Sacos de lixo ou sacolinhas de supermercado?

No final do ano, as sacolinhas plásticas de supermercado, que são distribuídas gratuitamente, serão proibidas em São Paulo. Para carregar as compras, as alternativas sugeridas são caixas de papelão, sacolas reutilizáveis – as ecobags – ou sacolinhas à base de amido, que levam seis meses para se degradar, mas que custariam ao consumidor 19 centavos por unidade.

Enquanto se discute qual é o melhor método para carregar compras na rua, paira a dúvida de como passar a descartar o lixo caseiro, já que as sacolas de supermercado costumam forrar lixeiras de banheiros e cozinhas. Na ausência do material, a saída é comprar os sacos pretos ou azuis de lixo.

Mas qual é a diferença dos sacos pretos que estão à venda para as sacolinhas plásticas que são dadas de graça em lojas? Edson Passoni, diretor do Sindicato dos Químicos, Farmacêuticos e Plásticos de São Paulo, diz que o material usado para os recipientes é o mesmo (polietileno). O que muda é a densidade: “Os dois são inertes e isolam o lixo”, afirma. “Antes dos sacos, os resíduos eram deixados em latas que ficavam sujas e contaminadas”.

De acordo com Marcio Freitas, assessor de imprensa da Plastivida, entidade que procura promover a utilização ambientalmente correta de plásticos, o maior interesse é dos supermercados. “Eles deixam de ter despesas dando sacolas ao consumidor e geram receita vendendo os sacos de lixo”, diz. “Ainda por cima, livram-se do próprio lixo fazendo com que o cliente leve as compras em caixas de papelão que seriam descartadas”.

Uma diferença apontada por Freitas é que sacos de algumas marcas têm plástico reciclado na composição, o que não acontece com as sacolinhas gratuitas. “Elas têm contato com alimentos, portanto só podem ser construídas com material virgem”, explica.

  • Share/Bookmark
Posted in Pergunta Curiosa, São Paulo at julho 26th, 2011. No Comments.

Crime nos museus!

Passar por  um detector de mentiras e depois carimbar impressões digitais em um livro policial. Ou ver guilhotinas, câmaras de gás e cadeiras elétricas.  Se alguma dessas coisas despertou sua curiosidade, você está credenciado a visitar o National Museum of Crime and Punishment, em Washington, nos Estados Unidos. Inaugurado em 2008, ele também é chamado de “Crime Museum”.

No museu, o visitante pode realizar uma série de atividades, como planejar uma fuga da prisão (depois de ter visitado réplicas de celas). O acervo inclui o carro vermelho do ladrão de bancos John Dillinger na década de 1930, uma faca de Billy the Kid e um caderno de Jesse James.

Black Museum, em Londres

Mas o museu americano não é o único do gênero.  O Black Museum (Museu Negro) é o apelido que recebeu o Museu do Crime de Londres, que pertence à Scotland Yard e existe desde 1875. Além de membros da Família Real britânica, recebeu visitas ilustres, como a do escritor Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes) e do ilusionista Harry Houdini. Nas vitrines, há informações sobre casos antigos famosos. Um deles é o de Jack, o Estripador, serial killer que matou pelo menos cinco pessoas em 1888. As visitas são fechadas ao público geral.

Bem na entrada da Cidade Universitária, em São Paulo, o Museu da Polícia Civil é outro que só deve ser visitado por quem tem estômago forte. Conhecido até 2005 como  Museu do Crime, ele reúne cerca de 3 mil itens sobre o tema. Recortes de jornal mostram a repercussão de crimes famosos, enquanto as mesas têm réplicas de cera do rosto de marginais como o Bandido da Luz Vermelha, Chico Picadinho e o Maníaco do Parque.

Uma raridade é a mala original usada no célebre Crime da Mala, de 1928: Maria Féa Fernandes, grávida de seis meses, foi asfixiada pelo marido, José Pistone, que era muito ciumento. Para esconder o corpo, Pistone esquartejou a esposa e a escondeu em uma mala que seria enviada para a França no porto de Santos. O mau cheiro da “encomenda” chamou a atenção dos tripulantes, que ligaram para polícia. Abaixo, a mala  original e uma reconstituição do corpo da vítima.

Os visitantes também podem ver armas, móveis de outras cenas de crime, fotografias de acidentes de trânsito da década de 1920 e amostras expostas de drogas como cocaína, crack e maconha.  As visitas devem ser agendas e os grupos devem ter, no mínimo, 1o pessoas – todas maiores de 16 anos.  O telefone é o (11) 3039-3400.

  • Share/Bookmark
Posted in São Paulo, Viagem at julho 20th, 2011. 3 Comments.

Tem criança no microfone!

Meia hora da programação da rádio USP (93,7 FM) é dedicada a crianças… e pessoas curiosas, como eu e você. É o programa Assobio49. Pedro Paulo Salles, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, fala sobre música para crianças. A outra apresentadora é Julia Stange, de apenas 11 anos. Já no primeiro programa, eles contaram tudo sobre assobios: dicas para quem quer aprender a assobiar, um coral de assobios e entrevista com um imitador de pássaros.

Julia Stange não é a única apresentadora-mirim de rádio. Na Rádio Jacaré FM, projeto da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Munhoz Bonilha, crianças de 4 a 6 anos fazem reuniões de pauta, entrevistam fontes e ajudam na edição dos programas – tudo na visão de quem ainda está começando a infância.

Por que jacaré? Os pequenos que fazem o programa juravam que existia esse tipo de bicho no jardim do estabelecimento. Não acharam nenhum, mas o bicho virou o nome da rádio. O primeiro programa, de 15 minutos, teve música, entrevista com o prefeito Gilberto Kassab e até horóscopo. Quase todo o conteúdo é passado pela voz das crianças.

Assim como a EMEI Antônio Munhoz Bonilha, outras escolas municipais paulistanas têm criado suas próprias rádios graças ao programa Nas Ondas do Rádio, da Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa, que foi criada qem 2001, tem como objetivo usar a comunicação como forma de educar, prática traduzida pelo termo “educomunicação”.

De acordo com Carlos Lima, coordenador do projeto, já são cerca de 300 escolas participantes na rede municipal. Tanto crianças pequenas como alunos de Ensino Fundamental podem criar seus próprios programas, que são gravados pelo computador mesmo e distribuídos em formato podcast ou tocados no pátio escolar. “É uma forma barata e simples de potencializar a inclusão digital, já que os jovens usam o computador para produzir e compartilhar conteúdo educativo”, diz Lima.

  • Share/Bookmark
Posted in São Paulo at julho 11th, 2011. 1 Comment.

A história das principais marcas de futebol de botão

Na era dos videogames, é cada vez mais difícil convencer um menino a se interessar por futebol de mesa – carinhosamente chamado também de futebol de botão. Estou me esforçando para o meu filho mais novo, Antonio, gostar um pouquinho de futebol de botão. Estamos jogando (do jeito dele) numa mesa que foi do meu mais velho – e que, ultimamente, só decorava o quarto.

Catálogo Estrela de 1972 com o campo Estrelão

futebol de botão foi mania nacional durante os anos 1970 e 1980. A modalidade surgiu na década de 1930. Foi criada pelo brasileiro Geraldo Décourt, que batizou a novidade de “Celotex” – material usado para fazer os jogadores. Na minha infância e adolescência, cheguei a ter quase 100 times de diferentes marcas. Você se lembra de qual era a sua marca preferida?

O Blog do Curioso resolveu contar a história de alguns das principais fabricantes do brinquedo em São Paulo. Tive a ajuda do colecionador Cláudio Ferrari. Ele ganhou o primeiro time – um Palmeiras da marca Canindé – aos 5 anos. Hoje, Cláudio tem 800 clubes de marcas antigas. Também fabrica botões personalizados que podem ser comprados por 35 reais no site BFA Store. Veja o que descobrimos sobre as empresas:

Brianezi

Imagem do blog Botões para Sempre

A loja da Brianezi ficava na avenida Álvaro Ramos, no bairro paulistano do Belém. Nela, volta e meia, aconteciam campeonatos. Em 1987, a empresa tinha em catálogo 245 times (130 brasileiros, 45 de seleções nacionais e 70 de equipes de outros 23 países). Apesar de tanta variedade, Flamengo e Corinthians correspondiam a 30% das vendas. As peças produzidas pela Brianezi eram conhecidas como “botões de tampa”, porque eram feitos de celulóide, material usado em tampas de relógios antigos. Em 1986, a Brianezi passou a fabricá-los em tamanho um pouco menor e em outro material.

O criador da marca, Paulo Brianezi, era apaixonado por botão. Nos anos 1960, ele começou a confeccionar as peças nos fundos da loja de que era dono. O negócio foi oficializado em 1973. Foi criado até um Grêmio Recreativo Brianezi, para que os fãs de botão se reunissem para jogar. A mensalidade dos membros era revertida para a AACD. Paulo morreu em 1978 e o negócio passou para as mãos do filho, Lúcio Brianezi.

O negócio também sofreu com as exigências de pagamento de royalties. Com a produção de clubes brasileiros parada, o mercado ficava morno. Uma parceria que poderia ter dado certo foi quando um diretor do Palmeiras sugeriu que eles voltassem a fazer botões com o escudo do time, que ficaria com 7% do faturamento. Isso durou um ano, mas não funcionou porque as crianças também queriam botões dos times rivais. A empresa não foi oficialmente fechada, mas parou de funcionar em 2001.

Canindé

Existiu durante os anos 80 e tinha fábrica na Vila Ema, Zona Leste de São Paulo. Os botões, que eram um pouco menores que os outros do mercado, vinham em uma caixinha amarela quadrada. Cláudio afirma que era uma das marcas mais baratas que existiam na época. Só fabricava times nacionais e se destacava por produzir uma variedade muito grande de clubes. Entre os 37 times da Canindé da coleção de Cláudio estão Caldense-MG, Uberaba-MG e Colorado-PR (que se juntou ao Pinheiros para formar o Paraná Clube).

Champion

Um Coritiba da Champion. Imagem do blog Coleção de Botão

Foi lançada no final dos anos 80 e durou até a década seguinte. O diferencial era que os botões não tinham cores – eram todos transparentes com o símbolo do clube colado por baixo. Cláudio tem 32 times da marca em sua coleção. Um deles é a Seleção Argentina, com a qual ele venceu quatro Copas do Mundo organizadas com um grupo de 12 amigos.

Crak’s da Pelota

Criada em meados da década de 1970, a Crak’s tinha loja na rua 24 de maio, no centro de São Paulo. Os fundadores eram Guilherme Biscasse e Antônio Carlos Bernardo. Biscasse acabou comprando a parte do sócio e tocando o negócio sozinho. O botão era no estilo “tampa de relógio”.

A fábrica ficava num galpão da Rua Costa Aguiar, no Ipiranga. Tinha cerca de 30 funcionários. “Eu me lembro de visitar a empresa um dia e os funcionários estarem fazendo um amigo secreto, era bastante gente”, diz Lennon Biscasse, filho de um dos fundadores.

O negócio começou a ter problemas quando os grandes clubes passaram a exigir o pagamento de royalties pelo uso dos distintivos . “Eles pediam mais do que a empresa podia pagar”, conta Lennon. A fábrica mudou para a Mooca e depois foi vendida. Hoje, os filhos de Guilherme Biscasse mantêm a marca Ki-Gol, também no estilo “tampa de relógio”.

Estrela

A Brinquedos Estrela fabricou peças de futebol de botão de 1948 a 1979. Entre os anos de 1972 e 1985, ela fabricou o Estrelão, um dos campos (“mesa”) de futebol de botão mais famosos de todos os tempos. Toda criança tinha um. Bem, pelo menos, eu tinha…

A empresa tinha acordos com os times de futebol que permitiam o uso de seus escudos. No entanto, a partir da década de 1990, a relação azedou. De acordo com a assessoria de imprensa da Estrela, “as administrações eram (eram???) amadoras e, quando havia mudanças nas presidências dos clubes, os novos dirigentes não cumpriam os contratos anteriores”. A Estrela desistiu de  trabalhar com produtos licenciados.

Gulliver

Em 1959, o espanhol Mariano Lavin Ortiz chegou ao Brasil com seus filhos. Eles fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos dez anos depois. O nome foi escolhido porque, na infância, Ortiz adorava a história “As Viagens de Gulliver”.

Com quarenta décadas, a empresa foi responsável por brinquedos clássicos, como as pelúcias da Família Peposo, os Agarradinhos e o Forte Apache. Começaram a fazer botões na década de 1970. Em 1977, começaram a estampar o rosto dos jogadores e pararam por volta de 1980.

Em 1986, a empresa vendeu 150 mil equipes! Um atrativo era o preço mais baixo. Enquanto um Brianezi custava na época 140 cruzados, um time da Gulliver saía por quatro vezes menos. Os botões Gulliver são produzidos até hoje.

Jofer

Nos anos 60, a Jofer, que ficava na cidade de Guarulhos (SP), lançou uma coleção de onze times de mesa: cinco clubes do Rio de Janeiro, cinco de São Paulo e a Seleção Brasileira de 1962. Cláudio tem as onze. Ele encontrou a relíquia na Feira de Antiguidades do MASP, em 1998. Pagou R$ 2 mil e levou os times para casa. Os botões da marca têm uma espécie de suporte para encaixar os símbolos dos clubes embaixo das tampas transparentes. Todos levam a impressão “Jofer – Ind. Bras”. Ela deixou de existir na década de 1990.

Sportec

Imagem do blog Coleção de Botão

Teve vida curta nos anos 80. Cláudio conta que os botões dessa marca são mais difíceis de conseguir. “A qualidade é excelente, mas esse produto nunca foi divulgado”, conta ele. O diferencial da Sportec era que o próprio cliente decorava seu time. Os botões vinham os adesivos da faixa, símbolo do clube e do número, e o jogador era quem colava tudo no lugar certo e ainda pintava a tampa. Cláudio possui 12 times dessa marca.

  • Share/Bookmark
Posted in Baú, Brasil, Brinquedos, Esporte, São Paulo at maio 29th, 2011. 7 Comments.

A família que construiu 250 Cristo Redentores

Inaugurado em 1931, o Cristo Redentor é um dos símbolos do Rio de Janeiro. Ele mede 30 metros e é o mais famoso do Brasil. Mas existem pelo menos outros 250 deles espalhados pelo país, todos com medidas que chegam até 12 metros de altura. Eles foram construídos pela família Papaiz, da cidade de Campinas (SP).

O original, no Rio de Janeiro

A primeira réplica do Cristo Redentor do Brasil foi construída por Otaviano Papaiz na década de 1950. Ele tinha uma marmoraria e já trabalhava com arte sacra quando construiu uma estátua de 12 metros. “Não sei o que deu na cabeça dele”, diz o filho Ivo Papaiz, que era adolescente na época.

O prefeito de São José do Rio Pardo (SP) gostou da imagem e decidiu comprá-la para a cidade. Como Otaviano tinha os moldes, tornou aquilo um negócio. Elaborou estátuas de mesmo tamanho em Serra Negra (SP), Taubaté (SP), Poços de Caldas (MG) e mais 15 cidades, até Ivo assumir o negócio.

Taubaté (SP)

Depois de 1964, Ivo garante que houve um bom aumento no número de pedidos. “Só não tenho imagem de Cristo nas regiões em que Padre Cícero manda”, conta. As réplicas foram enviadas para o  Brasil inteiro: de Coari, no Amazonas, até Guaporé, no Rio Grande do Sul.

Guaporé (RS)

Para fazer as formas do Cristo Redentor, Otaviano primeiro construiu um modelo em barro. Depois, fez  um molde em gesso. Quanto maior a estátua, mais peças são usadas na montagem. A imagem de 8 metros precisa de 51, enquanto a de 12 metros requer 141 pedaços. As primeiras partes são em formato de anel, o que deixaria o Cristo oco por dentro. Por questões de segurança, era recomendado colocar cimento com pedrinhas ou até mesmo entulho na parte vazia até a metade do “corpo”.

Poços de Caldas (MG)

Engana-se quem pensa que construir um monumento desses custava muita coisa. Apesar de parecer imponente, o serviço dos Papaiz não ultrapassava o equivalente a cerca de 12 mil reais pela maior estátua. Na opinião de Ivo, isto foi um dos fatores que mais ajudaram na popularização, já que os prefeitos não precisavam da autorização da Câmara para as pequenas compras. Depois de 2000, houve uma queda nas encomendas. O empreendedor acredita que isso se deva à burocratização das prefeituras e o fortalecimento de outras religiões. Em 2005, ele vendeu as formas e abandonou o negócio. “Parei na hora certa”, diz.

  • Share/Bookmark
Posted in Brasil, São Paulo at maio 26th, 2011. 1 Comment.

Marcha da Maconha… até a banca de revistas!

A “Marcha da Maconha”, que aconteceu em São Paulo no sábado passado, terminou com tumultos e relatos de violência policial. Os manifestantes, que se concentraram na Avenida Paulista, acabaram fazendo um protesto contra a 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que emitiu uma liminar proibindo referências à droga.

Enquanto isso, na vizinha Argentina, publicações falam abertamente sobre a erva. São vendidas em qualquer banca de jornal e não são nem ao menos lacradas. A revista bimestral THC, que existe desde 2006 e já está na 38ª edição, tem este nome por causa do tetraidrocanabinol. É a substância psicoativa mais conhecida da maconha, que vem das partes secas da planta Cannabis sativa e é a droga mais consumida do mundo.


Leitores da revista THC posam ao lado de seus pés de Cannabis

Como se não bastasse o nome, a THC tem como subtítulo “La revista de la cultura cannabica” (“A revista da cultura canábica”). As reportagens abordam tudo do universo da maconha: notícias que envolvam a verdinha em aspectos de legalização ou medicinais, dicas para cultivo da cannabis em casa, controle de pragas e até mesmo receitas culinárias com a planta.

Outra publicação vendida em Buenos Aires, a Haze,  está na quinta edição. Com grande foco no plantio de algumas variedades, como a White Russian, também aborda história envolvendo a erva e tem até classificados de aulas de japonês ou vendas de videogames. O blog da revista publica textos a respeito da questão legal da cannabis na Argentina e tem um vídeo da Marcha da Maconha feita por lá este ano:

HAZE en la Marcha Mundial de la Marihuana 2011 from Mr. HAZE on Vimeo.

Na Argentina, a maconha foi descriminalizada para porte pessoal pela Suprema Corte de Justiça em agosto de 2009. Maiores de idade podem carregar consigo quantidades pequenas, cujo consumo não “coloque outras pessoas em risco”. No Brasil, o porte de maconha continua sendo crime, apesar de não existir punição no caso de pouca quantidade.

  • Share/Bookmark
Posted in Brasil, Cotidiano, Jornalismo, São Paulo, Viagem at maio 24th, 2011. 2 Comments.

Navio Negreiro: o rap e o grafite na sala de aula

Esta é a minha homenagem ao  Dia da Abolição da Escravatura. O livro O Navio Negreiro é uma adaptação para os dias atuais do poema  do escritor abolicionista Castro Alves. A primeira parte traz uma versão em rap composta e musicada por Slim Rimografia. A obra, pensada para ser usada em sala de aula, conta também com o texto original e uma completa explicação  sobre a história dos africanos no Brasil.

Grupo Opni

Tem mais: os grafites que ilustram o livro foram feitos em muros da zona Leste de São Paulo pelo Grupo Opni. Vale a pena ouvir também o rap musicado pelo próprio Slim.

  • Share/Bookmark
Posted in Datas Comemorativas, São Paulo at maio 12th, 2011. 1 Comment.

Gente diferenciada x Cidade de Higiene

Avenida Higienópolis

É a polêmica da vez em São Paulo. O assunto do dia é que o governo paulista teria desistido de fazer uma estação de Metrô na Avenida Angélica por pressão de um pequeno grupo de moradores de Higienópolis, uma das regiões mais nobres da cidade. Uma tal de Associação Defenda Higienópolis teria apresentado um abaixo-assinado com 3500 assinaturas. Mas o que incendiou a discussão foi uma única declaração de uma moradora do bairro que teria dito que o Metrô traria “gente diferenciada” para lá. Como curiosidade, vale a pena lembrar da origem do nome do bairro.

Higienópolis quer dizer “cidade de higiene”. O nome foi escolhido  porque os lotes da região eram destinados a pessoas com alto poder aquisitivo, já que eram todos residenciais e tinham acesso a água encanada e esgoto, evitando a proliferação de doenças.

O livro Bairros paulistanos de A a Z, de Levino Ponciano, conta que a partir de 1890 a região passou a ser moradia dos barões de café – que antes viviam nos Campos Elíseos – e industriais. Antes, a avenida Higienópolis se chamava Boulevard Martinho Buchard, em homenagem ao homem que fez o primeiro loteamento.

Ah, mas um dos atrativos do  loteamento “Higienópolis” era  que havia linha de bonde servindo a região. Gente diferenciada não andava de bonde naquela época?

  • Share/Bookmark
Posted in Brasil, São Paulo, livros at maio 12th, 2011. 1 Comment.

Restaurantes com Espaço Kids em São Paulo

Eu e o Eduardo Barão começamos a listar no quadro É São Paulo que Não Acaba Mais, na BandNews FM, padarias, lanchonetes e restaurantes paulistanos que oferecem “Espaço Kids”. São locais com brinquedos, videogames e recreadores, que tomam conta das crianças enquanto os pais terminam calmamente a refeição.  Não listamos fast-foods, como McDonald’s e Habib’s, que oferecem áreas de recreação em algumas unidades.  Veja a relação de 14 lugares selecionados. Detalhe: nem todos foram visitados por nós ainda.

América

A unidade Alphaville tem a Fogofinolândia, cujo nome é uma homenagem à mascote Fogofino. Uma monitora supervisiona todos os dias a área, que tem fliperama, livros infantis e espaços temáticos como uma casinha para as meninas e uma construção para os meninos.

Alameda Mamoré, 877, Alphaville
(11) 4689-4000
Dom. a qui. 12h/23h30, sex. e sáb. 12h/24h30.

Applebee’s

Todas as unidades têm a área Appleville, com monitores nos finais de semana, brinquedos educativos de madeira, fliperama, consoles de videogame e atividades recreativas durante as férias escolares e também no mês de outubro.

Alameda dos Arapanés, 508, Moema
Telefone (11) 5051-1946
Dom. a qui. 12h/24h, sex. e sáb. 12h/01h.

Bacalhoeiro

Além do brinquedão, com escorregador e piscina de bolinhas, o restaurante tem uma salinha separada à vista dos pais com dois videogames e recreadora durante as noites de terça a sexta e nos finais de semana. Também existe um cercadinho para crianças menores.

Rua Azevedo Soares, 1580, Tatuapé
(11) 2293-1010
Seg. 12h/16h e 19h/23h, ter. a sex. 12h/16h e 19h/24h sáb. 12h/16h e 19h/01h, dom. 12h/17h.

Badebec

O espaço só abre aos finais de semana e tem dois monitores que proporcionam atividades com desenho e quebra-cabeças. Para as crianças menores, o restaurante oferece brinquedos educativos.

Avenida Doutor Chucri Zaidan, 902, Shopping Market Place, Morumbi
(11) 5181-0695
Seg. a sex. 12h/15h e 19h30/21h, sáb. e dom. 12h30/17h e 19h30/24h.

Chácara Santa Cecília

Atividades recreativas de educação ambiental com criação de arte a partir de sucata aos sábados, domingos e feriados durante o almoço. Programação especial em datas comemorativas,  como Dia das Crianças e Páscoa. Existe uma biblioteca com livros e gibis.

Rua Ferreira de Araújo, 601, Pinheiros
(11) 3034-6251
Seg. 12h/15h30, ter. a qui. 12h/15h30 e 18h/01h, sáb. 18h/02h, dom. 18h/23h.

Joey Steakhouse

Crianças podem brincar na piscina de bolinhas e com a lousa, que fica no mezzanino. Há duas máquinas de fliperama, cujas fichas são vendidas a 1 real cada. Tem acompanhamento de monitora durante os finais de semana.

Rua Itapura, 761, Tatuapé
(11) 2295-0451
Seg. a qui. 12h/15h e 18h/23h30, sex. 12h/15h e 18h/24h, sáb. e dom. 12h/23h30

La Caballeriza

A área fica no andar superior e tem quebra-cabeças, livros para colorir, televisão e aparelho de DVD com filmes infantis. Uma monitora fica presente apenas nos domingos. Nos outros dias, apenas crianças acompanhadas dos pais ou de acompanhante podem frequentar a sala.

Alameda Campinas, 530, Jardins
(11) 3541-2220
Seg. a sex. 12h/15h30 e 19h/24h, sáb. 12h/01h, dom. 12h/18h.

Matterello

Com casinha de bonecas, carrinhos e escorregador, o espaço é voltado a crianças de até  4 anos e não tem monitor, mas fica à vista dos pais, que podem fazer a refeição enquanto observam os filhos.

Rua Fidalga, 120, Vila Madalena
(11) 3813-0452
Seg. a sex. 12h/15h e 19h/24h, sáb. 12h/24h, dom. 12h/23h.

Panneteria ZN

Fica no mezzanino. O espaço acomoda cerca de 15 crianças e tem brinquedos, videogames e filmes em DVD. A monitora só está presente em finais de semana, mas é possível deixar as crianças no ambiente a qualquer hora do dia.

Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 4.740, Mandaqui
(11) 2236-6000
Todos os dias, 24 horas.

Pizzaria Dona Mariana

A pizzaria rodízio, que só abre para jantar, tem um brinquedão (escorregador com piscina de bolinhas), que pode ser usado por crianças de até 1,35 metro de altura. Uma monitora está presente de terça a domingo.

Rua Padre Machado, 321, Vila Mariana
(11) 5575-5142 e 5573-2889
Seg. a dom. 18h/24h

Praça São Lourenço

Aos finais de semana, a casa abre a sala de recreação, que tem  uma equipe de monitores para entreter as crianças com atividades envolvendo materiais recicláveis, como garafinhas PET.

Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia
(11) 3053-9300
Seg. a qui. 12h/15h e 19h/24h, sex. 12h/15h30 e 19h/01h, sáb. 12h/17h e 19/01h, dom. 12h/17h.

Trattoria Montecatini

São três mesas com brinquedos já detonados e jogos tradicionais como amarelinha e damas. Quando visitei a casa, não havia monitora. A casa informa que agora tem uma nos finais de semana. Fica no andar de cima. Tem refeições infantis a preços bem honestos.

Rua Cayowaá, 64, Perdizes
(11) 2586-4900 e 2589-2900
Seg. a sex. 12h/15h e 19h-23h30, sáb. 12h/24h e dom. 12h/17h.

Vento Haragano

Sala de recreação com 6 monitoras nas noites de sextas-feiras, sábados, domingos e feriados. Espaço fechado, no andar de cima da casa. Tem videogame, DVD com projeção, e brinquedos em geral. Não funciona  nos outros dias da semana.

Avenida Rebouças, 1001, Jardins
(11) 3083-4265
Seg. a sex. 11h/16h e 18h/24h, sáb. 11h/24h e dom. 11h/23h.

Vale lembrar que cresce o número de casas que se preocupam em oferecer lápis de cor, massinha,  desenhos e livrinhos de atividade para as crianças pintarem. É um bom começo!

  • Share/Bookmark
Posted in Comes e bebes, São Paulo at abril 11th, 2011. 29 Comments.

Os milk-shakes mais curiosos de São Paulo

Milk-shake de Leite Ninho

A opção está no cardápio das lanchonetes da rede Zé do Hambúrguer (Rua Itapicuru, 419, Perdizes; 3868-4884; e mais um endereço na cidade) desde o ano passado. O proprietário José Rodolfo Silvério conta que a rede tem um fornecedor de sorvetes artesanais de vários sabores. O primeiro sabor diferente foi o de milho verde. “O sorvete de Leite Ninho é um dos meus favoritos e, por isso, achei que oferecê-lo como shake poderia dar certo”, diz. O sorvete é batido sem leite e sem cobertura. “Para realçar bem o sabor, o ideal é servir puro mesmo”, afirma Silvério. O copo de 700 ml custa R$ 17.

Milk-shake de cambuci

Em três anos, o número de pés de cambuci cresceu de seis para cerca de trezentos no bairro batizado em homenagem a essa fruta típica da Mata Atlântica. A ação faz parte de um projeto da Prefeitura que tem o objetivo de salvar o cambuci da extinção. Os bares e restaurantes do Cambuci entraram na onda e criaram receitas com a fruta. No restaurante Javali (Rua Luiz Gama, 847; Cambuci; 3271-8234), uma das invenções foi o milk shake. “O cambuci tem um sabor meio azedinho “, conta Francisco Garcia, um dos sócios da casa. “Para quem estranha, eu faço uma proposta: trago o copo na mesa e, se o cliente não gostar, não paga”, afirma ele. “Ninguém nunca devolveu”. A bebida vem com cobertura de morango, e o copo com 400 ml custa R$ 7.

Milk-shake de chiclete

A invenção é do barista Diego de Souza Lima, que trabalha no café Cafezal (Rua Álvares Penteado, 112; Sé; 3113-3676), que fica dentro do Centro Cultural Branco do Brasil. Em um fim de semana de trabalho, ele resolveu fazer algumas experiências misturando milk shake com xaropes usados na preparação de soda italiana. Até que percebeu que o xarope de kiwi misturado no sorvete deixa a bebida com sabor de chiclete. “Descobri por acaso, mas faz bastante sucesso”, garante. O copo com 250 ml sai por R$ 9,90.

Milk-shake de canela

Logo que abriu as portas, em 2008, a Chip’s Burguer (Rua Doutor César, 888; Santana; 2099-2803) incluiu a invenção no cardápio. “É uma boa opção tanto para o verão quanto para o inverno, porque o sorvete combina com o calor e a canela, com o frio”, diz o gerente Nilson Silva de Medeiros. A receita é simples: leite, sorvete de creme, canela em pó e cobertura de caramelo. “Quem não conhece fica com medo de pedir”, conta Nilson. “Mas, depois que experimenta, acaba gostando”. O copo de 350 ml custa R$ 12,90, e o de 700 ml, R$ 19.

Milk-shake de curau

A chef Sol Caldeira, do Tubaína Bar, é nascida em Piracicaba (SP), cidade famosa por suas plantações de milho. Não é à toa que o estabelecimento tem tantos produtos com pamonha: o alimento é servido frito ou como sobremesa, com sorvete de coco ou calda de goiabada. Outro item à base de milho é o milk-shake de curau, lançado há três meses no bar. “A procura tem aumentado, os clientes gostam porque  é um produto diferente que não pode ser encontrado em outro lugar”, diz a auxiliar administrativa Isadora Rodriguez. A receita tem leite, curau piracicabano, sorvete de coco e sementes de cardamomo, que são originárias da Índia e dão um toque refrescante à bebida. O copo de 300 ml custa R$ 10.

Shake sem milk

“O verão é quente demais para tomar leite”. É assim que Christian Germano, proprietário da lanchonete A Chapa (Alameda Santos, 24; Cerqueira César; 3289-0011, e mais 3 endereços na cidade) explica a invenção do shake que leva suco de laranja no lugar do leite. O cliente pode escolher o sabor do sorvete a ser batido com o suco. Segundo Christian, os mais pedidos são creme e abacaxi. A receita entrou no cardápio no verão de 2009. O shake vem acompanhado por cobertura de caramelo, e o copo de 300 ml sai por R$ 13. Apesar de ter o mesmo nome do drinque Hi-Fi, feito com vodca e suco de laranja, o shake não tem álcool.

  • Share/Bookmark
Posted in Comes e bebes, São Paulo at março 23rd, 2011. 2 Comments.