Todos os animais de estimação dos presidentes americanos

Qual é o cachorro mais importante do mundo? Americanos diriam: Bo, o “primeiro-cão”. Ele é da raça cão d’água português e chegou à Casa Branca em 2009, depois que o presidente Barack Obama cumpriu a promessa de dar um animal de estimação às filhas Malia e Sasha.

O site White House Pets é um museu virtual que tem a lista de todos os animais de estimação de presidentes americanos, a começar por  George Washington, que tinha pelo menos nove cavalos, 17 cães de caça e um papagaio. Seu sucessor, John Adams, era dono de uma égua chamada Cleópatra. A primeira-dama Abigail tinha dois cachorros: Juno e Satan.

Alguns pets são inusitados. O presidente Martin Van Buren, que governou os Estados Unidos de 1837 a 1841, ganhou dois filhotes de tigre do sultão de Omã. O Congresso americano o obrigou a mandá-los para o zoológico. Abraham Lincoln tinha um porco, um coelho branco, duas cabras, um peru, além de cachorros, gatos e pôneis.

Quem me ajuda a fazer uma lista com os animais de estimação dos presidentes brasileiros? A pesquisa vai virar um outro post.

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Posted in Celebridades, Listas at maio 31st, 2011. No Comments.

Sem roupa no calendário por uma boa causa

Faz muito tempo que os pneus de meu carro não furam. Por isso nem lembro qual foi a última vez que fui a uma borracharia. Alguém sabe me dizer se as borracharias continuam com as paredes cheias de calendários com mulheres seminuas?  Hoje, os calendários viraram fonte de arrecadação de dinheiro para as chamadas “causas do bem”. Um dos primeiros foi o projeto “Heróis do Rio”, criado em 2003, com homens do Corpo de Bombeiros carioca posando sem camisa. A corporação não proíbe que seus membros apareçam nesse tipo de foto, desde que não haja nudez e fardas ou símbolos não sejam utilizados. O alvoroço em torno da iniciativa só aumentou quando surgiram os rumores de que a madrinha do calendário, Luma de Oliveira, teria iniciado um romance com um dos modelos, o Capitão João Albucacys de Castro Júnior.

Repararam que tem sempre alguém disposto a tirar a roupa para fazer uma boa ação? É incrível como,  nos últimos tempos, esses calendários se multiplicaram. Sem muito esforço, consegui lembrar de vários – todos bem recentes.

Para começar,  a folhinha “Aeromozas Mexicanas”, que teve apenas uma tiragem de 1  mil exemplares – à venda por doze dólares cada. As comissárias de voo na companhia aérea Mexicana de Aviación estavam em dificuldades financeiras depois que a empresa encerrou as operações em agosto de 2010. O resultado pode ser visto abaixo:

O grupo juvenil Nashi, que apoia o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, lançou um calendário com o título “Sexo contra a corrupção – amor contra o mal”. As garotas posaram apenas com roupas de baixo e aventais brancos em um fundo rosa-choque. Cada uma tem uma legenda de protesto. A moça vestida de enfermeira (abaixo) representa Dezembro e diz que vai “curar a corrupção”. A julgar pelo tamanho da seringa, ninguém duvida:

Jogadoras do time feminino do Santos, as Sereias da Vila posaram para o fotógrafo Paulo Shibukawa. As garotas trocaram as chuteiras e uniformes por biquinis –nas cores do Peixe, claro – e capricharam na pose para a folhinha, que vai ser usada na comemoração do centenário do clube. O destaque foi para a volante Dani Pato, que já tinha experiência em passarelas e saiu muito bem em fotos como esta:

As americanas Barbara Weber, Debby Sims, Lavonne Nothcutt e Marsha Cunningham têm um grupo de tricô. Apesar da idade e da forma,  elas encaram as lentes de um fotógrafo  para arrecadar dinheiro para o tratamento dos netos de Marsha, que sofrem de autismo. Algumas peças tricotadas por elas estão nas fotografias. Haja parede!

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Posted in Viagem, moda at maio 30th, 2011. No Comments.

A história das principais marcas de futebol de botão

Na era dos videogames, é cada vez mais difícil convencer um menino a se interessar por futebol de mesa – carinhosamente chamado também de futebol de botão. Estou me esforçando para o meu filho mais novo, Antonio, gostar um pouquinho de futebol de botão. Estamos jogando (do jeito dele) numa mesa que foi do meu mais velho – e que, ultimamente, só decorava o quarto.

Catálogo Estrela de 1972 com o campo Estrelão

futebol de botão foi mania nacional durante os anos 1970 e 1980. A modalidade surgiu na década de 1930. Foi criada pelo brasileiro Geraldo Décourt, que batizou a novidade de “Celotex” – material usado para fazer os jogadores. Na minha infância e adolescência, cheguei a ter quase 100 times de diferentes marcas. Você se lembra de qual era a sua marca preferida?

O Blog do Curioso resolveu contar a história de alguns das principais fabricantes do brinquedo em São Paulo. Tive a ajuda do colecionador Cláudio Ferrari. Ele ganhou o primeiro time – um Palmeiras da marca Canindé – aos 5 anos. Hoje, Cláudio tem 800 clubes de marcas antigas. Também fabrica botões personalizados que podem ser comprados por 35 reais no site BFA Store. Veja o que descobrimos sobre as empresas:

Brianezi

Imagem do blog Botões para Sempre

A loja da Brianezi ficava na avenida Álvaro Ramos, no bairro paulistano do Belém. Nela, volta e meia, aconteciam campeonatos. Em 1987, a empresa tinha em catálogo 245 times (130 brasileiros, 45 de seleções nacionais e 70 de equipes de outros 23 países). Apesar de tanta variedade, Flamengo e Corinthians correspondiam a 30% das vendas. As peças produzidas pela Brianezi eram conhecidas como “botões de tampa”, porque eram feitos de celulóide, material usado em tampas de relógios antigos. Em 1986, a Brianezi passou a fabricá-los em tamanho um pouco menor e em outro material.

O criador da marca, Paulo Brianezi, era apaixonado por botão. Nos anos 1960, ele começou a confeccionar as peças nos fundos da loja de que era dono. O negócio foi oficializado em 1973. Foi criado até um Grêmio Recreativo Brianezi, para que os fãs de botão se reunissem para jogar. A mensalidade dos membros era revertida para a AACD. Paulo morreu em 1978 e o negócio passou para as mãos do filho, Lúcio Brianezi.

O negócio também sofreu com as exigências de pagamento de royalties. Com a produção de clubes brasileiros parada, o mercado ficava morno. Uma parceria que poderia ter dado certo foi quando um diretor do Palmeiras sugeriu que eles voltassem a fazer botões com o escudo do time, que ficaria com 7% do faturamento. Isso durou um ano, mas não funcionou porque as crianças também queriam botões dos times rivais. A empresa não foi oficialmente fechada, mas parou de funcionar em 2001.

Canindé

Existiu durante os anos 80 e tinha fábrica na Vila Ema, Zona Leste de São Paulo. Os botões, que eram um pouco menores que os outros do mercado, vinham em uma caixinha amarela quadrada. Cláudio afirma que era uma das marcas mais baratas que existiam na época. Só fabricava times nacionais e se destacava por produzir uma variedade muito grande de clubes. Entre os 37 times da Canindé da coleção de Cláudio estão Caldense-MG, Uberaba-MG e Colorado-PR (que se juntou ao Pinheiros para formar o Paraná Clube).

Champion

Um Coritiba da Champion. Imagem do blog Coleção de Botão

Foi lançada no final dos anos 80 e durou até a década seguinte. O diferencial era que os botões não tinham cores – eram todos transparentes com o símbolo do clube colado por baixo. Cláudio tem 32 times da marca em sua coleção. Um deles é a Seleção Argentina, com a qual ele venceu quatro Copas do Mundo organizadas com um grupo de 12 amigos.

Crak’s da Pelota

Criada em meados da década de 1970, a Crak’s tinha loja na rua 24 de maio, no centro de São Paulo. Os fundadores eram Guilherme Biscasse e Antônio Carlos Bernardo. Biscasse acabou comprando a parte do sócio e tocando o negócio sozinho. O botão era no estilo “tampa de relógio”.

A fábrica ficava num galpão da Rua Costa Aguiar, no Ipiranga. Tinha cerca de 30 funcionários. “Eu me lembro de visitar a empresa um dia e os funcionários estarem fazendo um amigo secreto, era bastante gente”, diz Lennon Biscasse, filho de um dos fundadores.

O negócio começou a ter problemas quando os grandes clubes passaram a exigir o pagamento de royalties pelo uso dos distintivos . “Eles pediam mais do que a empresa podia pagar”, conta Lennon. A fábrica mudou para a Mooca e depois foi vendida. Hoje, os filhos de Guilherme Biscasse mantêm a marca Ki-Gol, também no estilo “tampa de relógio”.

Estrela

A Brinquedos Estrela fabricou peças de futebol de botão de 1948 a 1979. Entre os anos de 1972 e 1985, ela fabricou o Estrelão, um dos campos (“mesa”) de futebol de botão mais famosos de todos os tempos. Toda criança tinha um. Bem, pelo menos, eu tinha…

A empresa tinha acordos com os times de futebol que permitiam o uso de seus escudos. No entanto, a partir da década de 1990, a relação azedou. De acordo com a assessoria de imprensa da Estrela, “as administrações eram (eram???) amadoras e, quando havia mudanças nas presidências dos clubes, os novos dirigentes não cumpriam os contratos anteriores”. A Estrela desistiu de  trabalhar com produtos licenciados.

Gulliver

Em 1959, o espanhol Mariano Lavin Ortiz chegou ao Brasil com seus filhos. Eles fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos dez anos depois. O nome foi escolhido porque, na infância, Ortiz adorava a história “As Viagens de Gulliver”.

Com quarenta décadas, a empresa foi responsável por brinquedos clássicos, como as pelúcias da Família Peposo, os Agarradinhos e o Forte Apache. Começaram a fazer botões na década de 1970. Em 1977, começaram a estampar o rosto dos jogadores e pararam por volta de 1980.

Em 1986, a empresa vendeu 150 mil equipes! Um atrativo era o preço mais baixo. Enquanto um Brianezi custava na época 140 cruzados, um time da Gulliver saía por quatro vezes menos. Os botões Gulliver são produzidos até hoje.

Jofer

Nos anos 60, a Jofer, que ficava na cidade de Guarulhos (SP), lançou uma coleção de onze times de mesa: cinco clubes do Rio de Janeiro, cinco de São Paulo e a Seleção Brasileira de 1962. Cláudio tem as onze. Ele encontrou a relíquia na Feira de Antiguidades do MASP, em 1998. Pagou R$ 2 mil e levou os times para casa. Os botões da marca têm uma espécie de suporte para encaixar os símbolos dos clubes embaixo das tampas transparentes. Todos levam a impressão “Jofer – Ind. Bras”. Ela deixou de existir na década de 1990.

Sportec

Imagem do blog Coleção de Botão

Teve vida curta nos anos 80. Cláudio conta que os botões dessa marca são mais difíceis de conseguir. “A qualidade é excelente, mas esse produto nunca foi divulgado”, conta ele. O diferencial da Sportec era que o próprio cliente decorava seu time. Os botões vinham os adesivos da faixa, símbolo do clube e do número, e o jogador era quem colava tudo no lugar certo e ainda pintava a tampa. Cláudio possui 12 times dessa marca.

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Posted in Baú, Brasil, Brinquedos, Esporte, São Paulo at maio 29th, 2011. 7 Comments.

A família que construiu 250 Cristo Redentores

Inaugurado em 1931, o Cristo Redentor é um dos símbolos do Rio de Janeiro. Ele mede 30 metros e é o mais famoso do Brasil. Mas existem pelo menos outros 250 deles espalhados pelo país, todos com medidas que chegam até 12 metros de altura. Eles foram construídos pela família Papaiz, da cidade de Campinas (SP).

O original, no Rio de Janeiro

A primeira réplica do Cristo Redentor do Brasil foi construída por Otaviano Papaiz na década de 1950. Ele tinha uma marmoraria e já trabalhava com arte sacra quando construiu uma estátua de 12 metros. “Não sei o que deu na cabeça dele”, diz o filho Ivo Papaiz, que era adolescente na época.

O prefeito de São José do Rio Pardo (SP) gostou da imagem e decidiu comprá-la para a cidade. Como Otaviano tinha os moldes, tornou aquilo um negócio. Elaborou estátuas de mesmo tamanho em Serra Negra (SP), Taubaté (SP), Poços de Caldas (MG) e mais 15 cidades, até Ivo assumir o negócio.

Taubaté (SP)

Depois de 1964, Ivo garante que houve um bom aumento no número de pedidos. “Só não tenho imagem de Cristo nas regiões em que Padre Cícero manda”, conta. As réplicas foram enviadas para o  Brasil inteiro: de Coari, no Amazonas, até Guaporé, no Rio Grande do Sul.

Guaporé (RS)

Para fazer as formas do Cristo Redentor, Otaviano primeiro construiu um modelo em barro. Depois, fez  um molde em gesso. Quanto maior a estátua, mais peças são usadas na montagem. A imagem de 8 metros precisa de 51, enquanto a de 12 metros requer 141 pedaços. As primeiras partes são em formato de anel, o que deixaria o Cristo oco por dentro. Por questões de segurança, era recomendado colocar cimento com pedrinhas ou até mesmo entulho na parte vazia até a metade do “corpo”.

Poços de Caldas (MG)

Engana-se quem pensa que construir um monumento desses custava muita coisa. Apesar de parecer imponente, o serviço dos Papaiz não ultrapassava o equivalente a cerca de 12 mil reais pela maior estátua. Na opinião de Ivo, isto foi um dos fatores que mais ajudaram na popularização, já que os prefeitos não precisavam da autorização da Câmara para as pequenas compras. Depois de 2000, houve uma queda nas encomendas. O empreendedor acredita que isso se deva à burocratização das prefeituras e o fortalecimento de outras religiões. Em 2005, ele vendeu as formas e abandonou o negócio. “Parei na hora certa”, diz.

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Posted in Brasil, São Paulo at maio 26th, 2011. 1 Comment.

Mensagens escondidas nas músicas com Código Morse

Samuel Morse, nascido em 1791 nos Estados Unidos, foi responsável pela invenção do telégrafo com fios, mas ficou famoso mesmo pela criação do código que leva seu nome. O código Morse, desenvolvido na década de 1830, se tornou o principal meio de transmissão de mensagens telegráficas e era amplamente usado até o século passado, quando meios como o telefone e – mais recentemente – o e-mail se tornaram mais ágeis.

Mesmo assim, algumas músicas são famosas por terem mensagens escondidas no código. A mais representativa delas é YYZ (- . – -  – . – -  – - . .), do grupo canadense Rush. A sigla representa o Aeroporto Internacional de Toronto no código aeroportuário e é repetida várias vezes logo no começo do instrumental.

Apesar de ter sido composta três décadas antes da invenção do código Morse, a 5ª Sinfonia de Beethoven é conhecida por formar, nas quatro notas iniciais, a letra V (. . . -), que pode ser usada como a palavra “vitória”. Por isso, na Segunda Guerra Mundial, os ingleses usavam para a abertura seu programa de rádio um trecho da obra do compositor alemão.

Mesmo tendo Morse no nome, a música Morse Moose and the Grey Goose, da carreira solo de Paul McCartney, não tem palavras escondidas no código. Ela começou a ser composta quando o ex-beatle fez experimentações apenas imitando código Morse em um teclado junto com o músico Denny Laine.

Exibida no Reino Unido, a série “Inspector Morse” tinha como estrela o ator John Thaw, que interpretava um detetive com esse sobrenome. O primeiro nome dele nunca era revelado e, quando insistiam, ele brincava dizendo que se chamava “Inspetor”. As notas que ficam ao fundo da música de créditos formam a palavra MORSE (- -  – - -  . – .  . . .  .). Outros nomes são revelados na música, que variava de episódio para episódio: algumas vezes era o do assassino a ser descoberto; outras, uma pessoa inocente. O compositor Barrington Pheloung fazia isso para despistar os telespectadores.

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Posted in Celebridades, Cinema, Música at maio 25th, 2011. No Comments.

Marcha da Maconha… até a banca de revistas!

A “Marcha da Maconha”, que aconteceu em São Paulo no sábado passado, terminou com tumultos e relatos de violência policial. Os manifestantes, que se concentraram na Avenida Paulista, acabaram fazendo um protesto contra a 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que emitiu uma liminar proibindo referências à droga.

Enquanto isso, na vizinha Argentina, publicações falam abertamente sobre a erva. São vendidas em qualquer banca de jornal e não são nem ao menos lacradas. A revista bimestral THC, que existe desde 2006 e já está na 38ª edição, tem este nome por causa do tetraidrocanabinol. É a substância psicoativa mais conhecida da maconha, que vem das partes secas da planta Cannabis sativa e é a droga mais consumida do mundo.


Leitores da revista THC posam ao lado de seus pés de Cannabis

Como se não bastasse o nome, a THC tem como subtítulo “La revista de la cultura cannabica” (“A revista da cultura canábica”). As reportagens abordam tudo do universo da maconha: notícias que envolvam a verdinha em aspectos de legalização ou medicinais, dicas para cultivo da cannabis em casa, controle de pragas e até mesmo receitas culinárias com a planta.

Outra publicação vendida em Buenos Aires, a Haze,  está na quinta edição. Com grande foco no plantio de algumas variedades, como a White Russian, também aborda história envolvendo a erva e tem até classificados de aulas de japonês ou vendas de videogames. O blog da revista publica textos a respeito da questão legal da cannabis na Argentina e tem um vídeo da Marcha da Maconha feita por lá este ano:

HAZE en la Marcha Mundial de la Marihuana 2011 from Mr. HAZE on Vimeo.

Na Argentina, a maconha foi descriminalizada para porte pessoal pela Suprema Corte de Justiça em agosto de 2009. Maiores de idade podem carregar consigo quantidades pequenas, cujo consumo não “coloque outras pessoas em risco”. No Brasil, o porte de maconha continua sendo crime, apesar de não existir punição no caso de pouca quantidade.

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Posted in Brasil, Cotidiano, Jornalismo, São Paulo, Viagem at maio 24th, 2011. 2 Comments.

Os Beatles uruguaios e os Beatles originais em alemão

Los Shakers

Eis um achado do “Você é Curioso?”: os Beatles uruguaios. Trata-se da banda Los Shakers. Eles decidiram começar o projeto em 1964, após escutar A hard day’s night, do grupo britânico. Algumas das músicas deles eram gravadas em inglês. Quando quiseram abandonar a beatlemania e mudar o estilo, em 1969, não tiveram apoio de gravadoras e acabaram dissolvendo o grupo. O retorno aconteceu em 2005, com a gravação do álbum “Bonus Tracks”. Veja a versão que eles fizeram da música Ticket to ride:

Quem achou estranho ouvir músicas dos Beatles em espanhol pode não saber que os originais  gravaram em outra língua. Em 1964, os reis do “iê, iê, iê” fizeram versões em alemão de She loves you e I wanna hold your hand. Os nomes, respectivamente, foram Sie liebt dich e Komm gib mir deine hand. Se está achando estranho,  assista aos vídeos abaixo:

Dizem que o grupo gravou em alemão porque queria melhorar a qualidade da parte instrumental em uma nova versão. Isto não aconteceu, pois  a base usada é a mesma da original. A verdade é que eles sofreram pressão por parte da gravadora Electrola Gesellschaft, braço da EMI na Alemanha, que queria canções para conquistar o público do país. Foram as duas únicas músicas de própria autoria que os Beatles gravaram em um idioma que não fosse o inglês.

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Posted in Celebridades, Música at maio 21st, 2011. 1 Comment.

Como usar o banheiro ao redor do mundo

Ler no banheiro é um hábito corriqueiro de muita gente. O que as pessoas lêem no banheiro? Bem, depois da invenção da leitura de banheiro, temos também a leitura sobre o banheiro propriamente dito?

Em Buenos Aires, encontrei à venda o livro WC del mundo (em inglês, Toilets of the World), das canadenses Morna E. Gregory e Sian James. Além de contar a história completa das casinhas sanitárias, eles descrevem e disponibilizam fotografias de vários vasos ao redor do mundo.

Outro livro nesta mesma linha começa com o seguinte conselho: “Se quiser fazer uma amizade no banheiro, só converse com alguém que esteja lavando as mãos – é óbvio que quem ainda não fez as necessidades está impaciente e não vai querer papo”. How to poo on holiday (“Como fazer cocô nas férias”), dos britânicos Mats & Enzo, ensina a usar banheiros em viagens pelo mundo inteiro.

E eles pensaram mesmo em diferentes situações: deu vontade de ir ao banheiro na visita às Pirâmides do Egito? Tem lá. A coleção de recomendações é dividida em problemas em terras exóticas, acampamentos, problemas no transporte (do tipo ônibus sem toalete), problemas na praia e problemas típicos das férias. Veja quatro dessas situações:

Polo Norte

Um exemplo: você está no norte do Canadá, com a mais branca neve por toda parte. Mas há um problema: a temperatura é de -40 graus. Se você abaixar as calças, vai congelar instantaneamente.

Solução: não entre em pânico. Use o velho método soviético, que consiste em trazer para fora uma chama a gás, colocá-la na temperatura mínima e mandar ver – não em cima do fogo, mas ao lado dele! Ah, e não se esqueça de cobrir o “material” com neve depois – você não quer incomodar toda aquela branqueza da região polar.

Em um teleférico

Em uma viagem para esquiar, você está sendo levado por um teleférico para o topo de um monte nevado e o intestino começa a trabalhar. Não dá para fazer nada lá de cima!

Solução: tente encostar sua barriga na barra metálica de proteção gelada. O choque térmico vai retardar sua vontade de ir ao banheiro. Quando chegar ao topo do monte, pegue seus esquis e vá em disparada para o restaurante ou alojamento mais próximo. Se você deixar o banheiro fedido, coloque máscara e óculos de esqui para que ninguém reconheça você depois.

Durante um mergulho

Debaixo d’água, com tanta beleza submarina para observar, você sente uma necessidade enorme de ir ao banheiro, mas está usando uma daquelas roupas apertadas de mergulho.

Solução: mergulhos sempre são feitos em pares. Indique a seu parceiro que quer evacuar (infelizmente, a federação internacional dos mergulhadores ainda não inventou um sinal específico para isso). Quando ele entender, pode pegar a faca e fazer um pequeno buraco – com cuidado para não te machucar – na parte de trás da sua roupa. Agora é só fazer o que você tem que fazer e torcer para que os peixes não se aglomerem atrás do novo animal no ambiente deles.

Em um navio durante uma tempestade

Em dias de mares agitados, grandes embarcações podem balançar 30 graus para os lados em intervalos de poucos segundos. Como usar o banheiro sem cair e se sujar todo?

Solução: não se sente normalmente, mas sim ao contrário e com as pernas abertas ao redor do tanque d’água, como se você fosse andar a cavalo. Abrace o tanque e mande brasa. Quando terminar, nem pense em se segurar com apenas uma mão para se limpar. Deite-se no chão para não ser jogado contra a parede. É melhor sujar a camiseta do que sujar o traseiro e o toalete todo.

Além de situações embaraçosas, o livro ainda tem uma lista de vinte materiais que são “quase tão bons quanto papel higiênico”. Confira cinco deles:

1. Plástico-bolha (cuidado para não estourar as bolhinhas)

2. Papel-alumínio (rasga facilmente; use três camadas)

3. Jornal (as páginas coloridas podem tingir seu traseiro)

4. Esponja de cozinha (nunca use o lado escuro!)

5. Sacola de supermercado (é prática e protege as mãos)

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Posted in Bizarro, Viagem, livros at maio 20th, 2011. 1 Comment.

A Torre de Babel fica na Argentina

Meu hotel em Buenos Aires estava localizado bem em frente à Praça San Martín, no centro da Cidade. É ali que está instalada… a Torre de Babel. Diz a Bíblia que, antigamente, todos falavam a mesma língua, até tentarem construir uma torre para alcançar o céu. Deus acabou dispersando todas as pessoas pelo planeta, fazendo surgir os variados idiomas.

Na versão argentina, a Torre de Babel não chega ao céu. A instalação tem 28 metros de altura e foi feita com 30 mil livros em idiomas de 54 países. Eles pertencem a vários gêneros, como poesia, jornalismo, contos e romances. Os exemplares foram doados pelas Embaixadas que ficam na cidade e pela própria população. São 200 livros  brasileiros.

Quem teve a ideia do projeto foi a artista plástica Marta Minujín (ela foi entrevistada pelo CQC argentino que estava passando no domingo à noite). Em 1983, Marta fez uma instalação chamada Partenon dos Livros. Na época, ela usou obras que tinham sido proibidas pela ditadura militar, que terminou nos anos 1980.

Partenon de Livros

O objetivo da Torre de Babel é promover a cidade escolhida pela Unesco como Capital Mundial do Livro de 2011. São sete andares. Para evitar que a torre seja danificada, as visitas são agendadas em grupos de até 100 pessoas, que recebem auxílio de guias turísticos. Durante o passeio, o visitante ouve uma gravação com a palavra “livro” pronunciada em vários idiomas – tão chato quanto as musiquinhas que as centrais de telemarketing colocam para nos torturar ao telefone.

A instalação fica na Praça San Martin até o próximo dia 27 de maio. Depois disso, uma parte dos livros será doada para uma biblioteca multilíngue, enquanto a outra pode ser levada pelos visitantes.

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Posted in Viagem, livros at maio 19th, 2011. 2 Comments.

Álbum da Copa América 2011 enche linguiça

Já está sendo vendido há um mês na Argentina o álbum da “Copa América 2011”. Comprei o meu exemplar em Buenos Aires no final de semana passado. A Copa América será disputada de 1º a 24 de julho em oito estádios da Argentina. O Brasil, campeão das duas últimas competições, em 2004 e 2007, está no grupo B, ao lado de Paraguai, Equador e Venezuela.

Cada uma das doze Seleções tem duas figurinhas que formam a foto do time posado e mais uma com o emblema de sua confederação. Depois vêm os 20 jogadores. Do Brasil, por enquanto, só tirei a do Jucilei, do Anzi, da Rússia, e a do Thiago Silva, do Milan. Em compensação, já tenho metade do time do Japão. Sim, como o álbum foi finalizado no dia 7 de março, os japoneses estão lá (Estranho é que Jucilei foi vendido para o futebol russo no final de fevereiro e ainda aparece como jogador do Corinthians). A desistência da Seleção Japonesa aconteceu na semana passada e a Costa Rica foi convidada para ocupar o lugar. Os jogadores costarriquenhos não estarão no álbum.

A Panini conseguiu também o milagre da multiplicação das figurinhas. O álbum tem 348 cromos!!! Como? A empresa inventou um jeito de encher linguiça: colocou oito páginas com “fotos de jogadores em ação”.  São os principais jogadores em cenas de jogo. Tudo misturado, sem separação por seleção.

A Panini informa que lançará o mesmo álbum no Brasil nos próximos dias. Mas se negou a dar mais informações. A assessora disse que ainda estava redigindo o release… Que figurinha!

(atualizado em 19 de maio)
Chegou o release! Está escrito que o álbum será lançado aqui no Brasil no dia 22 de maio. O release diz que são 347 figurinhas. Faltou contar a número 00, que está na contracapa do álbum. Saiu hoje também a pré-convocação da Seleção Brasileira para a Copa América. Jucilei não está na lista. Já estou com o álbum furado…

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Posted in Viagem at maio 18th, 2011. 54 Comments.