Vida e morte das balas Sönksen

Até a década de 1970, o nome Sönksen era sinônimo de balas e chocolates em São Paulo. Até hoje, muitos paulistanos se lembram das famosas balas de cevada, que tinham a forma de pingos achatados e vinham em latinhas redondas na cor bordô. Dizia-se que elas combatiam até resfriados. Havia também balinhas nos sabores tangerina, leite, anis, mel e abacaxi. A Sönksen fabricava balas de goma, bombons, pães-de-mel e chocolates. Os primeiros ovos e coelhos de Páscoa, e Papais Noéis de chocolate foram fabricados por eles. “Chocolate para famílias” era o slogan estampado nas embalagens. Poucos registros daquela época foram guardados.

Mesmo com tantos produtos de sucesso, as finanças da empresa começaram a degringolar. Por serem mais sofisticados, os doces da Sönksen eram mais caros e só eram vendidos em lojas próprias. Elas ficavam basicamente na região central: Rua XV de Novembro, 24 de Maio, São João, Augusta. Em 1973, a Sönksen foi colocada à venda, e passou para as mãos de um grupo de empresários que controlava também a doceria Ofner. O único membro da família que se recusou a vender sua participação foi Broder August Sönksen. “Meu pai continuou na nova sociedade como um acionista minoritário”, conta Werner August Sönksen, que atualmente mora na Espanha e trabalha como diretor internacional da seguradora espanhola Cresce.

Mesmo sob nova direção, a Sönksen não conseguiu se recuperar. Em 1977, as finanças iam tão mal que a empresa pediu concordata. Três anos mais tarde, a fábrica foi vendida novamente, dessa vez para a empresa Casa Falchi, que mudou a razão social para Sönksen Produtos Alimentícios. Foi só então que Broder deixou definitivamente a empresa. Os negócios não melhoraram e, em 1983 a fábrica fechou de vez. No dia 5 de setembro daquele ano, a Justiça decretou a retirada forçada das máquinas. Assim que o maquinário foi removido, teve início um misterioso incêndio. Cerca de 200 empregados assistiram à chegada dos bombeiros. Já era tarde para salvar alguma coisa.

Depois da falência da Sönksen, Broder ainda fez uma tentativa de resgatar a tradição do clã no segmento dos doces. “Como meu pai já tinha o registro do nome nas lojas, começamos a fabricação de alguns produtos da antiga empresa”, lembra Werner. Foram relançados os bombons com licor de frutas, além dos ovos, coelhos e Papais Noéis de chocolate. “Contratamos ex-funcionários da empresa falida, que resgataram as receitas”. O negócio durou até 1987. Com a morte de Broder e com a falta de interesse dos herdeiros em tocar o negócio, o projeto foi encerrado. Werner, que hoje detém o registro da marca, diz que pode estudar propostas de interessados em ressuscitar a Sönksen.

A árvore genealógica


A empresa, que recebeu o sobrenome da família paulistana de origem alemã Sönksen, não nasceu nem morreu nas mãos de membros do clã. Em 1888, a loja de chocolates La Bombonière foi inaugurada na rua Líbero Badaró por Alfred Richter. Richter casou-se em 1900 com Alwine Sophia Sönksen, que herdou a loja depois da morte do marido. Como mas não quis continuar com o négócio, ela vendeu a La Bombonière para João Faulhammer em 1904. Uma das filhas do empresário, Anna Sophia, casou-se com Augusto Sönksen, irmão de Alwine.  Foi Augusto quem convenceu Alwine a voltar para o negócio, junto com outro irmão, Christian. Os três compraram a empresa de Faulhammer em 1912 e deram e ela o nome de Sönksen. A fábrica e a sede da empresa ficavam num prédio no número 310 da Rua Vergueiro. Em 1948, o trio incluiu mais parentes entre os acionistas.

Salário em chocolate

Luiz Antonio Barbieri foi analista de organização e métodos da Sönksen entre 1976 e 1977. Naquela época, a empresa já estava mal financeiramente. Barbieri participou do processo de informatização da fábrica. Mas, pouco tempo depois, a direção decidiu voltar ao trabalho manual. “Eles não tinham recursos para sustentar aquele sistema”, conta Barbieri. As finanças estavam tão frágeis que os salários dos funcionários viviam atrasados. “A gente recebia num determinado mês e ficava outros dois sem ver a cor do dinheiro”. Barbieri deixou a empresa em setembro de 1977 e só recebeu os atrasados em abril do ano seguinte. “E o pagamento foi em chocolates”, lembra ele, contando que foi para casa com o carro cheio de doces.

A moça da Sönksen


Ela até parece parente da moça da Nestlé, mas não é. O símbolo veio do quadro La Belle Chocolatière, do pintor suíço Jean Etienne Liotard. A moça da Sönksen carrega uma bandeja com um copo d’água e uma caneca de porcelana com chocolate quente.  A escolha foi feita em 1888, quando a empresa ainda se chamava La Bombonière.

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Posted in Baú, Comes e bebes, São Paulo at janeiro 31st, 2011. 48 Comments.

Onde comer pato laqueado em São Paulo

Como prometi hoje cedo, no quadro “É São Paulo que Não Acaba Mais”, na BandNews FM, aqui estão os endereços do pato laqueado em São Paulo. Em primeiro lugar, é bom explicar que, no mundo da culinária, “laquear” significa pincelar a carne com xarope agridoce.

HI PIN SHAN

Nascida em Hong Kong, Kelly Wong aprendeu a preparar o pato laqueado (também chamado de “Pato de Pequim”) com o sogro. “Agora o prato é comum na China, mas antes só os mais ricos tinham o costume de comer”, explica. Há 30 anos vivendo no Brasil, a dona do Hi Pin Shan (Rua Dr. Ivo Define Frasca, 99, Itaim-Bibi, 3849-1191)  faz questão de ressaltar que o preparo é um pouco diferente do tradicional chinês. Em seu restaurante, o pato é descongelado, temperado com corante chinês, mel e maisena, para que sua pele fique crocante, sempre de um dia para o outro. Depois desse período de descanso, como o pato “murcha”, ele é inflado com uma bombinha, para que a sua pele volte à forma original. O pato é então pré-assado no forno durante 30 minutos e só depois frito. De acordo com Kelly, a pele frita deve ser colocada dentro de uma panqueca fininha, pincelada com molho missô e cebolinha, embrulhada e degustada como se fosse um petisco. Essa versão do prato, com cerca de 15 panquecas, custa 132 reais. Caso o cliente deseje comer também a carne do pato –  servida desfiada com legumes -, acompanhada com uma sopa feita com os ossos do animal, o preço sobe para 170 reais. São vendidos cerca de 20 patos laqueados por mês no Hi Pin Shan. Mesmo assim, o prato que serve quatro pessoas precisa ser reservado com antecedência.

TON HOI

O pato laqueado está no cardápio do Ton Hoi (Av. Prof. Francisco Morato, 1484, Butantã; 3721-3268) desde 1982. A iguaria é servida às quartas e quintas. A escolha pelos dias menos movimentados na cozinha é porque  o restaurante não trabalha mais com reservas. A restrição também acontece devido ao tempo de preparo do prato, que é de dois dias. Na receita ensinada pelo pai, o chef Tommy Wong, 49 anos, pincela o pato com uma calda feita de mel, saquê e maisena. A ave passa uma noite “tomando vento” e um dia “tomando sol”, antes de ser assada e depois frita. O pato laqueado também é servido em três fases: a primeira é a pele frita da ave, envolvida com uma massa de panqueca bem fina. A segunda é a carne do pato desfiada, servida com broto de feijão, cebolinha, shimeji e pimentão. Por fim, os ossos do animal viram uma sopa. O prato completo custa R$182 reais e serve quatro pessoas. Precisa ser reservado antes por telefone. “Às vezes a pessoa encomenda o pato e não aparece”, conta Tommy. “Quando isso acontece, a cozinha costuma oferecer o pato para outro cliente. Como é um prato diferente, em geral a pessoa fica toda contente e aceita”.  A demanda pelo Pato de Pequim varia de acordo com a época do ano, mas Tommy calcula que são vendidos em média 20 patos laqueados por mês.

CHINA LAKE

Dos lugares que oferecem o pato laqueado em São Paulo, o China Lake (Rua Marechal Deodoro, 525, Santo Amaro; 5524-7921) é o único que não pede reserva antecipada do prato, tanto no almoço quanto no jantar. “Aqui nunca faltou pato”, garante o chef e proprietário Paulo Hu. A mágica é explicada pela demanda do prato. “Como tem sempre cliente querendo, não deixamos de ter pato para vender”, diz. O movimento também varia – o chef calcula que sejam vendidos entre cinco e vinte patos por mês, com picos de até quarenta patos. No China Lake, o pato é vendido de duas formas: o “normal” vem com a pele frita envolvida em panquecas, acompanhada de molho missô e talos de cebolinha, e custa 98 reais. Já o “pato completo” vem com a pele, a carne da ave com legumes, missô, arroz, sopa feita com os ossos do animal e custa R$130.

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Posted in Comes e bebes, São Paulo, Viagem at janeiro 26th, 2011. 2 Comments.

Um Sábado no Paraíso do Swing

Olha só que boa notícia.  A antologia  “Um Sábado no Paraíso do Swing” , com 40 reportagens e entrevistas reunidas pelo jornalista Miguel Icassati, está de volta às livrarias. O título do livro é de uma reportagem que fiz para Playboy em maio de 1985. Ainda estava no terceiro ano da faculdade, já trabalhava na revista Placar e fazia uns frilas esporádicos para Playboy.  O texto é sobre uma chácara em que havia troca de casais – num tempo em que não se falava tão abertamente sobre casas de swing como hoje em dia. Um segundo texto, sobre os bastidores de um filme pornô, também foi selecionado. Só que a honra maior foi dividir as 312 páginas do livro com nomes como Fernando Sabino,  Marcos Rey, Eliane Brum, Sérgio Dávila, Jotabê Medeiros, Juca Kfouri, Millôr Fernandes, Paulo Francis, Xico Sá,  entre outros craques da literatura e do jornalismo.

Troca de casais, a vida dos astros do cinema pornô, o mundo secreto do sadomasoquismo, o que rola nos corredores dos motéis e dos sex-shops, o clube de hedonismo, o repórter que se fantasiou de stripper, homossexualismo no futebol e até o entrevistado que resolveu tirar a roupa no meio da reportagem.  “Um Sábado no Paraíso do Swing” tem textos assinados por um respeitadíssimo grupo de 47 jornalistas e escritores.

Escrever sobre sexo – com elegância e sedução – é um eterno desafio para jornalistas de todas as gerações. Trabalhei dois anos como redator-chefe de Playboy e sei bem o duro (sem trocadilhos, juro!) que os repórteres precisam dar. Quantas vezes não foi preciso se disfarçar de cliente, de vendedor ou até de garçom para trazer aos leitores um retrato fiel de tudo o que acontece num clube de swing, numa praia naturista ou nos bastidores de um filme pornô? É isso que torna esse livro tão saboroso.

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Posted in Jornalismo, Sexo, livros at janeiro 18th, 2011. 2 Comments.

Cuidado: ele está apontando o walkie-talkie para você!

A versão original de E.T. (1982) tinha agentes armados

Vivemos na era do politicamente correto.  Algo que parecia natural vinte anos atrás pode sofrer a maior patrulha nos dias de hoje.  Por isso é preciso tomar muitas precauções. Por exemplo, na hora de fazer um relançamento comemorativo do filme E.T., o Extraterrestre (1982), em 2002, o diretor Steven Spielberg usou efeitos digitais para mudar certos aspectos. A espaçonave foi modificada para  parecer mais real, assim como algumas expressões do pequeno alienígena. Porém, não foi isso que mais chamou a atenção, e sim a alteração visual da cena em que a bicicleta escapa dos agentes armados. Peraí: armados?!?  Na versão de 2002, os rifles dos policiais são trocados por inofensivos walkie-talkies. Dá para conferir no trailer aos 1min13.

Quando teve que alterar o trailer de Watchmen (2009), por causa de um personagem estar apontando a arma para a câmera, o diretor Zack Snyder resolveu parodiar o episódio politicamente correto de Spielberg. Como o problema parecia ser apenas que o assassino mirava no telespectador, durante aquelas frações de segundo o revólver foi trocado digitalmente também por um walkie-talkie. Nos frames seguintes, a arma volta a aparecer. É um pouco difícil de ver a piada no vídeo, mas você pode conferi-la em 1min29.

Cuidado, ele está apontando um walkie-talkie para você!

Outro caso é a modificação digital de desenhos japoneses para adequá-los ao público infantil ocidental. Ao levar o desenho “One Piece” para os Estados Unidos, a empresa 4Kids removeu tudo o que envolvia sangue, cigarros e decotes. As armas de fogo usadas por praticamente todos os personagens, que são piratas, foram trocadas por armas de brinquedo, com rolhas na ponta ou pistolas d’água. Rum, cerveja e outras bebidas alcoólicas acabaram trocadas por suco de laranja. A imagem mais emblemática é a de Sanji, um dos personagens principais. Na versão americana, seu cigarro foi trocado por um pirulito.

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Posted in Baú, Cinema, Humor at janeiro 17th, 2011. 2 Comments.

Deu a louca no Zodíaco. E agora, como fica?

Uma notícia bombástica sacudiu o horóscopo ontem. Parece que o americano Parke Kunkle, da Sociedade Planetária de Minnesota, nos Estados Unidos, afirmou que as datas dos signos estão erradas porque o campo gravitacional da Lua fez com que a Terra se movesse lentamente do eixo original, mudando a interpretação que temos das constelações. Por isso, ele sugeriu  uma nova tabela de datas, além da inclusão de um novo signo, o Serpentário (ou Ophiuchus). Eu, por exemplo, passei de Escorpião para Libra.

Mas a mudança proposta por Kunkle não altera só o quadradinho que vamos ler primeiro ao abrir o jornal de manhã, não.  Pode acreditar: isso mexe com a literatura, o cinema, a música, as placas de trânsito e até com produtos famosos. Apresento alguns exemplos a seguir.

A ex-garota de programa Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, nasceu no dia 28 de outubro. Pelo novo horóscopo, ela passa a ser… virgem! Portanto, o o livro O doce veneno do escorpião, passará a se chamar O doce veneno da Virgem! Mais estranho, impossível.

E as “Torres Gêmeas” do World Trade Center, em Nova York? Se essa mudança fosse proposta antes de 2001, quando elas foram derrubadas num atentado terrorista,  elas passariam a se chamar Torres Sagitarianas, sei lá.  O famoso filme Sob o Signo de Capricórnio (1949), de Alfred Hitchcock, também teria que passar por adaptações. Ficaria  Sob o Signo de Peixes.

Até mesmo nas estradas teríamos que correr para fazer as correções. Já imaginou termos que trocar  o Trópico de Câncer pelo Trópico de Leão? Estou achando isso cada vez mais esquisito… Ah, o mesmo vale para o Trópico de Capricórnio.

Até produtos conhecidos, como o Matte Leão, teria que se adaptar ao novo horóscopo, mesmo sabendo que o chá leva o nome de  seu fundador, Leão Junior.

Ok, ok,  em inglês, o signo Virgem se chama Virgo, mas não podemos perder a piada: a música Like a virgin, de Madonna, poderia muito bem se chamar Like a Taurus (só ia ter que sofrer boas modificações na letra). Ao mesmo tempo, o revólver Taurus passaria a se chamar Aquarius. Bem, ao menos, ele deve passar a ser à prova d’água…

Mas o pior de tudo, nessa mudança, preciso confesar o que é:  ter que decorar de novo todos os nomes dos Cavaleiros do Zodíaco…

Update: Fiquem calmos, os signos não vão mudar – pelo menos por enquanto. Tudo que aconteceu foi uma confusão que tomou grandes proporções. O próprio site da Sociedade Planetária de Minnesota não diz nada a respeito de mudanças. A Astrologia também explica que a roda do zodíaco não depende das constelações, embora os nomes coincidam. Uma pessoa é de Áries, por exemplo, porque o Sol estava passando pela zona geométrica de Áries – e não pela constelação de Áries – na hora do seu nascimento.

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Posted in Cotidiano, Invenções at janeiro 14th, 2011. 5 Comments.

Como é que ninguém pensou nisso antes?

Na volta do supermercado, você está com as duas mãos cheias de sacolas pesadas. Chega a hora de chamar o elevador e você é obrigado a se contorcer para conseguir apertar o botão – com o cotovelo, com os nós dos dedos, sei lá mais com que. Tudo para não derrubar as sacolas no chão! E se você pudesse chamar o elevador usando os pés?

Este programa de TV japonês mostrou uma invenção que desperta a pergunta: “como é que ninguém pensou nisto antes?”. Sim, senhoras e senhores: um botão de elevador que fica à altura de um chute. O Erebeeta no Hikusugiru Botan (em tradução livre, “Botão de elevador que fica muito lá embaixo”) é uma solução bem simples.

O vídeo mostra duas mulheres conversando sobre o botão (em 40s). Elas não viram o botão na linha de seus pés e pensaram que o normal seria se abaixar um pouco para apertar o botão de cadeirantes, que fica na altura de uma pessoa sentada.

Esse novo tipo de botão também é eficaz para manter a higiene, já que não é preciso tocar em nada com as mãos. Um problema está resolvido, mas logo vem outro. Ao entrar no elevador, ainda com as mãos ocupadas, como fazer para apertar os botões dos andares?

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Posted in Cotidiano, Invenções, Viagem at janeiro 13th, 2011. No Comments.

Um chiclete grudou na sola do sapato. E ficou ótimo!

É difícil imaginar aquelas roupas apresentadas nos grandes desfiles sendo usadas no dia-a-dia. O que dizer, então, das peças de Kobi Levi, designer israelense que faz sapatos bem… diferentes? Veja, por exemplo, este design baseado na roupa que a cantora Madonna usou na turnê Blond Ambition:

Por causa dessas loucuras, Kobi é um designer bastante requisitado pela indústria de sapatos e, em seu perfil, diz que já fez peças para a Itália, a China e o Brasil. Ele baseia suas criações  em conceitos e imagens cotidianas e “trata os calçados como telas em branco”, segundo suas próprias palavras. Este outro modelo foi inspirado na personagem Olívia Palito, do desenho Popeye:

O Chewing Gum tem um salto que simula umas das coisas mais irritantes que pode acontecer na rua: o chiclete que gruda na sola do sapato. Outros designs bizarros são o Sling-Shot, em formato de estilingue, o Dog, cachorro, e o Slide, imitando um escorregador.

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Posted in Celebridades, Viagem, moda at janeiro 12th, 2011. 1 Comment.

Sem calças no Metrô e outras missões curiosas

No último domingo, São Paulo foi palco pela terceira vez  da missão “No Pants Subway Ride” (Passeio de Metrô Sem Calças), um dos mais conhecidos exemplos de flash mob. Cerca de 250 passageiros tiraram suas calças e fizeram a viagem  apenas de calcinha ou cueca, como se nada de incomum estivesse acontecendo. Foi em 2002 que aconteceu o primeiro No Pants no metrô, organizado pelo “Improv Everywhere”, grupo novaiorquino que realiza várias missões para  “causar cenas de caos e alegria” na cidade. Naquele ano,  a trupe só conseguiu reunir sete pessoas no metrô de Nova York. Da última vez, no ano passado, o número cresceu para 3 mil.

O Improv Everywhere é liderado pelo ator Charlie Todd. Tudo começou quando ele e alguns amigos foram a um bar e fingiram que ele era o cantor Ben Folds. Os clientes acreditaram. Todd contou isso a amigos do grupo de teatro, que resolveram criar outras pegadinhas.  Na verdade, eles não usam a palavra “pegadinha”, mas “missão”. Os participantes das missões são chamados de “agentes”.   Em uma das mais famosas ações,  207 pessoas pararam de se mover ao mesmo tempo na maior estação de trem do mundo (Grand Central, em Nova York, Estados Unidos). O vídeo da ação Frozen Grand Central já tem cerca de 24 milhões de visualizações no YouTube.

Das mais de 100 missões que Todd afirma ter organizado, uma de suas preferidas é The Moebius, feita em 2003. Ele e mais  sete agentes  estiveram envolvidos. A ideia era fazer com que vários acontecimentos se repetissem continuamente por uma hora, intrigando os clientes de um café Starbucks:

A fama adquirida garantiu até a oportunidade de escrever um livro: Causing a scene: extraordinary pranks in ordinary places with Improv Everywhere, lançado em 2009, tem a descrição de peças já pregadas por Charlie Todd e seus companheiros. Se você quiser dar uma espiada, é possível ler os dois primeiros capítulos gratuitamente aqui.

A primeira missão descrita (em inglês) no livro é a Even Better than the Real Thing, quando eles fingiram ser a banda U2 e fizeram um show de mentira em cima de um prédio. Centenas de pessoas foram atraídas pelo barulho e realmente acreditaram se tratar de Bono Vox e companhia. No entanto, tudo acabou na delegacia. Ficou curioso? Veja o vídeo da missão:

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Posted in Cotidiano, Humor at janeiro 11th, 2011. No Comments.

Como fazer alta gastronomia com um Big Mac

Tem gente que torce o nariz quando ouve falar em fazer uma refeição no McDonald’s. Por mais esforços que a rede faça para colocar “alternativas saudáveis” no cardápio, o McDonald’s não consegue se livrar daquele aspecto horrível de 0 junk food. Invariavelmente, os ingredientes dos sanduíches vêm até fora do lugar…

Em 2005, o McDonald’s criou um programa chamado “McGourmet”, oferecido a jornalistas e blogueiros. O que é isso? São pratos de alta gastronomia, feitos apenas com  ingredientes que são parte do menu das lanchonetes. As combinações são inusitadas:  estrogonofe de Chicken Grill, croquete de Big Mac com ketchup de maçã, salada de folhas com molho de Fanta Laranja, ou barreado de Big Tasty servido com farofa de banana. As fotos são bem atraentes (e estão a anos-luz das refeições servidas nas lojas).

Enfornado de Chicken Grill com purê de McFritas e concasée de tomate

Musse de queijo parmesão

Quem também descontrói as McRefeições é o  blog Fancy Fast Food. Desde 2009, Erik Trinidad  recria  pratos de redes famosas de fast food, principalmente do McDonald’s. O primeiro post já mostra o clássico Big Mac transformado em bife com purê de batatas. O que era assim…

…ficou, num passe de mágica, assim:

Cada post de  Trinidad tem a receita (em inglês) do prato de “haute cuisine”, uma foto do antes e outra do depois. É permitido que leitores enviem suas contribuições, mas respeitando as regras: não adicionar ingredientes que não sejam decorativos (como folhas de salsa) e não modificar as fotografias. Está disposto a ser um chef da junk food? Envie sua criação gastronômica para fancyfastfood@gmail.com.

Ah, o Fancy Food sempre alerta: “Essa comida ainda faz mal a você. Mas veja como pode ficar bonita!”

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Posted in Comes e bebes, Cotidiano, Invenções at janeiro 10th, 2011. 1 Comment.

Um café com Super Mario e Almirante Ackbar

O canadense Patrick Maloney trabalha em uma cafeteria da rede Starbucks em Sherwood Park, Alberta, e encontrou uma maneira bem inusitada e geek de anunciar a bebida recomendada do dia: em vez de colocar na lousa seu nome como o “barista do dia”, Maloney desenha algum personagem da cultura pop, como Almirante Ackbar, de Star Wars, ou o encanador Mario, e faz brincadeiras para apresentar suas criações.

Como tudo deverá ser apagado no dia seguinte, ele fotografa com seu iPhone 3G as lousas que elabora e coloca em um álbum no Facebook. Confira aqui algumas delas:

Brincadeira com a célebre frase "It's a trap!", do Almirante Ackbar

Gato Risonho, de "Alice no País das Maravilhas"

O pokémon Mudkip

Mario, o famoso personagem dos games

Resta saber se as bebidas criadas pelo barista são tão boas quanto seus desenhos…

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Posted in Comes e bebes, Humor at janeiro 8th, 2011. No Comments.