Continuando a série história das logomarcas, hoje vamos com  Mastercard, Pepsi e Coca-Cola.

A Mastercard foi fundada com o nome de Interbank Card Association em 1966 por 17 banqueiros que buscavam aceitação recíproca de seus cartões de créditos. Vem desse primeiro nome a letra “I” presente no logo inaugural da empresa. Em 1969, o grupo passou a se chamar Master Charge e a logomarca assumiu a forma que daria origem à atual (dois círculos em intersecção, que remetem à reciprocidade almejada pela empresa). O “I” continuou lá, no cantinho, para que os clientes reconhecessem que se tratava da mesma companhia.

Só em 1979 o nome MasterCard foi adotado e a letra “I” permanentemente banida. Desse último até o logo atual, poucas alterações: realce das cores, mudança da fonte da letra para itálico e adição de linhas no espaço de intersecção, “que reforçam a ideia de cooperação entre múltiplos bancos”.

A Pepsi foi criada em 1898 pelo farmacêutico norte-americano Caleb Bradham. Inicialmente chamada de Brad’s Drink, o nome da bebida foi logo alterado para Pepsi-Cola, registrado em 1903 e nunca mais mudado. Nos primeiros anos, as logomarcas foram criadas e alteradas pelo próprio Caleb, até que, em 1933, com a venda da marca para a Loft, Inc., a companhia assumiu a função.

Na década de 1940, quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, foram lançadas edições especiais do refrigerante com seu logo envolto em um globo com as cores azul, branca e vermelha – as da bandeira norte-americana. O sucesso foi tanto que em 1950 esse desenho foi incorporado ao logo oficial. Hoje, ele representa sozinho a marca Pepsi – é tão marcante que não é mais necessário agregar o nome ao símbolo.

Fundada em 1886, a Coca-Cola – e, consequentemente, sua logomarca – tem uma longa história. A fonte usada na logomarca que vemos hoje no refrigerante mais famoso do mundo não foi sempre a mesma. Na primeira vez que apareceu escrito, em uma propaganda do Atlanta Journal Constitution de 23 de maio de 1886, o nome “Coca-Cola” parecia ter sido datilografado em uma máquina de escrever. Foi só em 1892 que a marcante letra cursiva começou a estampar a bebida. Dessa data até meados dos anos 20, é possível encontrar pequenas variações entre os desenhos, já que eram todos feitos a mão.

Ao longo do século XX, o logo da Coca-Cola sofreu discretas modificações. Na década de 1950, com a cor vermelha já adotada, adicionou-se um contorno em formato de peixe. Nos anos 60, surgiu a onda abaixo do nome Coca-Cola, que contribuiu para fixar a identidade da marca. A fonte característica do logo só foi modificada uma vez, em 1985, como parte de uma nova estratégia de marketing da empresa. A moda não pegou, o consumo caiu e em 1987 a letra cursiva, como vemos hoje em dia, já voltava a aparecer no mercado.

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