disco é “O Sapatão”.

Os Sherwood adotaram o estilo “trios” de vasos. Haja chapinha!

Mais uma: essa outra dupla caprichou nas jaquetas de couro. Um aviso: se alguém tirar sarro da cara deles, o pastor alemão ataca!

Capa bem apropriada. É um disco com músicas para “ocasiões alegres”.

Aliás, alegria e empolgação é o que não falta pra essa turminha aí em cima, não?

Esse grandão aí de cima leva o prêmio de “piores poses do mundo”. A montagem dele saindo da água é uma piada!

Descobrimos a fonte de inspiração da Amy Winehouse!

Algum cavalheiro aceitaria bailar com essa distinta dama?

Confira outras capas de discos bastante estranhas já publicadas pelo Blog do Curioso. Clique aqui

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Posted in Humor, Música at agosto 7th, 2009. 46 Comments.