Bonequinhos Lego em imagens históricas

Em 1969, John Lennon e Yoko Ono se casaram e decidiram fazer de sua lua-de-mel um protesto contra a Guerra do Vietnã. Eles ficaram duas semanas fazendo o que chamaram de bed-in: da cama de casal, os dois conversavam com a imprensa sobre a paz. O registro dessa manifestação é uma das imagens reconstruídas pelo fotógrafo Mike Stimpson… com bonecos Lego.

A foto abaixo se chama “V-J Day in Times Square” e foi tirada por Alfred Eisenstaedt. No dia da vitória dos Estados Unidos contra o Japão, na Segunda Guerra Mundial, o povo saiu às ruas para comemorar. O beijo entre um marinheiro e uma enfermeira, que não se conheciam, rodou o mundo:

Uma das imagens mais reproduzidas no mundo, “Raising the Flag on Iwo Jima”, de John Rosenthal, foi a única fotografia a ganhar um prêmio Pulitzer no mesmo ano de sua publicação. Os bonequinhos com roupa e capacete de soldados podem ser comprados na loja BrickArms.

Stimpson diz que tem uma fascinação bizarra por brinquedos.  Esta foto de Jeff Widener, chamada “O Rebelde Desconhecido”, também foi recriada por Stimpson. Ele diz que demorou horas para encontrar na sacola peças adequadas para construir quatro tanques idênticos. No final, apenas três saíram na imagem.

O fotógrafo não fez montagens só de cenas históricas clássicas. Em sua página no Flickr, Mike tem outros álbuns feitos com Lego, inclusive um só de Star Wars.

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Posted in Brinquedos, Humor, Invenções, Jornalismo, Sites curiosos at fevereiro 28th, 2011. 1 Comment.

Roleta-russa: o que não mata, engorda

Apenas uma bala no tambor e os desafiantes começam a apertar o gatilho do revólver ao lado da têmpora. Um deles irá se matar. Não se sabe ao certo a origem da roleta-russa. Alguns afirmam que ela foi inventada pelo czar Alexandre III, que gostava do jogo de roleta e procurou uma nova forma de emoção, intimando um conselheiro para jogar. Dizem que uma das balas acertou o pobre conselheiro. Outras versões dizem que prisioneiros russos eram obrigados pelos carcereiros a jogar ou que membros do Exército inventaram a roleta russa para mostrar coragem e sangue-frio – e impressionar os demais.

O Roulette Chocolate é uma alternativa divertida e nada perigosa da roleta-russa. São doze bombons em formato de balas de revólver distribuídos em círculo na caixa. Apenas um deles tem um recheio ardido de pimenta chili. Infelizmente, o Roulette Chocolate está à venda na loja Firebox.com, que só entrega na Europa.  Deve ser daí que nasceu a expressão “o que não mata, engorda”.

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Posted in Brinquedos, Comes e bebes, Invenções at fevereiro 26th, 2011. No Comments.

Escola para homens que se vestem de mulher

“Para cada mulher que queimou um sutiã, existe um homem pronto para usar um deles”. Quem diz isso é Veronica Vera, fundadora da Miss Vera’s Finishing School for Boys Who Want To Be Girls (“Academia de Miss Vera para Rapazes que Querem ser Garotas”), em Nova York, há 19 anos.

A “Finishing School” é uma escola frequentada por homens que gostam de usar vestidos, maquiagem, salto alto e cabelos compridos. Não chegam ser travestis ou transformistas. Trata-se de um fetiche. Lá, os moçoilos podem aprender praticamente tudo sobre o universo feminino: maquiagem, perucas, manicure e pedicure, depilação, salto alto, dança, striptease, espartilhos, culinária, costura, limpeza, etiqueta.

No campus “totalmente, positivamente e permanentemente rosa” da escola, as aulas são – na maioria das vezes, particulares – dadas por especialistas chamadas de “decanas” e supervisionadas por Miss Vera. Os cursos têm duração de pouco mais de duas horas, como o Sudden Beauty, em que é feita uma transformação rápida e são dadas dicas de leitura, ou podem durar até dois dias inteiros, como o Femme Intensive – além da transformação, o aluno aprende a andar de salto alto, posar para fotos e usar a voz de maneira correta. Todos os cursos emitem certificado de conclusão.

Miss Vera permite que os alunos levem suas mulheres às aulas, normalmente sem taxa adicional. Em um de seus livros, Miss Vera‘s cross-dress for success: A resource guide for boys who want to be girls, ela tem um capítulo chamado “The School for Wives” (A escola para esposas). Outro livro dedicado ao tema é Miss Vera’s Finishing School for Boys who Want to be Girls, também repleto de dicas aos garotos que prefeririam ser garotas, nem que por algumas horas.

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Posted in Bizarro, Viagem, moda at fevereiro 25th, 2011. No Comments.

O livro que todos usam, mas ninguém lê

É um livro sobre um livro, mas não sobre um livro qualquer. É sobre o livro que todos tinham em casa, mas que ninguém lia… No máximo, a gente dava uma consultadinha. Era a lista telefônica. Lembro bem que tínhamos duas em casa: a lista de assinantes e as páginas amarelas (com telefones comerciais). Eram verdadeiros trambolhos. Ficavam na parte inferior da mesinha do telefone.  Essas lembranças me fizeram comprar o livro de  Ammon Shea: The phone book: The curious history of the book that everyone uses but no one reads (“A lista telefônica: A história do livro que todos usam, mas ninguém lê”).

A primeira lista telefônica na história era datada de 11 de julho de 1877, escrita manualmente, e não se assemelhava ao livro que conhecemos hoje. Não foi atualizada ao longo dos anos nem tinha aquela enorme quantidade de páginas. Pertencia à empresa de alarmes antirroubo Stearns & George e seu título era Memo of telephone lines in use in Boston and vicinity (“Memorando de linhas telefônicas em uso em Boston e redondezas”). Antes, as listas só tinham os nomes dos proprietários de linhas. Os números começaram a aparecer em 1889.

Uma história antiga (e não confirmada) encontrada por Shea em um jornal de 1935 conta que uma empresa de venda de frutas na América Central encomendou quase duas toneladas de listas telefônicas antigas para proteger seus trens de aço, que levavam dinheiro, das balas de assaltantes.

Essa e outras histórias deram ao americano vontade de escrever um livro sobre a história das listas. Afinal, segundo ele, nunca foi escrita coisa alguma sobre o tema. Shea reclama que não tenham levado em consideração o livro que já “serviu para homens demonstrarem força partindo-o ao meio e que foi usado como assento em mesas de jantar por incontáveis milhões de crianças nos últimos cem anos”.

Uma das coisas mais curiosas que o autor descobriu durante a pesquisa foi que a palavra “hello”, a mais popular saudação do idioma inglês, foi popularizada pelas listas telefônicas. As listas ensinavam aos usuários que uma conversa por telefone deveria começar com um “hulloa” firme. No entanto, Graham Bell, inventor do aparelho, atendeu suas ligações com “ahoy” pelo resto da vida.

Hoje em dia, as listas telefônicas caíram totalmente em desuso. Há o serviço de informação telefônico e a própria internet. Tanto que um site, chamado Ban the Phone Book, encoraja as pessoas a lutar para que elas parem de ser produzidas. A página da causa no Facebook já ultrapassou os 9 mil membros.

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Posted in Baú, livros at fevereiro 24th, 2011. No Comments.

Depilação brasileira ganha dois livros de uma vez

Nos Estados Unidos, uma das formas mais conhecidas de depilação feminina é o Brazilian Bikini Waxing (“depilação brasileira para biquíni”), que remove bem mais pêlos do que a forma americana de depilar a virilha. Um episódio do seriado “Sex and The City”, no ano de 2000, ajudou a popularizar a expressão. A quantidade de celebridades que aderiram ao método fez com que ele também fosse chamado de Hollywood Waxing. Duas depiladoras brasileiras, que moram nos Estados Unidos, aproveitaram o sucesso para lançar livros sobre o tema:

Reny Ryan foi morar na Califórnia para escapar de um marido violento. Lá, no final dos anos 1980, começou a fazer um curso de estética e ficou surpresa com o vídeo antiquado de treinamento para ensiná-las a depilar. Explicou que era brasileira e sabia remover os pêlos de outra maneira. Acabou se tornando assistente da professora.

Tipos mais comuns de Brazilian wax

Hoje, Ryan tem sua própria clínica de estética, a Reny’s Skin Care. Recebe todo tipo de cliente: jovens, senhoras e até homens, como Charlie, um crossdresser que contava a cada visita uma parte da história de como percebeu que amava vestir-se de mulher. Outra cliente-personagem é François, uma francesa de 32 anos que divide seus comprimidos de Prozac com um cachorro de vez em quando. Jean, uma mulher casada há 30 anos, testou o Brazilian bikini waxing e mandou um cartão postal para a depiladora comemorando como o sexo melhorou.

Esses e outros casos estão no livro Confessions of a brazilian bikini waxer. A autora conta como começou a vida de depiladora e como as mulheres da Califórnia foram aos poucos começando a se interessar pela novidade.

Antes de Reny, outra depiladora brasileira já tinha escrito um livro, se proclamando pioneira do Brazilian waxing. Bem, se Janea Padilha não a inventou, pelo menos levou a técnica às celebridades americanas no salão J. Sisters, onde trabalha com suas seis irmãs em Nova York. Todas as sete têm nomes que começam com a letra J. Janea diz que teve o estalo de apresentar o método depois de ver uma americana com uma quantidade exagerada de pêlos saltando do biquíni. Algumas de suas clientes são Gywneth Paltrow, Uma Thurman, Cameron Diaz e Sarah Jessica Parker.

O livro Brazilian sexy: secrets to living a gorgeous and confident life, uma parceria com a jornalista Martha Frankel, ensina como usar o “jeitinho brasileiro” para ser uma mulher sensual e irresistível o tempo todo. “Existe uma expressão no Brasil que diz que não dá para dançar rock ao som de samba”, escreveu ela. “Isso significa que, se você dançar a música certa, sua vida também será mais fácil”.

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Posted in Brasil, Sexo, Viagem, livros at fevereiro 23rd, 2011. 1 Comment.

A curiosa estátua que o ditador mostrou ao mundo

O presidente líbio Muammar Gaddafi fez hoje seu primeiro discurso depois do início dos protestos contra seu governo, que já dura 42 anos. A transmissão foi feita pela televisão estatal. Um dos motivos da aparição do chefe de estado em rede nacional foi mostrar que ele não havia fugido para a Venezuela, como diziam alguns boatos. Por isso, o local escolhido para o pronunciamento foi um antigo quartel-general, que já foi usado como residência presidencial, na capital Trípoli. Ele se chama Bab al-Azizia e fica no sul da cidade, numa localização estratégica, próxima ao aeroporto.

O que mais chamou  atenção durante o discurso foi  uma estátua bem curiosa, erguida na frente da casa. Trata-se de uma grande mão dourada esmagando um avião com a bandeira dos Estados Unidos.

Em 15 de abril de 1986,  Trípoli foi bombardeada por 13 jatos dos Estados Unidos.  O ataque foi autorizado pelo então presidente Ronald Reagan em resposta a um atentado a uma discoteca em Berlim. O bombardeio terminou com a morte de Hanna, filha adotiva de Gaddafi, de 1 ano e 3 meses, e com outros dois filhos feridos . Hoje, o local ainda exibe os danos do bombardeio e a estátua foi erguida para relembrar o episódio. No discurso de hoje, enquanto a TV mostrava repetidas vezes a estátua, o ditador disse que não iria renunciar e colocou a culpa nos Estados Unidos pela onda de manifestos contra o seu governo.

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Posted in Jornalismo, Viagem at fevereiro 22nd, 2011. 2 Comments.

O McDonald’s vende até churrasquinho grego

Você sabia que o Cheddar McMelt é servido apenas em McDonald’s brasileiros? Embora o cardápio da rede seja bastante globalizado, cada país pode criar sanduíches ou sobremesas que atendam hábitos locais.  O Blog do Curioso selecionou alguns casos de “lanches típicos”:

McHotDog

McHotDog  – Japão

Para nós, brasileiros, o cachorro-quente só aparece no McDonald’s de quatro em quatro anos. E ainda assim durante a Copa do Mundo, no sanduíche que homenageia a Seleção da Alemanha. O curioso é que, no Japão, ele é vendido como um item do cardápio de café da manhã.

McTurco – Turquia

Inspirado nos kebabs, muito populares naquela região, o McTurco tem dois hambúrgueres, alface, cebola e tomate em rodelas, enrolados no pão sírio. Tudo isso com um molho apimentado. O kebab é o prato que deu origem ao chamado “churrasquinho grego” no Brasil.

McTurco

McShawarma – Israel

Feito com pão sírio, também leva hambúrguer de peru e salada. Faz uma referência ao shawarma, comida tradicional que lembra o kebab. O comercial é baseado em uma cena do filme Pulp fiction.

McRice Burger – Filipinas, Indonésia, Singapura e Tailândia

Hambúrguer de carne ou filé de frango, salada e molho especial entre dois bolinhos de arroz no formato de fatias de pão.

McRice Burger

McKroket – Holanda

Os populares croquetes holandeses (Kroketten), feitos com carne, cebola, batata e cenoura, são vendidos no McDonald’s acompanhados de pão e molho maionese.

Veg McCurry Pan – Índia

Casca de pão retangular com curry, brócolis, pimenta, milho e cogumelos. É assado até parecer uma espécie de pizza vegetariana.

Veg McCurry Pan

McCountry – Croácia e República Tcheca

Os dois hambúrgueres desse sanduíche são feitos de carne de porco e vêm  acompanhados de alface, queijo, tomate, cebola e molho especial.

McAloo Tikki – Índia

É um sanduíche totalmente vegetariano: o “hambúrguer” é de batata com ervilha e a maionese não leva ovos. Também tem  tomate, cebola e molho apimentado.

McAloo Tikki

Tamago Double Mac – Japão

O Tamago Double Mac leva dois hambúrgueres, queijo, ovo, molho especial e bacon em um festival de proteína e gordura.

Tamago Double Mac

Kiwiburger e McOz – Nova Zelândia e Austrália

Na Nova Zelândia, lançaram o gigante Kiwiburger com carne, ovo, beterraba, tomate, queijo, alface, cebola, molho de tomate e mostarda. Uma versão sem ovo foi vendida na Austrália com o nome de McOz. A propaganda do Kiwiburger apresenta 46 itens que representam a cultura nacional da Nova Zelândia.

Sobremesa: McBingsoo – Coreia do Sul

Uma versão do Patbingsu, raspadinha coreana muito popular que tradicionalmente tem feijões azuki, sorvete ou frozen yogurt, além de leite condensado e frutas.

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Posted in Comes e bebes, Viagem at fevereiro 21st, 2011. 2 Comments.

Se não pode vencê-los, junte-se a eles!

Fiquei sabendo que o Backstreet Boys está no Brasil desde a última sexta-feira. O grupo já se apresentou em Recife (18/02) e em Brasília (20/02). Falta agora Belo Horizonte (23/02) e São Paulo (26/02). A última vez que os “meninos” fizeram uma visita ao país foi em 2009.  Mas a grande notícia sobre o Backstreet Boys é outra. Eles estão se preparando para uma turnê com outro grupo de garotos, o  New Kids on the Block (NKOTB).

O New Kids on the Block lançou seu primeiro álbum em 1986 e emplacou vários sucessos nos anos seguintes, como Step by step e Tonight. Principalmente por causa de problemas com o membro Jonathan Knight, eles decidiram se separar em 1995. Várias tentativas foram feitas para reunir o grupo novamente, mas isso só aconteceu em 2008.

A banda que substituiu o NKOTB no topo das paradas foi Backstreet Boys (BSB), que atingiu o sucesso em 1996. São muitos hits memoráveis, como I want it that way e Everybody (Backstreet’s back). O clipe de Everybody continua sendo um dos mais estranhos da música pop, cheio de referências a filmes de terror:

Apesar da época de ouro das duas bandas já ter passado, ambas têm um público  fiel até hoje.  No American Music Awards de 2010, os nove membros remanescentes das boy bands cantaram um medley de Step by step (NKOTB), You’ve got it (NKOTB), Everybody (BSB), I want it that way (BSB) e Larger than life (BSB). Logo anunciaram uma turnê pela América do Norte com o nome NKOTBSB, uma soma da abreviação dos nomes das duas bandas.

Um exemplo brasileiro de artistas que se associaram que eu me lembro é a turnê comemorativa “25 Anos Rock”, em 2008.  Titãs e Paralamas do Sucesso tocaram músicas das duas bandas no mesmo palco. Veja como ficou a interpretação de Polícia, dos Titãs.

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Posted in Celebridades, Música at fevereiro 21st, 2011. No Comments.

Os super-heróis da vida real. Ah, coitados…

Você acha que super-herói é só coisa de histórias em quadrinhos e desenhos animados? Eu também achava até receber uma dica do seguidor @j_chizzolini (o atalho para o meu twitter está aqui). Sim, senhoras e senhores, andando pelas ruas, existem pessoas de uniforme, capa e máscara que têm a missão de nos proteger dos malfeitores. São os “Real Life Superheroes”, os super-heróis da vida real.

Eles não têm superpoderes, mas uma grande vontade de melhorar a sociedade. Esses novos super-heróis podem fazer campanhas para doação de sangue, ajudar os famintos e lutar por direitos civis.  Todos eles usam fantasias e costumam ter uma identidade secreta.

Phoenix Jones, de Seattle, tem até um esconderijo. Dentro de uma loja de quadrinhos, ele tira as roupas de cidadão comum, veste um uniforme com colete à prova de balas, pega arma de eletrochoques e gás lacrimogênio, e sai patrulhando as ruas da cidade para evitar que crimes aconteçam. Recentemente, teve o nariz quebrado numa briga.

Phoenix Jones

O mexicano Superbarrio revela seu nome verdadeiro – Marco Rascón Córdova. Sua carreira de uma década foi dedicada a proteger os moradores de bairros pobres da Cidade do México. Ele, que era um vendedor durante o dia, liderou protestos, abaixo-assinados e lutas por melhores condições de vida.  Ganhou até uma biografia:  Todos somos Superbarrio, de Mauricio-José Schwarz. Atualmente, está aposentado.

Superbarrio

Há muitos outros super-heróis do dia a dia por aí. O fotógrafo Peter Tangen resolveu pesquisá-los e reuniu centenas de informações no site Real Life Super Heroes Project. Nele, você pode encontrar uma galeria com todos os mocinhos registrados – atualmente, são 57 deles – e conferir suas biografias.

Em um post, Tangen reclamou do desdém com que os heróis têm recebido por usarem roupas diferentes e parecerem desocupados. O fotógrafo também alerta para os riscos que eles correm, já que boa parte dos uniformes não protegeria os heróis em qualquer tipo de confronto sério.

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Posted in Bizarro, Cotidiano at fevereiro 18th, 2011. 7 Comments.

Certidão de batismo para baratas

Que tipo de presente você costuma dar para sua namorada? Caixa de bombons, perfume, buquê de flores? Hum, está achando isso tudo clichê demais? Também não funciona tentar dar um nome de estrela à amada: os sites que vendem esses títulos não têm autorização para fazê-lo. Só quem poderia fazer isso é  a International Astronomical Union (IAU), que não sai vendendo “naming rights” do espaço. Assim fica difícil:  que presente diferenciado dar a ela?

O Bronx Zoo, em Nova York, fez uma sugestão bem-humorada nas vésperas do Valentine’s Day (Dia dos Namorados, nos Estados Unidos, comemorado na segunda-feira passada, dia 14). A brincadeira recebeu o nome de  Name a Roach.  O romeu poderia  batizar uma (argh!) barata em homenagem à sua julieta? Não se tratava de uma baratinha qualquer. Eram as Gromphadorhina portentosa, insetos gigantes de Madagascar. Elas não têm asas, podem subir em superfícies polidas e são chamadas de “fósseis vivos” por serem muito parecidas com as baratas pré-históricas. Em cativeiro, elas podem viver até 5 anos, não mordem, fazem barulhos altos e são até  populares como animais de estimação.

O zoológico colocou  à disposição seu acervo de 58 mil baratas, que poderiam ser batizadas da maneira que os clientes quisessem, mediante o pagamento de 10 dólares. E não era preciso dar necessariamente o nome da namorada, não, já que muitas poderiam se sentir ofendidas  com a singela homenagem. Teve gente que preferiu dar o nome do chefe e do cunhado. As certidões de batismo eram enviados por e-mail.

Quantos malucos fizeram isso? O Bronx Zoo informa que  vendeu 5.707 nomes de baratas, arrecadando cerca de 57 mil dólares para projetos de preservação. Quem você homenagearia dando nome a uma barata?

(Obrigado ao amigo Rui Branquinho pela sugestão!)

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Posted in Animais, Bizarro, Datas Comemorativas, sites at fevereiro 17th, 2011. No Comments.