Peça há 60 anos em cartaz prepara shows acessíveis

Como parte das preparações para as Paraolimpíadas 2012, que acontecem em Londres de 29 de agosto a 9 de setembro, a capital inglesa promete um merecido presente ao público: três apresentações acessíveis da peça “A Ratoeira”, o espetáculo há mais tempo em cartaz no mundo. A primeira, marcada para o dia 28 de agosto, contará com um sistema de áudio-descrição, sendo recomendada aos deficientes visuais. No dia 4 de setembro, um profissional fará a tradução simultânea em libras (linguagem de sinais), e, dois dias depois, a peça será legendada em um telão.

“A Ratoeira”, escrita por Agatha Christie, é apresentada no teatro Saint Martin’s, em Londres, há 38 anos ininterruptos. Este ano é ainda mais especial: no dia 25 de novembro, completam-se 60 anos desde a primeira estreia do espetáculo, no também londrino Ambassador’s Theatre. Da mesma idade do reinado de Elizabeth II, atual rainha da Inglaterra, “A Ratoeira” preserva, há 53 anos, o título de show há mais tempo em cartaz no mundo.

Teatro que abriga a peça sexagenária

A peça foi escrita em 1948, como um presente de Agatha Christie para a rainha Mary, esposa do rei George V, em comemoração ao seu 80º aniversário. Originalmente, era um conto chamado “Três Ratos Cegos”. A própria escritora adaptou-o para os palcos, e “A Ratoeira” estreou em Londres em 1952, quando o primeiro-ministro britânico ainda era Winston Churchill. Foi um sucesso imediato, o que provavelmente é fruto da capacidade de Agatha Christie de desenvolver personagens complexos. Na montagem, que envolve intriga, crime e drama, cada uma das pessoas confinadas em uma casa tem motivos para ser o responsável por um assassinato. Por tradição, a produção pede que a plateia não revele o final surpreendente ao sair do teatro, para que o mistério da trama seja mantido.

Cena da peça "A Ratoeira"

De segunda a segunda, sempre às 19h30, a peça é encenada na capital britânica, tendo acumulado um histórico de 24 mil performances com um público de mais de 10 milhões de pessoas. Já passaram pela montagem 403 atores e atrizes diferentes, 200 quilômetros de tecido foram gastos com figurino e 426 toneladas de sorvete foram consumidas pela plateia.

Placa faz a contagem do histórico de apresentações

Seis anos depois da estreia, no dia 12 de abril de 1958, “A Ratoeira” entrou para o Livro dos Recordes como o espetáculo há mais tempo em cartaz na história do teatro. Hoje, não é mais só o show que figura entre os recordistas. David Raven é o ator que mais vezes encenou o mesmo personagem. De 1957 a 1968 na pele do Major Metcalf, ele subiu aos palcos 4.575 vezes. Nancy Seabrooke também foi longe: trabalhou como atriz substituta na mesma peça por 15 anos. Entre 1979 e 1994, ano em que Nancy se aposentou, ela atuou em apenas 72 das 6.240 apresentações.

Em comemoração aos 60 anos da montagem, a produção de “A Ratoeira” promete uma turnê mundial do espetáculo. Já estão confirmadas passagens por Austrália, China, Coreia do Sul, Turquia, África do Sul, Rússia, República Tcheca, Hungria, França, Alemanha, Holanda, Itália, Polônia, Espanha, Escandinávia, Venezuela, Estados Unidos e Canadá. Por enquanto, o Brasil está fora da lista. Os ingressos para assistir à peça em Londres vão de 16 a 41 libras (49 a 126 reais), e ingressos para as apresentações até 15 de dezembro deste ano já estão à venda.

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Posted in Teatro, Viagem at maio 2nd, 2012. 1 Comment.

“Keep calm and carry on”: a história por trás da febre

Primeiro ele encantou as meninas e passou a ilustrar cadernos, agendas, estojos de lápis e mais uma porção de acessórios.

Febre global desde o começo da década de 2000, a estampa “Keep calm and carry on” começou a ser parodiada. Não é raro encontrar camisetas com os dizeres “Keep calm and…” completados com finais dos mais sentimentais aos mais irônicos.

Os brasileiros não ficaram para trás. Já existem  versões de camisetas e itens de papelaria com conselhos bem tupiniquins à venda nas lojas do país:

Quem tem iPhone, iPod Touch e iPad também pode brincar de inventar frases seguindo o padrão do pôster “Keep Calm and Carry On”. O aplicativo gratuito “Keep Calm and Share“, lançado na Apple Store, em novembro de 2011, permite que o usuário crie a mensagem, escolha a combinação de cores e depois compartilhe seu cartaz personalizado nas redes sociais.

Imagens criadas no aplicativo

Mas qual é a origem dessa frase? O que é essa coroa estampada no topo? Essas e outras perguntas foram respondidas em um curta-metragem lançado pelo cineasta inglês Temujin Doran. Você pode conferir a história no vídeo abaixo (em inglês). Ou, se preferir, o Blog do Curioso conta tudinho:

Na primavera de 1939, quando a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para combater a Alemanha na 2ª Guerra Mundial, o governo inglês resolveu publicar uma série de pôsteres para acalmar a população inserida naquele ambiente de pânico. Os cartazes deveriam seguir um mesmo padrão de design – duas únicas cores e uma frase impressa em fonte elegante e marcante. Além disso, todos precisariam trazer o desenho da coroa do rei George VI.

Três versões finais foram para a gráfica. A primeira dizia: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação irão nos trazer a vitória”.

A segunda estampou: “A liberdade está em perigo. Defenda-a com toda a sua força”.

E a terceira versão, que gerou 2,5 milhões de pôsteres impressos, tinha escrito simplesmente: “Fique calmo e siga em frente”.

Os primeiros dois modelos foram distribuídos em setembro de 1939 e logo tomaram conta de janelas de estabelecimentos e vagões de trem. O terceiro foi guardado para uma situação de crise ou invasão, e acabou nunca sendo lançado. Ele permaneceu não revelado à população por 61 anos. O primeiro pôster “Keep calm and carry on” só caiu nas mãos do público em 2000. Ele foi encontrado em um sebo chamado Barter Books, na costa nordeste da Inglaterra. A Barter Books foi fundada em 1991 pelo casal Stuart e Mary Manley, em uma construção que antes abrigava uma antiga estação de trens, cuja estrutura ainda está preservada.

Stuart achou o pôster original no meio de livros empoeirados, que tinham sido comprados em um leilão. Mary o enquadrou e pendurou na parede da livraria. Como o cartaz ficou popular entre os clientes, um ano depois, eles começaram a vender cópias.

Stuart Manley com sua relíquia

Desde então, o cartaz tem sido parodiado, reproduzido e distribuído globalmente. Na conclusão do vídeo, Doran tenta achar um motivo para a geração atual ter sido atraída por uma frase de efeito tão antiga. Uma coisa é certa: seu design simples é atemporal e marcante. Mas, para ele, é provável que tenham sido as palavras do pôster as responsáveis por chamar a atenção das pessoas: “Trata-se de uma voz histórica, que oferece uma mensagem simples e sincera para inspirar a população a superar tempos difíceis. É um conselho que nunca fica velho: tenha calma e siga em frente”.

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Posted in Propaganda at março 13th, 2012. No Comments.

O Futebol e a Segunda Guerra Mundial

A Copa do Mundo foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928. Ele foi o terceiro presidente da FIFA e teve um mandato de 33 anos (1921-1954). A primeira competição foi disputada em 1930 no Uruguai e deveria ser repetida a cada quatro anos.  Uma década depois do primeiro confronto, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o evento foi interrompido. A edição de 1942, que seria realizada no Brasil, e a de 1946 oficialmente não existiram. Porém, a guerra não impediu que campeonatos de futebol fossem disputados nesse período. Sobre isso o jornalista Luciano Pires, editor do Bauru Ilustrado, me escreveu certa vez, relatando algumas fatos curiosos daquele período.

Este foi o que mais me chamou a atenção. Na fase final do combate, entre o fim de 1944 e o início de 1945, quando a guerra estava praticamente definida e já não havia tantas batalhas com as quais se preocupar, os comandos dos exércitos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética), que lutavam contra a Alemanha nazista, se juntaram para bater bola, organizando um campeonato entre os países do grupo. A Força Expedicionária Brasileira (FEB), integrante do 5º Exército Americano, não ficou de fora, cedendo soldados jogadores ao time.

Soldados da FEB

Destacou-se o lateral Bidon, que tinha sido titular do São Cristóvão, time carioca da Primeira Divisão, que disputava na época o título com os grandes Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Foi também convocado o meia-esquerda Perácio, um dos maiores ídolos da história do Botafogo (RJ), que havia sido titular da Seleção Brasileira na Copa de 1938, na França. Walter, ponta-esquerda da categoria de base do Corinthians, também teve a chance de participar do campeonato. Há registros de que o goleiro reserva do time também tinha sangue brasileiro. O time do 5ª Exército Americano reforçado foi o campeão.

Perácio, em 1938, na Copa da França

A participação do futebol na 2ª Grande Guerra não para por aí. A nação ucraniana, que em sua história sofreu abusos tanto da ocupação stalinista quanto da nazista, fez uso do esporte para tentar amenizar a situação. Em 1942, as autoridades nazistas permitiram a realização de um campeonato de futebol no país para ganhar a simpatia do povo. A população faminta e em processo de dizimação viu no esporte um momento raro de alegria, quando o time Start FC, antigo Dínamo de Kiev, ganhou todos os jogos. Dois deles foram disputados contra equipes alemãs: no dia 17 de julho, os ucranianos venceram o time de uma unidade militar por 6  x 0 e, em 6 de agosto, o da Luftwaffe SV Hamburg (da Força Aérea Alemã) por 5 x 1. O resultado irritou os nazistas, que pediram revanche.

Start FC (1942)

No dia 9 de agosto, como o estádio Zenit lotado, os jogadores do Start FC se transformaram em heróis nacionais ao repetirem a façanha: 5 x 3 sobre os alemães. O lamentável da história é que não tenha sido respeitado o fair play: os jogadores ucranianos acabaram presos e torturados pela Gestapo, a polícia secreta nazista, com a desculpa de serem filiados à NKVD, a polícia secreta soviética. Na verdade, essa filiação era apenas uma formalidade para que pudessem jogar futebol durante a ocupação stalinista. Nikolai Korotkykh, Nikolai Trusevich, Ivan Kuzmenko e Alexei Klimenko foram mortos na tortura. O restante do time ganhou sequelas que impossibilitaram sua volta aos campos de futebol. Esse último confronto ficou conhecido como “O Jogo da Morte”.

A Partida da Morte (1942)

O “Jogo da Morte” foi contado em livro, pelo escocês Andy Dougan. Lançado no Brasil em 2004 pela Editora Jorge Zahar, “Futebol e Guerra” desmistifica a história por trás do embate entre os times rivais (tanto nos gramados como nos campos de batalha). Além de destacar a importância do futebol para o povo ucraniano, o autor expõe a tragédia da ocupação nazista e seus efeitos sobre a população local. No mesmo ano, o jornalista fluminense Roberto Sander lançou, pela Editora Bom Texto, “Anos 40 – Viagem à Década Sem Copa”. No livro, ele conta histórias de talentos brasileiros revelados nessa época, como Leônidas da Silva e Heleno de Freitas. Mesmo alheia aos acontecimentos esportivos, pode ser considerada uma década de ouro para o futebol.

O episódio acabou chegando até Hollywood. O diretor John Huston se inspirou nele para rodar o filme “Fuga para a Vitória” (1982), com Sylvester Stallone e Pelé – o craque brasileiro faz o papel de um prisioneiro de guerra natural de Trinidad e Tobago. Veja abaixo a cena do jogo, com direito a gol – é claro – de Pelé (ôps, desculpe o spoiler!):

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Posted in Esporte at fevereiro 2nd, 2012. 2 Comments.

Os ilustres desconhecidos dos aeroportos

Ao visitar a Argentina há algumas semanas, fiquei curioso para saber quem era Juan Pistarini, que dá nome ao aeroporto em Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires. Pistarini foi vice-presidente da Argentina e um dos maiores entusiastas para a construção de um aeroporto internacional.  Também investiu em moradia popular, transporte e saneamento básico.

Juan Pistarini

Outros aeroportos importantes homenageiam personalidades conhecidas pelo público local, mas desconhecidas internacionalmente. Confira alguns deles:

Logan International Airport (Boston, Estados Unidos) – General Edward Lawrence Logan

Estátua de Logan em frente ao aeroporto

Nascido em 1875, Edward Lawrence Logan lutou na Guerra Hispano-Americana e na Primeira Guerra Mundial. Em Boston, ele se lançou na vida política e se tornou senador. Não era aviador, mas defendia maiores benefícios para os pilotos de guerra.

Aeropuerto Internacional Benito Juárez (Cidade do México, México) – Benito Juaréz

Benito Juaréz

Benito Pablo Juaréz Garcia foi o primeiro presidente mexicano de origem indígena. Até os 12 anos, não falava espanhol, apenas zapoteca. Acabou se formando em Direito, governou o Estado de Oaxaca, chegando em 1858 ao comando do país pela primeira vez.

Nemal HaTe’ūfa Ben Gurion (Tel Aviv, Israel) – David Ben-Gurion

Busto de David Ben-Gurion no aeroporto

Nascido na Polônia, David Grün foi o primeiro líder do Estado de Israel. Adotou o nome hebraico Ben Gurion quando começou a carreira política em 1915. Com a fundação do país, ele se tornou primeiro-ministro em 1948 e só deixou o cargo definitivamente em 1963.

Flughafen München Franz Josef Strauß (Munique, Alemanha) – Franz Josef Strauss

Franz Josef Strauss

Não confunda com o compositor Johann Strauss. O homenageado é o político Franz Josef Strauss, que governou a região da Bavária até sua morte, em 1988. Um de seus desejos era criar um Estado europeu unificado.

OR Tambo International Airport (Johannesburgo, África do Sul) – Oliver Reginald Tambo

Oliver Reginald Tambo

Todo o distrito ao redor do aeroporto leva o nome do líder Oliver Reginald Tambo, que lutou contra o apartheid ao lado de Nelson Mandela nos anos 1960. Ele era um dos membros da Frente Unida Sul-Africana, que conseguiu a expulsão da África do Sul do Commonwealth. Até 1994, o prédio tinha como nome Jan Smuts International Airport, homenageando o líder militar e primeiro-ministro Jan Smuts, cujo mandato durou de 1939 a 1948.

Imam Khomeini International Airport (Teerã) – Imam Khomeini

Imam Khomeini

Na capital do Irã, país em que 98% da população é muçulmana, o homenageado é Ruhollah Khomeini, clérigo xiita que foi o grande líder da revolução que culminou com a criação do primeiro Estado islâmico, em 1979. Khomeini governou o Irã até sua morte, em 1989. O termo “Imam” indica a mais alta posição de liderança espiritual entre o povo islã.

Ataturk International Airport (Istambul) – Mustafá Kemal Ataturk

Mustafá Kemal Ataturk

“Ataturk”, ao pé da letra, significa “pai dos turcos”. Entretanto, esse não é o único sentido por trás do nome do aeroporto de Istambul. Trata-se de uma homenagem a Mustafá Kemal Ataturk, herói nacional que liderou a revolução que transformou o país em uma república moderna laica, em 1923. Entre as pioneiras reformas induzidas por ele, estão a mudança do alfabeto árabe para o latino, a proibição da poligamia e o direito feminino ao voto.

Mohammed V International Airport (Casablanca) – Rei Mohammed V

Rei Mohammed V

A cidade costeira marroquina de Casablanca, cenário de uma das mais românticas cenas de Hollywood, escolheu Mohammed V, avô do atual monarca, para nomear seu aeroporto. O ex-sultão ficou marcado na história por ter sido o responsável por negociar a independência do país africano com a metrópole francesa, em 1956, sendo então coroado primeiro rei de Marrocos.

Pearson International Airport (Toronto) – Lester Bowles Pearson

Lester Bowles Pearson

Em Toronto, maior cidade do Canadá, o ex primeiro ministro Lester Bowles Pearson dá nome ao aeroporto. O canadense tem história conturbada: aos 20 anos, sobreviveu a uma queda de avião e a um atropelamento por um ônibus, o que o deixou em estado de invalidez. Destacou-se, a partir de então, como diplomata, participando ativamente da criação da ONU. Ganhou o Nobel da Paz em 1957 e governou o Canadá de 1963 a 1968.

O’Hare International Airport (Chicago) – Edward “Butch” O’Hare

Edward “Butch” O’Hare

Similarmente ao que encontramos no Rio de Janeiro, cidade cujo aeroporto chama-se Santos Dumont, Chicago presta homenagem a um dos mais famosos pilotos da história dos Estados Unidos: Edward “Butch” O’Hare. Além de terem atuado na força aérea norte-americana, os O’Hare deixaram sua marca também na justiça de Chicago: o pai do piloto trabalhou para Al Capone e teve coragem o bastante para, mais tarde, virar a casaca e testemunhar contra o gângster.

George Best Belfast City Airport (Irlanda) – George Best

George Best

George Best foi um jogador de futebol irlandês que brilhou nos times Manchester United e Northern Ireland na década de 1960. Morto em 2005, aos 59 anos, o ídolo recebeu honrosas homenagens post-mortem: no ano seguinte, o Ulster Bank emitiu 1 milhão de notas comemorativas de 5 libras com a imagem do jogador – que viraram relíquia em todo o Reino Unido – e o aeroporto de sua cidade natal (Belfast City) adotou seu nome oficialmente.

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Posted in Celebridades, Viagem at maio 11th, 2011. No Comments.

Dez partidões: príncipes e princesas solteiros

Gostou do casamento do Príncipe William com a plebeia Kate Middleton na sexta-feira? Quer saber quando teremos outra festa dessas? Ainda existem 28 monarquias não governadas pela família real britânica no mundo. Listamos, entre elas, dez  príncipes ou princesas que ainda estão solteirinhos da silva. Ou, melhor, da Sir Va.

Príncipe Harry – Grã-Bretanha


Harry, que na verdade se chama Henry Charles Albert David, é o irmão mais novo do Príncipe William e tem 26 anos. É o terceiro na linha de sucessão dos Commonwealth Realms, que incluem o Reino Unido e mais quinze países.

Príncipe Albert II– Alemanha

O socialite alemão de 27 anos é o 12º Príncipe de Thurn und Taxis, família com papel importante no desenvolvimento dos correios alemães. A Alemanha não tem mais monarquia desde 1918, mas Albert ainda tem uma fortuna de 2 bilhões de dólares.

Charlotte Casiraghi – Mônaco


Quarta pessoa na sucessão do trono de Mônaco, Charlotte Casiraghi, de 24 anos, é neta do falecido Príncipe Rainier III e da atriz americana Grace Kelly, famosa por sua beleza. Aos 5 anos, ela ganhou de presente uma ilhota na Sardenha com valor de cerca de 7 milhões de dólares.

Andrea Casiraghi – Mônaco


Irmão mais velho de Charlotte, Andrea Casiraghi tem 26 anos e passou oito meses dando aulas para crianças em Togo, na Nigéria e no Senegal. Atualmente, ele mora e estuda em Nova York.

Hamdan bin Mohammed bin Rashid al Maktoum – Dubai


O xeque de 28 anos estudou na London School of Economics e é sucessor do Xeque Mohammed, governante de Dubai. Ele é o segundo mais velho de seus 21 filhos. Algumas de suas paixões são carros, camelos e os poemas que publica sob o pseudônimo de “Fazza’a”.

Príncipe Azim – Brunei


Brunei é um pequeno país de 400 mil habitantes na ilha de Bornéu, no Sudeste Asiático. Haji Abdul Azil é o segundo filho mais velho do Sultão Hassanal Bolkiah. Ele ficou famoso por dar festas monumentais com convidados como Michael Jackson e Mariah Carey.

Príncipe Carl Philip – Suécia


O príncipe sueco é o segundo na fila do trono e terminou em 2009 um relacionamento de dez anos. É formado em Design Gráfico pela Forsberg School of Graphic Design e tem interesse por filmar documentários.

Princesa Theodora – Grécia e Dinamarca


Apesar de a Grécia não ter mais monarquia desde 1973, a Princesa Theodora, com 27 anos, acumula o título de princesa de Grécia e Dinamarca, já que é filha da Princesa Ana Maria da Dinamarca. É formada em Artes pela Brown University.

Príncipe Philippos – Grécia e Dinamarca


Irmão caçula da Princesa Theodora, Príncipe Philippos tem 25 anos e também carrega títulos tanto da Grécia quanto da Dinamarca. Estuda no United World College nos Estados Unidos, onde estuda Relações Internacionais.

Princesa Sirivannavari – Tailândia

O maior problema é pronunciar o nome completo da princesa: Phra Chao Lan Thoe Phra Ong Chao Sirivannavari Nariratana, ou simplesmente Sirivannavari Nariratana. É a filha única do Príncipe Herdeiro Maha Vajralongkorn e neta de Bhumibol Adulyadej, monarca do país há mais tempo no mundo – 64 anos!

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Posted in Celebridades at maio 1st, 2011. 9 Comments.

Todas as capas de Bruna Surfistinha

O filme Bruna Surfistinha completa dois meses de exibição na próxima segunda-feira e já ultrapassou os 2 milhões de espectadores. A obra  que inspirou a obra das telonas, O doce veneno do escorpião, de Raquel Pacheco, também é um sucesso: vendeu 275 mil cópias e produziu outros dois livros. Como curiosidade, você vai ver agora 12 das 13 capas de edições lançadas pelo mundo inteiro. Só faltou a do Vietnã.

Alemanha, Holanda e Estados Unidos

América Latina, Portugal e França

Coreia do Sul, Eslovênia e Turquia

Inglaterra, Itália e China

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Posted in Celebridades, Sexo, livros at abril 20th, 2011. No Comments.

Playmobil: um gigante de 7,5 centímetros

Aconteceu esta tarde em São Paulo o 17º Lanchinho Playmobil. O encontro reuniu colecionadores de todo o Estado, que expuseram cenários e fizeram trocas e vendas. Os participantes também assistiram a workshops sobre montagem e desmontagem dos brinquedos e de como usar as ferramentas da internet para alimentar uma coleção de Playmobil.

O fórum PlayBrasilMobil reúne atualmente 442 colecionadores dos bonequinhos. “É uma coisa de saudosismo mesmo”, afirma Alessandro Tamer, membro do fórum e um organizador do Lanchinho Playmobil, que acontece mensalmente. “Esses brinquedos fizeram parte da história de quem hoje tem entre 30 e 50 anos”

Em 1908, Georg Brandstätter herdou do pai, Andreas Brandstätter, uma fábrica de cadeados e metais em Fürth, na Alemanha. Ele deu a ela o nome de Metallwarenfabrik Georg Brandstätter. Em 1921, com a mudança da sede para Zindorf, a empresa passou a se chamar Geobra, usando as primeiras letras do nome do dono. Até a década de 1950, eles já tinham mudado a produção para caixas-registradoras e aparelhos de telefone. Foi a mania dos bambolês, no final da década, que fez com que o herdeiro da fábrica, Horst Brandstätter, tentasse projetar uma máquina que moldasse plástico em formato circular.

Horst percebeu que, usando calor, pressão e moldes de plástico, poderia reproduzir praticamente qualquer formato. Em 1958, então, ele fez o primeiro protótipo de Playmobil, um carro de corrida. Logo a empresa entraram no mercado de brinquedos e, em 1969, já havia inaugurado uma moderna fábrica em Dietenhofen. Dois anos depois, outra unidade produtiva foi aberta em Malta.

No começo da década de 1970, com a crise do petróleo, toda a indústria de plástico precisou se reinventar. Horst Brandstätter e Hans Beck, pesquisador da empresa, se voltaram a um novo projeto: pequenos bonecos articulados com acessórios à parte. Em 1974, o Playmobil foi apresentado ao público e se tornou rapidamente um sucesso de vendas.

A moda foi tão grande que, um ano depois, a Geobra executou um plano de expansão mundial que incluía o Brasil. Em 1976, os bonecos de 7,5 centímetros de altura começaram a ser fabricados no país pela Trol. A empresa era de propriedade de Dílson Funaro, ministro da Fazenda do governo Sarney, e fazia autoramas e bonecas como a Pierina. Veja uma propaganda do Playmobil daquela época:

Com a morte de Funaro, em 1989, a Trol encerrou suas atividades e a Estrela fabricou os bonecos alemães até 1999. Somente em agosto de 2005, a empresa catarinense Calesita voltou a distribuir o Playmobil no mercado nacional. Os produtos eram importados da Argentina. Desde 2008, a marca passou a ser importada pela Sunny Brinquedos, que traz os bonequinhos diretamente da Alemanha. Apesar de ter ficado ausente do mercado por algum tempo na década de 2000, o Playmobil nunca foi esquecido por seus fãs brasileiros.

Os bonecos são um sucesso no mundo inteiro e têm até mesmo cinco parques de diversão dedicados a eles, os FunParks, em Malta, França, Grécia, Estados Unidos e Alemanha. Eles têm áreas temáticas como fazenda, acampamento indígena, castelo medieval e barco pirata, além de bonecos Playmobil com 1,60 metro de altura.

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Posted in Baú, Brasil, Brinquedos at abril 17th, 2011. 3 Comments.

Existe vida por trás das máquinas?

A agência de publicidade alemã Scholz & Friends começou a fazer em 2006 uma série que simula os bastidores das máquinas que usamos no dia a dia – tudo de um jeito bem curioso. É como se dentro de cada máquina de rua – que nós presumimos que faça tudo automaticamente – estivesse uma pessoa lavando roupa, pedalando ou tocando instrumentos.

O slogan é “A vida é muito curta para o emprego errado” e indica o site de empregos jobsintown.de. Veja abaixo algumas das peças da campanha, que aumentou as visitas do site em 25% em relação a 2004:

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Posted in Propaganda at março 3rd, 2011. 1 Comment.

Sentou, pagou!

Do jeito que o mundo anda, não vou achar estranho se essa invenção for colocada em prática logo. O “Pay & Sit” (Pague e Sente) é um banco com tempo marcado para se permanecer sentado. Você paga o equivalente a 50 centavos por alguns minutos, e vai precisar de outra moeda se quiser ficar mais tempo. A ideia é que todo mundo tenha espaço para se sentar. Quem resolver  monopolizar o banco por horas para namorar ou alimentar os pombos vai pagar caro!

A ideia do banco com parquímetro (ou “bundímetro”?) é do alemão Fabian Brunsing. No verão de 2008, ele e outros estudantes da Universidade de Ciência Aplicada de Potsdam, na Alemanha, se debruçaram sobre o tema da “privatização do espaço público”. Foi aí que Fabian desenvolveu o projeto. Por e-mail, ele contou ao Blog do Curioso que está preparando um novo protótipo do Pay & Sit. Mas, enquanto a versão mais avançada da invenção ainda não sai, veja como funciona a primeira:

Ah, a sugestão dessa pauta foi enviada pela leitora Marília Otsuka.

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Posted in Bizarro, Cotidiano, Invenções at julho 21st, 2010. 3 Comments.

Por que a Alemanha será a campeã do mundo

Não se trata de uma análise futebolística. Na verdade, os 4 x 0 contra a Argentina pouco importam. O Glauber Gleidson Peres, que é ouvinte do “Fanáticos por Futebol” (Bandeirantes AM, de segunda a sexta, às 22h), garante que o palpite é uma questão de numerologia. Olha só que coisa interessante…

O Brasil ganhou a Copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista do título foi em 1970. Se você somar 1970 + 1994 = 3964

A Argentina ganhou sua última Copa do mundo em 1986, antes disso,só em 1978. Somando 1978 + 1986 = 3964

Já a Alemanha ganhou a sua última Copa em 1990. Antes disso foi em 1974. Somando 1990 + 1974 = 3964

Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da Copa do mundo de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da Copa de 1962!

Conferindo: 3964 -2002 = 1962

E o ganhador da Copa em 1962 foi o Brasil!

Realmente, a numerologia parece funcionar … E quem venceria a Copa do mundo de 2010 na África do Sul?

Resposta: 3964 – 2010 = 1954
E quem ganhou em 1954? … Alemanha!

Melhor não tentar com outras seleções que a conta pode não funcionar… Lembro que, antes da Copa, circularam outras duas. Uma dava o Brasil como campeão e outra, a Argentina. Alguém guardou aquelas?

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Posted in Esporte, Listas at julho 5th, 2010. 5 Comments.