Na Folha de S. Paulo de hoje, uma professora paulistana chamada Maria Nardoni, 56 anos, falou sobre  os constrangimentos que tem passado desde que estourou o caso “Nardoni”. Embora não tenha nenhum parentesco com o assassino da própria filha, ela vive sendo olhada de lado toda vez que precisa apresentar um documento. Alguns de seus parentes já receberam até ameaças pelo telefone. Tudo por causa do sobrenome.

Fazer mudanças no nome não é uma tarefa das mais simples. Para começar,  é preciso entrar com uma ação na Justiça e provar que o nome ou o sobrenome causam algum tipo de constrangimento ou situação vexatória. Os motivos podem variar de homônimos (pessoas com nomes idênticos), erros de digitação do escrivão no momento do registro ou até mesmo nomes, digamos, excêntricos demais, como Domingão Sabatino Gomes, Japodeis da Pátria Torres ou Grande Felicidade Virgínia dos Reis. Sim, essas pessoas existem.

Para acrescentar apelidos ao nome, o processo judicial é quase o mesmo. O interessado deve  provar que tem um público bastante grande que o conhece por aquele codinome.  Foi assim com Maria da Graça, que incorporou o “Xuxa” , e com Luís Ignácio, que colocou o “Lula”.

Outro caso famoso de mudança de nome foi do médium Chico Xavier. Ele só passou a se chamar Francisco Cândido aos 56 anos. Antes disso, ele era Francisco de Paula Cândido. Ele nasceu em 2 de abril, dia de São Francisco de Paula. Daí a escola do nome. Ao deixar de ser católico, ele resolveu  desvincular seu nome do santo.

Vale lembrar que nomes com pendências não podem ser trocados. Pessoas que respondem a processos criminais ou possuem dívidas em seu nome não podem pedir alteração na certidão de registro.

Nota de esclarecimento: o Blog do Curioso não tem competência para orientar seus leitores quanto aos procedimentos jurídicos para a mudança de nome. Para mais informações sobre o processo, procure um cartório ou consulte um advogado.

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