O bom e prático sanduíche completa 250 anos

Parabéns ao sanduíche! Neste fim de semana, comemoram-se 250 anos da invenção do prato. Hoje mundialmente popular, o sanduíche foi inventado em uma mesa de bridge da Inglaterra no ano de 1762. John Edward Montague, o 4º conde de Sandwich, gostava tanto de jogar que não parava nem para comer. Refeições com garfo e faca poderiam prejudicar sua concentração. Por isso, certo dia, pediu que sua carne fosse servida entre dois pedaços de pão. Dessa forma, Montague poderia comer com uma das mãos e continuar jogando com a outra. Não demorou muito para que os conhecidos do conde pedissem “o mesmo que o Sandwich”, e foi assim que o prato ganhou popularidade.

Conde de Sandwich

A cidade de Sandwich, no condado inglês de Kent, preparou uma festa para celebrar o aniversário da iguaria. O evento do fim de semana promete uma variedade de atrações. Mais de 20 barracas já se inscreveram na feira gastronômica, que irá oferecer bebidas, petiscos, comidas típicas e, obviamente, sanduíches. Bandas locais ficarão responsáveis pela programação musical, toda voltada para a temática do século 18. Crianças de 3 a 7 anos poderão participar do “Teddy Bear Picnic”, lanche grátis onde serão oferecidos sanduíches e sucos; a única condição é que elas levem um ursinho de pelúcia.

Mas a expectativa do público se concentra em dois eventos da festa: a encenação teatral da criação do primeiro sanduíche do mundo e uma competição de sanduíches criativos. Restaurantes, sociedades e pessoas físicas estão convidadas a inscrever suas receitas de sanduíches. A que melhor combinar sabor, originalidade e aparência vence.

A encenação da invenção do conde de Sandwich será apresentada ao longo dos dois dias, em sessões para até 20 pessoas. O público será levado por um guia até uma sala de jogos onde, durante uma partida de Bridge, “Montague” solicitará e comerá o primeiro sanduíche do mundo.

Encenação da invenção do sanduíche

Para fechar a programação, 100 sortudos poderão desfrutar de um almoço gratuito ao ar livre, onde serão servidos sanduíches quentes acompanhados de vinho e cerveja. O atual conde de Sandwich se comprometeu a receber os convidados.

Sendo a praticidade uma qualidade cada vez mais valorizada nos dias de hoje, o consumo de sanduíches não para de crescer: é a opção de almoço de 75% dos britânicos. A indústria de sanduíche do Reino Unido emprega hoje 300 mil pessoas (mais que o agronegócio) e vende 3 bilhões de unidades anuais.

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Posted in Comes e bebes, Invenções at maio 11th, 2012. No Comments.

Comer com pauzinhos virou questão ambiental

Os chineses começaram a comer com pauzinhos há cerca de 5.000 anos, como uma forma de reutilizar lascas de madeira descartadas no processo de fabricação de outros objetos. Ironicamente, o que começou como uma solução para o desperdício é hoje um problema ambiental.

A China consome anualmente 50 bilhões de pares de kuaizis – feitos com a derrubada de 3,8 milhões de árvores; no Japão, são descartados mais 24 bilhões de hashis. Chineses e japoneses jogam fora, portanto, 202 milhões de pares de pauzinhos de madeira todos os dias. Apesar de, atualmente, os talheres orientais poderem ser feitos de porcelana, plástico, bambu, aço inoxidável e marfim, a tradição faz com que os de madeira ainda sejam os mais utilizados em restaurantes, em lanchonetes e até dentro de casa.

Pauzinhos de bambu: opção ecológica

Dados de relatório da ONU de 2008 apontam um desaparecimento anual de 28 mil quilômetros quadrados de florestas asiáticas. Segundo a Fundação de Proteção Ambiental da China, essa devastação é capaz de acabar com a flora do país em apenas 20 anos. Em 2010, para chamar a atenção da população, a Fundação recolheu 30 mil pares de kuaizis usados em restaurantes, lavou-os e usou-os para construir uma árvore de 5 metros de altura, instalada na calçada de um bairro movimentado de Xangai. A árvore foi então derrubada e, ao lado dela, colocou-se uma placa: “Nossas árvores só conseguirão nos alimentar por mais 20 anos”.

Duzentos estudantes de 20 universidades chinesas repetiram o movimento no fim do ano passado. Eles conseguiram recolher 82 mil pares de pauzinhos de madeira usados em restaurantes de Pequim. Construíram, então, quatro árvores de 5 metros de altura cada. A obra, exposta em um centro comercial da cidade, foi batizada de “floresta descartável” e resultou em 40 mil assinaturas em uma petição contra a produção de talheres de madeira.

A artista norte-americana Donna Keiko Ozawa já utilizou 170 mil hashis na confecção de suas obras de arte. Descendente de japoneses, ela usa os talheres descartados em restaurantes de São Francisco como forma de protesto ambiental.

Donna Keiko Osawa e sua arte de pauzinhos

Desde 2008, alguns restaurantes de Tóquio (Japão) são adeptos da campanha BYOC (sigla para a expressão “traga seus próprios pauzinhos” em inglês). Cada vez que um cliente aparece para comer com seu próprio hashi, ele ganha um ponto. Com 10 pontos, ganha um desconto no valor aproximado de 12 reais para ser usado em um dos restaurantes participantes.

Na onda verde, a empresa Index lançou pauzinhos japoneses ecológicos no mercado. Eles são feitos com um polímero à base de arroz, que utiliza em seu processo de produção 30% de emissões de carbono a menos que o plástico comum. O par custa o equivalente a 22 reais. Em 2006, para incentivar as pessoas a usarem os pauzinhos de madeira mais de uma vez (ou a passarem a adotar talheres de outros materiais), o governo chinês impôs uma taxa de 5% sobre o valor do utensílio.

Pauzinhos ecológicos da marca Index

Apesar das tentativas de ativistas ambientais e do alerta feito pelo governo, os números só têm piorado. De 2006 a 2011, o consumo dos pauzinhos aumentou em 11%. Alguns restaurantes chineses já passaram a adotar kuaizis de plástico, mas a grande maioria dos japoneses ainda insiste nos tradicionais hashis de madeira.

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Posted in Comes e bebes at abril 24th, 2012. 1 Comment.

Pratos à base de enguia: os londrinos adoram!

A carne de enguia começou a ser vendida na região leste de Londres no século 18. Fez tanto sucesso que, em um sábado comum, cerca de 500 vendedores da iguaria podiam ser vistos oferecendo o peixe pelas ruas. Um prato com seis pedaços de enguia era vendido a um centavo de libra, com direito ainda a uma dose de licor.

Mas a popularidade da enguia atingiu seu pico na era vitoriana (segunda metade do século 19), quando começaram a surgir lojas especializadas, acabando com as vendas nas ruas. As enguias eram pescadas no próprio rio Tâmisa, de onde eram transportadas vivas em barris para os estabelecimentos. A população passava por mudanças substanciais, como a migração dos camponeses para as cidades e a imigração de irlandeses refugiados. Essa situação, que gerou pobreza e fome, acabou alavancando as lojas de enguia, que vendiam seus produtos por um preço modesto. Em 1874, já se computavam 33 estabelecimentos de venda de enguia na cidade.

Vendedor londrino de enguias do início do século XX

Apesar de bastante nutritiva, 60% da carne da enguia é composta por gordura saturada, o que predispõe à obesidade. Talvez esse tenha sido o motivo pelo qual esse peixe já não seja mais um alimento tão comum. Além disso, deve ser consumido fresco, o que é pouco prático na sociedade moderna atual. E, não menos importante, sua aparência física assusta um pouco: apesar de ser um peixe, parece uma serpente pegajosa.

Mas não pense que os ingleses esquecem suas tradições. Há 25 restaurantes e lanchonetes tradicionais em Londres que ainda preparam a iguaria. A primeira loja especializada em enguias funciona até hoje: a F. Cooke, localizada no bairro de Hoxton, vende pratos com enguia a turistas e clientes fiéis desde 1862. Lá, ela serve de acompanhamento a um prato típico chamado “pie and mash”, que nada mais é que uma torta de carne moída com purê de batata.

Pedaços de enguia acompanhando "pie and mash"

F. Cooke - a primeira londrina loja de enguias

A enguia vendida em Londres, no entanto, não é mais conterrânea de seus consumidores. A poluição do Tâmisa, aliada a mudanças climáticas e ao excesso da pesca, levaram à queda de 95% da população dos peixes do rio de 1980 a 2009. A enguia é hoje importada da Irlanda.

A receita de enguia atualmente mais popular entre os ingleses é ainda mais curiosa. Prato preferido do jogador de futebol David Beckham, a “jellied eel” (em português, “gelatina de enguia”) é composta por pedaços de enguia embebidos em um caldo apimentado feito da espinha do próprio peixe. A mistura é levada à geladeira, onde é criada a consistência de gelatina. A exótica comida já está disponível aos ingleses até na versão industrializada.

Gelatina de enguia

Gelatina de enguia industrializada

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Posted in Comes e bebes, Viagem at abril 11th, 2012. 1 Comment.

Os números curiosos da comida de avião

Em 1987, a empresa aérea American Airlines decidiu tirar uma azeitona de todas as refeições servidas em seus voos. A economia foi de 40 mil dólares naquele ano. Tudo por causa de uma mísera azeitona. O Blog do Curioso reuniu uma série de números e estatísticas que mostram que o lanchinho do avião é muito mais que uma simples cortesia.

O setor de serviço de bordo gira em torno de 13 bilhões de dólares ao ano e emprega cerca de 100 mil pessoas. O funcionário menos qualificado ganha 12 dólares por hora, o que totaliza cerca de 3.500 reais mensais. A LSG Sky Chefs é a maior empresa do setor.

São servidas todo ano cerca de 700 milhões de refeições aéreas no mundo.

Os pratos principais representam 60% dos custos de uma refeição aérea. Os aperitivos são 17%, as saladas somam 10% e as sobremesas, 7%.

Uma pesquisa conduzida pelo site www.dietdetective.com concluiu que as empresas Virgin America e Air Canada são as que oferecem refeições mais saudáveis a seus clientes. A norte-americana Spirit Airlines ficou em último lugar da lista.

Refeição da Air Canada

Refeição da Spirit Airline

O norte-americano The Wall Street Journal publicou os resultados de uma pesquisa que descobriu que as condições de pressão da cabine de um avião diminuem a sensibilidade das papilas gustativas em cerca de 30%. Essa pode ser uma explicação para as constantes reclamações de passageiros quanto ao gosto da comida servida a bordo.

O odor é responsável por 80% da capacidade gustativa do ser humano. É por isso que, quando estamos resfriados, não apreciamos muito o gosto das comidas. O mesmo acontece dentro do avião: em condições secas, como a da cabine, o muco nasal evapora, fazendo com que a eficiência de nossos receptores nasais diminua. Esse é mais um fato que pode explicar por que é tão difícil agradar consumidores de comida de avião.

Depois de encomendar uma pesquisa para descobrir por que seus clientes consumiam tanto suco de tomate durante os voos, a companhia alemã Lufthansa descobriu que, em altas altitudes, o gosto do tomate é menos ácido às papilas gustativas humanas. Isso faz com que o consumo da bebida no avião se iguale ao da popular cerveja.

O site Airline Meals reúne mais de 23 mil fotos de refeições a bordo de mais de 600 companhias aéreas ao redor do mundo (inclusive as brasileiras TAM, Gol, Azul e Avianca). É uma boa maneira de antecipar o cardápio de sua viagem.

Fotos disponíveis no site Airline Meals

O cardápio da brasileira TAM tem cerca de 500 opções – entre entradas, pratos principais e sobremesas – para atender às classes econômica, executiva e primeira classe.

Festival de Comida Regional na TAM

Em 2011, para divulgar seu cardápio a bordo, a companhia aérea Air France montou em terra – mais especificamente, no meio da Times Square, em Nova York – um trailer com comida de avião. Durante seis dias, foram distribuídas cerca de 600 refeições.

Trailer da Air France em Nova York

Para economizar gastos, as companhias aéreas têm investido menos em alimentos. Em 1990, uma refeição da American Airlines custava à companhia 6,89 dólares. O serviço a bordo correspondia a 4,6% de todas as despesas da empresa. Dez anos depois, esse valor havia caído para 5,48 dólares, implicando o investimento de 3,2% das despesas totais da companhia.

A Delta Airlines calculou que, tirando um simples morango das saladas servidas na primeira classe dos voos domésticos, pode economizar 210 mil dólares por ano.

Um reajuste de 0,01 dólar no preço do amendoim significaria um aumento de 610 mil dólares nos custos anuais da Delta Airlines.

Mesmo contando com pelo menos uma refeição durante o voo, os passageiros costumam consumir alimentos nos aeroportos, antes do embarque. Em uma hora, o Aeroporto Internacional da Filadélfia (EUA) serve 327 pretzels, 53 sanduíches de filé, 950 xícaras de café e 184 fatias de pizza.

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Posted in Comes e bebes, Viagem at abril 4th, 2012. No Comments.

Quando as companhias aéreas começaram a servir refeições

As companhias aéreas surgiram logo após a Primeira Guerra Mundial, criadas por ex-pilotos dos Exércitos. O propósito inicial era transportar correspondência – não passageiros. Como o transporte humano era ocasional (e não muito valorizado pelos donos das companhias), a preocupação com a fome e bem-estar dos clientes não era comum. O que costumava acontecer era os próprios funcionários dividirem um lanche ou uma garrafa de café com quem estivesse no voo.

Primeiro avião da Pan Am (Fokker F-VII de 1929): transporte de correspondências era mais forte que o de passageiros.

As norte-americanas foram pioneiras do hoje tradicional serviço de bordo. Em 1934, a United Airlines reconheceu que oferecer refeições durante voos era uma boa estratégia de marketing para atrair clientes. A iniciativa teve dois propósitos: enganar a fome e passar o tempo dos passageiros. A companhia montou uma cozinha própria em cada aeroporto onde atuava, e levava para dentro do avião os pratos já prontos para serem servidos. Dois anos depois, a mesma United foi a primeira a ter uma cozinha a bordo. O recém-lançado DC-3 não possuía força elétrica para que comidas e bebidas pudessem ser esquentadas ou resfriadas, então o jeito era usar recipientes térmicos para preservar a temperatura dos produtos. Como ainda não havia mesinhas nos assentos individuais, as bandejas eram apoiadas em um travesseiro no colo do passageiro.

Refeições de bordo sendo preparadas em recipientes térmicos (United Airlines - 1938)

Armazenamento de comida a bordo (anos 30)

Em 1937, a American Airlines contratou a empresa que viria a ser a primeira fornecedora de comida de avião. A rede de serviços Marriott, que tinha uma loja em frente ao aeroporto de Washington (Washington National Airport), passou a fornecer café e doces à companhia aérea, que abastecia a cozinha dos aviões todas as manhãs.

Pan American Airways inventou, ainda nos anos 30, uma forma de servir café quente a seus passageiros sem precisar de energia elétrica. A bordo do Boeing 317 foi montado um esquema de circulação de glicol, que era esquentado pelo próprio motor do avião, e então usado para ferver a água. Quanto à comida, a companhia optou por encomendá-la de restaurantes locais de renome. Em voos longos, entretanto, as más condições de armazenamento obrigavam a Pan Am a servir enlatados.

Armazenamento de comida antes do voo (United Airlines - 1941)

Em 1945, a Pan Am instalou em seus aviões um forno de convecção – que faz circular ar aquecido por meio de um ventilador –, onde cabiam apenas seis refeições de cada vez. É mérito da companhia a primeira refeição feita a bordo com comida congelada. Foi servida em 1946 e era composta por carne, batatas e vegetais. Dois anos depois, com a chegada dos fornos de micro-ondas, os de convecção foram deixados de lado e o problema de se esquentar comida a bordo foi finalmente resolvido.

Cozinha de bordo no fim dos anos 40 (United Airlines)

Em 1948, foram criadas a classe econômica e a primeira classe. A partir de então, os produtos oferecidos à classe econômica tiveram sua qualidade reduzida, enquanto os que pagavam mais caro podiam desfrutar de serviços luxuosos. A Pan American Airlines foi pioneira na diferenciação da comida de avião da primeira classe em relação à econômica.

Propaganda do serviço diferenciado da Pan Am para a primeira classe (1948)

Serviço de bordo para a primeira classe (Pan Am - anos 50)

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Posted in Comes e bebes at março 21st, 2012. 1 Comment.

Michael Morpurgo e o Mc Livro Feliz

foto: The Guardian

A partir de hoje, até dia 7 de fevereiro, toda unidade do McDonald’s no Reino Unido se tornará uma biblioteca. No lugar do tradicional (e muitas vezes inútil) brinquedo que acompanha o McLanche Feliz, serão distribuídos livros como brindes. Todos eles são escritos pelo inglês Michael Morpurgo, autor que já escreveu 120 livros, mas aumentou sua visibilidade com o best-seller infantil Cavalo de guerra, obra que estreou na semana passada nos cinemas brasileiros.

A iniciativa é uma parceria entre o McDonald’s e o National Literacy Trust, organização beneficente com objetivo de difundir a leitura. De acordo com o instituto, uma em cada três crianças britânicas – cerca de 4 milhões de pessoas – não possui um livro. Por isso, serão distribuídos 9 milhões de exemplares. Para não dizer que não há brinquedo, a brochura vem acompanhada por um fantoche de dedo.

Todos os títulos distribuídos pertencem à coleção Mudpuddle Farm. Nela, Michael Morpurgo, de 68 anos, descreve aventuras vividas por um grande número de animais em uma fazenda chamada Mudpuddle (“poça de lama”), como um gato que tem preguiça de caçar ratos e é ameaçado de “demissão”, um cão-pastor que tira um dia de folga e porcos que tentam voar.

Cavalo de Guerra é baseado no livro de mesmo nome escrito por Morpurgo em 1982. Dirigido por Steven Spielberg, o longa conta a história de um cavalo que é vendido para o exército e separado de seu dono. A partir daí, o equino tem que enfrentar o campo de batalha da Primeira Guerra. Quando o livro foi lançado, 30 anos atrás, Morpurgo recebeu uma indicação para o Whitbread Book Awards. Chegou à premiação de limusine, mas não ganhou o prêmio. Ao deixar o local, percebeu que o carro o abandonara e teve que ir para casa de metrô.

Próximo livro de Morpurgo a ser lançado no Brasil, Um elefante no meu jardim – previsto para este mês pela editora Panda Books – conta a história de dois irmãos cuja mãe trabalha em um zoológico. Quando ela sabe que todos os animais confinados serão mortos para antes de um bombardeio, resolve salvar uma elefanta, escondendo-a em sua própria casa.

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Posted in Comes e bebes, Propaganda, livros at janeiro 13th, 2012. No Comments.

Lições do Conselho Nacional do Hot-Dog

O sanduíche de salsicha que hoje conhecemos como cachorro-quente, ou hot-dog, chegou ao Brasil na década de 1920, com a inauguração da Cinelândia, no Rio de Janeiro. Porém, existe dúvida quanto ao surgimento do nome do prato.

A lenda diz que um homem vendia os sanduíches em um jogo de futebol enquanto gritava “comprem suas salsichas dachshund enquanto ainda estão quentes” – uma piada com o cachorro alemão dachshund, que tem o corpo comprido como uma salsicha. Tad Dorgan, cartunista do jornal New York Journal, teria visto a cena e feito uma charge. Já que não sabia escrever “dachshund”, escreveu “dog” no lugar, inventando o termo “hot dog”.

Só que não é bem assim. Por incrível que pareça, nos Estados Unidos existe um Conselho Nacional do Hot Dog e da Salsicha. E esse conselho diz que não há registro histórico do cartum feito por Dorgan. De acordo com o site da organização, piadas sobre cachorros e salsichas são feitas na Alemanha desde o século 19. O termo “hot-dog” aparece desde 1890 em revistas como a da Universidade de Yale, com referência a barraquinha que vendiam o sanduíche.

Este estudo histórico sobre o nome do cachorro-quente é apenas um dos artigos publicados no site do Conselho, que foi criado em 2008 como parte do American Meat Institute – associação de comerciantes de carne dos Estados Unidos. O site foi criado para informar consumidores e imprensa sobre qualidade e preparação de hot-dogs.

Entre os textos publicados pelo Conselho, está uma lista de como dizer cachorro-quente em dez línguas. Na maioria dos países, o nome é apenas uma tradução de “hot-dog”, como aqui. Já na Finlândia, eles são chamados apenas de “makkarat” (salsicha).

Pelo Brasil, salsicha e pão são combinados de várias maneiras diferentes. Em São Paulo, por exemplo, o cachorro-quente pode levar purê de batata, enquanto no Rio de Janeiro as barraquinhas acrescentam ovo de codorna ou até uva-passa. Talvez essas receitas não estejam de acordo com o site. Em um guia de etiqueta do hot-dog, está escrito que os acompanhamentos aceitáveis são apenas mostarda, cebola, relish (tempero de vegetais em conserva picados), queijo e pimenta. Ketchup, só se o consumidor tiver menos de 18 anos.

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Posted in Comes e bebes, sites at janeiro 3rd, 2012. No Comments.

O chocolate de leite de dromedária

No “Você é Curioso?” de hoje, eu e a Silvania Alves experimentamos finalmente o chocolate de leite de dromedária, vindo diretamente do Dubai. Foi o presente de Natal que recebemos do ouvinte Regisclei. O Antonio Mier registrou toda a degustação curiosa.

Já havíamos contado num post anterior curiosidades sobre o chocolate de leite de dromedária, lembra? Para ler de novo, clique aqui.

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Posted in Comes e bebes, Você é curioso at dezembro 24th, 2011. 2 Comments.

Livro traz “verdades chocantes sobre comida”

O preço da comida no mundo cresceu 130% desde 2002. O responsável por todo esse aumento? Seu carro movido a álcool. Pelo menos é o que diz a publicação The little book of shocking food facts (“O pequeno livro de verdades chocantes sobre comida”): os biocombustíveis causaram 75% do aumento no valor dos alimentos neste período.

Os americanos Craig Holden e Dale Petersen elaboraram esse guia, que exibe curiosidades perturbadoras sempre acompanhadas por imagens relacionadas à alimentação. Holden é designer, enquanto Petersen formou-se  em Administração, mas desenvolveu paixão pela comida durante suas viagens e, hoje, procura uma carreira em nutrição e saúde. Todas as informações, segundo os autores, são baseadas em  artigos acadêmicos e pesquisas em nível nacional ou mundial. Confira alguns fatos chocantes abaixo (mas só se quiser perder o apetite…):

Quando ingerido, o adoçante artificial aspartame é convertido para formaldeído, uma substância tóxica e carcinogênica que então se acumula em tecidos como fígado, rins e cérebro.

Vacas japonesas são subsidiadas em cerca de 7 dólares diariamente. Enquanto isso, 75% dos habitantes da África subsaariana vivem com menos de 2 dólares por dia.

Apenas em Londres, 6,9 milhões de toneladas de alimentos são consumidas por ano. E 81% desta quantidade é importada de outros países.

Ftalatos são substâncias usadas em produtos consumíveis e embrulho de alimentos, podendo atingir comida como leite e papinhas para bebês – e são conhecidas por interromper o desenvolvimento do sistema reprodutivo.

Os americanos comem quase o triplo (167%) da quantidade recomendada de açúcar, fonte de 500 calorias – 23% do ideal de calorias consumidas em um dia.

Mais da metade das promoções leve-dois-pague-um dos supermercados são de alimentos com alto teor de gordura ou açúcares, apesar de não ser recomendado que estes alimentos constituam mais de 7% de nossa dieta.

No Reino Unido, um terço da comida comprada vai para o lixo: um desperdício de 10,2 bilhões de libras por ano.

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Posted in Comes e bebes, livros at outubro 10th, 2011. No Comments.

Pirulito de sushi e de cupcake. Vai provar?

Você se lembra do Push Pop? Para quem não é assim tão velho quanto eu, explico: era um pirulito com embalagem em forma de bastão. Para experimentar, a criança devia empurrar o doce com o dedo pela parte inferior do plástico. Fez bastante sucesso nas décadas de 1990 e 2000. Hoje, ainda é possível encontrar versões parecidas de outras marcas à venda. A marca original ainda existe nos Estados Unidos (veja um comercial exibido por lá).

Se era ruim ver crianças com os dedos pegajosos por causa do contato com o doce, o problema foi resolvido pela Meringue Bake Shop, loja especializada em cupcakes da Califórnia. A empresa criou os PushCakes, bolinhos que podem ser consumidos assim como os antigos pirulitos: conforme a embalagem de plástico – que ajuda a prevenir a sujeira – é empurrada, a massa sai pela abertura superior e pode ser devorada em festinhas infantis ou em docerias e padarias.

(Em São Paulo, a Jean et Marie Atelier de Doces criou um bolo no palito. O conceito é parecido, mas o resultado ficou bem diferente.  A Starbucks, por sua vez, começou a vender também os cakepops).

Mais estranho do que comer um cupcake no estilo do “pirulito de dedo” é atacar uma refeição inteira desta maneira. É isso que os inventores do Sushi Popper pretendem vender. O produto é um tubo plástico que contém um rolo de sushi cortado em sete partes. Basta empurrar a comida japonesa para cima e mandar bala. O pacote vem até com molho de soja em um tubinho à parte.

Cada rolinho pode ser conservado no congelador por até quatro meses. Para consumir, basta deixá-lo em temperatura ambiente de uma a duas horas. Por enquanto, os sabores disponíveis são caranguejo picante, califórnia (com manga ou abacate) e camarão picante. A marca pretende lançar, no futuro, sabores como salmão, frango ao molho teriyaki e atum.

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Posted in Comes e bebes, Invenções at setembro 17th, 2011. No Comments.