Coca-Cola foi, por 36 anos, refrigerante com cocaína

O americano Martin Kemp, professor de História da Arte da Universidade de Oxford, acaba de lançar  o livro “Christ to Coke” (em português, “De Cristo à Coca”), ainda inédito no Brasil. Nele, Kemp faz uma análise histórica de marcas “mega-famosas” e seu poder de permanência na sociedade ao longo de gerações. Um dos capítulos é dedicado à Coca-Cola, o refrigerante mais consumido do mundo.

A Coca-Cola foi formulada pelo farmacêutico norte-americano John Stith Pemberton, com o objetivo de aliviar as dores das feridas que sofreu durante a Guerra Civil. Ele já estava viciado em morfina, e procurava uma fórmula mais leve que, proporcionando sensação de alívio semelhante, o livrasse do perigoso hábito. Em 1869, Pemberton inventou a “French Wine Coca” (em português literal, “coca de vinho francês”), que continha álcool e… cocaína.

Anúncio da "French Wine Coca"

Na época, o extrato não era ilegal ou considerado droga – era um estimulador potente do sistema nervoso central, usado por índios nativos americanos. Em 1885, o álcool foi retirado da bebida, por pressão do governo local. Para substituí-lo, Pemberton adicionou extrato de noz-de-cola e xarope de açúcar. Em 1886, a bebida foi batizada com o nome de Coca-Cola – afinal, seus principais ingredientes eram cocaína e noz-de-cola.

Inicialmente, a Coca-Cola era vendida em copos, enchidos diretamente da fonte de produção. Pemberton prometia uma série de benefícios e curas aos consumidores. O sucesso do “santo remédio” foi tanto que, em 1894, iniciou-se a produção em garrafas. Nessa época, os direitos da marca já tinham sido vendidos a Asa Candler, que ficou milionário ao provar que a bebida tinha grande potencial de mercado.

A cocaína teria sido retirada por volta de 1905 (36 anos depois de sua invenção), época em que as autoridades de saúde começaram a questionar a segurança do ingrediente. Com a substituição da droga por uma dose extra de cafeína e ainda mais açúcar, foi lançado o slogan “Coca-Cola: renova e sustenta”. Antes disso, o refrigerante usava: “Coca-Cola: o tônico cerebral ideal”.

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Posted in Invenções, Propaganda at fevereiro 10th, 2012. No Comments.

Quando o Carnaval foi adiado

Com a greve dos policiais militares na Bahia e a onda de violência que tomou conta de Salvador, surgiram boatos hoje de manhã de que o governador Jaques Wagner estaria cogitando adiar o Carnaval deste ano. Em coletiva de imprensa, o governador se apressou em negar  a intenção. Há dois motivos históricos que mostram que foi uma decisão acertada.

Outras duas vezes na história do país a festa mais esperada do ano sofreu mudança de calendário. A primeira foi em 1892, quando o ministro do Interior tentou mudar a data da festa para 26 de junho. Segundo o ministro, o evento gerava muito lixo, e junho era um mês mais “saudável” que fevereiro. O povo, indignado com a atitude do ministro, ignorou a sentença e pulou dois carnavais – um no verão e outro no inverno.

Em 1912, mais uma tentativa frustrada de mexer com a folia do brasileiro: por causa da morte do Barão do Rio Branco, em 10 de fevereiro daquele ano, o governo determinou que os bailes de Carnaval fossem adiados para o dia 6 de abril. Mais uma vez, o povo não se abalou: pulou duas vezes e ainda entoou uma marcha improvisada para ridicularizar a situação: “Com a morte do Barão tivemos dois Carnavá / Ai, que bom, ai, que gostoso / Se morresse o marechá”. O “marechá”, no caso, era o atual presidente Hermes da Fonseca.

Capa do Jornal do Brasil no dia da morte do Barão

O episódio de 1912 é detalhado no livro “O Dia em que Adiaram o Carnaval”, de Luís Claudio V. G. Santos, lançado em 2010 pela Editora Unesp. Segundo o autor, uma multidão de luto saiu pelas ruas para velar a morte do herói nacional. Isso não impediu, porém, que uma semana depois já estivessem todos vestidos em fantasias coloridas.

Multidão de luto no Rio de Janeiro

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Posted in Brasil, Datas Comemorativas at fevereiro 7th, 2012. 2 Comments.

Lançamento do livro “Enciclopédia dos Craques”

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Posted in Esporte, Listas, livros at fevereiro 16th, 2011. 1 Comment.

Como responder a spams de uma forma engraçada

O americano Jonathan Land não aguentava receber tantos spams por e-mail. Ofertas de produtos contra impotência sexual, correntes, pedidos de “recadastramento bancário” (que são sempre ciladas!), tudo isso o irritava bastante. Um dia, ele resolveu se vingar e passou a responder, de forma engraçada,  como se estivesse realmente interessado no produto.

Algumas das respostas mais bem humoradas foram as direcionadas a spams de sexo. Ao receber uma oferta de “alternativa herbal para o Viagra”, ele narra ao remetente a história de como um desses e-mails arruinou sua chance de perder a virgindade  – enquanto ele foi ao banheiro, a moça viu o anúncio do estimulante e mudou de ideia quanto a transar com ele. Tudo piada!

O mais engraçado acontece quando o spammer responde ao texto que Land enviou, como os nigerianos que ofereciam negócios muito lucrativos (e falsos) a pessoas que nem conheciam em listas de e-mail. Em uma dessas discussões, o remetente, que dizia se chamar Hamza Kalu e ser coordenador de uma petroleira na Nigéria, trocou seis respostas com Land. O autor diz que os spammers nigerianos são os mais fáceis de iscar, pois eles realmente acreditam que vão fazer alguém cair na história que estão vendendo.

Todas essas respostas engraçadas se transformaram em um site e em um livro (em inglês) chamado The spam letters, lançado em 2004. Não é um livro para ser lido de uma vez, pois as situações acabam se repetindo muito.

Ficou com vontade de responder aos spams da sua caixa de entrada? Jonathan Land recomenda que você não faça isso, a não ser que também queira escrever um livro no estilo. Responder a uma mensagem dessas é deixar saber que sua conta de e-mail é ativa e faz com que você receba mais spams. O próprio Land, antes de começar a brincadeira, recebia de 5 a 10 e-mails inúteis por dia. Hoje, o número pulou para cerca de 450.

Para saber a origem da expressão “spam”, clique aqui.

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Posted in Humor, livros, sites at fevereiro 15th, 2011. No Comments.

Um Sábado no Paraíso do Swing

Olha só que boa notícia.  A antologia  “Um Sábado no Paraíso do Swing” , com 40 reportagens e entrevistas reunidas pelo jornalista Miguel Icassati, está de volta às livrarias. O título do livro é de uma reportagem que fiz para Playboy em maio de 1985. Ainda estava no terceiro ano da faculdade, já trabalhava na revista Placar e fazia uns frilas esporádicos para Playboy.  O texto é sobre uma chácara em que havia troca de casais – num tempo em que não se falava tão abertamente sobre casas de swing como hoje em dia. Um segundo texto, sobre os bastidores de um filme pornô, também foi selecionado. Só que a honra maior foi dividir as 312 páginas do livro com nomes como Fernando Sabino,  Marcos Rey, Eliane Brum, Sérgio Dávila, Jotabê Medeiros, Juca Kfouri, Millôr Fernandes, Paulo Francis, Xico Sá,  entre outros craques da literatura e do jornalismo.

Troca de casais, a vida dos astros do cinema pornô, o mundo secreto do sadomasoquismo, o que rola nos corredores dos motéis e dos sex-shops, o clube de hedonismo, o repórter que se fantasiou de stripper, homossexualismo no futebol e até o entrevistado que resolveu tirar a roupa no meio da reportagem.  “Um Sábado no Paraíso do Swing” tem textos assinados por um respeitadíssimo grupo de 47 jornalistas e escritores.

Escrever sobre sexo – com elegância e sedução – é um eterno desafio para jornalistas de todas as gerações. Trabalhei dois anos como redator-chefe de Playboy e sei bem o duro (sem trocadilhos, juro!) que os repórteres precisam dar. Quantas vezes não foi preciso se disfarçar de cliente, de vendedor ou até de garçom para trazer aos leitores um retrato fiel de tudo o que acontece num clube de swing, numa praia naturista ou nos bastidores de um filme pornô? É isso que torna esse livro tão saboroso.

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Posted in Jornalismo, Sexo, livros at janeiro 18th, 2011. 2 Comments.

Como morrer engasgado com uma esferográfica

Cerca de cem pessoas morrem todo ano engasgados  com canetas esferográficas. O pior é que, geralmente, é a única caneta que tem. Por isso,  elas não podem nem escrever “SOCORRO” em um pedaço de papel enquanto engasgam.

Viu só? Há perigos por todos os lados.  Até numa simples brincadeira de morder a ponta da caneta. Um livro lançado nos Estados Unidos prova que tudo pode ser ainda mais  assustador do que imaginamos…

1,001 facts that will scare the s#*t out of you (1.001 informações que vão assustar você pra #$*&%), escrito por Cary McNeal, garante na capa ser “a mais perfeita leitura de banheiro”. São 300 páginas divididas em 20 capítulos. Cary apresenta uma visão completamente pessimista de assuntos como comida, corpo humano ou história mundial.

Ao lado de cada curiosidade, há uma nota com a fonte da informação. Deste modo, ninguém tem como dizer que o livro está exagerando. Ainda não saiu a edição brasileira, mas você já pode ir se divertindo (ou se assustando) com alguns trechos:

Um urso polar pode arrancar a cabeça de um humano apenas com uma patada.

Se você usar uma aliança, a quantidade de germes vivendo embaixo dela pode ser tão grande quando toda a população da Europa. O cheiro provavelmente também é tão ruim quanto (palavras do autor, hein!)

Guardar uma camisinha na carteira é uma má ideia. A fricção constante e as mudanças de temperatura podem criar furos microscópicos que deixam o esperma passar.

Mesmo quando as uvas para vinho são colhidas manualmente, alguns insetos entram na cesta dos trabalhadores, que não têm tempo para checar cada uva individualmente (mesmo se tivessem, eles não o fariam).

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Posted in Bizarro, Listas, livros at dezembro 18th, 2010. No Comments.

101 maneiras de torturar um marido

E quando elas resolvem discutir a relação bem na hora em que a partida de futebol vai começar… Quer tortura maior que essa? Pois a  escritora Maria Garcia-Kalb listou outras 100. Ela diz que foi o jeito que encontrou para  ”não estrangular meu marido naqueles dias em que ele faz meu sangue ferver”.

Para se vingar do marido, Maria  inventou os mais variados meios de irritá-lo, torturando-o no dia a dia. Ela decidiu compartilhar  tantas ideias malvadas com as outras mulheres e acabou lançando o livro 101 ways to torture your husband (“101 maneiras de torturar seu marido”), ainda não traduzido para o português.

As dicas são divididas em cinco capítulos (Tortura mental, Tortura física, Tortura rápida, Tortura lenta e Tortura miscelânea) e apresentam um indicador de risco, que mede as chances de seu casamento ser realmente prejudicado.

Algumas dicas que separei (mas que não recomendo de jeito nenhum!):

Coloque-o em uma dieta drástica – Risco: 2 – Eventualmente, ele pode perder o controle, ficar selvagem e sair devorando tudo pela frente!

Finja que tem um admirador secreto – Risco: 3 – Há chances de ele dar uma de 007 e investigar. Cubra suas pistas como uma profissional.

Beba a última cerveja dele – Risco:2 – Existe uma razão para chamarem-nas de “barrigas de chope”. Cerveja engorda muito, então tome cuidado com as calorias.

Poste a foto dele em um site de namoro virtual gay – Risco: 5 – Nunca subestime um heterossexual cuja reputação foi afetada. Considere-o perigoso e possivelmente armado.

Pensando direito, pelo bem dos casamentos, é bom mesmo que esse livro nem venha para o Brasil. Coitadinhos de nós!

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Posted in Listas, livros at dezembro 14th, 2010. No Comments.

Não se pode julgar uma bolsa pela capa!

Um tipo de acessório bem diferente tem sido usado por celebridades estrangeiras: bolsas em formato de livros!

Elas são feitas com capas de clássicos da literatura. São tão perfeitas que parece mesmo que a mulher  está segurando um exemplar em vez de uma bolsa-carteira. A designer francesa Olympia Le Tan afirma que as criou porque, desde a chegada da internet, as pessoas estavam se esquecendo dos livros. Os modelos são vendidos no site da criadora pela bagatela de… 1.087 euros.

Quem for habilidoso com costura e não quiser gastar tanto dinheiro com uma bolsa pode tentar fazer uma versão simplificada. Você vai precisar de  um livro de capa dura, tecido e ferramentas de artesanato. O vídeo abaixo é em inglês, mas é possível entender o processo pelas imagens:

Olympia Le Tan não é a única a confeccionar bolsas em formatos inusitados. Pelo menos dois estilistas brasileiros já ousaram talvez até mais do que ela: Alexandre Herchcovitch criou uma bolsa em formato de bola de futebol americano e Ronaldo Fraga apresentou em seu desfile uma em formato de cadeira.

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Posted in Brasil, Invenções, moda at dezembro 11th, 2010. 1 Comment.

É proibido soltar pum depois das 18 horas

Você sabia que na Flórida, nos Estados Unidos, é proibido soltar pum em público depois das 18 horas?

Já na cidade de Newark, em Nova Jersey, é proibido comprar sorvetes depois do mesmo horário. Em Santa Cruz, na Bolívia, é proibido fazer sexo com uma mulher e com a filha dela ao mesmo tempo. Tem cada uma!!!

Essas e outras leis curiosas estão reunidas no livro “É proibido soltar pum após as 18 horas e outras leis malucas do mundo inteiro”, escrito pelo jornalista Mauro Ferreira, que acaba de ser lançado pela Panda Books.

Apesar de os Estados Unidos serem campeões em matéria de leis malucas, o livro possui um capítulo especial dedicado às peculiaridades do sistema judiciário brasileiro. Em 1894, a justiça da cidade paulista de Rio Claro proibiu o consumo de melancia nos limites do município. Será que as autoridades não eram muito fãs da fruta? Nada disso! Na época, acreditava-se que o consumo de melancia causava tifo e febre amarela. Para sorte dos habitantes de Rio Claro amantes da melancia, a lei já foi revogada.

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Posted in Bizarro, Cotidiano, Humor, livros at junho 9th, 2009. 43 Comments.