Peça há 60 anos em cartaz prepara shows acessíveis

Como parte das preparações para as Paraolimpíadas 2012, que acontecem em Londres de 29 de agosto a 9 de setembro, a capital inglesa promete um merecido presente ao público: três apresentações acessíveis da peça “A Ratoeira”, o espetáculo há mais tempo em cartaz no mundo. A primeira, marcada para o dia 28 de agosto, contará com um sistema de áudio-descrição, sendo recomendada aos deficientes visuais. No dia 4 de setembro, um profissional fará a tradução simultânea em libras (linguagem de sinais), e, dois dias depois, a peça será legendada em um telão.

“A Ratoeira”, escrita por Agatha Christie, é apresentada no teatro Saint Martin’s, em Londres, há 38 anos ininterruptos. Este ano é ainda mais especial: no dia 25 de novembro, completam-se 60 anos desde a primeira estreia do espetáculo, no também londrino Ambassador’s Theatre. Da mesma idade do reinado de Elizabeth II, atual rainha da Inglaterra, “A Ratoeira” preserva, há 53 anos, o título de show há mais tempo em cartaz no mundo.

Teatro que abriga a peça sexagenária

A peça foi escrita em 1948, como um presente de Agatha Christie para a rainha Mary, esposa do rei George V, em comemoração ao seu 80º aniversário. Originalmente, era um conto chamado “Três Ratos Cegos”. A própria escritora adaptou-o para os palcos, e “A Ratoeira” estreou em Londres em 1952, quando o primeiro-ministro britânico ainda era Winston Churchill. Foi um sucesso imediato, o que provavelmente é fruto da capacidade de Agatha Christie de desenvolver personagens complexos. Na montagem, que envolve intriga, crime e drama, cada uma das pessoas confinadas em uma casa tem motivos para ser o responsável por um assassinato. Por tradição, a produção pede que a plateia não revele o final surpreendente ao sair do teatro, para que o mistério da trama seja mantido.

Cena da peça "A Ratoeira"

De segunda a segunda, sempre às 19h30, a peça é encenada na capital britânica, tendo acumulado um histórico de 24 mil performances com um público de mais de 10 milhões de pessoas. Já passaram pela montagem 403 atores e atrizes diferentes, 200 quilômetros de tecido foram gastos com figurino e 426 toneladas de sorvete foram consumidas pela plateia.

Placa faz a contagem do histórico de apresentações

Seis anos depois da estreia, no dia 12 de abril de 1958, “A Ratoeira” entrou para o Livro dos Recordes como o espetáculo há mais tempo em cartaz na história do teatro. Hoje, não é mais só o show que figura entre os recordistas. David Raven é o ator que mais vezes encenou o mesmo personagem. De 1957 a 1968 na pele do Major Metcalf, ele subiu aos palcos 4.575 vezes. Nancy Seabrooke também foi longe: trabalhou como atriz substituta na mesma peça por 15 anos. Entre 1979 e 1994, ano em que Nancy se aposentou, ela atuou em apenas 72 das 6.240 apresentações.

Em comemoração aos 60 anos da montagem, a produção de “A Ratoeira” promete uma turnê mundial do espetáculo. Já estão confirmadas passagens por Austrália, China, Coreia do Sul, Turquia, África do Sul, Rússia, República Tcheca, Hungria, França, Alemanha, Holanda, Itália, Polônia, Espanha, Escandinávia, Venezuela, Estados Unidos e Canadá. Por enquanto, o Brasil está fora da lista. Os ingressos para assistir à peça em Londres vão de 16 a 41 libras (49 a 126 reais), e ingressos para as apresentações até 15 de dezembro deste ano já estão à venda.

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Posted in Teatro, Viagem at maio 2nd, 2012. 1 Comment.

Que fim levaram as vuvuzelas?

Lembra delas? Há um ano, em 11 de junho de 2010, acontecia a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. Foi a primeira Copa do Mundo no continente africano e foi também a copa das vuvuzelas. A barulhenta e irritante corneta usada pelos torcedores entrou para o vocabulário esportivo.

No Brasil, elas também viraram mania rapidamente e eram vendidas em verde e amarelo. A maior fabricante de vuvuzelas do país fica em São Paulo. A Brasilflex teve que recusar pedidos, tamanha era a demanda. “Recebemos propostas até da África do Sul, mas não pudemos atender”, afirma a diretora Eliana Mason.

A empresa, que fica no bairro do Limão, na zona norte da cidade, faz vuvuzelas desde 1994, quando elas ainda eram chamadas de “cornetões”. “Começamos a produzi-las para o Carnaval e vimos que era vantajoso vendê-las em verde e amarelo em época de Copa”, diz Eliana. Hoje, a fábrica tem 89 modelos de cornetas.

Há uma diferença entre os modelos brasileiros e africanos. Os produzidos aqui têm um apito interno para facilitar o uso, enquanto os da África do Sul precisam de um pouco de técnica para fazer barulho. “Muita criança não consegue tirar sons da vuvuzela comum”, explica Eliana. Um ano depois da Copa, enquanto discutimos calorosamente como vai ser o evento no Brasil, Eliana diz que só faz vuvuzelas verdes e amarelas por encomenda. O forte, justifica ela, continua sendo o Carnaval, festas de debutantes e formaturas.

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Posted in Esporte, Viagem at junho 10th, 2011. No Comments.

A história das Balas Chita

Pouco mais de um mês atrás, comentei aqui no Blog do Curioso as minhas lembranças da Bala Chita. O post acabou me rendendo um presente de uma leitora:  o Drops Chita (sabor original de abacaxi). Ele é durinho,  não é mastigável como a Chita que conhecemos.

Mas não vá se entusiasmando: esse novo tipo de Bala Chita já saiu de linha. Por causa das vendas baixas, a fabricante Cory resolveu tirá-lo de linha. Logo agora que eu descobri a novidade? A boa notícia é que dá para comprar a bala tradicional pelo site da marca. O problema é que só dá para comprar em pacotes de 600 gramas.

Um pouco da história da Chita. O produto foi criado em 1945 pelo espanhol João Rucian Ruiz, que projetou as máquinas para fazer  as primeiras balas mastigáveis do Brasil. O nome da bala veio da paixão que ele tinha pelos filmes de Tarzan. O primeiro sabor foi o de abacaxi. Depois vieram outros. Este anúncio, da época em que foi lançado o sabor uva, estampou o slogan “A macaca tá certa!” – uma alusão a um bordão do humorístico “Planeta dos Macacos”.

No começo dos anos 2000, a fabricante Santabina Alimentos, de Ribeirão Preto (SP), começou a ter um sucesso tão grande nas exportações que não dava conta do mercado nacional. A bala começou a ser vendida para África do Sul, Estados Unidos, Canadá, Líbano, Senegal e Japão. A produção diária chegava a 15 toneladas diárias, mas quase não sobrava nada para o mercado interno.

Em 2006, o doce passou a ser produzido pela Cory Alimentos, empresa que tem fábricas em Ribeirão Preto (SP) e Arceburgo (MG), e também fabrica as balas Icekiss, aquelas que vêm com mensagens de paquera dentro da embalagem.

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Posted in Baú, Comes e bebes at março 13th, 2011. 20 Comments.

Por que o Itaú-Personnalité lembra a Seleção de Dunga

Agora ficou claro para mim  por que o Itaú patrocina a Seleção Brasileira. A mesma incompetência que o time de Dunga mostrou na Copa do Mundo pode ser vista também no atendimento que tenho recebido do banco.  O meu problema com o Itaú-Personnalité se arrasta desde novembro do ano passado (clique aqui para entender o caso do “Golpe da Premiação do Cartão”). Tenho tentado resolver de modo pacífico, mas está difícil. A ouvidora do banco me ligou no final de maio e, ciente da minha reclamação, disse que o meu problema seria resolvido. Pois bem: hoje,  voltando para casa, recebo uma ligação da assistente da ouvidora propondo justamente aquilo que recusei nove meses atrás… Brincadeira, não?

O Itaú-Personnalité insiste que “foi um erro de entendimento do regulamento da promoção”. Mas esse regulamento simplesmente não existe. Faz nove meses que estou pedindo uma cópia e ele nunca apareceu. Todos os contatos do banco são sempre feitos por telefone para que, segundo um ex-gerente, não fiquem provas para uma possível ação judicial.  Até já me ofereceram  um “cala-boca” de 40 mil pontos de milhagem.

Esse cartão Itaú-Personnalité só tem me dado dissabores. Na primeira semana de viagem à África do Sul, agora em junho, o cartão deixou de funcionar. E não deu mais sinais de vida. Vinte dias depois, o banco mandou um telegrama para minha casa, em São Paulo, avisando que o cartão tinha sido bloqueado preventivamente. Aí vem a melhor frase: “Não se preocupe, pois já enviamos um novo cartão para o seu endereço”.  Ah, claro que eu não vou me preocupar…

Minha mulher perdeu o cartão dela  no final de maio. Até hoje não recebeu um novo.  Ninguém consegue explicar onde foi parar o cartão.

Pedi o encerramento de uma conta de pessoa jurídica. Tirei o dinheiro de lá, mas a conta continua aberta. Agora fico recebendo correspondência, dizendo que a conta está inativa. Mais dor-de-cabeça.

Por falar em correspondência, recebo uma convocação para uma assembleia geral ordinária de um fundo que será realizado… em Poá. Por que Poá?  Tem certeza que o banco quer que a gente vá?

Não gosto do Itaú. Frequentei a agência da Praça Panamericana por um bom tempo e ficava horrorizado como a porta-giratória era usada de forma discriminatória pelo vigilantes. Sempre entrei  com chaves, celular, moedas.  Nunca fui barrado. Mas qualquer pessoa mais simples ou de cor  passava por certos constrangimentos.  Certa vez, ao ver uma dessas cenas, tirei as chaves do bolso e mostrei para o vigilante.  Não concordava com esse tipo de “aparthaid giratório” e fui para o Unibanco, que ficava do outro lado da avenida.  Infelizmente, com a venda do Unibanco, minha conta foi migrada automaticamente – com a promessa de que nenhum benefício seria tirado. Promessa não cumprida.  É essa a minha briga.

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E agora eu não falo mais sobre vuvuzelas!

A Copa acabou e já estou de volta a São Paulo. Então, para despedida, vou escrever pela última vez sobre as vuvuzelas. É que no aeroporto recebi um jornal que trazia um cartum muito divertido do sul-africano Zapiro, já citado aqui no blog. O que fazer com tantas vuvuzelas depois do Mundial? Ele dá várias sugestões.

A primeira é usar como uma espécie de aparelho auditivo para reparar os danos causados por  um mês de vuvuzelas nos ouvidos.

Outra sugestão é dar o troco na Companhia de Aeroportos Sul-Africana (Acsa, em inglês), por causa da confusão na semifinal em Durban. Torcedores perderam a partida em razão do caos no Aeroporto Internacional King Shaka.

Pode ser usada também como um adereço no cantinho do castigo pelos jogadores franceses pelo mau desempenho…

… ou para comover as pessoas em relação à situação de Raymond Domenech, técnico da França, derrotada pela África do Sul por 2 x 1 na primeira fase do Mundial.

Durante a Copa, a socialite Paris Hilton foi pega fumando maconha no estádio – e acabou detida. Zapiro não deixou essa história passar em brancas nuvens.

O ministro dos Esportes da África do Sul, Makhenkesi Stofile, pode usar uma vuvuzela como tocha olímpica para fazer campanha pela candidatura de Johanesburgo  a sede das Olimpíadas de 2020.

O sul-africano Jackie Selebi é um ex-presidente da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), e está preso por corrupção. Para ele, uma vuvuzela poderia trazer um pouco de alegria à cela.

Para o ogro Shrek, serviria para potencializar seu poder auditivo. A aparência dele ficaria até mais simpática com orelhas maiores.

E já que tanto se fala em cópia, Lady Gaga poderia criar a versão evoluída dos sutiãs de cone de Madonna.

Por último, Zapiro sugere uma homenagem ao personagem mais vitorioso da Copa. Paul, o povo vidente, não errou um palpite!

Agora, chega de vuvuzelas. A partir de amanhã, o blog volta à vida normal.

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Posted in Esporte, Humor, Jornalismo at julho 15th, 2010. 1 Comment.

A música clássica se rende às vuvuzelas

A música clássica também se rendeu ao instrumento de plástico de 65 centímetros de comprimento que fez história na Copa do Mundo. No primeiro vídeo, três músicos ensinam como tocar vuvuzela e arriscam até trechos de algumas músicas clássicas.

Durante um concerto, a Orquestra Filarmônica de Berlim surpreende o publico com a entrada de vuvuzelas em cena.

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Posted in Esporte, Música at julho 10th, 2010. 1 Comment.

Música boa… com uma orquestra vuvuzelas!

A 24 horas do final da Copa do Mundo, eu imagino que você não consiga mais ouvir falar em vuvuzelas. Mas aí vai uma surpresa das boas: a Vuvuzela Orchestra faz músicas com a corneta que ganhou fama na Copa do Mundo, sem abrir mão das raízes culturais da África do Sul. A orquestra foi criada este ano pelo maestro espanhol Pedro Espi-Sanchis, que trabalha com música por aqui. Ele percebeu que se cortasse a vuvuzela em diferentes tamanhos teria as sete notas. Foi o que fez.

Segundo Pedro, a inspiração da vuvuzela foi um instrumento chamado “icilongo” ou “mhalamhala”, tradicionalmente feito de chifre de kudu (veja na foto acima). A corneta ganhou fama mesmo por causa do futebol. A primeira vez que se apresentaram ao mundo foi em uma partida África do Sul x Estados Unidos no estádio Ellis Park, em novembro de 2007. A Copa tornou a vuvuzela ainda mais famosa, e a orquestra já está preparando um álbum especial com canções do futebol na África do Sul para aproveitar a onda.

Não acredita que a buzina que está deixando muitos ouvidos irritados ao redor do mundo possa servir para fazer música? Então confira no vídeo abaixo:

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Posted in Esporte, Música at julho 10th, 2010. No Comments.

Parece cachorro-quente, mas não é!

Voltando de uma reportagem com fome, eu e o editor Caio Salles avistamos um quiosque de madeira no acostamento da estrada. Tinha chegado a hora de experimentarmos os boerewors. Já tínhamos visto uma barraca perto do estádio de Pretoria, mas não tinha dado tempo de provar. Eles são os primos sul-africanos do cachorro-quente, facilmente encontrados nos estádios da Copa.

Os boerewors são linguiças que misturam carne de boi e porco, que são temperadas com coentro, noz-moscada, pimenta-da-jamaica e vinagre. Elas são mesmo mais fortes. Se for pedido com pão, como um sanduíche, eles ganham o nome de “boerewors roll”. No caso desse quiosque da estrada, os boerewors ficam sendo aquecidos dentro de uma panelinha.

O pão fica guardado numa caixa de isopor. O sanduíche é maior que um cachorro-quente normal. A vendedora recomenda uma série de molhos, mas eu preferi não arriscar.

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Posted in Comes e bebes, Viagem at julho 9th, 2010. No Comments.

O bando de bonecos que não perdoa a Fifa

O Brasil fez uma festa (bem meia-boca) para o lançamento da logomarca da Copa de 2014 (um monte de gente metendo a mão numa taça… sugestivo, não?). O presidente Lula falou em transparência nas contas. Sim, o lado festivo da Copa do Mundo a gente já conhece. Mas não podemos fechar os olhos para os bastidores da gastança. Na África do Sul, os maiores protestos ficaram a cargo de um grupo de… bonecos. O ZA News, um programa exibido pela internet e por um pequeno canal de TV a cabo, não deixou que o espetáculo ofuscasse um assunto muito importante: como a Fifa ganha dinheiro às custas do país anfitrião. A música “Fee!Faa!”, um dos melhores momentos do programa, diz tudo: “They are coming to make money, they are coming to rob us, we signed papers that we don’t understand” (Eles estão vindo para fazer dinheiro, estão vindo para nos roubar, assinamos papéis que não entendemos).

O ZA News nasceu há apenas seis meses. A ideia dos bonecos foi do produtor Thierry Cassuto e do cartunista Zapiro. O personagem que aparece com fones de ouvido batucando no vídeo “Fee!Faa!” é ninguém menos que o símbolo mais representativo do do continente africano. Sim, Nelson Mandela em puro látex. Ele foi o primeiro boneco criado pela equipe do ZA News, quando ainda era presidente da África do Sul. Em 1999, Mandela deixou o cargo e Zapiro foi convidado para a festa oficial. Levou o boneco junto. O sósia do ex-presidente arrancou risos dos parlamentares presentes, e Mandela (o original) entrou na brincadeira e cumprimentou o boneco: “Acredito que já encontrei esse senhor antes!”. Joseph Blatter, presidente da Fifa, aparece sempre com maços de dinheiro e o ex-técnico da Seleção sul-africana, Carlos Alberto Parreira, já teve grande destaque no programa.

Zapiro é conhecido por polemizar com seus cartuns. Sobrou até para Maomé. Uma semana antes do início da Copa, um desenho despertou reações revoltadas de muçulmanos, que não gostaram de ver o profeta deitado em um divã reclamando que seus seguidores não têm senso de humor. O presidente sul-africano, Jacob Zuma, também já foi alvo dos traços de Zapiro, que desenhou o chefe de Estado (ao lado) se preparando para estuprar a Justiça. Zapiro foi processado, mas acabou sendo inocentado… pela própria.

Para ver a reportagem, clique aqui.

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Posted in Esporte, Sites curiosos at julho 8th, 2010. 2 Comments.

Final inédita e uma revanche na disputa pelo terceiro lugar

Holanda e Espanha fazem a final da Copa do Mundo no próximo domingo. Nenhuma das duas venceu a competição até hoje. Teremos, então, o oitavo campeão do mundo (os outros são Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra). A última vez que duas seleções sem título disputaram uma final foi em 1978. A Argentina bateu a Holanda. Os holandeses já disputaram – e perderam – duas finais. É a primeira final da Espanha.

Se a final é inédita, a decisão do terceiro lugar, Uruguai x Alemanha, sábado, em Porto Elizabete, não é. Os dois se enfrentaram na Copa de 1970. Os alemães venceram os uruguaios por 1 x 0. O Uruguai ainda jogou mais uma decisão de terceiro lugar e também foi derrotado (em 1954, derrota de 3 x 1 para a Áustria).

O primeiro jogo para definir o 3º e o 4º colocado na Copa aconteceu em 1934. Na primeira Copa, em 1930, não houve disputa pelo terceiro lugar. As duas seleções derrotadas na semifinal, Iugoslávia e Estados Unidos, ficaram empatadas na terceira colocação.

No mundial seguinte, ficou a cargo da Alemanha inaugurar o título de 3º colocado, com vitória de 3 x 2 sobre a Áustria. A Alemanha, aliás, é o país que mais jogou pela 3ª posição. Sem contar 2010, foram quatro vezes: 1934, 1958, 1970 e 2006. A única derrota foi em 1958, com goleada de 6 x 3 da França. As vitórias da Alemanha nas outras três ocasiões garantiram à seleção o título do país que mais vezes ficou em 3º lugar na história das Copas.

Além do Uruguai, outros três países estão empatados em segundo lugar no ranking das seleções que mais jogaram pelo 3º lugar: Suécia, França e Brasil, com três jogos cada um.

Clique e veja o ranking das disputas pelo terceiro lugar.

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Posted in Esporte at julho 7th, 2010. No Comments.