Os ditadores da bola e da política

Amanhã, acontece no Rio de Janeiro o sorteio das Eliminatórias da Copa 2014. O evento será transmitido para 208 países e contará com a participação de dirigentes de futebol como Joseph Blatter, presidente da Fifa desde 1998. Ricardo Teixeira, presidente da CBF desde 1989, será alvo de uma manifestação  pedindo a sua saída.

Recentemente  protestos na Síria e em outros países do Oriente Médio e da África chamaram a atenção do mundo para governantes que estão no poder há décadas. O mesmo acontece no mundo do futebol. O atual presidente sírio, Bashar al-Assad, assumiu o posto faz 11 anos. Ele assumiu depois da morte do pai, Hafez al-Assad, que comandou o país de 1971 a 2000.

De ditadores a cartolas do futebol, veja quem não quer saber de largar o osso (na verdade, o filé mignon). Veja como as histórias são bem parecidas:

Muamar Kadafi (Líbia) – desde 1969

Era membro das tropas revolucionárias que derrubaram o rei Idris em 1969. Depois do golpe, Kadafi assumiu o cargo de primeiro-ministro. Em 1979, subiu ao governo definitivamente. Quando os líbios protestaram para sua saída, em fevereiro deste ano, ele não hesitou em atacar os manifestantes. Continua no poder, embora a Corte Penal Internacional tenha emitido um mandado de prisão contra ele.

Mais antigo que Kadafi no poder é o brasileiro João Havelange. Descendente de belgas, nascido em 1916, competiu como nadador nas Olimpíadas de Berlim em 1936. Em 1956, assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que reunia futebol e outros 23 esportes praticados no Brasil. Ficou lá até 1974, quando foi eleito presidente da FIFA, e só deixou o cargo depois de seis Copas, em 1998. Ainda permanece como presidente de honra da instituição. Se somarmos todo o tempo em que ele esteve no poder, chegamos a 55 anos – 13 a mais que o governante da Líbia.

Ali Abdullah Saleh (Iêmen) – desde 1978

Saleh foi eleito pelo parlamento quando Ahmed Bin Hussein al-Ghasmi, antigo presidente do Iêmen do Norte, foi assassinado em 1978. No mesmo ano, ele mandou executar trinta funcionários do governo acusados de conspirar contra seu cargo. Por causa dos protestos que acontecem desde fevereiro, ele já disse que vai renunciar ao poder, mas tenta se esquivar da promessa.

Em 1966, Ricardo Teixeira, outro grande alvo de protestos, estudava Direito no Rio de Janeiro quando conheceu a filha de João Havelange e entrou para o mundo das grandes organizações esportivas. Tornou-se dirigente da CBF em 1989 após derrotar Nabi Abi Chedid, que era vice-presidente na época. Seu antecessor, Octávio Pinto Guimarães, teve um mandato de três anos. O de Teixeira já dura 22.

José Eduardo dos Santos (Angola) – desde 1979

Além de governante, é líder das Forças Armadas Angolanas e do partido MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola). É apenas o segundo presidente do país, que se tornou independente de Portugal em 1975. Desde 1992, o país tem eleições multipartidárias que são consideradas fraudulentas pela oposição.

No mesmo ano que José Eduardo dos Santos subiu ao poder em Angola, Julio Grondona assumiu a presidência da Associación del Fútbol Argentino (AFA). Antes, havia sido presidente do Club Atlético Independiente na década de 1970.

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (Guiné Equatorial) – desde 1979

Obiang depôs o primeiro presidente da Guiné Equatorial, Francisco Macías Nguema, com um golpe de Estado, e assumiu o poder. Em 1982, ele foi eleito para um mandato de sete anos. Na votação seguinte, ele era o único candidato e foi reeleito. Nos pleitos seguintes, que permitiam outros partidos políticos, ele sempre ganha com cerca de 98% dos votos.

Joseph Blatter, atual presidente da FIFA, iniciou a carreira de cartola na Federação de Hóquei sobre o Gelo da Suíça, onde foi secretário-geral. Na FIFA, começou em 1975 e, em 1981, foi promovido a secretário-geral. Em 1998, Blatter candidatou-se ao posto de presidente no lugar de João Havelange. Permanece no cargo desde então.

Robert Mugabe (Zimbábue) – desde 1980

Foi um dos líderes da revolução contra a dominação racial de brancos, sendo eleito primeiro-ministro em 1980. Em 1987, passou a presidente. O governo dele é acusado de prejudicar a economia do Zimbábue. Em 2003, o editor da The Economist na África, Robert Guest, disse que a renda média anual de um habitante era de 950 dólares em 1980, mas este número tinha sido reduzido a apenas 400 dólares por ano.

O paraguaio Nicolás Leoz, nascido em 1928, também entra na lista dos cartolas há mais tempo no poder. Começou como cartola do Libertad em 1969. Seguiu como presidente da Associação Paraguaia de Futebol e como vice e presidente da Conmebol.   Já teve cinco reeleições.

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Posted in Esporte, Listas at julho 29th, 2011. 2 Comments.

Qual é a origem do pinguim de geladeira?

Sua casa tem um pinguim em cima da geladeira? A minha tem. É um lindo casal de pinguins (na verdade, um saleiro e um pimenteiro), que comprei numa viagem ao exterior.  Você sabe como é que nasceu essa tradição?

A versão mais conhecida para os pinguins terem escolhido a cobertura dos  refrigeradores como habitat natural envolve a marca Kelvinator. A companhia americana, fundada em 1914, tem o nome em homenagem ao cientista britânico Lorde Kelvin, responsável por desenvolver a escala Kelvin de temperatura.

Nos anos 1950, os refrigeradores eram bem diferentes dos atuais. Em lojas de artigos domésticos, eles eram confundidos com  grandes armários de louça ou comida. Para deixar claro quais  eram as geladeiras, a Kelvinator entregou às vendedoras estatuetas de cerâmica em formato de pinguins. Elas eram deixadas em cima dos eletrodomésticos e chamavam a atenção dos clientes, que pediam para levá-las para casa quando faziam a compra.

Desde 1996, a Kelvinator pertence à sueca Electrolux. Até hoje, está presente principalmente em países de colonização inglesa, como  Canadá, Austrália e África do Sul. Na Índia, a marca dominava o mercado e tinha como símbolo um pinguim, com o slogan “The coolest one” (“A mais gelada” ou “A mais legal”). Como na região a Kelvinator pertencia à marca Whirlpool, concorrente da Electrolux, a confusão entre as duas distribuidoras acabou desgastando a marca inventora do pinguim de geladeira. Em 2005, a Electrolux anunciou que seus produtos iriam substituir a marca Kelvinator aos poucos na Índia. O comercial abaixo, do filme Happy Feet (2006), cujo protagonista é um pinguim, foi um dos últimos patrocinados pela marca no país:

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Posted in Pergunta Curiosa at julho 28th, 2011. No Comments.

Sacos de lixo ou sacolinhas de supermercado?

No final do ano, as sacolinhas plásticas de supermercado, que são distribuídas gratuitamente, serão proibidas em São Paulo. Para carregar as compras, as alternativas sugeridas são caixas de papelão, sacolas reutilizáveis – as ecobags – ou sacolinhas à base de amido, que levam seis meses para se degradar, mas que custariam ao consumidor 19 centavos por unidade.

Enquanto se discute qual é o melhor método para carregar compras na rua, paira a dúvida de como passar a descartar o lixo caseiro, já que as sacolas de supermercado costumam forrar lixeiras de banheiros e cozinhas. Na ausência do material, a saída é comprar os sacos pretos ou azuis de lixo.

Mas qual é a diferença dos sacos pretos que estão à venda para as sacolinhas plásticas que são dadas de graça em lojas? Edson Passoni, diretor do Sindicato dos Químicos, Farmacêuticos e Plásticos de São Paulo, diz que o material usado para os recipientes é o mesmo (polietileno). O que muda é a densidade: “Os dois são inertes e isolam o lixo”, afirma. “Antes dos sacos, os resíduos eram deixados em latas que ficavam sujas e contaminadas”.

De acordo com Marcio Freitas, assessor de imprensa da Plastivida, entidade que procura promover a utilização ambientalmente correta de plásticos, o maior interesse é dos supermercados. “Eles deixam de ter despesas dando sacolas ao consumidor e geram receita vendendo os sacos de lixo”, diz. “Ainda por cima, livram-se do próprio lixo fazendo com que o cliente leve as compras em caixas de papelão que seriam descartadas”.

Uma diferença apontada por Freitas é que sacos de algumas marcas têm plástico reciclado na composição, o que não acontece com as sacolinhas gratuitas. “Elas têm contato com alimentos, portanto só podem ser construídas com material virgem”, explica.

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Posted in Pergunta Curiosa, São Paulo at julho 26th, 2011. No Comments.

A lista de 27 músicos que morreram aos 27 anos

A precoce morte da cantora inglesa Amy Winehouse, no último sábado,  aumentou o número  de membros do site “Clube dos 27″ (ou 27 Club). O nome foi criado em alusão aos  músicos – a maioria de grupos de rock ou blues – que morreram  justamente aos 27 anos de idade.

Os membros mais mencionados do Clube são Kurt Cobain, vocalista, compositor e guitarrista do Nirvana; a cantora Janis Joplin; o guitarrista Jimi Hendrix; Jim Morrison, vocalista do The Doors; e Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones. Entretanto, existem outros músicos importantes que também morreram aos 27 e nem sempre são lembrados. Além de Amy e dos cinco acima citados, encontrei outros 21:

No início do século 20, o primeiro registro que se tem do Clube dos 27 é o compositor de ragtime Louis Chauvin, que faleceu em 1908 sem deixar gravações. Uma de suas obras é Heliotrope Bouquet, em parceria com Scott Joplin.

Outro notável membro é a lenda do blues Robert Johnson, que teria sido  envenenado em 1938 depois de  flertar com uma mulher casada. Alguns mais supersticiosos garantem que o músico vendeu a alma ao demônio em troca das habilidades no violão.

O pianista Nat Jaffe, que já tinha tocado com Louis Armstrong, teve problemas de pressão alta e faleceu em 1945. Quinze anos depois, morreu o cantor de R&B Jesse Belvin. Em 1964, Rudy Lewis morreu de overdose. Ele era vocalista da banda de soul The Drifters.

Malcolm Hale, guitarrista e trombonista do grupo Spanky and Our Gang, teve uma intoxicação por monóxido de carbono em 1968. No ano seguinte, quem morreu aos 27 por overdose de calmantes foi Dickie Pride, um cantor de rock britânico.

Líder da banda Canned Heat, o guitarrista e compositor Alan Wilson teve uma overdose em 1970, um ano depois de tocar em Woodstock. No ano seguinte, o vocalista do grupo Dyke & The Blazers, Arlester “Dyke” Christian, faleceu ao tomar um tiro.

O grupo de blues Stone the Crows quase acabou quando o guitarrista Les Harvey, de 27 anos, morreu eletrocutado ao segurar um microfone com mãos úmidas durante uma apresentação, em 1972. No mesmo ano, a cantora soul Linda Jones não resistiu a um coma diabético.

Um dos membros fundadores do Grateful Dead, o tecladista Pigpen sofreu uma hemorragia gastrointestinal causada por alcoolismo em 1973. O baixista Dave Alexander, do The Stooges, teve um edema pulmonar e morreu aos 27 em 1975.

Responsável por sucessos como No matter what e Day after day, o líder da banda Badfinger, Pete Ham, foi encontrado enforcado em 1975. Gary Thain, baixista do Uriah Heep, foi eletrocutado no palco, mas sobreviveu. No entanto, ele teve uma overdose de heroína após ser expulso da banda no mesmo ano da morte de Pete Ham.

Helmut Köllen havia deixado a banda de rock progressivo Triumvirat e perseguia a carreira solo quando inalou muito monóxido de carbono em 1977. Ele ouvia as fitas de suas gravações com o motor do carro ligado. O vocalista do grupo Big Star, Chris Bell, faleceu em um acidente de carro no ano seguinte.

D. Boon, guitarrista e vocalista da banda punk Minutemen, sofreu um acidente de trânsito aos 27 anos. A fatalidade fez com que a banda acabasse.

A banda punk The Gits teve um final sombrio. Mia Zapata, a vocalista, foi estuprada e assassinada em 1993. Kristen Pfaff, baixista das bandas Hole e Janitor Joe, teve uma overdose em 1994.

Richey Edwards, guitarrista do Manic Street Preachers, desapareceu em 1995, aos 27 anos. Só foi considerado oficialmente  morto em 2008.

Quem quiser mais sobre os músicos que morreram com essa idade (existem mais de 27) pode visitar o site The Forever 27 Club, que tem outros nomes em sua lista.

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Posted in Listas, Música at julho 25th, 2011. 2 Comments.

Os sabores de Fanta que (ainda!) não experimentei

Você sabia que a Fanta foi inventada na Alemanha? Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica alemã da Coca-Cola deixou de receber o xarope usado no preparo do refrigerante, inventaram a Fanta. O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi tirado da palavra “fantastique, que é parecida em muitas línguas.

Entre 1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registro. Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955. Fez sucesso e foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959. No Brasil, a Fanta Laranja foi lançada em dezembro de 1964 e a Fanta Uva, em julho de 1970.

No dia 5, fiz um post sobre os sabores do refrigerante que já experimentei. No entanto, existem alguns bem curiosos ao redor do mundo que ainda não tive oportunidade de provar, embora saiba que existam. Como sempre, o Japão lidera a lista de invenções inusitadas.

Em 2008, a leitora Juliane Takahashi me mostrou um monte de sabores de Fantas japonesas. Abaixo, as embalagens de Pêssego, Uva e Laranja.

Existe também uma versão “gelatina”, que você precisa chacoalhar antes de beber. Na latinha, está escrito algo como “shake, shake”. E como é o gosto? Juliane respondeu que eu tinha que ir até o Japão experimentar, já que o sabor é inexplicável… Abaixo, os sabores Limão, Uva e Laranja da Fanta “gelatina”.

Reparem na cor da Fanta Melão – parece produto de limpeza. Na terra do Sol nascente, eles pronunciam o nome como “meron”.

Andréia, outra leitora, mandou do Japão mais dicas de sabores curiosos de Fanta. Ela conta que a Fanta Cider tem um gosto parecido com o do Sprite. As prateleiras dos supermercados japoneses também têm Fanta sabor cassis, que faz parte da coleção Fanta Mundo. A cassis é o sabor da Nova Zelândia.

Mas os sabores bizarros não são exclusividade do Japão. No Camboja, já foi vendida a Fanta Lichia.

Em Hong Kong, um dos sabores é Melancia. Fora que a latinha ficou um espetáculo.

Países como Romênia, Polônia e Sérvia têm o sabor Shokata, feito do xarope de sabugueiro.

Você conhece algum outro sabor de Fanta que não tenha entrado nos dois posts?

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Posted in Comes e bebes, Viagem at julho 24th, 2011. 11 Comments.

Os folgados do transporte público

Uma situação frequente para quem usa transporte público: observar uma pessoa ocupando dois ou mais assentos, enquanto outras, que poderiam estar sentadas, ficam de pé. O site americano SeatHogs.com trata exatamente disso: os folgados dos assentos.

Hog, em inglês, quer dizer porco. Usada de maneira pejorativa, a palavra significa uma pessoa gulosa ou egoísta. No site, são postadas fotos dos folgados que impedem os outros de sentar durante as viagens – ou até de se segurar nas barras verticais, como é o caso desse pole hog (folgado da barra):

Algumas situações que definem alguém como seat hog são: colocar sacolas e bolsas em assentos livres; esticar as pernas e braços sobre as cadeiras ao lado; impedir que outros passageiros cheguem ao assento, bloqueando-o com o próprio corpo ou objetos; usar assentos preferenciais quando existem gestantes, idosos ou pessoas com deficiência em pé.

Dá para encontrar todo tipo de folgado entre as fotos. Tem gente que come no metrô, enquanto alguns ocupam quatro assentos de uma vez para deitar e dormir. Existe até uma seção para mostrar gente que reagiu agressivamente quando alguém “ousou” pedir licença para sentar.

Às vezes, no entanto, o folgado pode se dar mal. Em São Paulo, uma senhora não gostou de ver uma jovem sentada no assento preferencial. A discussão acabou em pancadaria, gravada por outro passageiro e exibida depois em telejornais da TV Globo.

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Posted in Humor, sites at julho 22nd, 2011. No Comments.

Jacildo, o Brega

Ele começou a tocar violão aos 13 anos. Aprendeu também a tirar sons de teclado e contrabaixo, e já participou de bandas de forró e MPB. Foi até cantor de churrascaria, situação que inspirou sua primeira música no estilo brega: “Cantei Cantor de churrascaria em uma de minhas apresentações e percebi que era esse estilo que devia seguir, pois é pouco explorado no Brasil”, afirma. Foi assim que surgiu o personagem Jacildo. “Ninguém quer ser brega e eu assumi isso”, diz o cantor. Ele compõe todo o repertório, que tem músicas como Estupidona e Minha sogra é minha sombra. Já La playa de Guarapiranga informa a todos que a represa paulistana guarda muita diversão.

Falando na Represa de Guarapiranga, zona sul de São Paulo, é lá que o cantor decidiu fazer o Cruzeiro do Jacildo, uma volta de barco com direito a música, piadas, pinga e mortadela. Já aconteceram três edições e a próxima é prometida para agosto ou setembro.

Sem o disfarce, Jacildo atende por Cassiano, um auditor tributário. Para se caracterizar, ele tem dez sapatos e pelo menos 15 camisas coloridas. Jacildo Brega acredita que seu estilo é o futuro da música nacional: “Hoje, você não vê nada de novo; só regravações, reedições, tudo estagnado. O que eu faço é novidade, pelo menos”.

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Posted in Bizarro, Música at julho 21st, 2011. No Comments.

Crime nos museus!

Passar por  um detector de mentiras e depois carimbar impressões digitais em um livro policial. Ou ver guilhotinas, câmaras de gás e cadeiras elétricas.  Se alguma dessas coisas despertou sua curiosidade, você está credenciado a visitar o National Museum of Crime and Punishment, em Washington, nos Estados Unidos. Inaugurado em 2008, ele também é chamado de “Crime Museum”.

No museu, o visitante pode realizar uma série de atividades, como planejar uma fuga da prisão (depois de ter visitado réplicas de celas). O acervo inclui o carro vermelho do ladrão de bancos John Dillinger na década de 1930, uma faca de Billy the Kid e um caderno de Jesse James.

Black Museum, em Londres

Mas o museu americano não é o único do gênero.  O Black Museum (Museu Negro) é o apelido que recebeu o Museu do Crime de Londres, que pertence à Scotland Yard e existe desde 1875. Além de membros da Família Real britânica, recebeu visitas ilustres, como a do escritor Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes) e do ilusionista Harry Houdini. Nas vitrines, há informações sobre casos antigos famosos. Um deles é o de Jack, o Estripador, serial killer que matou pelo menos cinco pessoas em 1888. As visitas são fechadas ao público geral.

Bem na entrada da Cidade Universitária, em São Paulo, o Museu da Polícia Civil é outro que só deve ser visitado por quem tem estômago forte. Conhecido até 2005 como  Museu do Crime, ele reúne cerca de 3 mil itens sobre o tema. Recortes de jornal mostram a repercussão de crimes famosos, enquanto as mesas têm réplicas de cera do rosto de marginais como o Bandido da Luz Vermelha, Chico Picadinho e o Maníaco do Parque.

Uma raridade é a mala original usada no célebre Crime da Mala, de 1928: Maria Féa Fernandes, grávida de seis meses, foi asfixiada pelo marido, José Pistone, que era muito ciumento. Para esconder o corpo, Pistone esquartejou a esposa e a escondeu em uma mala que seria enviada para a França no porto de Santos. O mau cheiro da “encomenda” chamou a atenção dos tripulantes, que ligaram para polícia. Abaixo, a mala  original e uma reconstituição do corpo da vítima.

Os visitantes também podem ver armas, móveis de outras cenas de crime, fotografias de acidentes de trânsito da década de 1920 e amostras expostas de drogas como cocaína, crack e maconha.  As visitas devem ser agendas e os grupos devem ter, no mínimo, 1o pessoas – todas maiores de 16 anos.  O telefone é o (11) 3039-3400.

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Posted in São Paulo, Viagem at julho 20th, 2011. 3 Comments.

Existe mesmo um sorvete que não derrete?


No filme A fantástica fábrica de chocolate, o empresário Willy Wonka  inventou doces de todos os tipos. Entre eles, estava um sorvete de chocolate que permanecia gelado por horas.  Mesmo se fosse deixado à luz do sol, em um dia quente,  ele  não derretia.

Pode ainda não existir algo exatamente desse tipo, mas a rede americana de sorveterias Cold Stone Creamery criou em 2009 uma versão que, em vez de derreter, se transforma em uma espécie de pudim. Dessa maneira, dá para comer a sobremesa mesmo depois de tê-la esquecido fora do freezer.

O anúncio da novidade deixou algumas pessoas incrédulas. Por isso, no melhor estilo São Tomé,  foram publicados vídeos no YouTube provando que o doce não derrete mesmo. Veja um deles abaixo:

Chamado JELL-O, o sorvete que não derrete, foi vendido nos sabores chocolate, banana, baunilha e butterscotch (manteiga e açúcar mascavo). Infelizmente, a invenção não está mais disponível no site da marca.

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Posted in Comes e bebes, Pergunta Curiosa at julho 19th, 2011. No Comments.

Como se tornar uma princesa em apenas uma semana

Nascida no Estado do Colorado, Estados Unidos, Jerramy Fine se encontrava o mais distante possível da influência da Monarquia britânica, mas se encantou pela vida da Corte desde criança. Durante a infância, ela se dedicou a imitar o modo de se vestir da Princesa Diana e a aprender etiqueta para realizar um sonho: casar-se com Peter Phillips, o neto da rainha Elizabeth II que tem sua idade.

Assim que teve a oportunidade, ela se mudou para Londres. Lá, depois de viver mais de perto sob a influência da nobreza britânica, Jerramy resolveu desistir do sonho e hoje vive na cidade tendo um plebeu como namorado. Só que a experiência não passou em branco. Jerramy criou uma espécie de escola de princesas em formato de acampamento. O curso tem duração de uma semana.

O “Princess Prep” ensina garotas de 6 a 11 anos como se portar em situações como um chá da tarde e refeições à mesa. Elas aprendem a sorver sopa sem fazer barulho e a mandar bilhetes de agradecimento. Ah, sim, não falta o clássico exercício de caminhar com livros sobre a cabeça (para não deixar cair a coroa!). Entre as aulas práticas, as “princesinhas” fazem visitas ao Palácio de Buckingham e fazem saídas a cavalo.

Saber agir como uma princesa não é a mesma coisa que ser uma, mas o curso vive com vagas esgotadas. O preço pelo treinamento de uma semana (com hospedagem e refeições) é de 6.300 reais. Jerramy escreveu o livro Someday my prince will come: True adventures of a wanna-be princess (“Um dia meu príncipe virá: Aventuras reais de uma aspirante a princesa”), em que conta como uma filha de hippies do interior americano foi parar em Londres e conheceu membros da aristocracia inglesa.

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Posted in Celebridades, Viagem at julho 18th, 2011. 115 Comments.