Como nasceu o mito da careca de Sílvio Santos

Afinal, Sílvio Santos é careca ou não é?

O mito teve origem no início da década de 1970. A revista Melodias, que cobria o mundo das celebridades, estava com os dias contados. O diretor Plácido Manaia Nunes, criador do Troféu Imprensa, expôs a situação ao amigo Sílvio Santos e pediu autorização para publicar uma montagem do apresentador careca na capa da revista. Era um jeito de alavancar as vendas. Sílvio, solidário à causa, consentiu.

O público foi à loucura e varreu a revista das bancas. A edição de novembro de 1971 vendeu 500 mil exemplares – um grande sucesso, se comparado à tiragem de menos de 100 mil dos números anteriores. A brincadeira foi suficiente para que a Melodias se reerguesse e evitasse a falência. O fechamento só veio ocorrer em 1977, e a edição do Sílvio careca é hoje uma relíquia.

Apesar de ter sido uma brincadeira declarada, a qualidade técnica da montagem deixou o público com a pulga atrás da orelha. A dúvida só foi esclarecida em 1994. Sílvio Santos caiu dentro de um tanque de água enquanto apresentava o programa “Topa Tudo por Dinheiro. Os cabelos encharcados e despenteados deram a certeza de que os fios eram reais.

Recentemente, porém, a artista mirim Maísa reforçou a tese da careca. Em 2008, no quadro “Pergunte à Maísa”, do “Novo Programa Sílvio Santos”, ela puxou o cabelo (repleto de laquê) do apresentador e exclamou: “É peruca, é peruca!”. O vídeo foi mostrado no programa CQC e logo virou febre na internet.

E, falando em cabelo, foi só no mês passado, no auge de seus 82 anos de idade, que Sílvio assumiu os fios grisalhos (que parecem ser bem reais).

E então, colegas de trabalho, Sílvio Santos é ou não é? É ou não é?

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Posted in Televisão at abril 16th, 2012. 3 Comments.

500 episódios curiosos de Os Simpsons

No último domingo (19), estreou nos Estados Unidos o 500º episódio da série de animação “Os Simpsons”. Batizado de “At long last leave”, contou com a participação do jornalista australiano Julian Assange, o fundador do Wikileaks, que se envolveu em polêmicas no ano passado ao divulgar documentos secretos do governo norte-americano.  Como a nova temporada só estreia no Canal FOX do Brasil amanhã (domingo, dia 26) e o episódio 500 é o 14° da temporada, ele só será exibido por aqui no início de maio.

Ao longo de 23 anos de história, a série não poupou críticas ao estilo de vida americano, e não se acanhou ao brincar com tabus como drogas, política e homossexualismo. Veja abaixo 20 curiosidades sobre Os Simpsons que o Blog do Curioso preparou para você:

1. Os Simpsons foram criados em 1987, como um projeto piloto do estreante Matt Groening. No começo, eram segmentos de 20 segundos transmitidos no programa “The Tracey Ullman Show”. Em 17 de dezembro de 1989, estreava a primeira temporada oficial da série, com episódios de meia hora. Veja um dos episódios dos Simpsons antes de eles virarem uma série:

2. É a série de animação que ganhou mais Emmys na história: já levou 27.

3. Só as séries “Lassie” e “Gunsmoke” superam a marca de 500 capítulos.

4. Os produtores dos Simpsons têm contrato assinado com a Fox por pelo menos mais duas temporadas. Isso quer dizer que a série terá, no mínimo, 559 episódios.

5. Para que os roteiros assumam a identidade sarcástica da série, cada um deles passa por cerca de 20 escritores, que fazem o possível para que as tiradas atinjam públicos de diferentes regiões, culturas e idades. Além disso, a pintura e o intercalamento dos quadrinhos são feitos na Coreia do Sul, onde o custo é mais baixo. Por isso, cada episódio demora entre oito meses e um ano para ficar pronto.

6. Matt Groening batizou a cidade dos Simpsons de Springfield porque esse é o nome de cidade mais comum nos Estados Unidos (há 121 delas espalhadas pelo país). Em 21 de julho de 2007, foi feita uma eleição pela internet para decidir qual Springfield receberia o lançamento especial do filme dos Simpsons. A vencedora foi a do Estado de Vermont.

7. Também em julho de 2007, como parte da estratégia de promoção do filme dos Simpsons, foi instalada uma rosquinha gigante na tocha da Estátua da Liberdade, em Nova York.

8. A série é composta por cerca de 300 personagens. Os nomes dos protagonistas Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie foram baseados em familiares do criador Matt Groening.

9. No capítulo 467, o artista de rua anônimo Banksy criou a abertura do desenho para denunciar as condições de trabalhos nas fábricas de merchandising da série. Veja:

10. No episódio “Feitiço de Lisa”, da temporada 13, em 2002, a família Simpson viaja ao Brasil. Aqui, eles encontram taxistas pilantras, assaltantes, macacos pelas ruas e apresentadoras de TV vulgares. A crítica gerou atritos diplomáticos com o país, mas as piadas de mau gosto não pararam por aí. Em outro episódio, Homer ainda diz: “Gostaria de voltar ao Brasil, mas parece que o problema dos macacos está ainda pior”. E em “A Esposa Aquática”, Lisa diz que Barnacle Bay é o lugar mais nojento que já visitou – depois do Brasil (a frase foi cortada na versão dublada para o português). Veja um trecho da visita da família amarela ao país:

11. Já viraram personagens da série celebridades como Mel Gibson, U2, Ronaldo, Kim Basinger, Tony Blair, Rupert Murdoch, Nicolas Sarkozy, George Bush, Lady Gaga, Elizabeth Taylor, Michael Jackson, Magic Johnson, Sting, George Harrison, Aerosmith e Ramones.

12. A personagem Marge Simpson beijou uma amiga na boca no episódio “Como o Teste Foi Vencido”, em março de 2009. A cena se passou apenas na imaginação de seu marido, Homer Simpson. Veja a cena:

13. Você sabe a idade dos integrantes da família? Homer tem 35 e Marge, 34. O garoto Bart é o primogênito, com 10 anos; a estudiosa Lisa tem 8 e a pequena Maggie, apenas 1 aninho. Durante os 23 anos da série, nenhum deles envelheceu.

14. Apesar de Maggie ser novinha, ela não é nada boba. A caçula é conhecida por ter acertado um tiro no Sr. Burns, chefe de Homer, quando ele tentou roubar seu pirulito.

15. Na cidade de Springfield, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado desde o episódio número 10 da 16ª temporada. O episódio foi ao ar pela primeira vez no dia 20 de fevereiro de 2005 e causou polêmica entre as audiências mais conservadoras.

16. Na edição de novembro de 2009 da Playboy, Marge Simpson saiu na capa. Em três páginas de “fotos”, Marge não aparece nua em nenhuma delas. A foto mais picante é uma em que ela está vestida apenas com um baby-doll transparente.

17. Bill Oakley, um dos roteiristas da série, levou os fãs à loucura ao divulgar em sua conta do Twitter algumas sinopses descartadas de episódios. Entre as tramas, havia fantasias sexuais de Homer e a participação especial de Prince.

18. O episódio mais assistido de toda a história dos Simpsons nos Estados Unidos foi ”Bart Tira uma Nota Ruim”, de 1990. Ao todo, 33,6 milhões de pessoas viram esse episódio.

19. Os Simpsons estrearam na TV aberta brasileira em 1991, quando a Rede Globo comprou os direitos de exibição do desenho.

20. A série é a comédia há mais tempo no ar no horário nobre dos Estados Unidos. Os Simpsons desbancaram Os Flintstones, que, de 1960 a 1966, eram campeões absolutos.

Quer saber mais? O livro De Olho em Springfield, da Editora Panda Books, mostra tudo sobre Os Simpsons.

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Posted in Televisão at fevereiro 25th, 2012. No Comments.

Os extraterrestres escondidos dentro de South Park

O primeiro episódio do desenho animado South Park, “Cartman Gets an Anal Probe”, foi ao ar em 13 de agosto de 1997. Uma nave espacial circula ao redor da Terra e alienígenas abduzem o irmão mais novo do personagem Kyle. Foi aí que começou a brincadeira. A partir daí, extraterrestres escondidos nos lugares mais curiosos passaram a aparecem em todos os episódios.

Veja alguns exemplos: a imagem abaixo foi capturada do episódio South Park: Bigger, Longer and Uncut (1999). O ET está no porta-retrato de Cartman.

Na maioria das vezes, os intrusos estão bem disfarçados. Nas imagens abaixo, por exemplo, um deles está camuflado em uma cadeira, outro está desenhado na cerca de madeira e os olhos do terceiro podem ser encontrados em meio às luzes no fundo da sala.

Essa brincadeira ficou conhecida na cultura popular como easter egg: uma mensagem ou piada escondida em um programa de televisão, um jogo de videogame, um programa de computador ou até mesmo uma revista.

O nome, que faz referência à tradição infantil de caçar ovos escondidos durante a Páscoa, foi usado pela primeira vez para designar uma mensagem secreta deixada no jogo “Adventure” (1979) por seu idealizador, Warren Robinett. Em uma câmara secreta no castelo do jogo há mensagem que diz: “Criado por Warren Robinett”. Naquela época, os jogos não apresentavam os créditos dos designers.

Por mais que a designação seja recente, os easter eggs já existem há muitas décadas. O cineasta Alfred Hitchcock, por exemplo, gostava de aparecer em seus filmes como um figurante qualquer. Ele fez isso em 39 dos seus 52 longa-metragens. O vídeo abaixo tem algumas delas:

A revista Playboy costuma esconder o desenho de sua logomarca na foto de capa das coelhinhas. Isto, sim, é um autêntico easter egg, não?

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Posted in Televisão at novembro 19th, 2011. No Comments.

Estrelas que são bem pagas para rir de si mesmas

“Dara, eu te amo!” Esta simples frase tornou-se o bordão mais conhecido do Cigano Igor, personagem da novela Explode Coração, exibida pela Rede Globo entre 1995 e 1996. Era o primeiro folhetim de Ricardo Macchi, que recebeu uma saraivada de críticas por sua atuação como o cigano que atrapalha o romance do casal Júlio (Edson Celulari) e Dara (Teresa Seiblitz). Depois, Macchi passaria também pela Casa dos Artistas, no SBT, e pela Record. Certa vez, diante de tantos gracejos, o ator postou em seu Facebook que não se importava em ser ridicularizado como o “eterno Cigano Igor”, pois tinha orgulho do papel.

Pois agora quem tira sarro de Macchi é o próprio Macchi. Estima-se que Macchi tenha recebido 400 mil reais para deixar de lado o rancor pelas críticas e estrelar ao lado do americano Dustin Hoffman o comercial do modelo Cinquecento, da Fiat .  Ele, que tem 1,90 metro de altura, atua propositalmente mal no vídeo; enquanto o baixinho Hoffman, com 1,65 metro, ensina que tamanho não é documento – pelo menos na hora de atuar.

Pode parecer depreciativo, mas ficaram comuns comerciais com famosos aceitando como piadas as críticas feitas a seu trabalho. A voz fina de Byafra (que protagonizou outro vídeo engraçado na internet em 2009) estrelou um comercial da Bradesco Seguros que mostra um ladrão invadindo um carro. Quando o larápio anda com o veículo, o cantor solta seus agudos em Sonho de Ícaro até o bandido se irritar e fugir, abandonando o automóvel.  Em entrevista a um portal de internet, Byafra disse que nunca teve um carro roubado, mas que não cantaria para espantar ladrões.

Outro cantor que teve que pagar mico para faturar um bom cachê foi o cantor Beto Barbosa, o “Rei da Lambada”. Ele estrelou as propagandas da Skol Litrão e da Skol Cincão fazendo o papel de  ”cantor queima-filme”.  A marca de cerveja até fez uma promoção que dava um churrasco com a presença do artista. Para concorrer, os candidatos tinham que mandar fotos com sugestões de figurino queima-filme para um churrasco. Nunca se viu tanta pochete junta!

Maradona ou Pelé? Ah, que pergunta mais ultrapassada… A Coca-Cola resolveu promover uma disputa diferente, pedindo que os consumidores escolhessem o melhor entre Maradona e Biro-Biro, ex-jogador do Corinthians. Enquanto Maradona dribla os rivais, Biro-Biro aparece derrubando todos com um carrinho para chegar à bola: ele ganhou a votação por um voto, de acordo com um comercial posterior. Mais recentemente, um comercial da Volkswagen satiriza Túlio Maravilha, ex-integrante do elenco do Botafogo e do Corinthians. O jogador tem feito de tudo para alcançar a marca dos 1 000 gols. Ainda na casa dos 970, ele tem jogado em clubes sem qualquer expressão, como o Canedense e o Leão de São Marcos. Atualmente está no Bonsucesso, do Rio de Janeiro. Pois a fabricante de carros alemã está ajudando Túlio nessa empreitada:

Só não vá tentar você fazer essas mesmas piadas na frente deles…

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Posted in Esporte, Música, Propaganda, Televisão at setembro 30th, 2011. No Comments.

Jeannie saiu da garrafa e foi para a livraria

Estrela da série Jeannie é um Gênio, a atriz Barbara Eden foi considerada a grande sex symbol da década de 1960. Com suas roupas de odalisca, foi até proibida pela censura de usar trajes que deixassem o umbigo descoberto, algo considerado imoral naquela época. Agora, aos 77 anos, a bela atriz decidiu contar sua versão da história que começou há 46 anos na televisão americana.

Na autobiografia Jeannie out of the bottle, lançada em abril deste ano, Barbara Eden mostra detalhes de sua vida particular, como a perda de dois filhos e a convivência com um marido dependente de cocaína. Também fala de outros trabalhos em cerca de 50 filmes, além, é claro, de peculiaridades do seriado que a transformou em uma celebridade. Escrito em parceria com a jornalista Wendy Leigh, o exemplar tem 16 páginas apenas com fotos da atriz com sua família, na televisão, e em trabalhos publicitários.

Uma história das mil e uma noites transportada para a década de 1960 era a fórmula de “Jeannie é um Gênio”, seriado cômico que foi ao ar nos Estados Unidos entre 1965 e 1970. O Capitão Anthony Nelson, um astronauta (nas temporadas posteriores, torna-se major), tem problemas testando um novo foguete e cai em uma ilha do Oceano Pacífico. Durante a espera por socorro, ele abre uma garrafa que encontrou na praia e revela um gênio com 2 mil anos de idade e a forma de uma linda mulher. Jeannie se apaixona por Nelson e passa a chamá-lo de “amo”, enquanto o oficial precisa  esconder da sociedade a origem da garota com poderes mágicos.

O seriado foi exibido pelo canal NBC para competir com “A Feiticeira” – também uma comédia cuja estrela era uma loira com poderes mágicos – que estreou no ano anterior. Para evitar muitas comparações entre os dois programas, o produtor Sidney Sheldon queria uma atriz de cabelos escuros, mas não encontrou nenhuma que se adequasse à personagem. Quem conseguiu o papel foi Barbara Eden, que já havia sido dispensada pela cor dos cabelos e pela baixa estatura.

Para fazer mágicas, Jeannie só precisava piscar os olhos. Com isso, fazia helicópteros surgirem subitamente no ar, copos se encherem de vinho e pessoas ficarem invisíveis, qualquer coisa para satisfazer seu amo. As garrafas em que Jeannie “morava” eram frequentemente quebradas pelo calor da fumaça de efeitos especiais durantes filmagens. Um dos principais motivos para o fim do programa foi o casamento de Jeannie e Anthony no começo da quinta temporada. Ao unir os personagens definitivamente, a NBC os transformou em um mero casal comum, o que fez a audiência despencar. No Brasil, a série estreou pela TV Paulista em 1966. Passou por Excelsior, Record, Band, Tupi, Rede TV! e Warner Channel.

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Posted in Televisão, livros at setembro 27th, 2011. No Comments.

Seriado sobre a Pan Am mostra o glamour a bordo

Estreou ontem à noite nos Estados Unidos, pela ABC, a série de televisão Pan Am. Ambientada nos anos 1960, auge daquela que já foi a principal companhia aérea americana, a série tem como protagonista Maggie, papel interpretado por Christina Ricci. A sinopse diz que ela desiste de sua vidinha comum para conhecer o “glamour da vida de comissária de bordo”.

Para reproduzir fielmente aquela época em que viajar de avião era bem mais glamoroso (e confortável), ex-aeromoças da companhia foram contratadas para ensinar as atrizes a dobrar guardanapos, segurar colheres e servir caviar de uma maneira só usada na companhia americana.

A Pan American World Airways, fundada em 18 de  outubro de 1927,  foi uma das primeiras companhias aéreas do mundo a oferecer vôos regulares. Levava passageiros e entregava encomendas. A empresa era famosa pelo rigoroso treinamento que dava a seus funcionários: antes de tornar piloto, um novato tinha que passar por estágios inferiores, como operador de rádio ou mecânico. No Brasil, a Panair, que voou entre 1930 e 1965, foi controlada pela Pan Am.

Ícone dos Estados Unidos, a Pan Am começou a ter problemas com a Crise do Petróleo de 1973, que aumentou o preço do combustível. Em decadência, foi obrigada a declarar que tinha falido em 1991. O último voo da empresa foi de Bridgetown, em Barbados, até Miami, Estados Unidos, em dezembro daquele ano. Uma outra companhia aérea foi criada com o nome de Pan Am continua operando até hoje com um número bem menor de voos.

A série vem num momento em que a tradicional logomarca azul da companhia virou objeto de desejo das americanas. A bagagem, distribuída apenas entre passageiros da primeira classe, era admirada por celebridades como os Beatles, John F. Kennedy e Judy Garland. Uma boa notícia é que agora réplicas das bolsas estão à disposição de qualquer pessoa no site da Pan Am, inclusive a sacola Orion, exatamente o modelo daquela época.

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Posted in Baú, Televisão, Viagem at setembro 26th, 2011. 2 Comments.

Atriz de “Anos Incríveis” escreve livros de Matemática

Entre 1994 e 1995, a TV Cultura exibiu as seis temporadas de “Anos Incríveis”, seriado americano que mostrava a adolescência do protagonista Kevin Arnold, passada no final da década de 1960. A série, produzida entre 1988 e 1993 nos Estados Unidos, também foi exibida no Brasil pelo Canal 21.

A paquera de Kevin era a garota Gwendolyn Cooper, mais conhecida como Winnie Cooper, interpretada pela americana Danica McKellar. Quando o seriado “Anos Incríveis” foi ao ar nos Estados Unidos, Danica tinha apenas 13 anos.

Hoje, com 36, Danica continua fazendo trabalhos como atriz, mas também é autora de livros de Matemática. Mesmo com a atribulada vida de ensaios e gravações, ela nunca parou de estudar sua matéria preferida. Seu primeiro livro, chamado Math doesn’t suck: How to survive middle-school Math without losing your mind or breaking a nail (“Matemática não é uma porcaria: Como sobreviver à Matemática do colégio sem perder a cabeça ou quebrar uma unha”), ensina a matéria de um jeito semelhante às revistas dedicadas a pré-adolescentes americanas. O objetivo, segundo Danica, é “mostrar que Matemática pode ser fácil – e até um pouco glamurosa”.

No livro, Danica garante que, quando estava na sétima série, nenhuma aula do assunto fazia sentido para ela, mas que desenvolveu afeição pelos números durante a oitava série e os últimos anos de colégio. Ela dá dicas para as meninas que odeiam a matéria:

Tente ler os problemas com sua cabeça, imaginando todo tipo de palavra positiva, como se uma líder de torcida entusiasmada estivesse recitando tudo aquilo. Quanto mais positivo for o pensamento, melhor.

Não economize papel: é maravilhoso pensar no meio ambiente, mas espremer contas apenas para que elas caibam em uma única folha pode fazer com que você pule passos e erre contas. Se quiser entregar a lição de casa de um modo organizado, resolva os exercícios primeiro em uma folha de rascunho.

Fica nervosa em provas? Quando receber as questões, diga: “Olá, prova, vamos nos conhecer um pouquinho”. É como acender as luzes de casa antes de entrar: você quer andar devagar, em corredores escuros, ou alegremente, por toda a parte, sem nenhuma surpresa? Leia todas as questões e comece pelas mais fáceis.

Depois de Math Doesn’t Suck, Danica ainda lançou dois outros livros: Kiss my Math: Showing pre-Algebra Who’s Boss (“Beije minha Matemática: Mostrando à pré-Álgebra quem manda”), em 2008, e Hot X: Algebra Exposed! (“O X quente: Álgebra exposta!”), em agosto do ano passado. Garotas que sabem inglês podem pedir ajuda na lição de casa à própria Danica pelo e-mail math@danicamckellar.com.

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Posted in Celebridades, Televisão, livros at setembro 20th, 2011. No Comments.

Por que apresentadoras ficam à esquerda em telejornais?

O ouvinte do “Você é Curioso?” Aylton Custodio Junior fez uma pergunta curiosa: por que, nas bancadas de telejornais, a mulher costuma ficar à esquerda do homem? Ah, e isso não acontece só no Jornal Nacional. É comum também em outros países. Neste boletim matinal do canal americano Fox, por exemplo, Monica Jackson fica à esquerda de Jason Feinberg.

A explicação para isso pode estar na etiqueta. De acordo com Ligia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal, é costume o homem ficar à direita desde a época das carruagens. Cabia a um senhor de respeito ficar entre a protegida e possíveis perigos, ou seja, a seu lado direito. “Hoje, isto não é mais necessário, mas a tradição pode ter permanecido até os telejornais”, diz Ligia.

Mas o padrão nem sempre é cumprido à risca. Há exceções. No Jornal da Record, a ex-apresentadora Adriana Araújo ficava à direita de Celso Freitas. Já Ana Paula Padrão costuma ficar à esquerda, assim como Fátima Bernardes, na Globo.

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Posted in Jornalismo, Pergunta Curiosa, Televisão at agosto 23rd, 2011. 4 Comments.

O representante de Deus conta tudo

Estou em Buenos Aires, gravando reportagens para a ESPN-Brasil. Ontem à noite assisti ao ótimo documentário El representante de D10S (“O representante de Deus”), sobre a vida de Guillermo Coppola, um ex-bancário que se tornou um dos mais lendários agentes do futebol do país. O documentário, com 100 minutos de duração, foi exibido pelo canal por assinatura argentino Infinito.

Guillermo Coppola chegou a competir nas categorias de base do Racing, na Argentina, mas concluiu que nunca seria um bom jogador. A paixão pelo esporte, no entanto, era grande. Acabou se tornando empresário por acaso. Vicente Pernía, jogador do Boca, foi ao Banco Federal Argentino, onde Coppola trabalhava, para perguntar sobre investimentos. Coppola fez excelente aplicações e sua fama se espalhou entre os jogadores.

Foi assim que ele, conhecido como “Guillote” pelos amigos, acabou se transformando em empresário de Diego Maradona, maior ídolo do futebol argentino de todos os tempos. O documentário, todo narrado pelo agente, traz muitas histórias sobre a carreira de Dieguito, como a negociação fracassada para jogar no Milan, em 1984. A proposta do Napoli foi melhor. Mas os valores – 5 milhões de dólares por um ano de contrato – são incrivelmente baixos comparados aos dos dias de joje. O documentário fala também da reunião que Maradona teve em 1994 com o presidente do Santos e Pelé para defender o time da Vila Belmiro.  Preferiu voltar para o Boca Juniors.

A parceria durou de 1985 a 1990 e de 1996 a 2003, mas acabou no tribunal, pois o jogador acusava o agente de ter se apropriado de 2 milhões de dólares arrecadados em negócios conjuntos. O documentário trata também das acusações de posse de drogas e assassinato que o levaram para a prisão na década de 1990. Coppola fala sobre as baratas que infestavam sua cela.

No Brasil, o canal Infinito está disponível para assinantes Oi TV (canal 416), Nossa TV (canal 23) ou Telefônica TV Digital (canal 365) e reprisa a produção amanhã, 28, às 22h.

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Posted in Celebridades, Esporte, Televisão at junho 27th, 2011. No Comments.

A família de Mussum recebe direitos de imagem?

Muitos jovens nem sabem direito quem foi o cantor e humorista Mussum, mas exibem camisetas com sua imagem. O nome verdadeiro dele era Antônio Carlos Bernardes Gomes. O apelido foi dado pelo colega Grande Otelo, que dizia que o comediante era escorregadio como o peixe muçum. Único negro dos quatro Trapalhões, ele tinha o costume de terminar as palavras com “is”, como em “cacildes!”. Também foi cantor do grupo Originais do Samba. Depois de sua morte, em 1994, o ator tornou-se um ícone da cultura pop brasileira. Existe um perfil do Twitter, o @MussumAlive, em sua homenagem e mais uma centena de variações de camisetas. A minha curiosidade era saber se a família de Mussum está recebendo royalties pelo uso de imagem.

Camiseta da marca Camisetas da Hora

Antônio Carlos de Santana Bernardes Gomes Júnior, filho do comediante com Maira Santana, vive no Rio de Janeiro e é conhecido na televisão como “Mussunzinho”. Ele não recebe nada de quem faz artigos com o rosto de Mussum, mas não se importa com isso. “Quem faz isso gosta do meu pai de verdade e está ajudando a manter a memória dele viva”, afirma. O próprio ator-mirim tem uma camiseta “Mussum Forévis” e um ímã de geladeira “Obamis”.

A mãe discorda e pensa que Mussunzinho deveria receber alguma compensação pelo uso da imagem do pai. “Ele ainda é muito novo para entender, mas eu acho que, se as pessoas estão ganhando dinheiro com os direitos do Mussum, deveriam pagar a seus familiares”, diz.

Camiseta da marca Humor Chique

Outro filho de Mussum, Augusto César Bernardes Gomes, considera a fabricação desses produtos uma violação dos direitos de imagem do ator, mas diz que é difícil perseguir os pequenos fabricantes: “Já pesquisamos e é quase impossível controlar. Qualquer estamparia faz, as camisetas são encontradas em camelôs”. Frente à situação, Augusto prefere encarar os artigos como homenagens e coleciona as camisetas do pai. “Tenho três ou quatro modelos, só não comprei ainda a ‘Obamis’”, afirma.

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Posted in Celebridades, Cinema, Televisão at junho 14th, 2011. 3 Comments.