Ingleses fazem jus à fama de pontuais?

Os ingleses são mundialmente conhecidos por sua pontualidade. Ou você nunca ouviu a expressão “pontualidade britânica”? A lenda diz que, se você combina de encontrar um inglês às 10h, pode apostar que, às 9h45, ele já estará lá. Chegar alguns minutinhos atrasado em um compromisso – como nós costumamos fazer por aqui – na Inglaterra é considerado deselegante.

A importância dada ao horário é tanta que os convites britânicos costumam ser bem específicos. Se estiver escrito “às 20h”, é esperado que você bata na porta exatamente na hora marcada. Em alguns casos, pode-se encontrar algo como “às 19h30, para jantar às 20h”. Isso quer dizer que, às 20h em ponto, o jantar será servido. Portanto, é desagradável que você chegue depois das 19h50. Alguns ingleses não se intimidam e escrevem com todas as letras: “20h em ponto”. Aí é bom mesmo não se atrasar.

Mas será que todo esse rigor ainda funciona na vida real? Apesar da fama de pontuais, 63% dos ingleses assumem ter o costume de se atrasar para compromissos. Em 2006, uma pesquisa encomendada pela companhia de celulares Dial-a-Phone Pay-As-You-Go revelou que a população britânica põe a culpa nos celulares. Isso porque a facilidade de se contatar a pessoa que está esperando deixa os acomodados mais à vontade para cometer deslizes na pontualidade. A pesquisa mostrou que cada britânico atrasa cerca de 37 horas por ano. A cidade britânica com a população menos pontual é Londres: 41% dos habitantes assumiram estar quase sempre atrasados para seus compromissos. Os 19% não pontuais de Cardiff, no País de Gales, fazem dela a cidade britânica mais pontual.

Em abril de 2009, 93,5% dos trens britânicos saíam das estações sem atrasos. Apesar de parecer impressionante, estatísticas semelhantes são observadas em outros países desenvolvidos. Em Nova York, 95% das partidas de 2011 foram registradas como pontuais. No Japão, 93,8% saíram na hora. O Brasil fica para trás: apenas 84% dos trens da CPTM que saíram este ano cumpriram o horário previsto.

Na aviação, a pontualidade dos britânicos também não bate completamente com a fama. De todos os voos que decolaram nos aeroportos da Grã-Bretanha em 2011, 72% tiveram mais de 15 minutos de atraso. Nos EUA, os números são mais favoráveis: 80% dos aviões que alçaram voo no ano passado saíram no horário previsto. Aqui no Brasil, cerca de 50% dos voos domésticos costumam operar com atrasos. Os ingleses culpam o frequente mau tempo e o excesso de voos de Gatwick (Londres), o aeroporto de pista única mais movimentado do mundo.

Movimento no aeroporto de Gatwick

Até o Big Ben, maior símbolo da pontualidade britânica, já apresentou algumas falhas ao longo de sua história, que teve início em 1858. Na virada de Ano Novo de 1962 para 1963, um acúmulo de neve provocou atraso de 10 minutos nas badaladas da meia noite. O relógio que rege a vida dos ingleses parece escolher as horas mais importantes para deixar de funcionar: em abril de 1997, na véspera das eleições parlamentares, o Big Ben parou de novo – problema que voltou a se repetir três semanas depois.

Big Ben

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Posted in Viagem at maio 15th, 2012. No Comments.

Comer com pauzinhos virou questão ambiental

Os chineses começaram a comer com pauzinhos há cerca de 5.000 anos, como uma forma de reutilizar lascas de madeira descartadas no processo de fabricação de outros objetos. Ironicamente, o que começou como uma solução para o desperdício é hoje um problema ambiental.

A China consome anualmente 50 bilhões de pares de kuaizis – feitos com a derrubada de 3,8 milhões de árvores; no Japão, são descartados mais 24 bilhões de hashis. Chineses e japoneses jogam fora, portanto, 202 milhões de pares de pauzinhos de madeira todos os dias. Apesar de, atualmente, os talheres orientais poderem ser feitos de porcelana, plástico, bambu, aço inoxidável e marfim, a tradição faz com que os de madeira ainda sejam os mais utilizados em restaurantes, em lanchonetes e até dentro de casa.

Pauzinhos de bambu: opção ecológica

Dados de relatório da ONU de 2008 apontam um desaparecimento anual de 28 mil quilômetros quadrados de florestas asiáticas. Segundo a Fundação de Proteção Ambiental da China, essa devastação é capaz de acabar com a flora do país em apenas 20 anos. Em 2010, para chamar a atenção da população, a Fundação recolheu 30 mil pares de kuaizis usados em restaurantes, lavou-os e usou-os para construir uma árvore de 5 metros de altura, instalada na calçada de um bairro movimentado de Xangai. A árvore foi então derrubada e, ao lado dela, colocou-se uma placa: “Nossas árvores só conseguirão nos alimentar por mais 20 anos”.

Duzentos estudantes de 20 universidades chinesas repetiram o movimento no fim do ano passado. Eles conseguiram recolher 82 mil pares de pauzinhos de madeira usados em restaurantes de Pequim. Construíram, então, quatro árvores de 5 metros de altura cada. A obra, exposta em um centro comercial da cidade, foi batizada de “floresta descartável” e resultou em 40 mil assinaturas em uma petição contra a produção de talheres de madeira.

A artista norte-americana Donna Keiko Ozawa já utilizou 170 mil hashis na confecção de suas obras de arte. Descendente de japoneses, ela usa os talheres descartados em restaurantes de São Francisco como forma de protesto ambiental.

Donna Keiko Osawa e sua arte de pauzinhos

Desde 2008, alguns restaurantes de Tóquio (Japão) são adeptos da campanha BYOC (sigla para a expressão “traga seus próprios pauzinhos” em inglês). Cada vez que um cliente aparece para comer com seu próprio hashi, ele ganha um ponto. Com 10 pontos, ganha um desconto no valor aproximado de 12 reais para ser usado em um dos restaurantes participantes.

Na onda verde, a empresa Index lançou pauzinhos japoneses ecológicos no mercado. Eles são feitos com um polímero à base de arroz, que utiliza em seu processo de produção 30% de emissões de carbono a menos que o plástico comum. O par custa o equivalente a 22 reais. Em 2006, para incentivar as pessoas a usarem os pauzinhos de madeira mais de uma vez (ou a passarem a adotar talheres de outros materiais), o governo chinês impôs uma taxa de 5% sobre o valor do utensílio.

Pauzinhos ecológicos da marca Index

Apesar das tentativas de ativistas ambientais e do alerta feito pelo governo, os números só têm piorado. De 2006 a 2011, o consumo dos pauzinhos aumentou em 11%. Alguns restaurantes chineses já passaram a adotar kuaizis de plástico, mas a grande maioria dos japoneses ainda insiste nos tradicionais hashis de madeira.

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Posted in Comes e bebes at abril 24th, 2012. 1 Comment.

Produtos cada vez mais sofisticados para bichos

No Brasil, bichos de estimação já são considerados membros da família. Alguém duvida disso? Processo já vivido em outros países, como os Estados Unidos, essa integração à família acaba humanizando o animal. No último ano, foram lançados produtos no mercado que colocam cães e gatos no mesmo patamar de consumidores humanos. De água engarrafada a esmalte de unhas, confira as sofisticadas novidades que prometem ferver o mercado pet este ano:

Máscara hidratante
Os (donos de) cãezinhos de pelos crespos já não têm mais que se preocupar com ressecamento e fios embaraçados. A linha de cosméticos pet Eco Dog lançou no mercado uma máscara hidratante feita com castanha-do-pará para deixar a pelagem dos cachorros mais macia e fortalecida, própria para penteados e preparações para exposições. Indicado para aqueles que têm pelos longos e encaracolados, uma bisnaga de 400 ml sai por R$ 26,00.

Diamante de pelo
Usando apenas um pelo de cachorro, dá para fazer um diamante. Esse serviço já está disponível no Brasil e é oferecido pelo Pet Memorial – o primeiro crematório individual de bichos de estimação da América Latina – em parceria com a empresa santista Brilho Infinito, que já oferecia a mesma regalia a clientes humanos. Geralmente, os diamantes são encomendados como lembranças de animais recém-falecidos.

O pelo do bichinho é enviado a laboratórios espanhóis que, a partir dele, extraem carbono, usado na confecção da pedra preciosa. Os donos podem escolher o tamanho (0,1 a 0,5 quilate) e a cor (azul, dourada ou incolor) do diamante. A menor pedra, na variação incolor, sai por R$ 1.600,00. O Pet Memorial fica em São Bernardo do Campo (SP), no quilômetro 20 da Rodovia Castelo dos Imigrantes.

Variações de cor do diamante

Água da Amazônia
Uma das grandes novidades do mercado pet brasileiro é a Amazon Pet Water, lançada em outubro de 2011 pelo casal de ambientalistas André Lobato e Elida Braz. É isso mesmo: uma água especialmente engarrafada para animais. A bebida vem de uma região da Amazônia apelidada de “floresta encantada”, que fica no município de Benevides (PA). A população local e cientistas da Universidade Federal do Pará, que já fizeram pesquisa na região, alegam que os animais que bebem das águas de suas fontes parecem demorar a envelhecer. O líquido é ainda enriquecido com antocianina, um antioxidante celular – substância que ajuda o sistema imunológico e cardiovascular – presente no fruto do açaí. A fonte da juventude é vendida em doses de 500 ml, ao preço sugerido de R$ 3,90.

Tintura para pelos
Bichinhos de estimação com pelos tingidos já são comuns fora do país. No final do ano passado, a empresa brasileira Central Vet fechou parceria com a franco-japonesa Pet Esthé para a importação de tintas para pelos de cães. Os produtos, destinados exclusivamente ao uso profissional, estarão em breve disponíveis em pet shops que oferecem o serviço de banho e tosa. Além das coloridas e extravagantes, há as tintas que disfarçam os pelos brancos de cachorros mais idosos e as que, ao contrário, realçam a pelagem dos branquinhos que ficaram amarelados com o tempo. A Pet Esthé aposta também em uma linha de esmaltes para as cadelinhas brasileiras. Será que a moda pega?

Efeito da tinta Pet Esthé

Linha de esmaltes Pet Esthé

Cosméticos de ouro
A marca Pet Life oferece aos bichos de estimação uma linha de cosméticos que contêm ouro 18 quilates em sua composição. Segundo a fabricante, o metal proporciona benefícios à pele e pelagem de cães e gatos. O xampu de 500 ml sai por cerca de R$ 25,00. Também estão disponíveis perfume (R$ 15,00) e sabonete (R$ 10,00) feitos de ouro.

Linha ouro da Pet Life

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Posted in Animais at abril 10th, 2012. No Comments.

História das logomarcas: Renault, Mitsubishi e Peugeot

Desta vez, na série História das Logomarcas, o Blog do Curioso conta como se deu a evolução de três importantes nomes da indústria automobilística: Renault, Mitsubishi e Peugeot.

Renault

A Renault foi fundada em 1898 pelos irmãos franceses Louis e Marcel Renault. A primeira logomarca, desenhada em 1900, reúne as iniciais dos dois dentro de um medalhão. Em 1906 e, posteriormente, em 1919, modificações  dão indícios dos produtos-chave de cada década: automóveis de passeio e tanques de guerra.

As figuras saíram em 1923. Em 1925,  27 anos depois da fundação da empresa, a Renault  assumiu o losango conhecido até hoje. De lá para cá, foram feitas modificações básicas, como o ingresso da cor amarela (1946), a retirada (1972) e a reinserção do nome, dessa vez fora do losango (1992).

Mitsubishi

Criada em 1875, a Mitsubishi é um exemplo de uma empresa tradicional que, ao longo da história, quase não modificou sua logomarca. O primeiro desenho surgiu da combinação dos brasões das famílias japonesas Iwasaki e Tosa. Por uma feliz coincidência, uma pequena alteração no símbolo, feita em 1964, transformou-o em algo parecido com três diamantes – tradução literal do nome da empresa.

Peugeot

A logomarca da Peugeot, fundada em 1850, também nunca se desgarrou de sua figura principal: o leão.  Apenas entre 1960 e 1980,  o animal não foi contemplado por completo na logomarca. Aparece somente sua cabeça. A mudança mais significativa se deu em 1998, com a adição da cor azul à logomarca.

EM TEMPO: por causa da constante dúvida de leitores sobre a  nomenclatura correta (logomarca ou logotipo) para falar da representação simbólica de uma marca, consultamos um especialista.: Júlio Moreira,  professor de Branding da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ele, logotipo é o nome de uma marca escrito com uma fonte diferenciada, que lhe fornece identidade. Já a logomarca é a junção desse logotipo com o símbolo atribuído à empresa (por exemplo, o leão da Peugeot). Moreira acredita que o senso comum já unificou os dois termos, e que hoje as duas formas são aceitas. Para seguir um padrão, vamos adotar o termo “logomarca”, cujo sentido original é exatamente aquele que estamos revelando nesta série de posts. Até a próxima!

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Posted in Listas, Propaganda at março 14th, 2012. No Comments.

Como não se perder em nenhum metrô do mundo


Mapa do Metrô paulistano

São Paulo ganhou hoje duas novas estações da Linha Amarela do Metrô de São Paulo: Luz e República. A estimativa é que cerca de 230 mil novos passageiros passem a usar a linha, que ligará as estações Luz e Vila Sônia. Ela deve transportar aproximadamente 700 mil pessoas por dia até 2012.

Ontem também foi uma data importante para o Metrô de São Paulo. No dia 14 de setembro de 1974, aconteceu a primeira viagem do trem subterrâneo no Brasil. A Linha Azul, primeira a ser inaugurada, tinha apenas 6,5 quilômetros e ligava a estação Jabaquara à Vila Mariana. Hoje, a extensão é de 74,3 quilômetros.

Metrô de Nova York

Por mais que nos gabemos de ter um meio de transporte seguro e limpo por baixo da terra, ainda estamos atrasados em tamanho. Enquanto o Metrô de São Paulo tem 64 estações, o de Nova York, inaugurado em 1904, tem 468 pontos de desembarque (contando as conexões entre linhas) – maior número de paradas do mundo. Difícil é não se perder em meio às 24 linhas, que levam 4,33 milhões de pessoas diariamente. São Paulo tem aproximadamente 4 milhões de usuários do Metrô.

Metrô de Tóquio

Isto não é nada perto do Metrô de Tóquio, que tem impressionantes 8,7 milhões de passageiros por dia. Em horário de pico, as plataformas ficam tão lotadas que todas as estações centrais têm dois “oshiya”, ou “empurradores”, para fazer com que o máximo de pessoas entrem nos trens.

Para encontrar o seu caminho em qualquer sistema de metrô, eu encontrei numa livraria no Canadá o livro Transit Maps of the World, lançado em 2007. Nele, o autor britânico Mark Ovenden reúne mapas atualizados e históricos das linhas subterrâneas de 100 cidades pelo mundo. O autor adora esse tipo de mapa. Outros livros lançados por ele são Railway maps of the world, com trens de superfície, e Paris underground, apenas com mapas, estações e curiosidades do metrô parisiense.

Quem acha mapas como este muito complexos pode querer conhecer o Metrô de Volgogrado, cidadezinha que já teve o nome de Estalingrado, por causa do líder soviético Josef Stalin. O tal metrô é mais semelhante a um bonde, que tem no subsolo apenas duas das 18 paradas de sua única linha, inaugurada em 1984. Apesar disso, não é o menor metrô do mundo: Haifa, terceira maior cidade de Israel, tem seis estações, mas seu metrô tem apenas 1,7k km de extensão. A distância entre cada estação é, em média, de 340 metros.

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Posted in Brasil, Viagem, livros at setembro 15th, 2011. No Comments.

Os sabores de Fanta que (ainda!) não experimentei

Você sabia que a Fanta foi inventada na Alemanha? Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica alemã da Coca-Cola deixou de receber o xarope usado no preparo do refrigerante, inventaram a Fanta. O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi tirado da palavra “fantastique, que é parecida em muitas línguas.

Entre 1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registro. Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955. Fez sucesso e foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959. No Brasil, a Fanta Laranja foi lançada em dezembro de 1964 e a Fanta Uva, em julho de 1970.

No dia 5, fiz um post sobre os sabores do refrigerante que já experimentei. No entanto, existem alguns bem curiosos ao redor do mundo que ainda não tive oportunidade de provar, embora saiba que existam. Como sempre, o Japão lidera a lista de invenções inusitadas.

Em 2008, a leitora Juliane Takahashi me mostrou um monte de sabores de Fantas japonesas. Abaixo, as embalagens de Pêssego, Uva e Laranja.

Existe também uma versão “gelatina”, que você precisa chacoalhar antes de beber. Na latinha, está escrito algo como “shake, shake”. E como é o gosto? Juliane respondeu que eu tinha que ir até o Japão experimentar, já que o sabor é inexplicável… Abaixo, os sabores Limão, Uva e Laranja da Fanta “gelatina”.

Reparem na cor da Fanta Melão – parece produto de limpeza. Na terra do Sol nascente, eles pronunciam o nome como “meron”.

Andréia, outra leitora, mandou do Japão mais dicas de sabores curiosos de Fanta. Ela conta que a Fanta Cider tem um gosto parecido com o do Sprite. As prateleiras dos supermercados japoneses também têm Fanta sabor cassis, que faz parte da coleção Fanta Mundo. A cassis é o sabor da Nova Zelândia.

Mas os sabores bizarros não são exclusividade do Japão. No Camboja, já foi vendida a Fanta Lichia.

Em Hong Kong, um dos sabores é Melancia. Fora que a latinha ficou um espetáculo.

Países como Romênia, Polônia e Sérvia têm o sabor Shokata, feito do xarope de sabugueiro.

Você conhece algum outro sabor de Fanta que não tenha entrado nos dois posts?

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Posted in Comes e bebes, Viagem at julho 24th, 2011. 11 Comments.

O último jornal do mundo feito à mão

Em março deste ano, quando um terremoto e um tsunami atingiram o nordeste do Japão, cerca de 80% dos prédios da cidade de Ishinomaki, que fica na província Miyagi, foram destruídos. Em um caso como esse, sem energia elétrica, seria de se esperar que jornais não sejam impressos por um longo período.

Os funcionários do jornal Ishinomaki Hibi Shinbun não deixaram a população sem notícias naquele momento crítico e confeccionaram seus periódicos à mão durante seis dias. Seis jornalistas iam à rua fazer reportagens e outros três passavam cerca de uma hora e meia por dia escrevendo-as em pôsteres. Depois, os “jornais” eram colados nas portas dos centros de desabrigados.

Habitantes do sudeste da Índia que têm como idioma nativo o urdu – língua oficial do vizinho Paquistão, semelhante ao híndi, mas escrita com alfabeto diferente – também escrevem jornais a mão. Mas eles fazem isso desde 1927. Todos os dias.

Fundado por Syed Azmathullah, o The Musalman é o mais antigo jornal em urdu que existe, além de ser a última publicação do tipo escrita à mão no mundo. Os seis funcionários – quatro deles são copistas dedicados à caligrafia urdu – trabalham em uma sala de cerca de 74 metros quadrados que também comporta uma prensa e um fax, mas nenhum computador.

O jornal tem apenas quatro páginas. Depois que os copistas terminam de montar a edição do vespertino, ele é copiado com a prensa e enviado aos assinantes. Syed Arifullah, neto do fundador e atual editor do Musalman, diz que não pretende usar computadores, já que a identidade do jornal é o uso da caligrafia e, sem isso, eles seriam iguais a outras publicações.

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Posted in Jornalismo, Viagem at junho 3rd, 2011. No Comments.

Polícia japonesa tem mascotes bem curiosas

Qual seria a mascote ideal para a polícia no Brasil? Fui logo pensando em animas bravos e ferozes.  Mas, no Japão, as autoridades acreditam que  a polícia deve ter uma imagem amigável e  simpática  – inclusive para as crianças. Por isso,  na hora de anunciar  campanhas de conscientização contra o crime,  as organizações policiais japonesas criaram mascotes. Cada uma das 47 províncias japonesas tem a sua! A maior parte é representada por pássaros-símbolo da região, mas encontrei outras bem curiosas.

Pipo-kun


Esta talvez seja a mais conhecida das mascotes e representa a polícia de Tóquio. Não é nenhum animal em particular. Tem “orelhas grandes para ouvir quem está em perigo, olhos que enxergam cada cantinho da sociedade e uma antena para captar qualquer movimentação”.

O nome Pipo-kun vem das primeiras sílabas das palavras “people” e “police”. O “-kun” é uma das formas de tratamento no Japão. Foi criado em 1987 e sua estátua pode ser vista em frente à sede da polícia, no bairro de Ginza. A mascote ganhou  até uma musiquinha em seu site. Quem souber acompanhar a legenda em japonês pode cantar junto.

Hikaru-kun e Hikari-chan

As mascotes da polícia de Niigata são dois grãos de arroz Koshihikari, variedade que é considerada uma das melhores e mais caras do mundo. Hikaru-kun foi criado em 1992 e sua parceira, Hikari-chan, chegou apenas em 1998.

Fuji-kun


O Monte Fuji fica ao sul de Yamanashi e, por isso,  é até compreensível que ele tenha se tornado a mascote da polícia de lá em 1988. Mas não é estranho um policial com… cabeça quente?

Mamoru-kun, Shin-chan e An-chan

Os três são frutas mikan, espécie de tangerina sem semente, muito popular no Japão e cultivada na região de Ehime. Adesivos com a figura de Mamoru-kun são colados nos locais em que crianças podem se proteger no caso de perigo.

Gorou-kun

Criado em 1999, Gorou-kun tirou seu nome da palavra “mutsugorou”, que significa peixe saltador-do-lodo. São peixes que vivem em manguezais e podem respirar fora d’água. Representa a região de Saga, na costa Sul do Japão.

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Posted in Animais, Viagem at março 24th, 2011. No Comments.

A história das Balas Chita

Pouco mais de um mês atrás, comentei aqui no Blog do Curioso as minhas lembranças da Bala Chita. O post acabou me rendendo um presente de uma leitora:  o Drops Chita (sabor original de abacaxi). Ele é durinho,  não é mastigável como a Chita que conhecemos.

Mas não vá se entusiasmando: esse novo tipo de Bala Chita já saiu de linha. Por causa das vendas baixas, a fabricante Cory resolveu tirá-lo de linha. Logo agora que eu descobri a novidade? A boa notícia é que dá para comprar a bala tradicional pelo site da marca. O problema é que só dá para comprar em pacotes de 600 gramas.

Um pouco da história da Chita. O produto foi criado em 1945 pelo espanhol João Rucian Ruiz, que projetou as máquinas para fazer  as primeiras balas mastigáveis do Brasil. O nome da bala veio da paixão que ele tinha pelos filmes de Tarzan. O primeiro sabor foi o de abacaxi. Depois vieram outros. Este anúncio, da época em que foi lançado o sabor uva, estampou o slogan “A macaca tá certa!” – uma alusão a um bordão do humorístico “Planeta dos Macacos”.

No começo dos anos 2000, a fabricante Santabina Alimentos, de Ribeirão Preto (SP), começou a ter um sucesso tão grande nas exportações que não dava conta do mercado nacional. A bala começou a ser vendida para África do Sul, Estados Unidos, Canadá, Líbano, Senegal e Japão. A produção diária chegava a 15 toneladas diárias, mas quase não sobrava nada para o mercado interno.

Em 2006, o doce passou a ser produzido pela Cory Alimentos, empresa que tem fábricas em Ribeirão Preto (SP) e Arceburgo (MG), e também fabrica as balas Icekiss, aquelas que vêm com mensagens de paquera dentro da embalagem.

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Posted in Baú, Comes e bebes at março 13th, 2011. 20 Comments.

O McDonald’s vende até churrasquinho grego

Você sabia que o Cheddar McMelt é servido apenas em McDonald’s brasileiros? Embora o cardápio da rede seja bastante globalizado, cada país pode criar sanduíches ou sobremesas que atendam hábitos locais.  O Blog do Curioso selecionou alguns casos de “lanches típicos”:

McHotDog

McHotDog  – Japão

Para nós, brasileiros, o cachorro-quente só aparece no McDonald’s de quatro em quatro anos. E ainda assim durante a Copa do Mundo, no sanduíche que homenageia a Seleção da Alemanha. O curioso é que, no Japão, ele é vendido como um item do cardápio de café da manhã.

McTurco – Turquia

Inspirado nos kebabs, muito populares naquela região, o McTurco tem dois hambúrgueres, alface, cebola e tomate em rodelas, enrolados no pão sírio. Tudo isso com um molho apimentado. O kebab é o prato que deu origem ao chamado “churrasquinho grego” no Brasil.

McTurco

McShawarma – Israel

Feito com pão sírio, também leva hambúrguer de peru e salada. Faz uma referência ao shawarma, comida tradicional que lembra o kebab. O comercial é baseado em uma cena do filme Pulp fiction.

McRice Burger – Filipinas, Indonésia, Singapura e Tailândia

Hambúrguer de carne ou filé de frango, salada e molho especial entre dois bolinhos de arroz no formato de fatias de pão.

McRice Burger

McKroket – Holanda

Os populares croquetes holandeses (Kroketten), feitos com carne, cebola, batata e cenoura, são vendidos no McDonald’s acompanhados de pão e molho maionese.

Veg McCurry Pan – Índia

Casca de pão retangular com curry, brócolis, pimenta, milho e cogumelos. É assado até parecer uma espécie de pizza vegetariana.

Veg McCurry Pan

McCountry – Croácia e República Tcheca

Os dois hambúrgueres desse sanduíche são feitos de carne de porco e vêm  acompanhados de alface, queijo, tomate, cebola e molho especial.

McAloo Tikki – Índia

É um sanduíche totalmente vegetariano: o “hambúrguer” é de batata com ervilha e a maionese não leva ovos. Também tem  tomate, cebola e molho apimentado.

McAloo Tikki

Tamago Double Mac – Japão

O Tamago Double Mac leva dois hambúrgueres, queijo, ovo, molho especial e bacon em um festival de proteína e gordura.

Tamago Double Mac

Kiwiburger e McOz – Nova Zelândia e Austrália

Na Nova Zelândia, lançaram o gigante Kiwiburger com carne, ovo, beterraba, tomate, queijo, alface, cebola, molho de tomate e mostarda. Uma versão sem ovo foi vendida na Austrália com o nome de McOz. A propaganda do Kiwiburger apresenta 46 itens que representam a cultura nacional da Nova Zelândia.

Sobremesa: McBingsoo – Coreia do Sul

Uma versão do Patbingsu, raspadinha coreana muito popular que tradicionalmente tem feijões azuki, sorvete ou frozen yogurt, além de leite condensado e frutas.

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Posted in Comes e bebes, Viagem at fevereiro 21st, 2011. 2 Comments.