Estrelas que são bem pagas para rir de si mesmas

“Dara, eu te amo!” Esta simples frase tornou-se o bordão mais conhecido do Cigano Igor, personagem da novela Explode Coração, exibida pela Rede Globo entre 1995 e 1996. Era o primeiro folhetim de Ricardo Macchi, que recebeu uma saraivada de críticas por sua atuação como o cigano que atrapalha o romance do casal Júlio (Edson Celulari) e Dara (Teresa Seiblitz). Depois, Macchi passaria também pela Casa dos Artistas, no SBT, e pela Record. Certa vez, diante de tantos gracejos, o ator postou em seu Facebook que não se importava em ser ridicularizado como o “eterno Cigano Igor”, pois tinha orgulho do papel.

Pois agora quem tira sarro de Macchi é o próprio Macchi. Estima-se que Macchi tenha recebido 400 mil reais para deixar de lado o rancor pelas críticas e estrelar ao lado do americano Dustin Hoffman o comercial do modelo Cinquecento, da Fiat .  Ele, que tem 1,90 metro de altura, atua propositalmente mal no vídeo; enquanto o baixinho Hoffman, com 1,65 metro, ensina que tamanho não é documento – pelo menos na hora de atuar.

Pode parecer depreciativo, mas ficaram comuns comerciais com famosos aceitando como piadas as críticas feitas a seu trabalho. A voz fina de Byafra (que protagonizou outro vídeo engraçado na internet em 2009) estrelou um comercial da Bradesco Seguros que mostra um ladrão invadindo um carro. Quando o larápio anda com o veículo, o cantor solta seus agudos em Sonho de Ícaro até o bandido se irritar e fugir, abandonando o automóvel.  Em entrevista a um portal de internet, Byafra disse que nunca teve um carro roubado, mas que não cantaria para espantar ladrões.

Outro cantor que teve que pagar mico para faturar um bom cachê foi o cantor Beto Barbosa, o “Rei da Lambada”. Ele estrelou as propagandas da Skol Litrão e da Skol Cincão fazendo o papel de  ”cantor queima-filme”.  A marca de cerveja até fez uma promoção que dava um churrasco com a presença do artista. Para concorrer, os candidatos tinham que mandar fotos com sugestões de figurino queima-filme para um churrasco. Nunca se viu tanta pochete junta!

Maradona ou Pelé? Ah, que pergunta mais ultrapassada… A Coca-Cola resolveu promover uma disputa diferente, pedindo que os consumidores escolhessem o melhor entre Maradona e Biro-Biro, ex-jogador do Corinthians. Enquanto Maradona dribla os rivais, Biro-Biro aparece derrubando todos com um carrinho para chegar à bola: ele ganhou a votação por um voto, de acordo com um comercial posterior. Mais recentemente, um comercial da Volkswagen satiriza Túlio Maravilha, ex-integrante do elenco do Botafogo e do Corinthians. O jogador tem feito de tudo para alcançar a marca dos 1 000 gols. Ainda na casa dos 970, ele tem jogado em clubes sem qualquer expressão, como o Canedense e o Leão de São Marcos. Atualmente está no Bonsucesso, do Rio de Janeiro. Pois a fabricante de carros alemã está ajudando Túlio nessa empreitada:

Só não vá tentar você fazer essas mesmas piadas na frente deles…

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Posted in Esporte, Música, Propaganda, Televisão at setembro 30th, 2011. No Comments.

Hall da Fama das Baratas e outros museus curiosos

Toda noite, antes de dormir, o Antonio gosta de ouvir histórias. Enchemos o criado-mudo dele de livros. Esta semana, o livro que estamos lendo para ele é  Chiclet-O-Pédia - Super Chicletices de A a Zzzzz. O legal é que estamos nos divertindo também com esse almanaque escrito pela americana Megan McDonald. Tem muitas curiosidades divertidas, incluindo um capítulo museus bastante estranhos. Tão estranhos que não consigo imaginar que tipo de turista iria visitá-los. Dei uma pesquisada em alguns dos museus indicados pelo livro.

Hall da Fama das Baratas

A barata é o inseto mais odiado de todos, sem dúvida. O americano Michael Bohdan ganha a vida exterminando essas pragas, mas não consegue deixar de amá-las. Por isso, criou em sua loja, a The Pest Shop, um museu dedicado a este tipo de animal. Em exposição permanente, estão fósseis de insetos e exemplares vivos da barata gigante de Madagascar. Mas as estrelas são as baratas mortas que vestem fantasias e são colocadas em cenas específicas – tocando piano, praticando windsurfe e muito mais. Acima, está uma paródia do pianista Liberace.

Museu dos Alimentos

Vevey é a cidade suíça em que foi fundada a Nestlé, em 1866. A multinacional, que até hoje tem sede ali, fundou na cidade o museu Alimentarium, dedicado a tudo que seja relacionado à alimentação. Entre os objetos da exposição permanente, há um bolo com 4.200 anos de idade!

Museu de Isle of Wight

Smithfield é uma cidade americana de 8 mil habitantes e sedia um museu dedicado ao condado de Isle of Wight, no Estado da Virgínia. Apenas na região, é produzido o Smithfield Ham, variedade especial de presunto feita com a carne de porcos alimentados com amendoins. Por isso, o museu tem em exposição o presunto (comestível) mais antigo do mundo, preparado em 1902. Outro item é o amendoim mais antigo da história, colhido em 1890.

Museu de Cabelo da Leila

Um dos cantinhos tem mechas de Abraham Lincoln e Marilyn Monroe. Todas as paredes são cobertas por “arte capilar” – cabelo humano transformado em anéis, colares, marcadores de livros e colados a quadros que retratam pessoas. Quem cuida do acervo é a ex-cabeleireira Leila Cohoon, ávida por colecionar qualquer tipo de objeto que leve cabelos.

Museu da Comida Queimada

A americana Deborah Henson-Conant, harpista profissional, é a curadora do Museu de Comida Queimada. Tudo começou quando Deborah estava preparando cidra de maçã – bebida tradicional americana – no fogão e saiu para falar ao telefone. A panela com o desastre culinário tornou-se o primeiro item em exibição. O acervo fica guardado na casa da artista em Arlington, Massachusetts. Por isso, é preciso agendar visitas.

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Posted in Bizarro at setembro 29th, 2011. 1 Comment.

Por que a cidade de Ponta Grossa tem esse nome?

Angra dos Reis (RJ)

“Angra” é uma palavra usada para designar uma enseada. Uma delas, na costa fluminense, foi descoberta em 6 de janeiro de 1502, dia dos Santos Reis. Assim  foi batizada a região de Angra dos Reis, que viria a se tornar cidade.

Esta informação está disponível no Banco de Nomes Geográficos do Brasil, projeto do IBGE que lista as cidades brasileiras. Além de ajudar a padronizar a grafia dos nomes dos locais – a cidade de Campos dos Goytacazes, por exemplo, leva “y”, enquanto São João Del Rei tem um “i” no final –, o recurso apresenta a origem do nome cidades, povoados, vilas e unidades de conservação.

Na semana passada, o IBGE disponibilizou  um banco de dados com todos os municípios do Paraná e do Rio de Janeiro. A promessa é que partes dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás estejam no site até o início de 2012. Enquanto isso, dá para digitar o nome de alguma cidade fluminense ou paranaense no campo de busca e se divertir com o resultado. Veja alguns que o Blog do Curioso encontrou:

Armação dos Búzios (RJ)
Este é o nome verdadeiro da paradisíaca cidade de Búzios. A região foi usada, a partir do século XVII, para pesca de baleias. Nas praias em que era realizada a armação das redes para pesca de arrastão, havia búzios – pequenas conchas – em grande quantidade, daí  o nome.

Ponta Grossa (PR)
Uma das maiores fontes de piadinhas maldosas entre os municípios do Brasil, Ponta Grossa não tem nenhuma origem erótica. Na região vizinha ao rio Pitangui, existia um capão de mato. O capataz Francisco Mulato se referiu ao local como “aquele capão que tem a ponta grossa”, e o nome pegou. No ano de 1871, a cidade foi rebatizada de Pitangui, mas voltou à designação inicial no ano seguinte.

Queimados (RJ)
Este município de cerca de 130 mil habitantes fica na zona metropolitana do Rio de Janeiro. Em meados do século XVIII, trabalhadores chineses vieram ao Brasil para a construção da Estrada de Ferro D. Pedro II, mas parte deles foi dizimada por epidemias como malária e cólera. Os chineses têm o costume de queimar seus mortos, o que acabou nomeando o município.

Rolândia (PR)
Outra cidade paranaense com um nome bastante curioso, Rolândia já se chamou Colônia Roland. Além de o primeiro bebê nascido no terreno, em 1933, chamar-se Roland Kischkel, este nome remete ao lendário guerreiro medieval Rolando, um dos sobrinhos do imperador romano-germânico Carlos Magno.

Seropédica (RJ)
A cidade  era sede da Seropédica Fluminense, fundada em 1875, primeira organização brasileira dedicada à sericultura, ou seja, à criação do bicho-da-seda.

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Posted in Listas, Pergunta Curiosa, Viagem, sites at setembro 29th, 2011. 1 Comment.

Jeannie saiu da garrafa e foi para a livraria

Estrela da série Jeannie é um Gênio, a atriz Barbara Eden foi considerada a grande sex symbol da década de 1960. Com suas roupas de odalisca, foi até proibida pela censura de usar trajes que deixassem o umbigo descoberto, algo considerado imoral naquela época. Agora, aos 77 anos, a bela atriz decidiu contar sua versão da história que começou há 46 anos na televisão americana.

Na autobiografia Jeannie out of the bottle, lançada em abril deste ano, Barbara Eden mostra detalhes de sua vida particular, como a perda de dois filhos e a convivência com um marido dependente de cocaína. Também fala de outros trabalhos em cerca de 50 filmes, além, é claro, de peculiaridades do seriado que a transformou em uma celebridade. Escrito em parceria com a jornalista Wendy Leigh, o exemplar tem 16 páginas apenas com fotos da atriz com sua família, na televisão, e em trabalhos publicitários.

Uma história das mil e uma noites transportada para a década de 1960 era a fórmula de “Jeannie é um Gênio”, seriado cômico que foi ao ar nos Estados Unidos entre 1965 e 1970. O Capitão Anthony Nelson, um astronauta (nas temporadas posteriores, torna-se major), tem problemas testando um novo foguete e cai em uma ilha do Oceano Pacífico. Durante a espera por socorro, ele abre uma garrafa que encontrou na praia e revela um gênio com 2 mil anos de idade e a forma de uma linda mulher. Jeannie se apaixona por Nelson e passa a chamá-lo de “amo”, enquanto o oficial precisa  esconder da sociedade a origem da garota com poderes mágicos.

O seriado foi exibido pelo canal NBC para competir com “A Feiticeira” – também uma comédia cuja estrela era uma loira com poderes mágicos – que estreou no ano anterior. Para evitar muitas comparações entre os dois programas, o produtor Sidney Sheldon queria uma atriz de cabelos escuros, mas não encontrou nenhuma que se adequasse à personagem. Quem conseguiu o papel foi Barbara Eden, que já havia sido dispensada pela cor dos cabelos e pela baixa estatura.

Para fazer mágicas, Jeannie só precisava piscar os olhos. Com isso, fazia helicópteros surgirem subitamente no ar, copos se encherem de vinho e pessoas ficarem invisíveis, qualquer coisa para satisfazer seu amo. As garrafas em que Jeannie “morava” eram frequentemente quebradas pelo calor da fumaça de efeitos especiais durantes filmagens. Um dos principais motivos para o fim do programa foi o casamento de Jeannie e Anthony no começo da quinta temporada. Ao unir os personagens definitivamente, a NBC os transformou em um mero casal comum, o que fez a audiência despencar. No Brasil, a série estreou pela TV Paulista em 1966. Passou por Excelsior, Record, Band, Tupi, Rede TV! e Warner Channel.

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Posted in Televisão, livros at setembro 27th, 2011. No Comments.

Seriado sobre a Pan Am mostra o glamour a bordo

Estreou ontem à noite nos Estados Unidos, pela ABC, a série de televisão Pan Am. Ambientada nos anos 1960, auge daquela que já foi a principal companhia aérea americana, a série tem como protagonista Maggie, papel interpretado por Christina Ricci. A sinopse diz que ela desiste de sua vidinha comum para conhecer o “glamour da vida de comissária de bordo”.

Para reproduzir fielmente aquela época em que viajar de avião era bem mais glamoroso (e confortável), ex-aeromoças da companhia foram contratadas para ensinar as atrizes a dobrar guardanapos, segurar colheres e servir caviar de uma maneira só usada na companhia americana.

A Pan American World Airways, fundada em 18 de  outubro de 1927,  foi uma das primeiras companhias aéreas do mundo a oferecer vôos regulares. Levava passageiros e entregava encomendas. A empresa era famosa pelo rigoroso treinamento que dava a seus funcionários: antes de tornar piloto, um novato tinha que passar por estágios inferiores, como operador de rádio ou mecânico. No Brasil, a Panair, que voou entre 1930 e 1965, foi controlada pela Pan Am.

Ícone dos Estados Unidos, a Pan Am começou a ter problemas com a Crise do Petróleo de 1973, que aumentou o preço do combustível. Em decadência, foi obrigada a declarar que tinha falido em 1991. O último voo da empresa foi de Bridgetown, em Barbados, até Miami, Estados Unidos, em dezembro daquele ano. Uma outra companhia aérea foi criada com o nome de Pan Am continua operando até hoje com um número bem menor de voos.

A série vem num momento em que a tradicional logomarca azul da companhia virou objeto de desejo das americanas. A bagagem, distribuída apenas entre passageiros da primeira classe, era admirada por celebridades como os Beatles, John F. Kennedy e Judy Garland. Uma boa notícia é que agora réplicas das bolsas estão à disposição de qualquer pessoa no site da Pan Am, inclusive a sacola Orion, exatamente o modelo daquela época.

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Posted in Baú, Televisão, Viagem at setembro 26th, 2011. 2 Comments.

O museu de todos os objetos obsoletos

Um amigo me contou que a filha de 4 anos, ao ver uma máquina de escrever em ação, disse espantada: “Olha, pai, um computador que imprime na hora”. Aviso que ler este post vai deixar você com aquela sensação de estar ficando velho. Pois foi assim que me senti ao descobrir que, assim como o ábaco, a vitrola e o batedor de bolo mecânico, a máquina de escrever habita o Museum of Obsolete Objects (“Museu de Objetos Obsoletos), um canal no YouTube que lista coisas que faziam parte de nosso cotidiano e que hoje foram substituídas por um meio mais moderno de executar as tarefas que estas cumpriam.

Um disquete, por exemplo, não tem mais lugar nos itens básicos de um internauta. Embora houvesse versões com maior capacidade de armazenamento, o tipo mais comum de disquete só podia reter 1,44 MB – um arquivo de música do tipo MP3 facilmente atinge os 5MB.

A ideia de fazer este arquivo é da agência de publicidade alemã Jung von Matt. A média de idade dos 60 funcionários da empresa é 27 anos – boa parte deles nasceu num mundo que não tinha internet ou celulares. Para exercitar a memória e não esquecer dos objetos, eles criaram o site.

Peça mais antiga em “exposição”, a pena era usada para escrever e foi aposentada com a invenção da caneta-tinteiro, em 1860. Já o mais recente objeto deixado de lado, segundo o museu, é a lâmpada incandescente, inventada em 1835 e abandonada em 2009. Será? Em São Paulo, ainda dá para encontrá-las em uso.

Mesmo obsoletos, alguns objetos são lembrados discretamente até hoje. O telefone de disco, por exemplo, era bastante usado até a década de 1980, quando começou a popularização dos aparelhos com teclas. A expressão “disque-pizza” surgiu naquela época – e é usada até hoje, embora quase ninguém disque números para ligar. Talvez o mais correto fosse “tecle-pizza”, ou, melhor ainda, “toque-pizza”, por causa dos celulares com touchscreen surgindo aos montes.

Falando nisso, existe uma solução para quem sente falta do obsoleto telefone de disco, ou para moderninhos que nunca utilizaram um daqueles. O aplicativo Rotary Phone transforma qualquer iPhone em um daqueles aparelhos dignos da casa da vovó.

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Posted in Baú, Invenções, sites at setembro 23rd, 2011. 2 Comments.

Qual seria a sua idade em Marte ou em Vênus?

“Nós celebramos aniversários todo ano. Por que não celebramos os nossos 1.000.000.000 de segundos de vida?”. Para fazer essa conta, existe o site  Nerdiversary,  que calcula seu tempo de vida de acordo com diversos sistemas de medida: anos venusianos, meses, anos jupiterianos, meses lunares e até mesmo olimpíadas.

Para saber todos os seus nerdiversários, basta colocar dia, mês, ano e hora de seu nascimento no calendário que aparece na primeira página. Em segundos, é exibida uma lista das próximas datas redondas de sua vida até que você complete cem anos terrestres. Clicando no link acima da lista, é possível ver seus aniversários anteriores.

Por exemplo:  eu  nasci às 8h20 do dia 31 de outubro de 1964. Desde que completei 46 anos, em 2010, também celebrei minhas  2.401 semanas de vida, 75 e 76 anos venusianos, 24.300.000 minutos, 555 meses, 576 meses lunares e 1.475.789.056 segundos.  Agora, no mês que vem, completarei 47 anos terráqueos e 25 anos marcianos (é bem melhor dar a idade em anos marcianos, não?).

Conectando sua conta do Facebook ao site, dá para ver quais serão os próximos nerdiversários de seus contatos na rede social e parabenizá-los quando completarem mais um ano jupiteriano ou mais uma centena de semanas.

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Posted in sites at setembro 22nd, 2011. 2 Comments.

Atriz de “Anos Incríveis” escreve livros de Matemática

Entre 1994 e 1995, a TV Cultura exibiu as seis temporadas de “Anos Incríveis”, seriado americano que mostrava a adolescência do protagonista Kevin Arnold, passada no final da década de 1960. A série, produzida entre 1988 e 1993 nos Estados Unidos, também foi exibida no Brasil pelo Canal 21.

A paquera de Kevin era a garota Gwendolyn Cooper, mais conhecida como Winnie Cooper, interpretada pela americana Danica McKellar. Quando o seriado “Anos Incríveis” foi ao ar nos Estados Unidos, Danica tinha apenas 13 anos.

Hoje, com 36, Danica continua fazendo trabalhos como atriz, mas também é autora de livros de Matemática. Mesmo com a atribulada vida de ensaios e gravações, ela nunca parou de estudar sua matéria preferida. Seu primeiro livro, chamado Math doesn’t suck: How to survive middle-school Math without losing your mind or breaking a nail (“Matemática não é uma porcaria: Como sobreviver à Matemática do colégio sem perder a cabeça ou quebrar uma unha”), ensina a matéria de um jeito semelhante às revistas dedicadas a pré-adolescentes americanas. O objetivo, segundo Danica, é “mostrar que Matemática pode ser fácil – e até um pouco glamurosa”.

No livro, Danica garante que, quando estava na sétima série, nenhuma aula do assunto fazia sentido para ela, mas que desenvolveu afeição pelos números durante a oitava série e os últimos anos de colégio. Ela dá dicas para as meninas que odeiam a matéria:

Tente ler os problemas com sua cabeça, imaginando todo tipo de palavra positiva, como se uma líder de torcida entusiasmada estivesse recitando tudo aquilo. Quanto mais positivo for o pensamento, melhor.

Não economize papel: é maravilhoso pensar no meio ambiente, mas espremer contas apenas para que elas caibam em uma única folha pode fazer com que você pule passos e erre contas. Se quiser entregar a lição de casa de um modo organizado, resolva os exercícios primeiro em uma folha de rascunho.

Fica nervosa em provas? Quando receber as questões, diga: “Olá, prova, vamos nos conhecer um pouquinho”. É como acender as luzes de casa antes de entrar: você quer andar devagar, em corredores escuros, ou alegremente, por toda a parte, sem nenhuma surpresa? Leia todas as questões e comece pelas mais fáceis.

Depois de Math Doesn’t Suck, Danica ainda lançou dois outros livros: Kiss my Math: Showing pre-Algebra Who’s Boss (“Beije minha Matemática: Mostrando à pré-Álgebra quem manda”), em 2008, e Hot X: Algebra Exposed! (“O X quente: Álgebra exposta!”), em agosto do ano passado. Garotas que sabem inglês podem pedir ajuda na lição de casa à própria Danica pelo e-mail math@danicamckellar.com.

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Posted in Celebridades, Televisão, livros at setembro 20th, 2011. No Comments.

Dicionário descreve todos os tipos de puns do mundo

Era o último treino do Flamengo antes da partida contra o Bahia pelo Brasileirão. O técnico Vanderlei Luxemburgo conversava com os jogadores no vestiário, quando um sonoro pum interrompeu a preleção. O que se falou é que  o treinador ficou furioso com o “incidente” e quis descobrir o responsável a todo custo. O autor ficou na dele e não se manifestou. Parece que o episódio deu azar para o clube carioca que, desde então, empatou uma partida e perdeu outras três. A imprensa chegou a atribuir a queda no rendimento ao caso da flatulência.

Para algumas pessoas, pode ser constrangedor falar de gases em público, mas os puns são um assunto e tanto para escritores. David Haviland, por exemplo, tem um livro chamado Why you should store your farts in a jar (“Por que você deveria guardar seus puns em um frasco”), que reúne curiosidades sobre métodos de saúde nojentos ao redor do mundo. Da mesma coleção, o livro Why fish fart (“Por que peixes soltam pum”), de Francesca Gould, tem informações sobre o mundo que com certeza podem deixar alguém enjoado.

Aqui no Brasil,  o Almanaque de puns, melecas e coisas nojentas, escrito por Fátima Mesquita e ilustrado por Fábio Sgroi,  mostra que uma pessoa libera cerca de 2 litros de gás todos os dias por meio de puns!

Outro autor fascinado por puns é o americano Scott A. Sorensen , que escreveu o Fart Dictionary (“Dicionário de puns”). O livro classifica e descreve, de um jeito bem engraçado, todos os tipos de pum do mundo. Veja alguns deles:

Pum anárquico: um pum emitido de propósito durante um discurso presidencial.

Pum Controle Animal: um pum que cheira como se um babuíno tivesse escapado do zoológico e se escondido em sua casa.

Pum A Feiticeira: um pum que faz você torcer o nariz.

E em qual categoria se encaixaria o pum do treino do Flamengo?

Pum blá-blá-blá: alguém está falando sem parar e você já não consegue prestar atenção, então emite uma interrupção.

Será que foi este o caso?

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Posted in Bizarro, livros at setembro 19th, 2011. No Comments.

Pirulito de sushi e de cupcake. Vai provar?

Você se lembra do Push Pop? Para quem não é assim tão velho quanto eu, explico: era um pirulito com embalagem em forma de bastão. Para experimentar, a criança devia empurrar o doce com o dedo pela parte inferior do plástico. Fez bastante sucesso nas décadas de 1990 e 2000. Hoje, ainda é possível encontrar versões parecidas de outras marcas à venda. A marca original ainda existe nos Estados Unidos (veja um comercial exibido por lá).

Se era ruim ver crianças com os dedos pegajosos por causa do contato com o doce, o problema foi resolvido pela Meringue Bake Shop, loja especializada em cupcakes da Califórnia. A empresa criou os PushCakes, bolinhos que podem ser consumidos assim como os antigos pirulitos: conforme a embalagem de plástico – que ajuda a prevenir a sujeira – é empurrada, a massa sai pela abertura superior e pode ser devorada em festinhas infantis ou em docerias e padarias.

(Em São Paulo, a Jean et Marie Atelier de Doces criou um bolo no palito. O conceito é parecido, mas o resultado ficou bem diferente.  A Starbucks, por sua vez, começou a vender também os cakepops).

Mais estranho do que comer um cupcake no estilo do “pirulito de dedo” é atacar uma refeição inteira desta maneira. É isso que os inventores do Sushi Popper pretendem vender. O produto é um tubo plástico que contém um rolo de sushi cortado em sete partes. Basta empurrar a comida japonesa para cima e mandar bala. O pacote vem até com molho de soja em um tubinho à parte.

Cada rolinho pode ser conservado no congelador por até quatro meses. Para consumir, basta deixá-lo em temperatura ambiente de uma a duas horas. Por enquanto, os sabores disponíveis são caranguejo picante, califórnia (com manga ou abacate) e camarão picante. A marca pretende lançar, no futuro, sabores como salmão, frango ao molho teriyaki e atum.

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Posted in Comes e bebes, Invenções at setembro 17th, 2011. No Comments.