Vida e morte das balas Sönksen

Até a década de 1970, o nome Sönksen era sinônimo de balas e chocolates em São Paulo. Até hoje, muitos paulistanos se lembram das famosas balas de cevada, que tinham a forma de pingos achatados e vinham em latinhas redondas na cor bordô. Dizia-se que elas combatiam até resfriados. Havia também balinhas nos sabores tangerina, leite, anis, mel e abacaxi. A Sönksen fabricava balas de goma, bombons, pães-de-mel e chocolates. Os primeiros ovos e coelhos de Páscoa, e Papais Noéis de chocolate foram fabricados por eles. “Chocolate para famílias” era o slogan estampado nas embalagens. Poucos registros daquela época foram guardados.

Mesmo com tantos produtos de sucesso, as finanças da empresa começaram a degringolar. Por serem mais sofisticados, os doces da Sönksen eram mais caros e só eram vendidos em lojas próprias. Elas ficavam basicamente na região central: Rua XV de Novembro, 24 de Maio, São João, Augusta. Em 1973, a Sönksen foi colocada à venda, e passou para as mãos de um grupo de empresários que controlava também a doceria Ofner. O único membro da família que se recusou a vender sua participação foi Broder August Sönksen. “Meu pai continuou na nova sociedade como um acionista minoritário”, conta Werner August Sönksen, que atualmente mora na Espanha e trabalha como diretor internacional da seguradora espanhola Cresce.

Mesmo sob nova direção, a Sönksen não conseguiu se recuperar. Em 1977, as finanças iam tão mal que a empresa pediu concordata. Três anos mais tarde, a fábrica foi vendida novamente, dessa vez para a empresa Casa Falchi, que mudou a razão social para Sönksen Produtos Alimentícios. Foi só então que Broder deixou definitivamente a empresa. Os negócios não melhoraram e, em 1983 a fábrica fechou de vez. No dia 5 de setembro daquele ano, a Justiça decretou a retirada forçada das máquinas. Assim que o maquinário foi removido, teve início um misterioso incêndio. Cerca de 200 empregados assistiram à chegada dos bombeiros. Já era tarde para salvar alguma coisa.

Depois da falência da Sönksen, Broder ainda fez uma tentativa de resgatar a tradição do clã no segmento dos doces. “Como meu pai já tinha o registro do nome nas lojas, começamos a fabricação de alguns produtos da antiga empresa”, lembra Werner. Foram relançados os bombons com licor de frutas, além dos ovos, coelhos e Papais Noéis de chocolate. “Contratamos ex-funcionários da empresa falida, que resgataram as receitas”. O negócio durou até 1987. Com a morte de Broder e com a falta de interesse dos herdeiros em tocar o negócio, o projeto foi encerrado. Werner, que hoje detém o registro da marca, diz que pode estudar propostas de interessados em ressuscitar a Sönksen.

A árvore genealógica


A empresa, que recebeu o sobrenome da família paulistana de origem alemã Sönksen, não nasceu nem morreu nas mãos de membros do clã. Em 1888, a loja de chocolates La Bombonière foi inaugurada na rua Líbero Badaró por Alfred Richter. Richter casou-se em 1900 com Alwine Sophia Sönksen, que herdou a loja depois da morte do marido. Como mas não quis continuar com o négócio, ela vendeu a La Bombonière para João Faulhammer em 1904. Uma das filhas do empresário, Anna Sophia, casou-se com Augusto Sönksen, irmão de Alwine.  Foi Augusto quem convenceu Alwine a voltar para o negócio, junto com outro irmão, Christian. Os três compraram a empresa de Faulhammer em 1912 e deram e ela o nome de Sönksen. A fábrica e a sede da empresa ficavam num prédio no número 310 da Rua Vergueiro. Em 1948, o trio incluiu mais parentes entre os acionistas.

Salário em chocolate

Luiz Antonio Barbieri foi analista de organização e métodos da Sönksen entre 1976 e 1977. Naquela época, a empresa já estava mal financeiramente. Barbieri participou do processo de informatização da fábrica. Mas, pouco tempo depois, a direção decidiu voltar ao trabalho manual. “Eles não tinham recursos para sustentar aquele sistema”, conta Barbieri. As finanças estavam tão frágeis que os salários dos funcionários viviam atrasados. “A gente recebia num determinado mês e ficava outros dois sem ver a cor do dinheiro”. Barbieri deixou a empresa em setembro de 1977 e só recebeu os atrasados em abril do ano seguinte. “E o pagamento foi em chocolates”, lembra ele, contando que foi para casa com o carro cheio de doces.

A moça da Sönksen


Ela até parece parente da moça da Nestlé, mas não é. O símbolo veio do quadro La Belle Chocolatière, do pintor suíço Jean Etienne Liotard. A moça da Sönksen carrega uma bandeja com um copo d’água e uma caneca de porcelana com chocolate quente.  A escolha foi feita em 1888, quando a empresa ainda se chamava La Bombonière.

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48 Responses to “Vida e morte das balas Sönksen”

  1. alcina adami disse:

    Em 1957 , aluna normalista, sorteei o assunto O CACAU para minha aula prática do exame final. Fui até a fábrica pedir ¨socorro¨. Fui muito bem atendida pelo dono que além de me fornecer orientaçao de mestre, me forneceu materia didádico para ilustrar a aula. Exibi para os alunos ´(e para a banca examinaddora) o fruto do cacau, asequencia do processamento e . por fim , o prtoduto pronto para sser apreciado o qual foi degustada pelas crianças. Tirei nota dez, fui cumprimentada pela banca (esta ficou sem os chocolates, CLARO !!! seria suborno da minha parte. ) Esta é a minha feliz lembrança da Fabrica da Rua Vergueiro.

  2. Betty disse:

    adorei ler isto! saudade das balas de cevada… Veja só: eu pensava q a empresa fosse do sul, pelo nome (sueco?).

  3. Wanira disse:

    Meu primeiro emprego foi na Sönksen, eu tinha 15 anos…. passei lá 3 anos maravilhosos, apesar dos atrasos de salário, mas a gente amava o lugar, o trabalho – era como se todos nós quiséssemos salvar a empresa do pior… Acompanhei, com profunda tristeza a retirada das máquinas da fábrica, pois meu pai foi um dos mecânicos que teve que ficar para a desmontagem… e maior dor ainda foi quando o fogo tomou conta das isntalações…
    Fiquei muito emocionada ao ler essa matéria.

  4. Reinaldo Effenberger disse:

    Conheci a Sönksen quando era criança, lá pelos idos da decada de 1960, a loja ficava na rua 15 de Novembro. Os produtos eram especiais e de muito boa qualidade. Alguns são inesquecíveis como: o chocolate branco “Urso Branco”, a “Bala de Alcaçus”.

  5. [...] sabem como é? Fui atrás para saber se ainda existiam, e me deparei com a ótima matéria do Marcelo Duarte no seu Guia dos Curiosos. Não existem mais. É uma pena, porque eu guardava minhas bolinhas e dadinhos de futebol de botão [...]

  6. Gil disse:

    Saudades das balas azedinhas, das de cevada (minha avó sempre tinha uma lata na bolsa, que oferecia para os netos), das balas Verafrut, do chocolate trufado Trüffel, vendido em barras, dos chocolates Urso Branco e Urso Marron…

    As azedinhas eram vendidas em três versões: as da latinha, as parecidas com as que vinham na latinha, porém menores, vendidas em saquinhos plásticos e as maiores, em forma cilíndrica, embrulhadas, vendidas em unidades. Em uma viagem à Europa, em 1982, levei um saco com estas balas embrulhadas, e as chupava de vez em quando, durante as viagens de trem. Em uma destas viagens, na Alemanha, eu as ofereci aos demais passageiros do compartimento no qual eu viajava. Expliquei que eram balas brasileiras o que, é claro, despertou a curiosidade deles. Mas foi muito difícil fazê-los acreditarem que as balas eram efetivamente do Brasil, após verem o nome alemão “Sönksen” escrito na embalagem…

    Ainda tenho em casa uma lata da embalagem branca (azedinhas) e uma da vermelha (cevada). Ambas vazias, infelizmente.

  7. Dora Schlieper disse:

    Alem das famosas balinhas de cevada tambem lembro com saudades dos coelhinhos de Pascoa pintados com verniz por cima e nos ninhos do coelinho havia uns ovinhos de massinha comestivel… muito gostoso!

  8. MARIO JORGE CHAMINÉ disse:

    AMIGO MARCELO GOSTARIA QUE SE VOCE PUDESSE, ME MANDARIA, AQUELA ENTREVISTA QUE EU MARIO JORGE CHAMINÉ FIZ COM VOCE NA R. BANDEIRANTES, PARA O PROGRAMA LOUCOS POR FUTEBOL QUE COMEÇA A 22 HORAS NA R.BANDEIRANTES. MANDE POR EMAIL, OU RUA WASHINGTON LUIZ N 72 LINHARES ES. MARIO JORGE ROSA DOS SANTOS, ESPERO RESPOSTA.

  9. maira tanese disse:

    valeu. pena nao ter uma foto do rótulo do delicioso chocolate “urso branco” de sabor inigualavel.

  10. andreas disse:

    Meu pai, Josef Wurzburger, prestava serviços de jardinagem na casa do Sr. Broder Sonksen e eram inesquesiveis as noites em que meu pai trazia balas ou chocolates que recebiam da Sra, Sonksen para mim e minha irmã. É uma pena que uma marca tenha terminado. Espero que os herdeiros consigam restabelecer a fabricação e a fama dos chocolates Sonksen.

  11. Fabio disse:

    A minha mãe trabalhava na feira e sempre trazia chocolate em pó da Sonksen.O chocolate vinha numa caixinha de cartolina revestida com celofane.A fabrica ficava na Av.Liberdade.Que pena que faliu.

  12. Luiz Eduardo Grinebrg disse:

    ah que saudades desses chocolates que fizeram minha infância + feliz.
    Na época da páscoa, meu pai saía daqui de Mogi das Cruzes/SP para comprar balas e ovos de páscoa na Sönksen e eu e minha irmã adoravamos.
    Já até pensei procurar os herderios para saber se alguns deles ainda fabricava os “benditos” e deliciosos chocolates e balinhas. Mas, infelizmente, não consegui encontrá-los e agora descobri que nenhum dos herdeiros continuou a tradição. Isso é uma pena! Pois a nova geração está privada de conhecer o melhor chocolate fabricado no Brasil.

  13. Luiz Eduardo Grinberg disse:

    ah que saudades desses chocolates que fizeram minha infância + feliz.
    Na época da páscoa, meu pai saía daqui de Mogi das Cruzes/SP para comprar balas e ovos de páscoa na Sönksen e eu e minha irmã adoravamos e fazíamos aquela festa.
    Já até pensei procurar os herderios para saber se alguns deles ainda fabricava os “benditos” e deliciosos chocolates e balinhas. Mas, infelizmente, não consegui encontrá-los e agora descobri que nenhum dos herdeiros continuou a tradição. Isso é uma pena! Pois a nova geração está privada de conhecer o melhor chocolate fabricado no Brasil.

  14. Evelin Orban disse:

    Lembro, quando criança, que Sociedade Lyra fazia as festas de Páscoa , numa área em Santo Amaro,às margens da represa, que pertencia aos Sönksen’s. Eu adorava aquilo! Tinha teatro de fantoche (com cabeça de madeira); eles vendiam uns papeis numerados e depois trocavamos na barraca com o numero dos ovos de Páscoa correspondente. Cheguei a ganha o coelho de chocolate maciço, com cesta de ovos nas costas, que era o maior premio. Tinha também a busca dos saquinhos com chocolates e balas , no bosque. As crianças não podiam ir para lá até o “coelhinho” esconder todos os saquinhos por entre as plantas. Eu tinha uns 7 ou 8 anos, e é inesquecível. Alguem participou disso?

  15. Rogério disse:

    Puxa vida! Nem me recordava que ficava na Vergueiro! Tenho 38 anos e, quando criança, bem novo ainda, fui em uma excursão da escola na fábrica. Eu me lembro que ganhei uma latinha de balas bem legal! Saudades…

  16. paula disse:

    Uma das minhas grandes lembranças de criança era a chegada do meu pai em casa quando ele voltava de viagem e nos trazia o chocolate “Urso Marrom”. Inesquecível sabor!!! Que pena que acabou!!! Atualmente fico à procura do mesmo sabor deste chocolate, mas ainda não encontrei!

  17. Italo Aguiar disse:

    Meu avô Anor Aguiar, foi um dos sócios-proprietários da Fabrica de Chocolates Falchi, logo depois que a Sonksen faliu, eles a compraram. Muito bom saber dessas histórias, irei mostrar para o meu avô, ele irá se maravilhar. Abraços.

  18. Dorval Campos / Joinville - SC disse:

    no final dos anos 60, inicio dos anos 60 a Sönksen teve presença importante na vida da nossa família. Páscoa e Natal tinham que ter chocolates e balas Sönksen. as famosas azedinhas a gente consumia o ano todo, além das de cevada que só eu gostava. Dos chocolates o meu preferido é o Balangandan (com castanhas de cajú). já a minha irmã adorava o Urso Branco. lembro também das caixas de bombons. A briga era para comer primeiro os bombons de nozes, castanhas e avelãs. Depois só ficavam os de frutas que não eram tão disputados. Pena que a Sönksen faliu… tinha gosto de infância…

  19. Carlos josé bistaffa disse:

    Boa noite,estava eu e meu filho revendo algumas coisas, pertences de minha mãe…foi quando vi uma latinha vermelha com letras douradas do qual descrevem ,sendo assim surgiu um interesse (de meu filho) se havia algum registro dessa misteriosa: balas de cevada.
    Muito bom saber e conhecer essa história ,uma grande pena que faliu!!obs: O melhor de tudo é que ainda possuo esta latinha na cor avermelhada com letras douradas…

  20. valéria (Curitiba) disse:

    Hoje dia da Páscoa lembrei-me dos chocolates Sonksen e procurei saber se ainda existia a fábrica em São Paulo, deu tristeza saber que já não existe mais. Quando eu ia para escola passava em frente da fábrica na rua Vergueiro, tenho na minha memória a nítida lembrança da marca e da moça da Sonksen. Que saudades !!!

  21. CRISTIANE disse:

    SEMPRE ADOREI AS BALAS E O CHOCOLATE DA SONKSEN. LEMBRANÇAS QUE EMOCIONAM. EU MORO PERTO DA RUA VERGUEIRO E NAQUELA ÉPOCA, MEU PAI AINDA VIVO, COMPRAVA UNS BOMBONS E BALAS NO PAGAMENTO E LEVAVA PARA MIM.
    COMO SERIA BOM SE MEU PAI E A SONKSEN AINDA EXISTISSEM.
    SAUDADES E O QUE É BOM DURA PARA SEMPRE.
    TOMARA QUE UM DOS HERDEIROS QUEIRA RETOMAR AS ATIVIDADES DA SONKSEN.
    UM ABRAÇO
    CRIS
    SÃO PAULO

  22. Fernando disse:

    Essas balas da latinha trazem a lembrança do cine espacial, cine comodoro… Gostaria de saber se existe dessas balas ainda, mesmo que importadas! Abraço a todos.

  23. Tereza disse:

    Adorei descobrir a história da fabrica da Sonksen,tenho muitas saudades tanto das balas azedinhas e cevada e mais ainda do pão de mel.Sou do Rio de Janeiro e conseguia comprar esses produtos em uma loja no centro da cidade,loja Blumenau (que também acabou),é uma pena não termos mais esses produtos de sabor tão especial.Muito bom esse blog do curioso adorei.

  24. Jose Carlos Vincoletto disse:

    Aos 18 anos, fui contratado como analista de custos na inesquecivel fabrica centenaria da rua Vergueiro 310. Minha tarefa era organizar e registrar as receitas de todos os produtos para futura implementacao de um sistema informatizado de custos. Foi a tarefa mais prazerosa da minha vida. Um ano quase inteiro circulando pela producao quase que diariamente. Registrei tempos e quantidades de ingredientes e metodos de producao. Mas o melhor provei quase todas IN LOCO. Ainda sinto o cheiro do cacau sendo torrado, das amendoas sendo esmagadas para producao da massa de cacau que se tornaria chocolate. Das cerejas verdes chilenas que se tornariam o recheio dos famos bombons cerejas ao licor, do crespinho feito com carinho, um a um, sim um a um, por mais habeis de senhoras vestidas de branco. Um ano de emocao, saudades, amigos e mutias dificuldades pelo atraso nos salarios. Legal ver que pessoas tenham tanto carinho por esta marca (familia) que mesmo por tempo marcou minha vida. Legal ver alguns nomes aqui como da Wanira, minha colega de trabalho da epoca.

  25. Parabéns pela matéria! Sou descendente de alemães e a minha mãe conhecia os Sönksens, que se não me engano moravam na Praça N. Sa. Aparecida com a Av. Ibirapuera, em Moema, onde hoje fica o Edifício Edel Trade Center – local em que a Ofner ocupa boa parte do andar térreo. A casa-residência da família deu lugar, nos anos 70 – provavelmente junto com a falência dos negócios da fábrica -, a um “parquinho” de diversões, desses típicos de bairro hoje periféricos (possuía trem fantasma, roda gigante, carrinho bate-bate, chapéu mexicano, espetinhos de gato e fotógrafos de monóculos em dias de domingo etc). Mas o fato dos Sönksens terem essa casa é fato para, jornalisticamente, você confirmar. Deixe-me saber depois, se você vier a correr atrás de alguma notícia que confirme esse relato!
    Gostei do post.
    Abraços,
    Flávio José de Siqueira Cavalcanti

  26. aliomar disse:

    Recentemente estava comentando com amigos, sobre os inigualáveis chocolates sonksen, em especial os referenciados nos comentários: o urso brando e o urso marron. sabor de infância; também o trufell e as balas, os blocos de leite, nunca mais provei algo igual. Soube que um ex funcionário fundara uma fábrica de chocolates na Penha em São Paulo, infelizmente porém o sabor é bem diferente. Parabéns ao Marcelo, e aos comentários que trouxeram um brilho especial, além de mostrar o desejo de todos para que a Sonksen volte a nos brindar com seus produtos.

  27. Maria Cristina Carrasco disse:

    Que pena! Pensei que ainda fosse possível saborear aquela barra de chocolate embrulhada em papel verde-escuro, com letras brancas… até me lembro do cheiro delicioso desse chocolate dos deuses!
    Maria Cristina Carrasco

  28. Walther disse:

    Saudades daquele sabor da minha infância. O chocolate Urso Marrom tinha um sabor tão bom que coloca, para mim, os chocolates de hoje no chinelo, inclusive o Kopenhagen.

    Se voltasse, mantendo a receita original, teria em mim um cliente frequente.

  29. Miriam Maluhy disse:

    Saudades… Também estava procurando as balas de cevada sonksen e me deparei com a notícia do fim das balas e produtos em geral. Que pena, mas lendo as mensagens posta aqui, revivi um tempo maravilhoso da minha infância.

  30. Nilo Varela disse:

    Prezados Srs.,
    Gostaria de saber se vocês podem fabricar balas de chocolate, com minha logomarca, para distribuição aos meus pacientes da clinica médica.
    Obrigado,

    Nilo Varela
    (21)4141-9212

  31. Maria Adilia Germana Hohagen disse:

    SAudades das minhas balinhas.Adoraria que elas voltassem para o mercado!

  32. brigitte loyola disse:

    Meu Deus do ceu!!! Venho procurando balas de cevada por todos os lugares, aqui e no exterior. Nada ate agora. Fabricantes de balas, por favor nao pesquisem novos sabores, PRODUZAM BALAS DE CEVADA.
    A venda sera garantida e os lucros tambem……E so anunciar!!!
    (tomara que alguem me ouca)
    A saudade mata a gente morena….

  33. Regina Albrectsen disse:

    Como toda a criança paulistana dos Anos 60, também tenho o meu relato sobre a minha experiência infantil, a respeito dos inesquecíveis chocolates e balas Sønksen…
    Eu vivia na rua Vergeiro 916 apt0.13 – portanto, há alguns metros apenas da fábrica. Tinha de atravessar a rua para subir aquelas escadas que nos levavam em direção à Av. Paulista, onde a minha escola (Grupo Escolar Rodrigues Alves)ficava. E, para chegar a essas escadas…passava obrigatóriamente pelo nr. 310 da Vergueiro! Daí, ficava parada, olhando aquela vitrine de vidro com objetos da fábrica expostos…As balas, os chocolates, (ai, aquelas balinhas-de-leite, envoltas naqueles celofanes verdinhos, com o logo da família Sørensen em letras góticas!…)Aquilo me fascinava e as outras crianças da rua também! Na Páscoa, a minha madrinha comprava chocolates e as latinhas com balas! Era o máximo!
    Eu sempre pensei que a família Sønksen (Sönksen) fosse dinamarquesa…Interessante saber a história dessa gente tão bacana, que escolheu São Paulo para ser a sua cidade; especialmente o Paraíso(V.Mariana). Uma pena tudo ter acabado, assim…Mereciam estar no mesmo patamar dos chocolates Kopenhagen, que continuam na batalha de mercado. Qualidade não faltou e críticos infantís, tampouco! Somos todos a favor de uma possível volta desses chocolates e espero qe essa família resolva retornar! Eu quero fazer de tudo para que esses chocolates cheguem à Dinamarca, país onde vivo. A Sønksen deve ter sucesso internacional, gente! É parte da história dos imigrantes europeus bem-sucedidos no Brasil. Em São Paulo, particularmente! Quero cumprimentar o autor desse artigo e lembrar o sr. Werner August Sønksen, que pense crinhosamente no assunto “chocolates & balas Sønksen” e seu regresso, hein???

  34. Eliana Barbarisi disse:

    Lembro bem e com muitas saudades dos chocolates. Lembro que meu pai, gerente do Banco Moreira Salles, na época, ganhava sempre do dono uma caixa de bombons maravilhosos. A caixa em si, era um quadro de tão grande e linda. na Pascoa esperávamos sempre aquele OVO gigantesco da Sonksen. Lembro que a decoração da embalagem do ovo era feita em feltro.

    Saudades de tudo, inclusive das balinhas de cevadas que vinham em latinhas.

  35. Ligia disse:

    Sempre tive curiosidade em saber o “porque”esse chocolate MARAVILHOSO sumiu!!!!!Tenho muitas saudades de tudo da Sonksen!!!! A minha paixão era o tablete de chocolate branco chamado “URSO BRANCO” Até hoje junta água na boca quando lembro!!! Eu nunca mais vou comer um igual. Não existe choc. branco tão bom!! Ele era ligeiramente amarelado (cor de manteiga de cacau). Tinha um cheiro especial logo ao abri-lo. Meu pai trazia de S. Paulo, e depois aqui em Sorocaba, passou a ter num restaurante que mantinha uma bomboniere. Alem desse “urso branco”, tinha tbem o “beijo africano” que era o pão de mel!!!! HUMMMMM! Não existe igual. Os tabletes grossos amargos, eram de embalagem verde escura!! . que pena que acabou!!! Tenho 60 anos, e sempre fui apaixonada por esse chocolate. Fomos a S. Paulo uma vez, só para comprar um ovo de pascoa enorme. !! Pesava 4 quilos!!! E claro…. trouxe meu URSO BRANCO> Nunca mais….. Não dá para imaginar o sabor de um chocolate BRANCO igual…. SAUDADES>>>>>

  36. Afranio disse:

    Trabalhei muitos anos como representante de uma indústria de chocolate, e sei muito bem a excelente qualidade que a Sonken possuia. Hoje não existe nada no mercado, a nível popular, com vendas em varejo que se aproxime o que a Sonken foi um dia. A marca era muito forte, e hoje mesmo com os anos que passaram fora do mercado, acredito no sucesso de seu relançamento. Torço para que os detentores da marca se animem e tragam-nos de volta produtos que deixou tanta saudade.

  37. bel gomes disse:

    estou cá, no meio do dia, lendo sobre vida e morte das Balas Sonksen!!! Eram tão boas, o pão de mel tão especial, o nome Sonksen tão forte que merecia uma pausa no trabalho! Troquei o cafezinho pela leitura da matéria. É triste porque era bom demaaaais. Me despeço, agradeço as informações e volto ao trabalho solitária e curtindo literamente minhas doces lembranças!!

  38. ANTONIO FERNANDO TERRA disse:

    ESTUDEI EM 1969 COM Hermann Bornholdt QUE ACHO QUE ERA FILHO DO DONO DA FÁBRICA, ACHO QUE MORAVA EM SANTO AMARO. QUEM TIVER NOTÍCIAS… ERA UM AMIGÃO.

  39. Constance Bennecke disse:

    Quando meu filho de 8 anos me perguntou hoje o que é “cevada”, lembrei logo das deliciosas balinhas de cevada da Sönsken! Disse a ele que eram deliciosas e que sempre minha mae comprava para nós. Aí ele quis experimentar…. Bem, eu disse, vamos pesquisar se ainda existem essas balinhas, pois me lembram demais a minha infância.
    Foi quando encontrei esta matéria e li pra ele em voz alta, e ele respondeu triste:
    “Que pena, Mami, vou vivera minha vida sem ter sentido o gosto dessas balinhas que você tanto gostava…”
    Pois é, é uma pena mesmo….!

  40. Jorge aMosca disse:

    Que saudade daquele bombom cereja,em 1965 meu pai tinha atacado de doce no Pari eramos destribuidores dos produtos Sonksen, aque coelho de pascoa de 14 kg os produtos Sonksen era o que tinha de melhor em chocolate. gostaria de ver esse nome outra ves no mercado.

  41. Pedro Dias disse:

    Até hoje quando como um pão-de-mel sinto saudade do sabor inigualável do da Sønksen. Amava também as balinhas de cevada. Parece que os dois eram os únicos produtos da fábrica que chegavam aqui na Bahia. É mesmo uma pena que uma coisa tão boa não tenha perdurado.

  42. D. Calefi disse:

    Estive este final de semana em Campos do Jordão e participei da visitação a cervejaria Baden Baden, e durante a visita deram-nos algumas sementinhas de cevada e disseram-nos que poderíamos ate experimentarmos se quiséssemos, ao experimentar a sevada, em questão de milésimos de segundo me veio a cabeça as balas de cevada da tal latinha vermelha e me bateu aquela saudade, como em um comentário que li, também eram compradas pela minha avó, na época eu tinha mais ou menos uns 8 a 10 anos, hoje estou com 50 anos e lamento não poder mais sentir aquele gostinho da minha infância, que pena, entrei no google, na esperança de ainda poder encontrar aquela balas e me deparei com esta reportagem de nosso amigo Marcelo, tomara que algum dia alguém resolva ressuscitar estas balas, e que eu ainda esteja aqui para poder desfruta-las.

  43. Marco Manucci disse:

    Que saudade das balas de cevada…
    Quem dera os detentores da marca possam resgatar este patrimònio do paladar e relança-las.
    Acredito que teriam êxito.
    Excelente a matéria, parabens!

  44. Mauro Andreatta disse:

    Boas lembranças do meu saudoso pai, que trabalhou na Sonksen/Falchi.
    Fez minha alegria com as balas DELICIOSAS de goma.

  45. Aline disse:

    Olá, Marcelo Duarte

    Achei seu blog muito interessante, estava pesquisando sobre a Sonksen para um trabalho acadêmico e vim parar aqui… Gostaria de saber se você teria mais informações sobre a Sonksen e gostaria de nos ajudar…

    Desde de já agradeço sua atenção,
    Aline Melo

  46. Salvador Artuzo disse:

    Olá Marcelo
    Achei muito interessante a história dessa empresa, que infelizmente não existe mais. Gostaria de acrescentar que entre os produtos fabricados havia também as balas de alcaçuz cuja latinha era de cor preta.
    Um abraço
    Salvador

  47. Wanderley Almeida disse:

    Werner Sonksen, como voce pode ver eu não sou o unico orfão da Sonksen a ter boas lembranças do Urso Branco e Urso Marron.

    Que bom seria se voces Sonksen nos brindassem com um retorno mesmo que seja atravez de um lote edição especial principalmente do Urso Branco

    Dica para os orfãos do Urso Branco!
    Não é a mesma coisa mas na caixa amarela de bombons da Garoto tem de vez em quando (as vezes eles não colocam na caixa) 1 bonbon ( só uma unidade por caixa) que é branco e tem um sabor que se aproxima um pouco do sabor do Urso Branco.

    Ele é quadradinho e embrulhado em um papel amarelo com uma arpa estampada e se não me engano o nome deste bonbon é OPERETA.

    Quantas vezes eu comprei a caixa so por causa de 1 Opereta.

    Werner, meu amigo grande abraço e boas pescarias

    Wanderley Almeida

  48. Mario Henrique disse:

    Oi pessoal, sera que alguem conheceu ou tem algum familiar que trabalhou na chocolates falchi, meu av^se chamava Mario e foi o primeiro motorista com caminha baú da Falchi, ele tinha como tradição levar os caminhoes para Aparecida do Norte, para receber uma Banção.
    Por favor se tiverem alguma informação entre em contato. obrigado

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