29 de fevereiro. Uma data bastante curiosa

O programa “Fanáticos por Futebol”, que apresento na Rádio Bandeirantes, fez sua estreia em 29 de fevereiro de 2004. Embora o programa complete 8 anos, será apenas a segunda vez que soprarei as velhinhas. Presente no calendário gregoriano – adotado na maior parte do ocidente – apenas de 4 em 4 anos, o 29 de fevereiro tem a função de sincronizar os dias do ano às estações e, por isso, tem uma história repleta de curiosidades.

- Como saber quais anos contam com um dia a mais no calendário? Com exceção dos anos múltiplos de 100 (2000, 1900, 1800 etc.), basta que eles sejam divisíveis por 4. Já os múltiplos de 100 devem ser divisíveis também por 400. Portanto, 2000 foi ano bissexto, mas 1900, 1800 e 1700 não.

- Por que esses anos se chamam “bissextos”? Ao contrário do que muitos pensam, não é porque há dois números “6″ na quantidade de dias do ano (366). A expressão veio lá da Roma Antiga, quando os dias tinham nomes baseados no ciclo lunar. Assim, dia 24 de fevereiro se chamava “antediem sextum calendas martii”, ou seja, “sexto dia antes da lua nova de março”. Antes de ser instituído o 29 de fevereiro, o dia 24 de fevereiro era duplicado de 4 em 4 anos. Portanto, nesses anos ele era chamado de “antediem bis-sextum calendas martii”, algo como “duas vezes o sexto dia antes da lua nova de março”.

- Muitos norte-americanos nascidos nessa data vão comemorar na pequena cidade de Anthony, no Estado do Texas. Em 1988, Anthony se auto-proclamou a capital do ano bissexto do mundo. Desde 1992, nos anos bissextos, a cidade promove um festival para celebrar o dia 29 de fevereiro, atraindo turistas de outros Estados e até de outros países. Veja a programação deste ano aqui.

- Os nascidos em 29 de fevereiro têm que esperar um dia a mais que os outros para poder tirar a carteira de habilitação. Apesar de tecnicamente fazerem 18 anos de idade em um dia 28 de fevereiro (730 dias depois do aniversário de 16 anos), as auto-escolas não os consideram maiores de idade antes do – inexistente – dia 29.

- Foi em 29 de fevereiro de 1940 que, pela primeira vez, uma estatueta do Oscar foi entregue a uma pessoa negra. Hattie McDaniel ganhou na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “E o Vento Levou…”. Por ter sido indicada, ela foi também a primeira negra a ser convidada para a cerimônia de prêmios. Os Estados Unidos viviam uma era de intensa discriminação racial: para evitar que os negros se misturassem aos brancos, havia restaurantes, banheiros públicos, ônibus, igrejas e escolas exclusivos para eles. O convite de McDaniel à maior festa da elite branca de Hollywood foi, portanto, considerado um avanço na luta contra a segregação racial. Só o lugar reservado a ela era isolado até mesmo de seus companheiros de filmagem.

- Na Irlanda, muitas mulheres esperam ansiosamente pela chegada do dia 29 de fevereiro. Segundo a tradição, nessa data, elas podem pedir a mão de homens em casamento – e ai deles se não aceitarem! Tudo começou no século V, quando Santa Brígida reclamou a São Patrício – respeitado padre irlandês – que não era justo as mulheres terem de esperar pelo pedido de casamento. Depois de muita insistência, o padre cedeu, mas restringiu a atitude feminista ao dia mais raro do calendário – 29 de fevereiro. A tradição pegou e se espalhou pelo Reino Unido. Em 1288, a Rainha Margarida da Escócia ainda estipulou uma multa aos homens que não aceitassem a proposta: deveriam pagar à constrangida mulher prêmios que variavam de beijos a vestidos de seda.

- A probabilidade de alguém nascer em 29 de fevereiro é de 1 em 1.506, enquanto os aniversários em todas as outras datas têm 4 vezes mais chances de acontecer. No hall dos famosos nascidos nesse dia especial, estão o rapper Ja Rule, a cantora Dinah Shore e o compositor clássico Gioachino Rossini.

E quem disse que 30 de fevereiro não existe? Os suecos do século XVIII tiveram a oportunidade de, uma vez na história, viver essa data. Até 1712, eles adotavam o calendário juliano, em que todos os anos múltiplos de 4 são bissextos. Portanto, 1700 tinha sido bissexto. Para se ajustar ao recém-adotado calendário gregoriano, em que 1700 não foi bissexto, a Suécia adicionou dois dias ao ano de 1712: além de 29 de fevereiro, foi contabilizado também dia 30 de fevereiro.

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Posted in Datas Comemorativas at fevereiro 28th, 2012. No Comments.

500 episódios curiosos de Os Simpsons

No último domingo (19), estreou nos Estados Unidos o 500º episódio da série de animação “Os Simpsons”. Batizado de “At long last leave”, contou com a participação do jornalista australiano Julian Assange, o fundador do Wikileaks, que se envolveu em polêmicas no ano passado ao divulgar documentos secretos do governo norte-americano.  Como a nova temporada só estreia no Canal FOX do Brasil amanhã (domingo, dia 26) e o episódio 500 é o 14° da temporada, ele só será exibido por aqui no início de maio.

Ao longo de 23 anos de história, a série não poupou críticas ao estilo de vida americano, e não se acanhou ao brincar com tabus como drogas, política e homossexualismo. Veja abaixo 20 curiosidades sobre Os Simpsons que o Blog do Curioso preparou para você:

1. Os Simpsons foram criados em 1987, como um projeto piloto do estreante Matt Groening. No começo, eram segmentos de 20 segundos transmitidos no programa “The Tracey Ullman Show”. Em 17 de dezembro de 1989, estreava a primeira temporada oficial da série, com episódios de meia hora. Veja um dos episódios dos Simpsons antes de eles virarem uma série:

2. É a série de animação que ganhou mais Emmys na história: já levou 27.

3. Só as séries “Lassie” e “Gunsmoke” superam a marca de 500 capítulos.

4. Os produtores dos Simpsons têm contrato assinado com a Fox por pelo menos mais duas temporadas. Isso quer dizer que a série terá, no mínimo, 559 episódios.

5. Para que os roteiros assumam a identidade sarcástica da série, cada um deles passa por cerca de 20 escritores, que fazem o possível para que as tiradas atinjam públicos de diferentes regiões, culturas e idades. Além disso, a pintura e o intercalamento dos quadrinhos são feitos na Coreia do Sul, onde o custo é mais baixo. Por isso, cada episódio demora entre oito meses e um ano para ficar pronto.

6. Matt Groening batizou a cidade dos Simpsons de Springfield porque esse é o nome de cidade mais comum nos Estados Unidos (há 121 delas espalhadas pelo país). Em 21 de julho de 2007, foi feita uma eleição pela internet para decidir qual Springfield receberia o lançamento especial do filme dos Simpsons. A vencedora foi a do Estado de Vermont.

7. Também em julho de 2007, como parte da estratégia de promoção do filme dos Simpsons, foi instalada uma rosquinha gigante na tocha da Estátua da Liberdade, em Nova York.

8. A série é composta por cerca de 300 personagens. Os nomes dos protagonistas Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie foram baseados em familiares do criador Matt Groening.

9. No capítulo 467, o artista de rua anônimo Banksy criou a abertura do desenho para denunciar as condições de trabalhos nas fábricas de merchandising da série. Veja:

10. No episódio “Feitiço de Lisa”, da temporada 13, em 2002, a família Simpson viaja ao Brasil. Aqui, eles encontram taxistas pilantras, assaltantes, macacos pelas ruas e apresentadoras de TV vulgares. A crítica gerou atritos diplomáticos com o país, mas as piadas de mau gosto não pararam por aí. Em outro episódio, Homer ainda diz: “Gostaria de voltar ao Brasil, mas parece que o problema dos macacos está ainda pior”. E em “A Esposa Aquática”, Lisa diz que Barnacle Bay é o lugar mais nojento que já visitou – depois do Brasil (a frase foi cortada na versão dublada para o português). Veja um trecho da visita da família amarela ao país:

11. Já viraram personagens da série celebridades como Mel Gibson, U2, Ronaldo, Kim Basinger, Tony Blair, Rupert Murdoch, Nicolas Sarkozy, George Bush, Lady Gaga, Elizabeth Taylor, Michael Jackson, Magic Johnson, Sting, George Harrison, Aerosmith e Ramones.

12. A personagem Marge Simpson beijou uma amiga na boca no episódio “Como o Teste Foi Vencido”, em março de 2009. A cena se passou apenas na imaginação de seu marido, Homer Simpson. Veja a cena:

13. Você sabe a idade dos integrantes da família? Homer tem 35 e Marge, 34. O garoto Bart é o primogênito, com 10 anos; a estudiosa Lisa tem 8 e a pequena Maggie, apenas 1 aninho. Durante os 23 anos da série, nenhum deles envelheceu.

14. Apesar de Maggie ser novinha, ela não é nada boba. A caçula é conhecida por ter acertado um tiro no Sr. Burns, chefe de Homer, quando ele tentou roubar seu pirulito.

15. Na cidade de Springfield, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado desde o episódio número 10 da 16ª temporada. O episódio foi ao ar pela primeira vez no dia 20 de fevereiro de 2005 e causou polêmica entre as audiências mais conservadoras.

16. Na edição de novembro de 2009 da Playboy, Marge Simpson saiu na capa. Em três páginas de “fotos”, Marge não aparece nua em nenhuma delas. A foto mais picante é uma em que ela está vestida apenas com um baby-doll transparente.

17. Bill Oakley, um dos roteiristas da série, levou os fãs à loucura ao divulgar em sua conta do Twitter algumas sinopses descartadas de episódios. Entre as tramas, havia fantasias sexuais de Homer e a participação especial de Prince.

18. O episódio mais assistido de toda a história dos Simpsons nos Estados Unidos foi ”Bart Tira uma Nota Ruim”, de 1990. Ao todo, 33,6 milhões de pessoas viram esse episódio.

19. Os Simpsons estrearam na TV aberta brasileira em 1991, quando a Rede Globo comprou os direitos de exibição do desenho.

20. A série é a comédia há mais tempo no ar no horário nobre dos Estados Unidos. Os Simpsons desbancaram Os Flintstones, que, de 1960 a 1966, eram campeões absolutos.

Quer saber mais? O livro De Olho em Springfield, da Editora Panda Books, mostra tudo sobre Os Simpsons.

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Posted in Televisão at fevereiro 25th, 2012. No Comments.

Animais brilham na cerimônia do Oscar

No próximo domingo, dia 26,  duas superproduções que contam com a atuação de animais estarão lutando pelo Oscar de Melhor Filme, que será entregue pela 84ª vez pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.  “Cavalo de Guerra” e “O Artista” estão entre os nove concorrentes. Em “Cavalo de Guerra”, como sugere o nome, o protagonista Joey é um equino, enquanto em “O Artista”, um cachorrinho da raça jack russel, que na vida real atende como Uggie, rouba a cena em seu papel coadjuvante.

Na cerimônia do Globo de Ouro de 2012, na noite de 15 de janeiro, Uggie apareceu de gravata borboleta no tapete vermelho, entrou no teatro e subiu no palco no momento de entrega do prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical. Ele arrancou suspiros da plateia com suas piruetas. Confiante, calmo e exibido, o cão transparecia sua experiência: só em Hollywood, já havia atuado nos filmes “Água para Elefantes” (2010), “Cãofusões” (2005) e “Sr. Cupido” (2006).

À esquerda, com Bérénice Bejo em O Artista; à direita, com troféu do Globo de Ouro.

A nova celebridade animal foi premiada também no dia 13 de fevereiro em Hollywood com o troféu Coleira de Ouro, criado para homenagear o trabalho canino no cinema. Uggie, que já tinha sido indicado por “Água para Elefantes” (2010), desbancou este ano a vilã Blackie (uma cadela da raça doberman, que atuou em “A Invenção de Hugo Cabret“) e levou o prêmio por seu papel no filme mudo “O Artista“. O nome do troféu não é simbólico: trata-se de uma coleira confeccionada em ouro e cravejada com cristais Swarovski. Apesar de o Oscar não contemplar uma categoria que premie animais, é quase certa a presença do astro canino na cerimônia de domingo. O protagonista de “O Artista”, o francês Jean Dujardin, que concorre ao prêmio de Melhor Ator, já mostrou que não desgruda do cãozinho mesmo atrás das telas.

Jean Dujardin e Uggie, dentro e fora das telas

Troféu Coleira de Ouro

Joey, o equino que brilhou nos cinemas este ano, ainda não deu as caras em uma premiação, mas a equipe de produção de “Cavalo de Guerra”, lançado em Hollywood no dia 8 de janeiro, não decepcionou: o animal marcou presença na première do filme. Um dos 14 cavalos que interpretaram Joey sentiu o gostinho de ser uma celebridade ao desfilar pelo tapete vermelho. Steven Spielberg, diretor do filme, se divertiu ao cumprimentar o animal.

À esquerda, em Cavalo de Guerra; à direita, no tapete vermelho com Spielberg.

Outro cãozinho que está fazendo sucesso no mundo do cinema é Pancho, um jack russel terrier conhecido na Espanha como “cão da loteria”. Seu nome verdadeiro é Cook, ele tem 8 anos e pertence a Antonio Valor, adestrador de animais para o cinema e televisão. Em fevereiro de 2010, a modelo espanhola Maria Reyes levou-o ao Goya Cinema Awards, a noite de gala mais importante do cinema espanhol. Evidente que a noite exigia que ele fosse trajado de smoking.  Hoje, Pancho é o único cão espanhol com contrato de exclusividade de publicidade (com a Lotería Primitiva), apesar de ser liberado para filmes e séries. O sucesso de Pancho no Goya Awards foi tanto que em 2011 ele repetiu o figurino e apareceu de novo, desta vez com a modelo Noelia López. O cachorrinho tem cerca de  14 mil fãs no Facebook.

À esquerda, Pancho com Maria Reyes (2010); à direita, com Noelia López (2011).

Não há como pensar em animais no cinema sem se lembrar da chimpanzé Chita. A primata, que estrelou os filmes do Tarzan da década de 1930, impulsionou a onda dos estúdios Disney de incorporar personagens animais em filmes infantis. Jiggs, o macaco que interpretou a personagem, morreu na véspera do Natal de 2011, aos 81 anos. Durante sua vida, praticou artes plásticas e teve uma autobiografia fictícia lançada, que concorreu ao prêmio Booker Prize.

À esquerda, Jiggs aposentado; à direita, em filme do Tarzan da década de 30.

Ainda na década de 1930, outro animal conquistou os amantes e críticos do cinema. Terry, uma cairn terrier, interpretou o famoso Totó, cachorrinho inseparável de Dorothy, em “O Mágico de Oz” (1939). Por esse filme, a cadelinha ganhou 125 dólares por semana, salário maior do que o de alguns atores humanos do mesmo set. Em oito anos de carreira, Terry atuou em outros 12 filmes. O primeiro deles foi “Olhos Encantados” (1934), contracenando com Shirley Temple.

À esquerda, Terry com Judy Garland; à direita, com Shirley Temple.

Lassie, uma das cadelas mais famosas da TV, era interpretada por um macho. Pal, que atuou na série de 1943 a 1951, tinha tanto talento que, até hoje, todos os cães que já interpretaram a personagem ainda provêm da mesma linhagem. Não é por acaso que todos os nove foram machos: as fêmeas dessa raça trocam a pelagem periodicamente e são menores, mais frágeis e menos vistosas.

À esquerda, Pal em filme de 1941; à direita, ator da 10ª geração de Pal.

Os produtores do filme “Free Willy” (1993) provavelmente não esperavam que seu protagonista – uma baleia – conquistasse crianças e adultos como se fosse um cãozinho de estimação. A sintonia entre público e personagem foi tanta que Keiko, uma orca de cativeiro capturada na Islândia em 1979, logo se tornou celebridade. No fim da década de 1990, fãs organizaram uma campanha para que ela fosse libertada. A baleia passou por um processo de readaptação na vida selvagem, até ser solta em alto mar em 2002. Um ano depois, não resistiu a uma pneumonia e morreu.

À esquerda, atuando em Free Willy; à direita, em vida livre.

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Posted in Animais, Celebridades, Cinema at fevereiro 23rd, 2012. No Comments.

Por que os foliões usam fantasias no Carnaval

Apesar de o Carnaval que conhecemos hoje ser chamado de brasileiro, a festa tem raízes europeias. Da Roma Antiga, vem a tradição de festejar nas ruas: as Saturnais eram comemoradas pelos escravos, que pediam dias mais quentes ao deus Saturno. Já os portugueses trouxeram ao Brasil o costume de sujar uns aos outros – nas festas do entrudo do século XVI, valia até atirar “limões-de-cheiro”, uma mistura da fruta com água e urina.

Ilustração da tradição do entrudo português

Marcados por excessos desde sua origem, os foliões escapavam das punições usando disfarces. Até a elite entrou no clima: na Itália do século XV, mascarados da nobreza escondiam a identidade e caíam na gandaia dos bailes da corte.

Representação teatral dos primeiros bailes de máscara

O que começou com o uso de máscaras e perucas é hoje uma das principais atrações do Carnaval. Mais em clima de farra do que de disfarce, a nossa festa de rua é cada ano mais repleta de fantasias criativas e curiosas. Veja o que foi visto por aí em 2012:

Cheio de "post-its", folião faz trocadilho com o jornal norte-americano "Washington Post" (Foto: portal R7)

Casal se produz e brinca com a expressão "Papagaio de Pirata" (foto: Blog do Curioso)

Fantasiado de "Bueiro Carioca", folião ironiza as frequentes explosões que aconteceram na cidade ao longo do ano (Foto: Blog do Curioso)

Na fantasia de "Anos 80", a cabeça dá lugar ao globo de discoteca (Foto: portal Terra)

Sósias de Lula e Dilma Roussef saem juntos pelas ruas do Recife (foto: portal Terra)

A fantasia de Google Maps é uma forma criativa que um grupo de amigos arrumou de não se perder na multidão (Foto: Blog do Curioso)

Google Maps passeia pelas ruas do Rio de Janeiro (Foto: Blog do Curioso)

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Posted in Datas Comemorativas at fevereiro 22nd, 2012. No Comments.

Todos querem tirar uma foto atravessando a Abbey Road

A foto que ilustra a capa do álbum “Abbey Road”, dos Beatles, pode ser considerada uma das mais famosas do mundo. Ela foi tirada por Iain Macmillan, que bateu seis poses enquanto os músicos atravessavam a rua do pacato bairro londrino de St. John Woods, amparados por um guarda que segurava o trânsito, às 11h30 da manhã do dia 8 de agosto de 1969. A quinta pose foi a escolhida por Paul McCartney para representar o álbum.

Capa do disco "Abbey Road" (1969)

Lançado em 26 de setembro do mesmo ano, o disco não só revolucionaria a música inglesa, mas também o turismo de St. John Woods. Muitos que visitam Londres reservam um dia para ir ao bairro cruzar a Abbey Road e registrar o momento com a câmera.

Turistas atravessando a Abbey Road

Grupo fantasiado de Power Rangers

Para exibir sua nova bicicleta dobrável, a fábrica inglesa Brompton resolveu reproduzir a foto dos Beatles:

Em 2010,  para promover o lançamento da série “I’m in the band”, o canal Disney Channel lançou a reedição de várias capas de discos famosos protagonizadas por crianças. Não poderia faltar Abbey Road:

Até carros já atravessaram a faixa de pedestres mais famosa do mundo. Em 2007, a Volkswagen lançou um anúncio do New Beetle reproduzindo a capa do álbum:

O próprio Paul McCartney parodiou a si mesmo ao lançar o disco “Paul is Live” (em português, “Paul ao vivo” ou “Paul está vivo”) em 1993, em cuja capa ele novamente aparece – dessa vez acompanhado apenas por um cachorro – atravessando a Abbey Road. O motivo da brincadeira foi um rumor que surgiu na época do lançamento do disco dos Beatles – e que até hoje rola na internet – de que Paul McCartney estaria morto. Segundo a fofoca, a capa dá pistas que sugerem a tragédia: John Lennon está vestido de branco, como um padre; Ringo Starr exibe um sobretudo fúnebre e George Harrison se veste como um coveiro, todo de jeans; Paul McCartney está descalço, como os cadáveres são enterrados; ele, que é canhoto, segura um cigarro com a mão direita; a placa do carro ao fundo é 281F, que pode ser adaptada para “28 – If”, que poderia sugerir que, se Paul estivesse vivo, teria, na época, 28 anos. E por aí vai… Em “Paul is Live”, ele desmente os boatos: está calçado, segura a coleira com a mão esquerda e a placa do carro agora é “51 IS”, que pode ser entendida como “Paul tem 51 anos”.

A Turma do Penadinho, de Maurício de Souza, lançou em 2006 uma história em quadrinhos sobre o boato da morte de Paul, e é claro que aproveitou para reproduzir a famosa foto. Os mais fanáticos podem inclusive encontrar 28 nomes de músicas dos Beatles durante a trama. A Turma da Mônica não ficou para trás: o roteirista Paulo Back divulgou em seu Facebook em 9 de fevereiro deste ano uma homenagem aos Beatles. Reparem na presença de Maurício de Souza, feliz da vida, encostado no fusquinha amarelo.

Outros personagens de desenhos animados que também já caminharam pela rua foram os Simpsons, em uma homenagem dos criadores da série aos garotos de Liverpool. A foto saiu na capa da revista “Rolling Stone” de novembro de 2002.

Conhecidos por imitarem fotos famosas, como já foi contado aqui no Blog do Curioso, Lego também têm uma versão de Abbey Road:

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Posted in Celebridades, Viagem at fevereiro 17th, 2012. No Comments.

Dinheiro irlandês homenageia craque de futebol

George Best foi o Pelé do futebol irlandês. Brilhou no time do Manchester United e na Seleção da Irlanda do Norte na década de 1960. Best chegou no Manchester United em 1963, quando tinha apenas 17 anos. Durante seis temporadas, o craque disputou 370 jogos, marcando 179 gols. A média foi de 2,06 gols por jogo, sendo que ele chegou a marcar seis em uma única partida, contra o Northampton. George Best ajudou o time a ganhar dois títulos nacionais e um Campeonato Europeu. Em 1968, no auge da carreira, recebia 1 mil cartas de fãs por semana e foi eleito o “Jogador Europeu do Ano”.

George Best, na época do Manchester United.

Na Seleção da Irlanda do Norte, a passagem de Best foi mais discreta, mas não menos ilustre. Apesar de ter marcado nove gols nos 37 jogos disputados, sua simples presença nos gramados já eletrizava o público.

George Best jogando pela Seleção da Irlanda do Norte.

Falecido em 2005 de cirrose hepática em sua terra natal, é notável o reconhecimento post-mortem dado ao craque. Antes que se completasse um ano póstumo, o aeroporto Belfast City foi renomeado para George Best. E o Ulster Bank emitiu 1 milhão de notas comemorativas de 5 libras com imagens do jogador vestindo as camisas dos times em que foi imortalizado. Ao contrário do que acontece no Brasil, alguns bancos privados da Irlanda são autorizados a emitir dinheiro. A pouca burocracia exigida pelo processo acaba facilitando homenagens a ídolos recentes e de apelo mais popular.

Criada como um presente para a população irlandesa local, a cédula acabou se tornando uma febre em todo o Reino Unido. Com a exceção de duas notas – uma dada a Barbara McNarry, uma das irmãs do ídolo, e outra ao seu pai, Dickie Best –, todo o lote foi vendido em cinco dias. Hoje, ainda há várias delas sendo vendidas no site e-Bay, a preços que variam de 9 a 100 libras, mas virtualmente é difícil saber quais são verdadeiras. Apenas dois dias após o lançamento das notas na Irlanda descobriu-se a venda de centenas de cédulas falsas. O Ulster Bank recomenda que os compradores verifiquem o número de série das notas: todas as genuínas começam com GB.

Apesar de ser o país do futebol, o Brasil nunca homenageou um craque em suas cédulas. O que geralmente se vê por aqui é a estampa do rosto de políticos, intelectuais e outros personagens relevantes para a história do país. Nosso país não retrata personalidades vivas no dinheiro nacional. O brasileiro que mais rápido recebeu uma homenagem foi o poeta Carlos Drummond de Andrade, cuja cédula foi lançada apenas 15 meses depois de sua morte. As notas de 50 cruzados novos circularam de 1989 a 1992.

Homenagem a Drummond 15 meses depois de sua morte

A Irlanda foi o primeiro país do mundo a homenagear um jogador de futebol em seu dinheiro. O dinheiro brasileiro traz atualmente animais da fauna. É, portanto, difícil imaginar uma homenagem ao Rei Pelé como George Best recebeu em seu país. Nem adianta reclamar. Segundo o Banco Central do Brasil, a escolha dos homenageados em cédulas não prevê a participação do público. É o próprio órgão que define o design das notas e as envia ao Conselho Monetário Nacional para aprovação.

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Posted in Cotidiano, Esporte at fevereiro 14th, 2012. No Comments.

James Bond: 50 curiosidades dos 50 anos de cinema

Há 50 anos, o primeiro filme de James Bond estreava nos cinemas. O personagem foi criado em 1953 por Ian Fleming, mas só chegou às telonas em 1962, em “007 Contra o Satânico Dr. No”.

Cartaz de "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962)

De lá até hoje, foram lançados 22 filmes. O 23° (“007 – Skyfall”) está previsto para 9 de novembro deste ano. Para comemorar esse cinquetenário, o Blog do Curioso listou 50 curiosidades – somente para seus olhos:

Cartaz de "007 - Skyfall" (2012)

1) 007, o agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, já foi interpretado por seis diferentes atores: Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig.

2) Onze diretores já assinaram a direção: Terence Young, Guy Hamilton, Lewis Gilbert, Peter R. Hunt, John Glen, Martin Campbell, Roger Spottiswoode, Michael Apted, Lee Tamahori, Marc Forster e Sam Mendes. John Glen é o recordista, com 5 no currículo.

3) Sean Connery ficou 12 anos sem interpretar James Bond. Ausente desde 1971, retornou em 1983, em “007 – Nunca Mais Outra Vez“. Ele foi convencido por sua mulher, Micheline, que foi também responsável pela escolha do título do filme (em inglês, “Never Say Never Again”).

4) O cineasta Steven Spielberg é fã declarado de James Bond. Sua série de filmes “Indiana Jones” é uma homenagem ao espião, e em “Tubarão” (1975) há cenas inspiradas em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Como retribuição, os roteiristas de Bond batizaram de “Jaws” (nome original do filme “Tubarão”) o vilão de dentes de aço de “007 – O Espião que me Amava” (1977). No filme, o personagem ainda mata um tubarão a dentadas.

5) George Lazenby, apesar de só ter atuado como James Bond uma vez (“007 a Serviço Secreto de Sua Majestade“, de 1969), foi quem mais provocou polêmicas. Quando Pierce Brosnan foi escolhido para viver o agente, ele declarou: “estamos nos anos 90 e as mulheres anseiam por um homem diferente, com características femininas. E isto, certamente, Brosnan possui”.

6) James Bond é conhecido por seu sucesso com as mulheres – em todos os filmes, há pelo menos uma “bondgirl” fatal. Além disso, o agente já mostrou ser fã da Playboy. Em “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), ele furta uma revista de um advogado, e em “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), é mostrado um cartão do “Playboy Club” na carteira de Bond.

7) A princípio, Sean Connery foi rejeitado para interpretar o agente secreto. Um executivo da produtora de filmes chegou a afirmar, referindo-se ao passado do ator: “Não vou exibir um filme estrelado por um estivador”.

8 ) Nos 18 filmes produzidos por Broccoli, 007 deu 166 beijos: 142 na boca, 9 no rosto, 2 no pescoço e 11 pelo corpo de suas conquistas. Foram cerca  de 9 beijos por filme.

9) “Bond, James Bond” – como se apresenta o personagem – é uma das frases mais conhecidas da história do cinema. Ela foi dita pela primeira vez aos 5min38s de “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), o primeiro filme da série.Veja abaixo uma compilação:

10) O compositor do tema de James Bond, reconhecido até hoje pelo público, é Monty Norman. A música está presente em todos os filmes da série. Norman recebeu uma ninharia por aquela que se tornaria uma das mais famosas trilhas do cinema, que vendeu mais de 25 milhões de discos em todo o mundo.

11) No primeiro filme da série, Ian Fleming ofereceu o papel de Dr. No para o ator Noel Coward, que respondeu: “Dr. No? No! No! No!”.

12) Em “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), James Bond admira o quadro “Duque de Wellington”, de Francisco de Goya, no quartel-general de Dr. No. Na época, a obra havia sido roubada, e a cena sugeria que o vilão do filme teria sido o responsável pelo crime.

13) Desde que Sean Connery pediu um Martini batido (e não mexido) com vodca (e não gim) no primeiro filme da série, a popularidade do gim começou a cair. Ele exigia que seu drinque fosse feito com “a genuína vodca russa Smirnoff”, provavelmente uma jogada de marketing.

14) O biquíni branco usado pela atriz Ursula Andress em “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) foi leiloado em 2001 por 60 mil dólares. O traje de banho mais famoso da história do cinema gerou polêmica na Itália – quando o filme foi lançado, o Vaticano divulgou um comunicado expressando sua desaprovação à posição moral do roteiro.

15) Na época em que atuou como James Bond (1995 a 2002), Pierce Brosnan podia participar também de outros filmes. Em seu contrato, só era proibido que ele aparecesse em cena vestido de smoking.

16) Para erguer o vulcão que serviu de quartel-general ao vilão Blofeld em “007 – Só se Vive Duas Vezes” (1967), gastou-se 1 milhão de dólares, o equivalente a 5 milhões de dólares hoje. Trata-se de 11% do que foi gasto em toda a produção – incluindo despesas de viagem ao Japão e cachês dos atores.

17) O ponto alto de “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974) é o salto de 360 graus de um carro sobre uma ponte semidestruída. A cena foi projetada pelo coordenador de dublês Jay Mulligan com o auxílio de estudantes da Universidade de Cornell e engenheiros da empresa televisiva AMC. Amparado por várias ambulâncias, o dublê Bumps Willard, que estava dentro do carro, se saiu bem de primeira, e a cena não teve de ser refilmada. Confira:

18) Viver James Bond nos cinemas é uma maratona. Com locações em diversas partes do mundo e inúmeras cenas de ação, as jornadas de trabalho dos protagonistas duram em média 14 horas.

19) Em “007 – Na Mira dos Assassinos” (1985), pela primeira vez, uma amante de James Bond aparece por cima nas cenas de sexo. Quem atropela os valores machistas do espião é a vilã May Day.

20) George Lazenby acusou Diana Rigg, seu par romântico em “007 a Serviço de Sua Majestade” (1969), de comer alho propositadamente antes de atuarem juntos em cenas de amor.

21) Daniel Craig começou a interpretar o agente aos 37 anos, em “Cassino Royale”, de 2005. Sua escolha causou polêmica: ele é loiro, enquanto James Bond é tradicionalmente moreno. O ator nasceu 6 anos depois da estreia do primeiro filme da série.

22) Para Ian Fleming, o filme ideal de James Bond seria dirigido por Alfred Hitchcock e estrelado por Cary Grant. Ele mudou de ideia assim que viu Sean Connery em “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962).

23) Em “007 – Somente para seus Olhos” (1981), filmado na Espanha, garotas de biquíni aproveitam o sol ao mesmo tempo em que camponeses colhem azeitonas. Aos mais observadores, trata-se de um erro duplo: além de não haver cultivo de oliveiras nos arredores de Madri, as azeitonas só são colhidas no inverno, a temperaturas de cerca de 5° C.

24) Na primeira cena de luta de “Casino Royale” (2005), Daniel Craig levou um soco e acabou perdendo dois dentes.

25) As músicas tema dos filmes da série são disputadas entre os artistas do momento. Já gravaram canções de 007 nomes como Paul McCartney, A-Ha, Tom Jones, Tina Turner, Madonna, Garbage, Nancy Sinatra, Duran Duran, Sheryl Crow e Carly Simon.

26) Elton John declarou que a música tema de Madonna para “007 – Um Novo Dia Para Morrer” (2002) não tinha melodia. E ainda completou: “Eles deveriam ter me contratado. Não é a melhor gravação de Madonna e digo isso como um fã dela”. A amizade dos dois acabou aí. Veja se você concorda com Elton John:

27) 007 é a série de filmes mais lucrativa da história do cinema: todos juntos já arrecadaram 12 bilhões de dólares.

28) 007 Contra o Foguete da Morte“, de 1979, teve várias cenas filmadas no Brasil. As Cataratas do Iguaçu foram mostradas como parte da Amazônia… Que gafe! O bondinho do Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, também foi cenário para o filme. Veja a cena:

29) 007 Contra a Chantagem Atômica” (1965) era para ser o primeiro filme da série. Ele começou a ser produzido no fim dos anos 50, mas Kevin McClory, um dos autores da história, processou Ian Fleming por não dar-lhe créditos autorais. Por conta da briga judicial, o filme só foi lançado depois de outras três aventuras de James Bond.

30) Por muito pouco, “Moscou Contra 007” (1963), segundo filme de Sean Connery, não foi também seu último. Em uma cena de perseguição ao agente por um helicóptero, o ator – que realizava uma cena perigosa sem dublês – quase foi morto por um piloto inexperiente que voou baixou demais.

31) O agente 007 sempre recebe uma missão de “M”, seu superior no Serviço Secreto. Houve apenas uma exceção: em “007 Somente para seus Olhos” (1981), o personagem foi retirado do roteiro, em homenagem a Bernard Lee, ator que havia vivido “M” nos 11 filmes anteriores e morreu subitamente durante as gravações do 12°.

32) Na cena de “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962) em que uma aranha anda no braço de Bond é possível perceber que ela está sobre uma superfície lisa. Trata-se da proteção de vidro que a separa do ator Sean Connery.

33) Roger Moore não saiu ileso dos 12 anos em que interpretou James Bond. Em “007 – Viva e Deixe Morrer” (1973), quebrou um dente em uma cena de perseguição em uma lancha, e em “007 Contra Octopussy” (1983), cortou a mão e deslocou um ombro.

34) Em ”007 – Viva e Deixe Morrer“ (1973), James Bond usa um relógio Rolex equipado com um poderoso ímã para abrir o vestido de Miss Caruso. Nesta cena, um membro da produção ficou agachado junto ao chão esticando o vestido da atriz para que o zíper corresse sem problemas.

35) No filme “007 Contra Goldeneye” (1995), Bond abandona sua marca favorita de champanhe, a Dom Perignon, e a troca pela concorrente Bollinger La Grande Année.

36) No cinema, a Smersh, órgão político de retaliação composto basicamente por russos, deu lugar à Spectre, tipo de sindicato freelancer do crime. Essas duas organizações fictícias são os principais inimigos de James Bond.

37) Nas filmagens de “007 – Viva e Deixe Morrer” (1973), um jacaré mordeu o calcanhar do dublê de Roger Moore, Ross Kananga, durante uma cena em que James Bond salta em um rio pisando sobre os animais. A sorte dele foi a grossa bota que estava usando, que impediu que ele se ferisse.

38) Avaliada em 180 mil reais, a pistola dourada usada em “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974) foi roubada do estúdio onde era guardada, em Hertfordshire, na Inglaterra, em 2008.

À esquerda, a pistola dourada.

39) Em 2009, a revista “Entertainment Weekly” escolheu James Bond o melhor herói de Hollywood de todos os tempos, na frente de Indiana Jones, em segundo lugar, e do Homem-Aranha, em terceiro.

40) Irvin Allen, que interpretou o vilão de “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), foi preso e indiciado como principal suspeito do assassinato de sua mulher, a tailandesa Chamlong, morta a facadas.

41) James Bond enfrentou adversários de todos os tamanhos. Em “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974), ele luta contra Nick Nack, de apenas 1,10 metro. Já em “O Espião que me Amava” (1977) e “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), o vilão Richard Kiel tem 2,20 metros.

42) James Bond é viúvo. Em “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), ele se casa com Teresa, condessa di Vicenzo, assassinada no início da lua de mel.

43) A cena de “007 – Viva e Deixe Morrer” (1973) em que uma lancha atravessa uma festa de casamento e estraçalha o bolo foi filmada três vezes. Nas duas primeiras, ela se chocou contra árvores ao redor.

44) Carolyn Cossey, atriz que aparece na piscina em “007 – Somente Para Seus Olhos” (1981) já foi um homem. Ela se chamava Barry, até mudar de sexo, em 1972.

45) Em janeiro de 2012, o National Motor Museum, da Inglaterra, inaugurou a exposição “Bond in Motion”, com 50 carros usados nos filmes de James Bond, desde 1962.

A exposição "Bond in Motion"

46) O 23º filme da série (“007 – Skyfall”), de orçamento de 230 milhões de dólares, está previsto para estrear no Brasil em 9 de novembro deste ano. O vilão é interpretado pelo espanhol Javier Bardem.

47) Pela primeira vez na história, um vencedor de Oscar está na direção de um filme de James Bond. “007 – Skyfall” é de Sam Mendes, que ganhou o prêmio por “Beleza Americana” (1999).

48) Em entrevista à revista “Men’s Journal”, o ator Daniel Craig assumiu não gostar da preparação física pela qual precisa passar para viver James Bond nos cinemas: “o que você está fazendo com a sua vida se você gasta 3 horas do dia fazendo ginástica?”.

49) Apesar do sucesso da série, o único Oscar de James Bond foi conquistado por “007 Contra Goldfinger” (1964), na categoria Efeitos Especiais.

50) Em comemoração ao aniversário, a Fox e a MGM lançaram uma caixa inédita com os 22 filmes da série em Blu-Ray, além de 130 horas de material extra. No Brasil, a relíquia estará disponível em 31 de outubro deste ano e custará em torno de 700 reais. Confira o trailer:

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Posted in Cinema, Listas at fevereiro 13th, 2012. No Comments.

Coca-Cola foi, por 36 anos, refrigerante com cocaína

O americano Martin Kemp, professor de História da Arte da Universidade de Oxford, acaba de lançar  o livro “Christ to Coke” (em português, “De Cristo à Coca”), ainda inédito no Brasil. Nele, Kemp faz uma análise histórica de marcas “mega-famosas” e seu poder de permanência na sociedade ao longo de gerações. Um dos capítulos é dedicado à Coca-Cola, o refrigerante mais consumido do mundo.

A Coca-Cola foi formulada pelo farmacêutico norte-americano John Stith Pemberton, com o objetivo de aliviar as dores das feridas que sofreu durante a Guerra Civil. Ele já estava viciado em morfina, e procurava uma fórmula mais leve que, proporcionando sensação de alívio semelhante, o livrasse do perigoso hábito. Em 1869, Pemberton inventou a “French Wine Coca” (em português literal, “coca de vinho francês”), que continha álcool e… cocaína.

Anúncio da "French Wine Coca"

Na época, o extrato não era ilegal ou considerado droga – era um estimulador potente do sistema nervoso central, usado por índios nativos americanos. Em 1885, o álcool foi retirado da bebida, por pressão do governo local. Para substituí-lo, Pemberton adicionou extrato de noz-de-cola e xarope de açúcar. Em 1886, a bebida foi batizada com o nome de Coca-Cola – afinal, seus principais ingredientes eram cocaína e noz-de-cola.

Inicialmente, a Coca-Cola era vendida em copos, enchidos diretamente da fonte de produção. Pemberton prometia uma série de benefícios e curas aos consumidores. O sucesso do “santo remédio” foi tanto que, em 1894, iniciou-se a produção em garrafas. Nessa época, os direitos da marca já tinham sido vendidos a Asa Candler, que ficou milionário ao provar que a bebida tinha grande potencial de mercado.

A cocaína teria sido retirada por volta de 1905 (36 anos depois de sua invenção), época em que as autoridades de saúde começaram a questionar a segurança do ingrediente. Com a substituição da droga por uma dose extra de cafeína e ainda mais açúcar, foi lançado o slogan “Coca-Cola: renova e sustenta”. Antes disso, o refrigerante usava: “Coca-Cola: o tônico cerebral ideal”.

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Posted in Invenções, Propaganda at fevereiro 10th, 2012. No Comments.

História das logomarcas: Mastecard, Pepsi e Coca-Cola

Continuando a série história das logomarcas, hoje vamos com  Mastercard, Pepsi e Coca-Cola.

A Mastercard foi fundada com o nome de Interbank Card Association em 1966 por 17 banqueiros que buscavam aceitação recíproca de seus cartões de créditos. Vem desse primeiro nome a letra “I” presente no logo inaugural da empresa. Em 1969, o grupo passou a se chamar Master Charge e a logomarca assumiu a forma que daria origem à atual (dois círculos em intersecção, que remetem à reciprocidade almejada pela empresa). O “I” continuou lá, no cantinho, para que os clientes reconhecessem que se tratava da mesma companhia.

Só em 1979 o nome MasterCard foi adotado e a letra “I” permanentemente banida. Desse último até o logo atual, poucas alterações: realce das cores, mudança da fonte da letra para itálico e adição de linhas no espaço de intersecção, “que reforçam a ideia de cooperação entre múltiplos bancos”.

A Pepsi foi criada em 1898 pelo farmacêutico norte-americano Caleb Bradham. Inicialmente chamada de Brad’s Drink, o nome da bebida foi logo alterado para Pepsi-Cola, registrado em 1903 e nunca mais mudado. Nos primeiros anos, as logomarcas foram criadas e alteradas pelo próprio Caleb, até que, em 1933, com a venda da marca para a Loft, Inc., a companhia assumiu a função.

Na década de 1940, quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, foram lançadas edições especiais do refrigerante com seu logo envolto em um globo com as cores azul, branca e vermelha – as da bandeira norte-americana. O sucesso foi tanto que em 1950 esse desenho foi incorporado ao logo oficial. Hoje, ele representa sozinho a marca Pepsi – é tão marcante que não é mais necessário agregar o nome ao símbolo.

Fundada em 1886, a Coca-Cola – e, consequentemente, sua logomarca – tem uma longa história. A fonte usada na logomarca que vemos hoje no refrigerante mais famoso do mundo não foi sempre a mesma. Na primeira vez que apareceu escrito, em uma propaganda do Atlanta Journal Constitution de 23 de maio de 1886, o nome “Coca-Cola” parecia ter sido datilografado em uma máquina de escrever. Foi só em 1892 que a marcante letra cursiva começou a estampar a bebida. Dessa data até meados dos anos 20, é possível encontrar pequenas variações entre os desenhos, já que eram todos feitos a mão.

Ao longo do século XX, o logo da Coca-Cola sofreu discretas modificações. Na década de 1950, com a cor vermelha já adotada, adicionou-se um contorno em formato de peixe. Nos anos 60, surgiu a onda abaixo do nome Coca-Cola, que contribuiu para fixar a identidade da marca. A fonte característica do logo só foi modificada uma vez, em 1985, como parte de uma nova estratégia de marketing da empresa. A moda não pegou, o consumo caiu e em 1987 a letra cursiva, como vemos hoje em dia, já voltava a aparecer no mercado.

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Posted in Invenções, Listas at fevereiro 9th, 2012. 1 Comment.

Quando o Carnaval foi adiado

Com a greve dos policiais militares na Bahia e a onda de violência que tomou conta de Salvador, surgiram boatos hoje de manhã de que o governador Jaques Wagner estaria cogitando adiar o Carnaval deste ano. Em coletiva de imprensa, o governador se apressou em negar  a intenção. Há dois motivos históricos que mostram que foi uma decisão acertada.

Outras duas vezes na história do país a festa mais esperada do ano sofreu mudança de calendário. A primeira foi em 1892, quando o ministro do Interior tentou mudar a data da festa para 26 de junho. Segundo o ministro, o evento gerava muito lixo, e junho era um mês mais “saudável” que fevereiro. O povo, indignado com a atitude do ministro, ignorou a sentença e pulou dois carnavais – um no verão e outro no inverno.

Em 1912, mais uma tentativa frustrada de mexer com a folia do brasileiro: por causa da morte do Barão do Rio Branco, em 10 de fevereiro daquele ano, o governo determinou que os bailes de Carnaval fossem adiados para o dia 6 de abril. Mais uma vez, o povo não se abalou: pulou duas vezes e ainda entoou uma marcha improvisada para ridicularizar a situação: “Com a morte do Barão tivemos dois Carnavá / Ai, que bom, ai, que gostoso / Se morresse o marechá”. O “marechá”, no caso, era o atual presidente Hermes da Fonseca.

Capa do Jornal do Brasil no dia da morte do Barão

O episódio de 1912 é detalhado no livro “O Dia em que Adiaram o Carnaval”, de Luís Claudio V. G. Santos, lançado em 2010 pela Editora Unesp. Segundo o autor, uma multidão de luto saiu pelas ruas para velar a morte do herói nacional. Isso não impediu, porém, que uma semana depois já estivessem todos vestidos em fantasias coloridas.

Multidão de luto no Rio de Janeiro

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Posted in Brasil, Datas Comemorativas at fevereiro 7th, 2012. 2 Comments.