No Dia do Goleiro, uma homenagem aos improvisados

Hoje, 26 de abril, é o Dia do Goleiro. A comemoração é uma homenagem a Aílton Corrêa Arruda, o goleiro Manga, nascido em 26 de abril de 1937. Ainda hoje considerado um dos melhores goleiros da história, Manga começou no Sport Recife em 1957 e depois defendeu o Botafogo, o Nacional do Uruguai, o Internacional de Porto Alegre, o Coritiba, o Grêmio, o Operário do Mato Grosso do Sul e, por fim, o Barcelona do Equador, encerrando sua carreira em 1982. Na Copa de 1966, Manga jogou uma única partida, contra Portugal, ao substituir Gilmar dos Santos Neves, mas não teve sorte. Os portugueses venceram por  3 x 1, e o Brasil acabou eliminado.

Manga

Não é justo, entretanto, parabenizar apenas os goleiros no dia de hoje. Muitos zagueiros, laterais, volantes e até atacantes já tiveram que se virar para defender o gol. Em homenagem a esses goleiros improvisados, um fã inglês de futebol criou o tumbrl Outfielders in Goal. No ar desde o início deste mês, o endereço já reúne 16 vídeos de jogadores de linha que tiveram que se virar debaixo da trave. Um dos lances mais impressionantes foi protagonizado por Niall Quinn, atacante do time inglês do Manchester City. Em um jogo contra o Derby County, em 1991, ele marca um gol e, alguns minutos depois, defende um pênalti. Como isso foi possível? Assista abaixo:

Na Liga Europa de 2006, no jogo entre o  suíço Basel e o francês AS Nancy, o atacante Mladen Petric assume o posto depois da expulsão do goleiro do Basel antes de uma cobrança de pênalti. Parece que ele se acalma quando o colega goleiro lhe diz algo ao lhe  passar as luvas. Petric não o decepciona:

O recém-inaugurado tumbrl futebolístico tem um representante brasileiro. Gaúcho, jogador do Palmeiras, não largou seu papel de atacante ao assumir a o gol em um jogo de 1988 contra o Flamengo pela Copa União. Substituindo o goleiro Zetti, machucado durante a partida, Gaúcho marcou e defendeu cobranças – dos mais tarde campeões mundiais Aldair e Zinho – na disputa de pênaltis.

E não é que até Pelé já foi goleiro? Em 19 de janeiro de 1964, Santos e Grêmio se enfrentavam no Estádio do Pacaembu em semifinal da Taça Brasil. Gilmar, goleiro do Santos, foi expulso aos 42 minutos do segundo tempo, quando o peixe vencia o Grêmio por 4 x 3. Pelé, que já tinha marcado 3 gols na partida, assumiu o papel de goleiro e fez duas defesas decisivas para a manutenção do placar e a classificação para a final. Até no improviso, ele provou ser o rei do futebol. É uma boa sugestão para integrar o acervo do tumblr, não?

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Posted in Datas Comemorativas, Esporte at abril 26th, 2012. 1 Comment.

Dicionário descreve todos os tipos de puns do mundo

Era o último treino do Flamengo antes da partida contra o Bahia pelo Brasileirão. O técnico Vanderlei Luxemburgo conversava com os jogadores no vestiário, quando um sonoro pum interrompeu a preleção. O que se falou é que  o treinador ficou furioso com o “incidente” e quis descobrir o responsável a todo custo. O autor ficou na dele e não se manifestou. Parece que o episódio deu azar para o clube carioca que, desde então, empatou uma partida e perdeu outras três. A imprensa chegou a atribuir a queda no rendimento ao caso da flatulência.

Para algumas pessoas, pode ser constrangedor falar de gases em público, mas os puns são um assunto e tanto para escritores. David Haviland, por exemplo, tem um livro chamado Why you should store your farts in a jar (“Por que você deveria guardar seus puns em um frasco”), que reúne curiosidades sobre métodos de saúde nojentos ao redor do mundo. Da mesma coleção, o livro Why fish fart (“Por que peixes soltam pum”), de Francesca Gould, tem informações sobre o mundo que com certeza podem deixar alguém enjoado.

Aqui no Brasil,  o Almanaque de puns, melecas e coisas nojentas, escrito por Fátima Mesquita e ilustrado por Fábio Sgroi,  mostra que uma pessoa libera cerca de 2 litros de gás todos os dias por meio de puns!

Outro autor fascinado por puns é o americano Scott A. Sorensen , que escreveu o Fart Dictionary (“Dicionário de puns”). O livro classifica e descreve, de um jeito bem engraçado, todos os tipos de pum do mundo. Veja alguns deles:

Pum anárquico: um pum emitido de propósito durante um discurso presidencial.

Pum Controle Animal: um pum que cheira como se um babuíno tivesse escapado do zoológico e se escondido em sua casa.

Pum A Feiticeira: um pum que faz você torcer o nariz.

E em qual categoria se encaixaria o pum do treino do Flamengo?

Pum blá-blá-blá: alguém está falando sem parar e você já não consegue prestar atenção, então emite uma interrupção.

Será que foi este o caso?

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Posted in Bizarro, livros at setembro 19th, 2011. No Comments.

Flamengo promete um chocolate hoje no Corinthians

Se o Flamengo ganhar hoje à noite do Corinthians, no Pacaembu, o treinador Vanderlei Luxemburgo já prometeu um chocolate destes para cada jogador rubro-negro. Ele é feito de amendoim e caramelo, e é vendido nos Estados Unidos.

(Ah, torcida do Flamengo, é só uma brincadeira. Nada de ninguém ficar bravo, por favor!).

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Posted in Esporte, Humor at setembro 8th, 2011. No Comments.

Nos tempos dos Cigarros Veado

No começo do século XX, o veado nem era usado como animal-símbolo de chacota aos homossexuais. Era veado com “e” mesmo. Pelo contrário, era até nome de uma famosa marca de cigarro “para chique ou pé-rapado”, como dizia seu jingle.

Os cigarros da marca Veado eram feitos no Rio de Janeiro pela Imperial Estabelecimento de Fumo, a primeira fábrica de cigarros do Brasil. Foi fundada pelo português José Francisco Correia, o Conde de Agrolongo. Ele nasceu em 1853 em São Lourenço de Sande, no conselho de Guimarães, ao norte de Portugal.

O Conde veio para o Brasil com 10 anos  na terceira classe de um navio chamado Félix. Foi trabalhar em uma manufatura de cigarros em Niterói e começou a administrar seu próprio negócio aos 18 anos – a produção dos cigarros Veado, feitos à semelhança do fumo francês. Os títulos de nobreza vieram com seu retorno a Portugal, onde ele faleceu em 1929.

Em 1930, a Companhia da Cigarros Veado promoveu um concurso para eleger o “Leader dos Footballers do Brasil”, ou seja, o mais popular jogador de futebol brasileiro. Para votar, o consumidor usava como cédula um maço vazio de qualquer cigarro da marca – como o modelo Monroe, que dava nome à competição. Uma das urnas de votação ficava em frente ao jornal Diário da Noite e outro na sede da fábrica. Esta foto mostra o prédio da Companhia de Cigarros Veado na Rua da Assembléia, no centro do Rio de Janeiro. Tente localizar na construção as três imagens da cabeça do animal.

O prêmio era um carro “baratinha”, da fabricante Chrysler. Quem votasse também concorria a prêmios de até 7 contos de réis. Os favoritos à competição eram os jogadores Fortes, do Flamengo, e Russinho, do Vasco da Gama. Russinho venceu com 2.900.649 votos. Cerca de 6 milhões de maços Veado foram vendidos por causa da promoção.

O “Grande Concurso Nacional Monroe” até inspirou o sambista Noel Rosa a criar a música Quem dá mais?, cuja letra diz: “Ninguém dá mais de um conto de réis?/ O Vasco paga o lote na batata/ E em vez da barata/ Oferece ao Russinho uma mulata”.

(com os agradecimentos pela sugestão do amigo Douglas Nascimento)

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Posted in Propaganda at março 28th, 2011. No Comments.

"Fio Maravilha" em versão italiana

Jorge Benjor, que já foi apenas Jorge Ben, completou 68 anos ontem. Em 1972, depois de ver o centroavante Fio sair do banco e marcar um golaço contra o Benfica, de Portugal, Jorge fez uma música em homenagem ao ídolo rubro-negro. “Foi um gol de anjo, verdadeiro gol de placa/Que a galera agradecida assim cantava/Fio Maravilha, nós gostamos de você/Fio Maravilha, faz mais um pra gente ver”. Algum tempo depois, um advogado cobrou os direitos de participação de Fio na música e, ofendido, Jorge trocou o “Fio” por “Filho”. Ao pendurar as chuteiras, o mineiro João Batista de Sales, o Fio, mudou-se para São Francisco, nos Estados Unidos, e foi trabalhar como entregador de pizza. Vive lá até hoje. Numa entrevista ao “Esporte Espetacular”, em 2007, ele jurou que foi tudo um mal-entendido e pediu que Jorge voltasse a cantar a música como “Fio Maravilha”.

Aqui está uma versão da música em italiano, cantada por Loretta Goggi:

Se você gostou da versão italiana, veja também a francesa, com a cantora Mélodie Stewart.

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Posted in Esporte, Televisão at março 22nd, 2010. No Comments.

Paysandu foi o melhor brasileiro na Libertadores

Pronto! Todos os representantes brasileiros na Libertadores deste ano já estrearam. Como vamos falar muito sobre a competição sul-americana nos próximos meses, acho bom você conhecer algumas curiosidades. O São Paulo é o time brasileiro que mais jogou e que mais venceu a competição, três títulos em 15 participações. O Tricolor Paulista jogou, ao todo, seis finais de Libertadores.  Venceu metade. Em participações, o Palmeiras vem logo atrás, com um título em 14 Libertadores disputadas. (Confira a lista completa clicando aqui.)

Entre os times que foram campeões, o que está em jejum há mais tempo é o Santos. Desde 1963, quando foi bicampeão, o Peixe não levanta a taça. A propósito, o Santos, de Pelé, e o Flamengo, de Zico, foram as únicas equipes brasileiras que venceram a Libertadores na primeira vez em que disputaram (1962 e 1981).

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O melhor aproveitamento de um time brasileiro na história da Libertadores, entretanto, não pertence a nenhum dos campeões. O Paysandu, que disputou apenas a edição de 2003, fica com o posto. Em oito partidas, o Papão venceu cinco, empatou duas e perdeu apenas uma, para o Boca Juniors (que seria campeão) — incríveis 70,83%.

Aliás, não é à toa que os cinco brasileiros ficaram felizes porque o Boca Juniors, da Argentina, não se classificou para a Libertadores em 2010. Hexacampeões da América, os hermanos têm a mania de eliminar brasileiros pelo caminho dos títulos. Fez isso nas seis vezes em que levantou o caneco (Cruzeiro, 1977; Atlético Mineiro, 1978; Palmeiras, 2000; Vasco e Palmeiras, 2001; Paysandu e Santos 2003; Grêmio, 2007).

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O retrospecto dos brasileiros não é ruim apenas contra o Boca. Nas decisões entre brasileiros e argentinos, eles levam vantagem. Foram 12 finais, desde 1963, quando o Santos venceu o Boca. Nossos vizinhos venceram nove:

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O Corinthians é o único brasileiro que jogou a competição mais de cinco vezes e ainda não foi campeão. Em sete oportunidades (a oitava é neste ano), o time teve sua melhor campanha em 2000, quando passou por Atlético-PR e Atlético-MG no mata-mata, mas acabou eliminado nos pênaltis pelo seu maior adversário, o Palmeiras, na semifinal.

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Oito times jogaram a Libertadores uma única vez. O primeiro foi o Bangu, em 1986; o mais recente foi o Paraná, em 2007. Completam a lista Criciúma (1992), Goiás (2006), Juventude (2000), Paulista, de Jundiaí-SP (2006), Paysandu (2003) e Santo André (2005).

Confira mais curiosidades sobre a Libertadores no site Guia dos Curiosos Futebol.

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Posted in Esporte at fevereiro 25th, 2010. 20 Comments.

Catarina quer chorar. Ela tem um gatinho!

À primeira vista, o caso de Catarina Mattar poderia ser um simples erro de programação. Cliente da operadora de telefonia TIM, a carioca começou a receber contas com um nome esquisito. Suas contas passaram a vir endereçadas para: “Catarina Quer Chorar Ela Tem Um Gatinho”. Você não leu errado, é isso mesmo: “Catarina Quer Chorar Ela Tem Um Gatinho”.

Com um problema em relação aos serviços prestados pela TIM, Catarina ligou diversas vezes à operadora, procurando uma solução. Foram tantas as reclamações, que, em uma das vezes, a cliente não aguentou e caiu no choro. Argumentou ainda que, por morar sozinha — apenas com seu gato —, não podia perder tempo com as ligações. Daí para frente, Catarina Elias Jacob Mattar virou “Catarina Quer Chorar Ela Tem Um Gatinho”. Uma brincadeira do atendente mudou todo o cadastro da consumidora.

José Carlos Paes, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, deu ganho de causa a Catarina, que deverá receber uma indenização de 12 mil reais por danos morais.

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Já o problema de outro consumidor foi com uma loja de eletrodomésticos. Ele comprou uma televisão a prazo mas, ao chegar em casa, percebeu que o aparelho estava com defeito. Não conseguiu trocar, entrou na Justiça, e ganhou a causa.

O juiz Cláudio Ferreira Rodrigues, autor da sentença a favor do consumidor, justificou por que tomou sua decisão da seguinte maneira: “Sem ele [o aparelho de TV], como o autor poderia assistir às gostosas do Big Brother, ou o Jornal Nacional, ou um jogo do Americano x Macaé, ou principalmente o jogo do Flamengo, do qual o autor se declarou torcedor?”. Dias depois, o próprio juiz se declarou torcedor rubro-negro.

Outro juiz do Rio de Janeiro também usou palavras pouco ortodoxas para proferir sua sentença. Paulo Mello Feijó se referiu a uma das partes de um processo como “solene corno”. O corno, no caso, era um policial federal que fora traído pela mulher e ameaçou o amante dela.

Dias depois, o próprio amante foi à corregedoria da PF e pediu a abertura de uma investigação contra o “solene corno”. O marido, irritado com a exposição do caso, entrou com o processo na Justiça, mas acabou derrotado.

E quando não são as sentenças que são bizarras, e sim as leis? Confira um livro que reúne as leis mais esdrúxulas de todo o mundo.

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Posted in Bizarro, Brasil at fevereiro 18th, 2010. No Comments.

Times de futebol com nome de gente

Sabia que o Corinthians quase foi batizado com nome de gente? Na reunião de criação do time, as opções de nome eram Santos Dumont, o inventor do avião, e Carlos Gomes, o compositor. Nenhum dos dois agradou e, durante a votação, o Corinthians passou a se chamar Corinthians. Bem, mas se você procurar, vai encontrar outros times  batizados com nome de gente.

O Robin Hood F.C., do Suriname, não podia roubar dos ricos para dar aos pobres. Isso porque em 1945, ano de fundação do clube, os jogadores ainda entravam em campo descalços, por falta de dinheiro. Robin Hood existiu ou não?  Não se sabe. O chamado “Príncipe dos Ladrões” teria sido uma espécie de herói inglês do século XIII, nos tempos do rei Ricardo Coração de Leão. Já a Association Culturelle Jeanne D’Arc, fundada em 1921 no Senegal, pegou o nome emprestado de um personagem revolucionário. O país africano foi colonizado principalmente por franceses, o que talvez tenha influenciado na escolha do nome de Joana D’Arc, heroína da Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra.

Bernardo O’Higgins, um dos “libertadores da América”, dá nome a uma equipe do país que ajudou a libertar, o Chile. O Club de Deportes O’Higgins de Rancagua foi fundado em 7 de abril de 1955, mas não é tão vitorioso quanto o seu homenageado. Durante toda sua existência, nunca levantou uma taça de campeão.

Ainda na América do Sul, o nome do  Club Presidente Hayes, do Paraguai,  foi inspirado no político e presidente dos Estados Unidos Rutherford Hayes (foto ao lado), que foi mediador de uma briga diplomática entre paraguaios e argentinos. Veja se consegue  adivinhar a favor de quem ele decidiu a pendenga… Uma coincidência interessante é que o maior craque da história do time foi o zagueiro Kiko Reyes, quase um homônimo do presidente que dá nome ao time.

Em Portugal, o escolhido para dar nome a um time de futebol foi o escritor Gil Vicente, autor de “Auto da Barca do Inferno”, entre outras obras. O Gil Vicente Futebol Clube foi fundado em 3 de maio de 1924, em Barcelos — mesma cidade em que  Gil Vicente nasceu, 459 anos antes. Apesar do nome imponente, a melhor colocação do time no Campeonato Português foi um quinto lugar, na temporada 1999/2000.

De Cochabamba, na Bolívia, vem o Club Jorge Wilstermann. O nome é o mesmo do primeiro piloto de aviões comerciais do país, que nasceu na cidade onde o time foi fundado. Ele morreu em um acidente aéreo anos antes da fundação da equipe, que aconteceu em 24 de novembro de 1949. O aeroporto internacional da cidade de Cochabamba também leva o nome de Wilstermann. O escudo do time tem uma asa de cada lado. A estreia de Galvão Bueno como narrador esportivo na TV aconteceu em um jogo do Jorge Wilstermann. O time boliviano jogou duas vezes contra o Flamengo pela segunda fase da Libertadores de 1981, uma em 13 de outubro e a outra no dia 30 do mesmo mês.

E os times brasileiros? O mais curioso de todos é a Associação Desportiva Perilima, de Campina Grande (PB), que teve o nome inspirado nas sílabas iniciais do nome de uma pessoa: Pedro Ribeiro Lima. Nunca ouviu falar?  Pedro Ribeiro Lima é presidente do próprio Perilima.

Quem é que me ajuda a lembrar de outros?

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Posted in Esporte at agosto 20th, 2009. 21 Comments.

A história das camisas dos 12 maiores times

Você sabia que praticamente todos os chamados times grandes do Brasil já jogaram com um uniforme diferente do tradicional? O exemplo mais recente é a camisa roxa que o Corinthians lançou no ano passado. Agora o Palmeiras anuncia que seu terceiro uniforme para 2009 será azul.

No livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil”, que será lançado hoje, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, em São Paulo, os autores Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues trazem os 2.000 modelos diferentes que os clubes usaram desde que foram fundados. Eles mostram também as trocas de patrocinadores e de fornecedores de material. Nenhum detalhe foi esquecido.

Em 2000, o Atlético Mineiro reeditou pela primeira vez em 60 anos uma camisa totalmente preta. Ela foi feita para ser usada nos jogos internacionais da Libertadores. O sucesso entre os torcedores foi tanto que até hoje o Galo tem uma camisa totalmente preta.

Jogando contra o time do Engenho de Dentro, em 7 de maio de 1933, o Botafogo usou uma camisa vermelha com a gola branca. Isso aconteceu porque o time adversário usava um uniforme listrado azul e branco, que poderia ser confundido com a vestimenta tradicional do Fogão. Em outras três ocasiões, pelo mesmo motivo, o Botafogo foi obrigado a usar camisas de cores diferentes: em 1923, uma verde, emprestada pelo time do Andaraí; em 1968, uma azul emprestada pela Adeg, administradora do Maracanã; e em 1975, de amarelo, camisa emprestada pelo time da Suderj.

Para homenagear o Torino, da Itália, que havia acabado de perder todos os jogadores e comissão técnica em um acidente aéreo, o Corinthians vestiu a camisa do clube. Foi contra a Portuguesa, no Pacaembu, no dia 8 de maio de 1949.

Feita especialmente para a Libertadores de 2004, a camisa azul-celeste do Cruzeiro faz parte da primeira geração de camisas com uma coroa acima do escudo do clube. A chamada tríplice coroa faz referência à temporada de 2003, em que o Cruzeiro foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

Ano passado, depois de uma briga judicial com a fornecedora de materiais esportivos, o Flamengo fez suspense e entrou em campo no Campeonato Brasileiro usando uma camisa com três interrogações no lugar da logomarca. Derrotado na Justiça, o time voltou a usar a camisa anterior poucas partidas depois.

A camisa laranja do Fluminense foi lançada no centenário da equipe, em 2002, e não agradou os torcedores. O Tricolor usou a camisa apenas no segundo tempo de um amistoso. Atualmente, uma das camisas de treino do Flu é dessa cor.

E o Grêmio, que, acredite, já jogou de vermelho? Na verdade, a cor era o havana, um parente  do vermelho. Foi a primeira camisa do time, em 1903. Depois, o havana foi substituído pelo preto porque os tecidos eram caros demais, e até raros. Em compensação, em 1987, a Coca-Cola  teve que colocar sua logomarca em preto na camisa do Grêmio, e não no tradicional vermelho, cor do maior rival. Foi a primeira vez que isso aconteceu.

A exemplo dos argentinos do River Plate, o Internacional já jogou de branco com uma faixa diagonal vermelha. Durante boa parte da década de 1950, uma das camisas do time tinha essa composição. Em 1995, o segundo uniforme também era assim.

Na final do Paulistão de 1954, que aconteceu em fevereiro do ano seguinte, o Palmeiras enfrentou seu maior rival, o Corinthians, usando uma camisa azul. A escolha teria acontecido por conselho de um pai-de-santo — que errou o prognóstico. O empate de 1 x 1 deu o título ao Corinthians.

“Paz” foi a primeira inscrição que apareceu na frente da camisa do Santos. A palavra não era parte de um patrocínio, foi escrita em apoio a uma campanha que acontecia na cidade de São Paulo em 1983. Um patrocínio curioso que apareceu na camisa do Santos foi o do Lenços de Papel Kleenex, em 1986.

O marketing esportivo ainda estava engatinhando em 1997. Talvez por isso a camisa do São Paulo, que tinha escrito “Bom…???”, tenha causado tanta surpresa. Ela foi usada em apenas um jogo, contra o Cruzeiro, e deu sorte: 5 x 0, cinco gols de Dodô. A brincadeira serviu para anunciar o futuro patrocinador do time: a esponja de aço Bombril.

Muitos clubes não tiveram a chance de homenagear seus maiores ídolos enquanto eles ainda estavam jogando. Não foi o caso do Vasco, que entrou em campo no dia 24 de março de 1983 com a frase “Valeu Roberto!” estampada na camisa. Até Zico, maior jogador da história do Flamengo, atuou no onze cruz-maltino naquela partida contra o La Coruña, da Espanha. Mesmo assim, os europeus venceram por 2 x 0.

O lançamento do livro será hoje, a partir da 19h, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, que fica na avenida Chucri Zaidan, 902, em São Paulo. Além de autografar os livros, os autores — que colecionam camisas de futebol — levarão algumas raridades que poderão ser conferidas para ficarem expostas.

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Posted in Esporte, livros at agosto 3rd, 2009. 43 Comments.